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O vale dos Espíritos – Trino Tumuchy

Posições no Vale do Amanhecer

Doutrinas religiosas Não é permitido, aos médiuns da Corrente, fazer críticas ou censuras a quaisquer doutrinas ou religiões. Tanto que, na livraria existente no Vale, são vendidos livros de quaisquer religiões ou doutrinas, selecionados, apenas, pela seriedade com que abordam o problema. O Vale do Amanhecer não é ligado a qualquer organização doutrinária ou religiosa da Terra. Identifica-se com o Espiritismo, pela crença básica na reencarnação. Na verdade, o reencarnacionismo não é privativo do Espiritismo, mas pertence à mais remota tradição iniciática.
Ritual A prática doutrinária dos Templos do Amanhecer é feita mediante rituais, com o uso da imagem, do som, da movimentação, da cor, dos objetos e tudo o mais que tenha sentido ritualístico. Algumas dessas práticas se parecem com usos de outros grupos doutrinários, mas isso é apenas coincidência, sem implicações filiativas. Na verdade, o ritual do Vale é muito original, e apenas se assemelha, em algumas facetas, com rituais conhecidos. Na essência, entretanto, tais rituais têm um sentido às vezes muito diferente.


Pretos Velhos e Caboclos
O Vale só trabalha e aceita auxílio de espíritos que já atingiram o estágio da Luz, que já superaram a faixa cármica, que estão acima do Bem e do Mal, conforme conceito da Terra. Tais espíritos, no Vale chamados de Mentores, se apresentam com as roupagens que proporcionam melhor resultado no seu trabalho através dos médiuns. Por isso, eles usam os “macacões” de Pretos Velhos, ou os “penachos” dos Caboclos. Mesmo assim, esses espíritos dispensam o “personalismo” habitual dessas figuras e jamais interferem no livre arbítrio dos espíritos encarnados. Também não fazem uso de objetos, bebidas, charutos etc., pois seu trabalho é iniciático. A Doutrina do Amanhecer não é Umbanda, Candomblé, Quimbanda, Kardecismo, Induísmo, Teosofia ou Catolicismo. É, apenas, uma Doutrina com sentido universal, com base no Sistema Crístico.


Assistência social
O Vale do Amanhecer não se propõe a fazer serviço social ou de assistência aos pobres. Por isso, sua organização formal é muito simples, não havendo convênios, ambulatórios, escolas e as coisas habituais para esse tipo de trabalho. O Vale proporciona, apenas, assistência espiritual, que dê às pessoas a oportunidade de se reequilibrar e se adaptar ao meio. Também, não tem serviço de internamento de doentes, fazendo apenas exceção ao tratamento em pequena escala do alcoolismo, mediante internamento por períodos curtos. Outra exceção é em relação a menores abandonados, que são aceitos em pequeno número, dentro das possibilidades de um orçamento limitado.
Na verdade, as crianças do Vale – ou “os meus meninos e meninas”, como diz Tia Neiva – são os casos excepcionais, que resultam de algumas consultas ou pedidos pessoais a ela. Ela os considera como seus filhos e sua permanência não se compara aos sistemas de orfanatos habituais. Eles têm as mesmas regalias de quaisquer outros menores, vivem sem regimes rígidos ou coerções de qualquer espécie, e encontram, no Vale, um ambiente físico e social que lhes permite reformular suas personalidades e corrigir seus traumas.


