Reajuste Injusto? Kazagrande

Lembro sempre de um atendimento que fiz nos Tronos, há muito tempo atrás:

Estava com minha Ninfa incorporada com Vovó Catarina e quando um paciente saiu e o Comandante encaminhou outro, eu senti de imediato a mudança da energia. O paciente, de muletas, caminhava lentamente para os Tronos, enquanto eu identificava em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo a Entidade que chegava: Pai Joaquim das Cachoeiras!

O paciente sentou e relatou sua história. Estava voltando ao Templo depois de seis meses na cama de um hospital, havia sofrido um acidente de moto e sua perna quebrou em três partes. Ainda teria mais um ano de muletas até que estivesse restabelecido. Era um Jaguar, médium antigo e muito bem visto pela maioria de seus irmãos. Eu, pessoalmente, não o conhecia.

Relatou o acidente e pediu a Pai Joaquim um esclarecimento: Por que havia passado isso com ele? Não conseguia compreender! Era um bom médium, se dedicava com amor a todas as escalas, vinha ao Templo pela missão e não encontrava uma justificativa para passar por tanta dor! Sempre havia trabalhado muito e se dedicado a família, sentia-se amado e acolhido e procurava retribuir tudo o quê recebia de Deus, através de sua dedicação ao próximo. Por que ele, que deveria ter a proteção do Pai, havia se arrebentado todo e o amigo “ateu”, que estava na mesma moto, saiu ileso?

Relatou todo o drama de sua vida! O quanto estava sofrendo por conta daquele acidente. As dificuldades financeiras, a falta de apoio dos irmãos de Doutrina, o descaso de seu Adjunto, etc.

Pai Joaquim ouviu tudo pacientemente e, depois de deixar que ele desabafasse, colocasse para fora toda aquela energia pesada, passou a falar:

  • Salve Deus, meu filho! Verdadeiramente você é um Jaguar dedicado e fiel aos seus compromissos, e sei da pureza de seu coração. Agradeça, mas agradeça muito ao Pai a proteção que você recebeu.
  • Proteção? Mas meu Pai, eu me arrebentei todo, e o outro saiu ileso! Não que eu quisesse trocar de lugar com ele, só não consigo compreender a justiça de Deus nesta hora.
  • Meu filho, pela sua dedicação e amor ao próximo, este Preto Velho está autorizado a lhe contar uma parte disso que você ainda não vê. Agradeça com todas suas forças ao Pai, e pelo resto de sua vida, esta proteção que você teve. Pois, meu filho, em seu destino cármico estava traçado que você perderia sua perna, sua família e ainda seria responsabilizado pelo desencarne deste seu companheiro que saiu ileso. Esse era o reajuste que você mesmo pediu, quando tomou conhecimento dos erros de suas encarnações anteriores. Porém, pelas bênçãos de Deus, você veio médium e assumiu com todo amor esta missão! Seu destino foi recartilhado, e seu mais terrível cobrador ficou satisfeito com o reajuste desta forma. Não vou lhe contar a dor que você causou a este espírito, pois de nada lhe serviria saber, mas agradeça! Agradeça de coração por seu amigo ter saído ileso, por você não ser considerado culpado e por continuar com sua perna! Foi considerado importante que você a mantivesse para auxiliar no cumprimento da missão tão bonita que já iniciou nestes últimos anos. A perna vai sarar logo, mais rápido do que parece, mas sempre que você sentir uma “preguicinha” ela vai “reclamar”… Mas só para lembrar do compromisso, viu meu filho? Nada de fazer “preucupador”. Só “agradecedor”.

Chorando muito o médium agradeceu! Chorou de soluçar, como que se estivesse relembrando a passagem espiritual de antes da reencarnação, onde assumiu o compromisso e se sujeitou ao reajuste.

Na semana seguinte, eu estava no comando da Mesa e o vi novamente, de muletas, o pé meio roxo, mas de uniforme, doutrinando! Não sei se foi impressão, mas tinha a sensação de que a cada elevação que ele fazia na Mesa, uma pequena lágrima lhe escorria pelo canto do olho.

