Mestre Sol e Mestre Luz – Kazagrande

No início de nossa organização do Corpo Mediúnico, com a formação do Mestrado, Tia Neiva trouxe duas classificações diferentes para os Doutrinadores: Mestre Sol e Mestre Luz. O objetivo era que, pela sua Clarividência, já determinasse nos primeiros passos, a disposição transcendental do Mestre para determinados Comandos.

Lembremos que o objetivo de trazer o Mestrado, pela Elevação de Espadas, era a preparação para a Estrela Candente.

Com o descortinar de sua visão, para uma missão ainda maior, trazendo a Centúria e novas classificações, a determinação da primeira classificação, em Mestre Sol ou Mestre Luz, passou diretamente à intuição dos Devas. Assim como as Falanges de Mestrado e Povo.

Nas primeiras classificações realizadas pelos Devas, além da natural intuição dos grandes Mestres Barros, Fróes, Capuchinho e Jorgito, levava-se em conta se o Mestre residia no Vale. Pois um Mestre residente teria mais facilidade para assumir os comandos e escalas, sendo consagrado como Mestre Luz.

Hoje a diferença principal fica pela determinação preservada de que somente um Mestre Luz poderá comandar a Estrela Candente e o Sanday de Indução. Ambos são Doutrinadores e dispõem das mesmas forças.

O Mestre Sol é o Regente da Estrela, obedece a escala do Primeiro Mestre Sol da Estrela Candente, Mestre Nelson Cardoso, Adjunto Janarã. Na Regência, ele ocupa o projetor de destaque e tem a missão de reger no trabalho em sua área Cabalística, ao passo que o Mestre Luz, obedecendo a escala de Comandantes Janatã, exerce o Comando verbal ativo. São apenas missões diferentes, ninguém é mais que ninguém!

Kazagrande

Quando perdemos a esperança… Kazagrande

Esta semana li um texto interessante sobre um jovem que desejava deixar a Doutrina por observar as contradições entre palavras e ações de seus irmãos. Estava cansado das disputas, das fofocas, da intolerância em um ambiente onde se prega o amor, a humildade e a tolerância. Sabiamente o Adjunto disse que enchesse um copo com água até a borda e desse três voltas em torno do Templo, e depois poderia entregar suas armas. Pensando ser uma espécie de ritual, o jovem deu as três voltas e levou o copo com água até o Adjunto:

  • E então? Durante estas três voltas ao redor do Templo, quantas maledicências você ouviu? Quantas fofocas? Quantas atitudes incompatíveis com a Doutrina você pode observar?
  • Nenhuma! – foi a resposta do jovem.
  • Exatamente! Não viu nada, mas tudo permanecesse igual, as mesmas coisas de sempre. A diferença foi que você estava prestando atenção no copo, este era seu foco! Nada mais importava! Então… Pense no seu trabalho espiritual como pensou no copo e nada ao redor importará mais do que cumprir a missão.

Salve Deus!
Este relato me fez refletir muito sobre quantos de nós hoje precisamos deste “copo”. O quanto é preciso manter o foco na missão para poder cumpri-la! Pois se olhamos ao redor da vontade de desistir! Se prestamos a atenção ou questionarmos nossos irmãos, sentiremos vontade de sair correndo.

Sim, meus irmãos e irmãs, é triste! Mas temos duas opções apenas: focar ou correr! Não pensem que nunca desanimei, ou pensei em desistir de tudo! Pelo contrário, luto todos os dias, contra eu mesmo, para manter o foco! Tenho a esperança de que cada vez mais surgirão mentes despertas e capazes de semear um futuro de união e compreensão. Tenho fé! E as vezes é somente a fé que resta.

A cada novo texto redigido, a cada e-mail respondido, seja de um coração aflito ou de uma alma resgatada, sinto florescer de novo a esperança dos dias de “branquinho”.

