Nesta nota iremos apontar alguns traços sacros trazidos do Oriente Maior, mais especificadamente do Tibet, local onde segundo nossa Mãe Clarividente houve o acolhimento do jovem Jesus, que foi levado até o mosteiro de Lhasa, por José de Arimatéia, para receber aculturamento monástico, bem como ter consagrada sua Iniciação na força dos Dalai-Lama, a mesma hoje trazida em Dharman-Oxinto no Vale do Amanhecer. O Mestre foi levado nesta jornada cultural e iniciática com a permissão de seus pais, José e Maria a fim de que bem preparado fosse para sua missão com os apóstolos e esta peregrinação aconteceu em torno de 18 anos seguidos; sendo este período não relatado na Bíblia.

O TIBET
O Planalto do Tibet é tido como o Teto do Mundo, por ser o lugar mais alto da Terra. Sua Majestade já se forma naturalmente com a belíssima e colossal cordilheira dos Himalaias. Acredita-se que a colonização humana do planalto tibetano de alta altitude tenha sido confinada às últimas centenas de anos do Holoceno. Uma investigação do sítio arqueológico de Nwya Devu no Tibete central, 4600 metros acima do nível do mar, com ocupação paleolítica de 40 a 30 mil anos atrás. Grandes são as chances de aqui ter sido o primeiro lugar de desembarque dos antigos “Equitumans”, quando chegados de Capella. Sua força é usada até hoje, e com grande influência espiritual em nossa doutrina temos a certeza desta afirmação quando menciona-se o “Mundo Encantado dos Himalaias” ou o “Grande Oriente de Oxalá” no Mantra à Simiromba.

O KHATA, KHATAG ou HADA
É o nosso manto branco usado na Consagração de Enlevo. No Oriente é um cachecol de uso cerimonial no tengriismo e no budismo tibetano. Originou-se na cultura tibetana e é comum em culturas ou em países onde o budismo tibetano é praticado ou exerce influência.
O khata simboliza pureza e compaixão sendo usado ou apresentado conjuntamente com incenso em muitas ocasiões cerimoniais, entre elas ocasiões de nascimentos, casamentos, funeirais, graduações, na chegada e na partida de convidados. Geralmente tecidos em pura seda, normalmente, os khatas tibetanos são brancos, simbolizando o coração puro de quem oferece, embora seja comum encontrar khatas na cor amarelo-ouro. Os khatas tibetanos, nepalis e butaneses contém o ashtamangala. Também há khatas multicoloridos especiais.
Os khatas mongóis geralmente são azuis, simbolizando o azul do céu. Na Mongólia, khatas normalmente são amarrados a ovoos, estupas ou árvores e rochas especiais. Ao serem elevados em direção ao céu, ao divino aquele que o oferece roga sua energização, consagração em favor do recebedor e ao ser delicadamente colocado em seu pescoço, as mãos exercem puxões para baixo registrando os votos. Em nossa doutrina esta ritualística permaneça conservada e no ato de sua colocação os 3 (três) puxões registram em favor do missionário os votos de: AMOR, HUMILDADE e TOLERÂNCIA, em sua jornada. O filme “Sete Anos no Tibet”, protagonizado por Brad Pitt tem este item registrado em suas cenas de grande beleza.

O 108
O número 108 é considerado sagrado pelas religiões dharmicas, como hinduísmo, budismo e jainismo. Na tradição hindu, os Mukhya Shivaganas (atendentes de Shiva) são 108 em número e, portanto, as religiões Shaiva, principalmente os Lingayats, usam malas de 108 contas para oração e meditação. Da mesma forma, no Gaudiya Vaishnavism, o Senhor Krishna em Brindavan tinha 108 seguidores conhecidos como gopis. O recital de seus nomes, muitas vezes acompanhado pela contagem de uma mala de 108 contas, costuma ser feito durante cerimônias religiosas. A Tradição Sri Vaishnavita possui 108 Divya Desams (Templos de Vishnu) que são reverenciados pelos 12 Álvares no Divya Prabandha, uma coleção de 4.000 versos tâmeis. No jainismo, o número total de maneiras de influxo de karma (Aasrav). 4 Kashays (raiva, orgulho, vaidade, ganância) x 3 karanas (mente, fala, ação corporal) x 3 estágios de planejamento (planejamento, compras, início) x 3 formas de execução (ação própria, realização, apoio ou aprovação) de ação) = 108. No budismo, de acordo com Bhante Gunaratana, esse número é atingido multiplicando os sentidos cheiro, toque, paladar, audição, visão e consciência por serem dolorosos, agradáveis ou neutros e, novamente, por serem gerados internamente ou ocorrendo externamente, e mais uma vez pelo passado, presente e futuro, finalmente obtemos 108 sentimentos. (6 × 3 × 2 × 3 = 108). Os malas ou rosários budistas tibetanos (Tib. Yl བ Wyl. Phreng ba, “Trengwa”) são geralmente 108 contas; às vezes 111, incluindo as contas do guru, refletindo as palavras do Buda chamadas em tibetano o Kangyur (Wylie: Bka ‘-‘ gyur) em 108 volumes. Os sacerdotes zen usam juzu (um anel de contas de oração) ao redor dos pulsos, que consiste em 108 contas. Japa mala, ou contas de japa, feitas de madeira tulasi, composta por 108 contas mais a conta da cabeça. O Sutra Lankavatara tem uma seção em que o Bodhisattva Mahamati faz 108 perguntas a Buda e outra seção em que Buda lista 108 declarações de negação na forma de “Uma declaração sobre X não é uma declaração sobre X”. Em uma nota de rodapé, DT Suzuki explica que a palavra sânscrita traduzida como “declaração” é pada, o que também pode significar “passo de pé” ou “uma posição”. Essa confusão sobre a palavra “pada” explica por que alguns afirmaram erroneamente que a referência a 108 declarações no Lankavatara se refere aos 108 passos que muitos Templos têm.
No Japão, no final do ano, um sino é tocado 108 vezes nos Templos budistas para terminar o ano antigo e dar as boas-vindas ao novo. Cada anel representa uma das 108 tentações terrenas (Bonnõ) que uma pessoa deve vencer para alcançar o nirvana. O prefixo espiritual conquistado por Natachan em sua última encarnação como Tia Neiva foi de Agla – Koatay 108, Salve Deus! Adjunto Numanto Mestre Juliano Leite