Salve Deus!
Kazagrande

Mantra (Acervo Tumarã)

A palavra mantra é composta pelas sílabas man (mente) e tra (entrega), em sânscrito, antigo idioma da Índia. Tem origem nos Vedas, livros sagrados indianos compilados pela primeira vez em 3000 a.C.

O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e nossa mente. E pode acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência desarmoniosa, gerando uma sensação sutil de irritação. O mantra é ainda mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a profundidade da experiencia. Visto que os mantras não têm sentido conceitual, não evocam respostas predeterminadas. Quando entoamos um mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranqüilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e ligar-nos com uma energia natural e curativa. O mantra é uma oração…

Tecnicamente, entramos em maior contato com o hemisfério direito do nosso cérebro, permitindo um estado de consciência e percepção, inatingível no dia a dia, quando nos focamos naturalmente em questões práticas, dominadas pelo hemisfério esquerdo do cérebro.

Espiritualmente, a emissão de ectoplasma, em um Trabalho de Imantração, por exemplo, tem o poder de desalojar espíritos que se “agarraram” às colunas do Templo, ao não completarem sua elevação.
Embora seja nosso dever participar sempre dos momentos em que oficialmente se emitem os hinos e mantras (abertura, trabalhos, encerramento, bênção, etc.), no Trabalho de Imantração assumimos uma responsabilidade que pode re-harmonizar todos componentes de um povo que estava a ponto de cair em desequilíbrio:

As falanges de Nityamas, Gregas, Mayas e Magos devem participar sempre do trabalho (embora todas as outras sejam igualmente importantes).
Por isso a importância dos Mantras em nosso templo.

Observações Tumarã – José Silva

PALAVRAS TIA NEIVA
E mais uma coisa, meus filhos: quando vocês puderem cantar…

O canto se transforma em mantras junto ao seu ectoplasma. É um ectoplasma Crístico que lhe permite fazer seus pedidos enquanto você está cantando os mantras.

Sempre que puderem, cantem!

Nós ionizamos o nosso Templo e deixamos aqui, em haver, quando saímos, tantos mantras do nosso magnético animal extraídos do Sol Interior. Não se esqueçam disto!

Os mantras cantados são como luzes, é um trabalho em louvor à Espiritualidade, é como se vocês abrissem uma conta corrente nos Mundos Encantados!…” Tia Neiva, em 27 de junho de 1976

25 anos do desencarne do Trino Tumuchy

Hoje completam 25 anos da partida do Trino Tumuchy Mestre Mário Sassi. Este foi o Mestre da Clarividente, o decodificador do Maior Enigma que esta Doutrina já viu.

Devemos muito respeito a este Grande Mestre por sua gigantesca contribuição para que Nossa doutrina chegasse onde chegou em termos de estrutura básica, filosófica e literária.

Interpretar e contextualizar o que Espírito da Verdade nos trazia Sob os Olhos da Clarividente não era tarefa fácil, mas para quem teve sua iniciação Dharman Oxinto numa Casa Transitória a tarefa estava de acordo.

Não foi atoa que este mestre em sua primeira Classificação foi consagrado “Trino Simiromba”. Sua mediunidade ressaltava muito um mecanismo hoje pouco utilizado, mas que deve ser a tônica do Doutrinador, a Intuição.

Há quem julgue suas “falhas”, mas esta tarefa não nos compete. O grande volume de informações que gravou e sistematicamente foram estruturadas em literatura eternizaram o legado desta doutrina por suas mãos, assim como também somou neste sentido o saudoso Adjunto Trino Jaruã Mestre Bálsamo (em memória).

1° Mestre Sol Deste Amanhecer, Trino Tumuchy Mestre Mário Sassi, o Nosso muito obrigado por tudo fizeste ao lado de Nossa Mãe Mentora Tia Neiva. Os meus respeitos com ternura e muita gratidão! Salve Deus!

Vale do Amanhecer, 25 de Dezembro de 2019.

Trino Herdeiro Adomirã
Mestre Dihony Cardoso

A maior conquista de Tia Neiva

” [Trino Tumuchy] – Neiva, de tudo que hoje você está vendo a sua frente, diante de toda essa estrutura, de todo esse crescimento desta obra, qual você sente que foi a sua maior conquista?

