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Sobre as Leis e Normas e a Indefinição vivida hoje

Muitos me indagam sobre as leis, normas e ensinamentos do amanhecer serem restritivos, seja pelo ensinamento de não ingerir álcool por conta da questão técnica de contaminar o sangue e afetar o exercício mediúnico em frequências luminosas ou pelo aconselhamento de não participar de outras cerimônias ritualísticas não pertencentes à corrente, entretanto esses dois ensinamentos estão livres para serem filtrados pelo seu livre arbítrio, a consequência é única e exclusivamente sua.

Vivemos um outro embate entre os jaguares, talvez nunca antes tão pujante: a interpretação pessoal das leis e normas da doutrina, o que coloca em cheque nossa estrutura doutrinária, que é sem dúvida a parte que não deve ser filtrada pela personalidade pois a consequência não é só do agente e sim do corpo mediúnico todo. Embates como a indefinição de prefixos nas emissões, ordem hierárquica das classificações, consagrações legítimas ou ilegítimas, diversas ninfas como primeira de uma mesma falange e etc, as indefinições são inúmeras. Toda essa indefinição é característica de um momento de transição, vivemos em um tempo difuso em que o sobrenome ou quem te consagrou pode validar seu trabalho ou não. Como nossa doutrina é definida justamente no âmbito transcendental, isto é, definida pela constatação da existência do espírito que transcende a limitação temporal de uma encarnação, logo devemos pensar o momento atual com o olhar na velha estrada.

O Jaguar como foi definido pela Clarividente Neiva é um espírito conquistador, marcado por inúmeras revoluções e demonstrações de rebeldia, seja contra o aparato civilizacional vigente e a nós mesmos, ou contra as leis espirituais e espíritos que os regiam, pois bem, fazendo esse resgate podemos perceber a obviedade da ação da espiritualidade em nos colocar em um sistema doutrinário com leis e normas definidas, pois a revolução e a rebeldia, a sede em derrubar homens é o nossa natureza e estamos aqui para transformá-la, natureza essa que tanto atrasou inúmeras encarnações e a nossa evolução diversas vezes, não seria sensato colocar espíritos com essa transcendência em um sistema cheio de leis frouxas e indefinidas.

Nesse sentido as leis são limitantes de nossa personalidade e impulsos para que a partir disso floresça a espiritualização em nossas consciências, Pai João ao se referir a um espírito que estava na terra disse: “Ele está pagando pena”. Em suma, ao caminharmos sob uma lei que nos rege, compreendemos o sentido crístico de evolução, embora possamos escapar das leis e normas que estruturam o vale do amanhecer e até alterá-las a nossa favor, escapar também das leis dos homens e seus tribunais, nunca poderemos escapar da lei divina.

Adendo: Este texto não se refere a nenhuma personalidade ou grupo desta doutrina, aborda um aspecto macro dos acontecimentos. Salves Deus !

Gabriel Izídio
Regente Muyatã
26 de Setembro, 2019 – Vale do Amanhecer.