Também sinto vontade de gritar, de dizer um basta a tantas coisas… Mas a grande pergunta sempre será: Resolve? Ou: Resolveria? Então é melhor semear o que possa ser bom e produtivo, compartilhar o pouco conhecimento adquirido, dividir as experiências vividas, e sonhar (sim, sonhar!) com o momento em que a maioria possa caminhar sem precisar do copo, pois ao nosso redor encontraremos o amor nos olhares, a humildade nas palavras e a tolerância no calar.
Kazagrande

Trabalho de Contagem – Jairo Zelaya

O trabalho de Contagem foi trazido para a manipulação de correntes negativas mais pesadas, que muitas vezes atrapalham os trabalhos. As primeiras Contagens ocorriam sempre que nossa Mãe sentia o Templo pesado, com prejuízo para os médiuns e pacientes. Na época, o Comandante do Dia suspendia tudo e fazia uma Contagem, a qualquer momento, depois os trabalhos eram continuados.

Nossa Mãe explicava que, quando o comandante faz a harmonização, emissão e canto, é formada uma “redoma” em volta do Templo ou do lugar onde é realizada a Contagem, motivo pelo qual ninguém pode entrar nem sair do ambiente até o término desse trabalho.

Dentro dessa redoma, o comandante convida os médiuns a mentalizarem as forças da natureza – as matas, os mares, as cachoeiras, etc, fazendo com que a força nativa seja atraída para dentro.

Depois, o comandante pede a mentalização dos problemas, dos hospitais, presídios, dos que sofrem, atraindo as correntes negativas que atrapalham os que estão sendo vibrados, assim como as que se fazem presentes no ambiente, e enviando as energias positivas para os que são vibrados, fortalecendo e iluminando seus caminhos.

Em seguida o Comandante faz sua evocação, pedindo ao Mestre Jesus e ao Divino Arakém a iluminação da Contagem com a presença do Povo de Cachoeira e das Sereias de Iemanjá, que vem justamente manipular e preparar as correntes e espíritos negativos ali contidos para a elevação. Após a vinda do povo das águas, todos ficam de pé, emitem o mantra Simiromba para a impregnação fluídica e três elevações, pelos Doutrinadores.

Nossa Mãe disse que, durante a elevação, a “redoma” explode em luz, e o trabalho é encerrado, deixando apenas a emanação suave do povo das águas.

Jairo Zelaya

Sobre as Leis e Normas e a Indefinição vivida hoje

Muitos me indagam sobre as leis, normas e ensinamentos do amanhecer serem restritivos, seja pelo ensinamento de não ingerir álcool por conta da questão técnica de contaminar o sangue e afetar o exercício mediúnico em frequências luminosas ou pelo aconselhamento de não participar de outras cerimônias ritualísticas não pertencentes à corrente, entretanto esses dois ensinamentos estão livres para serem filtrados pelo seu livre arbítrio, a consequência é única e exclusivamente sua.

Vivemos um outro embate entre os jaguares, talvez nunca antes tão pujante: a interpretação pessoal das leis e normas da doutrina, o que coloca em cheque nossa estrutura doutrinária, que é sem dúvida a parte que não deve ser filtrada pela personalidade pois a consequência não é só do agente e sim do corpo mediúnico todo. Embates como a indefinição de prefixos nas emissões, ordem hierárquica das classificações, consagrações legítimas ou ilegítimas, diversas ninfas como primeira de uma mesma falange e etc, as indefinições são inúmeras. Toda essa indefinição é característica de um momento de transição, vivemos em um tempo difuso em que o sobrenome ou quem te consagrou pode validar seu trabalho ou não. Como nossa doutrina é definida justamente no âmbito transcendental, isto é, definida pela constatação da existência do espírito que transcende a limitação temporal de uma encarnação, logo devemos pensar o momento atual com o olhar na velha estrada.

O Jaguar como foi definido pela Clarividente Neiva é um espírito conquistador, marcado por inúmeras revoluções e demonstrações de rebeldia, seja contra o aparato civilizacional vigente e a nós mesmos, ou contra as leis espirituais e espíritos que os regiam, pois bem, fazendo esse resgate podemos perceber a obviedade da ação da espiritualidade em nos colocar em um sistema doutrinário com leis e normas definidas, pois a revolução e a rebeldia, a sede em derrubar homens é o nossa natureza e estamos aqui para transformá-la, natureza essa que tanto atrasou inúmeras encarnações e a nossa evolução diversas vezes, não seria sensato colocar espíritos com essa transcendência em um sistema cheio de leis frouxas e indefinidas.