E Tia Neiva respondeu:

O Amor Mário, o amor dos meus filhos jaguares, eles me amam, eu fico feliz porque logo vão aprendendo a amar uns aos outros e assim entenderão um dia que só o amor constrói, que a capacidade do amor nem se pode medir de tão grande que é… O Amor é tão bacana sabe…”

Guias Missionárias (Acervo Tumarã)

As Guias Missionárias são espíritos de alta hierarquia, vindas do Reino de Zana destacadas para proteger e acompanhar as ninfas do Amanhecer, que as escolhem por afinidade. Realizam grandes trabalhos no espaço, completando os que suas ninfas protegidas fazem na Terra. Em todas as situações, elas estão ajudando e participando da jornada das ninfas, exceto quando alguma ninfa se coloca fora da conduta doutrinária, o que faz com que sua Guia Missionária não tenha condições de se aproximar, por força do padrão vibratório.

As Guias Missionárias são como verdadeiros Anjos da Guarda, manipulando todas as forças que as ninfas emitem ou recebem. Quando uma ninfa está escalada para um trabalho, sua Guia Missionária comparece antes, já tomando todas as providências, no Plano Espiritual, para sua correta participação. Quando a ninfa está escalada e não comparece por motivo de força maior, sua Guia Missionária participa do trabalho e irradia as forças necessárias para ajudar e proteger a ninfa para vencer a dificuldade que a impediu de comparecer. Mas triste é quando uma ninfa deixa de cumprir sua escala por preguiça ou displicência, e fica isolada, abandonada por sua Guia Missionária que parte para fazer o trabalho para o qual foram escaladas, deixando-a sem qualquer proteção e sem receber os benefícios daquele trabalho.
Quando a ninfa desencarna, sua Guia Missionária a recepciona no plano astral, conduzindo-a para Pedra Branca. Zana é o reino das grandes falanges missionárias do Espaço e de lá se projetam as forças para serem manipuladas pelas Guias Missionárias e pelas ninfas nos Sandays que trabalham com as forças das Estrelas. A força de uma ninfa com sua indumentária de missionária, que se soma a todas que já possui, procede diretamente de Zana, através de sua Guia Missionária.

Observações Tumarã – José Silva

Espíritos Espartanos

É comum que os jaguares do Amanhecer ouçam das entidades que, por serem espíritos espartanos, devem saber suportar as dores e as dificuldades que atravessam, por sermos fortes e preparados para a resignação e a vitória no final de uma luta. E, na verdade, para ser um espartano, tudo começava na infância, quando a criança já era segregada quando nascia com alguma anomalia física, sendo condenada à morte, atirada nos despenhadeiros.
Tia Neiva explicou a condição de alguns espíritos em grande evolução em Esparta. O famoso rei Leônidas (o 1º Mestre Jaguar, Nestor, Trino Arakém) tinha um irmão (o Trino Tumuchy, Mário Sassi), que pretendia tirá-lo do trono, e foi procurar o rei de uma cidade ao norte de Esparta, que estava reunindo um grande exército para invadir Esparta. Aquele rei é, nesta era, o Trino Sumanã, Michael Hanna. Atacaram Leônidas, e foram derrotados, tendo o irmão de Leônidas recebido a clemência e sido exilado até o final de seus dias.


O Trino Tumarã, Mestre José Carlos do Nascimento, baseado na história e nas explicações de Tia Neiva, define a questão da transcendentalidade: “Uma grande parte dos espíritos que hoje estão no Vale do Amanhecer, como Jaguares, foram espartanos, submetidos, de certa forma, pela Espiritualidade Maior, a uma provação decisiva para a continuidade de suas missões neste planeta”, define. Para José Carlos, “foi o fim de longa escadaria pela qual caímos das nossas posições de Homens-Deuses, quando chegamos de Capela, e nos tornamos homens-feras, impulsionados pelo poder da força física que foi utilizada em todos os momentos de nossas vidas”, conclui.
Pesquisa do Mestre José Carlos do Nascimento:
Plutarco, historiador grego, em sua obra “A Vida de Licurgo”, relata: Em Esparta, quando nascia uma criança, não era seu pai que decidia se iria criá-la ou não. O recém-nascido era levado ao lugar onde se reuniam os mais velhos, que a examinavam. Se fosse sadio e robusto, podia ser criado pelos pais (…) Se, ao contrário, fosse fraco ou deficiente, era lançado em um precipício. Julgavam que isso era o melhor para a criança e para o governo.
Os meninos considerados sadios ficavam sob o cuidado das mães até completarem sete anos. Andavam descalços, para ficarem com os pés calejados, e vestiam leve túnica, para aprenderem a suportar o frio.
De 7 a 16 anos, ingressavam em acampamentos governamentais, onde aprendiam a ler, escrever e fazer contas, bem como a cantar músicas tradicionais e a declamar poesias, recitando Homero, juntamente com a prática de esportes e instrução militar, com especial atenção para as aulas de sobrevivência na natureza. Só podiam tomar banho nas águas do rio Eurotas.

Dos 16 aos 20 anos, o jovem espartano iniciava seu aprendizado prático de ações violentas, sendo a maior prova a críptia, quando formavam diversos grupos que acordavam de madrugada e, armados de punhais, atacavam as residências dos hilotas e matavam toda sua família. Estas ações tinham por objetivo eliminar os hilotas, que estavam em maioria crescente na população, uma vez que os espartanos morriam nos constantes combates. Em sua descrição da batalha de Platéias, Heródoto relata que nela tomaram parte 5 mil espartanos, 5 mil periecos e 35 mil hilotas, demonstrando a superioridade numérica dos escravos, o que representava séria ameaça ao governo.
Tinham que obter seu alimento por conta própria e por isso roubavam, geralmente para comer, chegando a roubar queijos que eram ofertados no santuário da deusa Ártemis Órtia. Se fossem apanhados em um roubo, mesmo que fosse por força da fome, eram castigados cruelmente, em público. Dormiam em leitos toscos de junco, a alimentação era escassa e aprendiam a controlar a dor. Passavam entre duas grandes alas de homens fortes, e eram chicoteados cruelmente, enquanto pudessem agüentar. Muitos morriam nesse teste.
Ao atingir 20 anos, ingressava no exército e recebia sua armadura e armas. O escudo era entregue sob o juramento de voltar com ele ou sobre ele, isto é, morto. Estava pronto para todos os tipos de combates e violências, e se dedicava à vida militar até os 30 anos, quando podiam começar uma vida civil, casando-se e recebendo uma área de terra do governo e alguns hilotas para cuidar dela. Eram considerados cidadãos, podendo votar e ocupar cargos públicos. Todavia, até aos 60 anos era componente do exército.
Nessas atividades civis eram incluídas as refeições coletivas diárias, compostas por pão de cevada e bolinhos recheados, bebendo pequena dose de vinho, tendo como sobremesa reduzidas porções de queijo ou figos, consolidando o companheirismo entre os espartanos.
As mulheres tinham, como principal função, gerar filhos saudáveis, para isso tendo uma vida de intensos exercícios físicos, lutavam e praticavam esportes.
Em 555 a.C., Esparta firmou um tratado de amizade com Creso, rei da Lídia, grande inimigo dos persas. Foi o desafio dos gregos ao crescente domínio persa na região.
Esparta se consolidou como poderosa cidade grega, principalmente quando, com o ataque dos persas, liderados por Dario I, em 490 a.C., que já havia conquistado as colônias gregas da Ásia Menor, se lançou à luta contra a Grécia continental, baseando-se no possível enfraquecimento das cidades esgotadas por lutas internas. O sentimento de amor à Grécia se traduziu na união das cidades gregas, que se juntaram em valores humanos e materiais, sendo lideradas por Atenas, que possuía a melhor frota marítima, e por Esparta, que tinha o exército terrestre mais aguerrido.
Leônidas, rei de Esparta, obteve significativas vitórias nas Termópilas; Pausânias, em Platéias; e Leotíquides, em Micale.
Com a vitória dos gregos, os persas desistiram da guerra e retornaram à Pérsia.
Sob o pretexto de evitar novas tentativas de invasão, Atenas promoveu a Confederação de Delos, aliança entre cidades gregas que cooperaram com soldados, navios e valores, liderada por Atenas e sediada na ilha de Delos. Todavia, Péricles, rei de Atenas, começou a desviar os valores remetidos por outras aliadas, para levantar a cidade de forma suntuosa, com palácios e templos que, até hoje, comprovam sua grandeza.
Em Atenas, destruída pelos persas, surge a grande figura de Péricles (495 a 430 a.C.), cuja missão era reunir aquela plêiade de espíritos vindos da Egea, estabelecendo os caminhos para o Deus Único, invisível e indivisível, desconhecido. Aceitando as divindades do Olimpo, reconstruiu Atenas, de forma até hoje admirada por todos, não só na parte material como, também, nas raízes que deixou. Ergueu o principal templo da cidade dedicado a Atena e, com sua visão e inteligência, dedicou-se à política voltada para a comunidade, prestigiando as Artes e as Letras em tal dimensão que sua época ficou conhecida como “o Século de Péricles”.
Cercada por muralhas, Atenas se concentrava em torno do Acrópole e dispunha de locais preparados para as reuniões com os grandes mestres que ali iniciavam a Era da Razão, como a Assembléia – Pnix –, o teatro de Dionísio e, fora dos muros, a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles”.