Nesse sentido as leis são limitantes de nossa personalidade e impulsos para que a partir disso floresça a espiritualização em nossas consciências, Pai João ao se referir a um espírito que estava na terra disse: “Ele está pagando pena”. Em suma, ao caminharmos sob uma lei que nos rege, compreendemos o sentido crístico de evolução, embora possamos escapar das leis e normas que estruturam o vale do amanhecer e até alterá-las a nossa favor, escapar também das leis dos homens e seus tribunais, nunca poderemos escapar da lei divina.

Adendo: Este texto não se refere a nenhuma personalidade ou grupo desta doutrina, aborda um aspecto macro dos acontecimentos. Salves Deus !

Gabriel Izídio
Regente Muyatã
26 de Setembro, 2019 – Vale do Amanhecer.

Rodoviária Universal – Adjunto Apurê

Mais uma viagem, mais uma missão, mais aprendizado.
Voltei por amor por aqueles que decidi ajudar, sim, ao jurarmos um compromisso espiritual e chegando na terra tudo foi preparado para nos receber. Pai, mãe, irmãos, família, amigos e inimigos.
Nesta viagem eu retornei a grande rodoviária universal. Ela é tão grande que você acaba se perdendo. Mas eu tinha um objetivo, conhecer. Fui entrando nas filas e ali eu tinha a oportunidade de falar com os espíritos. Saber de cada um tudo, saber quem eram, qual destino, o que pensavam.
Eu vi centenas de milhares de desencarnados nas longas filas e os fiscais que orientavam o destino. Espíritos novos e velhos, portanto deficiência ou não, cada um com sua particularidade. Eu vi um rapaz que havia acabado de chegar da terra. Ele era deficiente. Esta marca ele adquiriu nesta encarnação. Foi irresponsável com sua vida e desencarnou em um acidente. Seu corpo ficou mutilado e ao passar para o outro lado levou consigo a sua dor.
Ele estava nesta fila. Eu, porém, tinha passe livre por estar transportado da terra. Os filhos de Seta Branca tem esta permissão.
Eu cortava as filas que subiam e desciam as enormes plataformas. Quando entravam nos transportes já tinham lugar certo. Eu diria, transportadores, pois era tudo diferente. Muito grande para atender ao suplício dos viajantes.
Eu havia me perdido, entrei num transportador conversando com o rapaz conhecido. Ao sentir a movimentação pedi para descer e de imediato fui atendido. Como eu não sabia onde estava fui pedir ajuda ao fiscal. Com muita educação ele foi me esclarecendo. Estes fiscais são orientadores, são missionários.
Ao observar a imensidão de onde eu estava eu digo, isso é a mão de Deus, de Jesus.
Ao voltar para a rampa que viria para a terra, eu encontrei muitos vindo visitar. Estavam voltando para o planeta, saudade. De onde eu estava não via terra, eu somente sabia que ela estava em algum lugar abaixo dos meus pés. Por ser etérico plano divino eu apreciei esta viagem, pois não é a primeira vez que cruzo este mundo.
Senti uma leveza, estávamos se movimentando. Quando o transportador cruza as faixas a gente sente mudar o padrão vibratório. Cada faixa é diferente. Chegamos, agora estávamos na crosta e dali cada um tomaria seu rumo e todos acompanhados.
Eu abri meus olhos e já no meu físico relembrando tudo. A capacidade de guardar as memórias do astral é um segredo do espírito. Cada pessoa tem um destino programado conforme pediu. Eu pedi uma missão e fui contemplado com uma. É tão lindo e maravilhoso servir com amor a terra e ao céu. Se todos pudessem contemplar isso tudo a terra hoje seria um paraíso.
A missão de Seta Branca é preparar este povo para a grande obra, eles não tem tempo a perder. As mesquinharias ainda são o entrave dos jaguares. Liberdade, caridade e conhecimento.
Sem conhecimento não há evolução. Conheça a ti mesmo ou será engolido pela ignorância mediúnica. Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
25.01.2020