Resumo do Livro por: Jose Nunez
Num livro relativamente curto, Cartledge agrupa uma variedade de informações sobre Esparta e seu povo. Como Professor de História Grega na Universidade de Cambridge, sua paixão e interese por esta clássica história Grega aparece nesta peça muito acessível. O livro se divide em três partes. A parte introdutiva, “Vá, Diga aos Espartanos”, discute a evolução de Esparta, de um simples conjunto de aldeias, até se tornar a mais poderosa força de combate da antiga Grécia. Sua expansão começou com a conquista do povo vizinho da Lacônia (Hilotas – cativos) e da Messênia (Periecos – estrangeiros) e, eventualmente, a criação da maior cidade-estado do mundo Grego, sem dúvida. Isto deu a Esparta uma posição de segurança, controle das férteis planícies agrículas e da riqueza mineral. Sua localização segura, contribuiu para que Esparta dispensasse muralhas. Os Espartanos também preferiam confiar em sua força militar de defesa, considerando as muralhas como algo afeminado. A força e a riqueza de sua localização também ajudava Esparta a manter um exército profissional, ao invés de uma força de cidadãos convocados quando necessário. A força militar de Esparta estava baseada num superbo treinamento de infantaria hoplita. Ainda muito jovens, os meninos eram tirados de suas famílias e introduzidos nos quartéis de treinamento militar. Armamentos típicos incluíam um escudo largo de madeira, coberto de bronze, um capacete batido a partir de uma única peça de bronze, peitoral, caneleiras, lança longa e uma curta espada de ferro. Eles eram instruídos e treinados com seus equipamentos desde cedo, produzindo “firme coordenação, rígida disciplina e uma elevada moral”. Seu poder, como uma força de combate, foi demonstrado, particularmente, durante as guerras com a Pérsia. Cartledge analisa os eventos em geral, mas se concentra em quatro grandes batalhas – Termópilas, Artemisia, Platea e Micala. Foi a defesa do desfiladeiro de Termópilas, por Leônidas, com apenas uma força símbolica, que mostrou o valor dos Espartanos como homens de combate. A segunda parte considera “O Mito Espartano”, principalmente, cobrindo o período de quase 30 anos de conflito com os atenienses. Comumente conhecido como a Guerra do Peloponeso, Cartledge refere-se a estes como as Guerras de Atenas, como ele é descrito do ponto de vista Espartano. O conflito entre Esparta e Atenas foi, de certa forma, inevitável, já que representavam dois conjuntos diferentes de valores e cultura. Um terremoto de grandes proporções atingiu Esparta em 464 AC, causando muitos danos e perda de cidadãos espartanos, o que incentivou uma revolta entre os Hilotas. Esparta pediu ajuda aos aliados. Eles também procuraram ajuda dos atenienses, com base num tratado anterior contra os persas. Atenas forneceu uma força significativa, apesar de ter interesses em outra parte, naquele momento. O relacionamento entre as forças de Esparta e Atenas era pobre e, finalmente, Esparta acusou o comportamento de Atenas, de revolução. Atenas, mais tarde, deu ajuda para os sobreviventes Hilotas, arruinando ainda mais as relações com Esparta. Depois que a Guerra Ateniense começou, durou mais de uma década, até que a própria Atenas enfrentou uma revolta interna, assim como aconteceu com Esparta. Depois que Esparta avançou fundo, dentro do território Ateniense, com uma força aliada, os dois lados negociaram um tratado de paz, chamado de 30 Anos de Paz, que foi o tempo que estava previsto para durar. No entanto, por volta de 432, Esparta temia o poder e a influência de Atenas, e declarou que Atenas tinha quebrado o tratado, que foi, portanto, terminado. Táticas inadequadas e falta de equipamento de cerco, prejudicou as tentativas de Esparta de forçar Atenas ao combate, como se pretendia, com Atenas retaliando tanto por mar, quanto por terra. Os atenienses, eventualmente, avançaram, montando uma base dentro do território espartano. Em 423, um armistício foi acordado, apesar de partidos, de ambos os lados, procurassem retomar a luta. No ano seguinte, um outro tratado de paz foi assinado, juntamente com o pacto de não agressão por 50 anos. Crescentes conflitos entre outras cidades-estado, com linhas anti-esparta persuadindo Atenas a retomar as hostilidades, levaram à Terceira Guerra. Ao longo dos anos desse conflito, Atenas alcançou um expressivo número de vitórias; porém, uma série de revoltas e deserções entre os seus aliados, reduziu bastante o poder naval ateniense. As forças navais de Esparta, impulsionadas pelo apoio financeiro persa, finalmente conseguiu forçar uma total vitória Espartana em 404, acabando com quase 30 anos de guerra. Apesar da vitória final contra Atenas, o poder espartano estava em declínio, como aponta a parte final do trabalho de Cartledge. A contínua diminuição do número de cidadãos espartanos, em comparação com uma Atenas em crescimento, e mudanças nas condições sociais, contribuíram significativamente para este declínio. Ao longo dos 70 anos seguintes, Esparta perdeu muito de sua antiga glória. Durante os tumultos que se seguiram à morte de Alexandre, o Grande, em 323 AC, Esparta se manteve, em grande parte, à margem do conflito. Em vez disso, abasteceu mercenários e proporcionou um grande centro de recrutamento para ainda mais. Esses mercenários lutaram em vários lados desse conflito, pela sucessão de Alexandre. Uma fascinante história de uma cidade-estado grega, que dispunha de grande poder e sucesso no seu auge, mas que acabou por ser a maior responsável por sua própria queda, devido a um sistema social que, em grande parte, foi incapaz de, ou não quis, aceitar as mudanças naturais do mundo ao seu redor.

Fonte: https://amanheceremnoticias.blogspot.com/search/label/Esp%C3%ADritos%20Espartanos

Interferência (Acervo Tumarã)

Quando o médium de incorporação não está equilibrado ou quando o Doutrinador não está em sintonia com o trabalho, pode ocorrer a interferência na comunicação, normalmente por ação de um obsessor – ou do Apará, ou do Doutrinador ou do próprio paciente, no caso dos Tronos, onde mais acontece. Interferindo quase insensivelmente, o espírito cobrador ou obsessor age em lugar do Mentor, falando e manipulando como se fosse ele, porém transmitindo uma mensagem que irá criar desarmonia, através de palavras falsas e situações fictícias, gerando impactos e sofrimento a quem a recebe. O sofredor é um espírito doente, desequilibrado, que nos responsabiliza por sua situação.
Com a permissão da Espiritualidade Maior, age dessa forma, provocando uma interferência, possível de se apresentar por culpa dos médiuns mal preparados ou desatentos, que terão sua responsabilidade no acontecimento. O Doutrinador atento, sente quando muda a vibração, mesmo que, aparentemente, pareça que nada mudou na incorporação. O Apará também tem seu autocontrole, mas a responsabilidade maior é a do Doutrinador. Por isso, antes de ir para os Tronos, os médiuns devem passar pela Mesa Evangélica ou, caso não seja possível, fazer pelo menos cinco minutos de concentração e harmonização no Castelo do Silêncio.

Observações Tumarã – José Silva