Seres e veículos extraterrestres
A Doutrina do Amanhecer considera o relacionamento interplanetário, entre a Terra e os outros corpos celestes, como coisa natural e própria da mecânica do universo. Através dos milhões de anos, seres e coisas de todos os tipos, concebíveis e inconcebíveis, viajam, chegam até a Terra e dela partem, no que poderia se chamar de “osmose cósmica”, na qual não existe descontinuidade ou vazios.
No presente ciclo, com base na sensatez do Sistema Crístico, traduzido na Escola do Caminho do Mestre Jesus, cujas assertivas não fogem, necessariamente, ao senso comum e à verificação de nossa consciência, o quadro se apresenta assim: existem comunicações entre os espíritos encarnados na Terra (que, nesse caso, poderiam ser chamados “terráqueos”) e espíritos “encarnados” num conjunto planetário, existente no outro lado do Sol. Por razões que ainda não foram convenientemente explicadas, dá-se a esse conjunto o nome de Capela, que é a maior estrela da constelação do Cocheiro, de nossas cartas celestes.
Pela nossa visão do problema, todos os espíritos encarnados na Terra vieram de Capela, e, algum dia, retornarão para aquele mundo. Os Capelinos são físicos, embora não se possa afirmar que sejam da nossa natureza física. Sabemos, apenas, que sua forma é semelhante à nossa, ou melhor, nós nos assemelhamos a eles. Entre Capela e a Terra existem planos intermediários, que também poderiam ser chamados de “lugares” ou “etapas”, da trajetória dos espíritos que vêm ou que vão, nesse percurso entre dois pontos físicos.
Nesses pontos intermediários, os espíritos se revestem de corpos adequados às leis que regem esses planos. Dada à quase impossibilidade da descrição desses estados da matéria espiritual, nós os descrevemos, generalizadamente, de “corpos etéricos” ou “estado etérico”. Conclui-se, então, que os espíritos viajam, mas os seus corpos físicos não. Para os espíritos se deslocarem, eles deixam seus corpos físicos e se revestem de corpos etéricos.
Assim, todos os fenômenos de contatos extraterrestres seriam feitos “em etérico”, cuja organização molecular não é perceptível aos sentidos normais, razão pela qual eles são chamados de “extrasensoriais” ou “paranormais”. O registro, no campo consciencional, das atividades etéricas, é feito de maneira diferente das atividades sensoriais; ele é feito e traduzido para a percepção e elaboração mental de acordo com os dados preexistentes no banco de memória cerebral. Por este fato básico é que as coisas do Céu são concebidas de acordo com as coisas da Terra.
Portanto, não existe coisa mais terráquea do que os discos voadores que, comprovadamente, são vistos. Com isso, voltamos à proposição básica de que “o mundo não é como é e, sim, como nós o vemos”… Nessa tentativa de explicar o que é normalmente inexplicável, deve ser destacado um dado básico: existe um etérico terrestre, sujeito às leis do planeta, dentro dos seus círculos gravitacionais, e o extraetérico, ou seja, as camadas etéricas de Capela.
Aceitando-se o fato de ser Capela o nosso “Céu”, ou destino final, seu etérico seria o mundo espiritual, enquanto o etérico da Terra seria o mundo psicológico, ambos tendo, também, um mundo físico. Por essa razão é que muitos fenômenos considerados extraterrestres deveriam ser encarados, apenas, como extrafísicos. Sabendo-se, como se sabe, das propriedades extraordinárias do ectoplasma, e tendo-se em conta a tendência natural para o antropomorfismo humano, será relativamente fácil de se presumir a existência de fenômenos extrasensoriais que passam por extraterrestres.
Nesse sentido, aqui fica a última posição do Vale do Amanhecer: Se os seres que se apresentam com suas naves forem apenas espíritos da Terra, isto é, espíritos desencarnados que habitam o etérico da Terra, eles são os construtores dessas naves e podem ser vistos e palpados, uma vez que são materiais ou materializados; se, porém, forem seres de Capela, eles serão vistos, apenas, pela visão etérica – também chamada de mediúnica – uma vez que essa é a maneira natural de se relacionarem conosco, maneira essa que não interfere com a Lei da Terra e respeita o livre arbítrio do Homem.
A confusão entre os dois fenômenos apenas existe porque o Homem conhece pouco de si mesmo e sua ciência ainda ser limitada pelo conceito bipolarizado de positivo e negativo, e não sabendo que esses dois pólos se fundem num só, chamado espírito. Eventualmente, e mediante a manipulação de energias mais sutis que o ectoplasma, os Capelinos podem se manifestar fisicamente, como já o fizeram no passado remoto. Esse dispêndio energético, entretanto, não é feito, pelo simples fato de que sua mensagem é transmitida pelo processo mediúnico, como foi dito acima, o qual não dispensa a participação voluntária do Homem, não interferindo, assim, no livre arbítrio. Pelo que nos diz Tia Neiva de seus transportes, as naves de Capela, no Vale do Amanhecer chamadas chalanas ou estufas, são bem diferentes, na forma e na constituição, dos chamados discos voadores.


A Cruz e a Elipse
Ao chegar ao Vale do Amanhecer, logo depois do portão de entrada, o visitante se deparava com uma cruz envolta com um pano branco. Chamada a “Cruz do Cristianismo”, estava plantada ao nível do chão. Logo depois, na porta do Templo do Amanhecer, existe uma elipse de ferro. Na Estrela Candente do Solar dos Médiuns, existe uma igual e outra fixada no alto dum morro. Além da função captadora de energias, a elipse nos traz uma importante mensagem: a evolução do Cristianismo, de sua fase do martírio para sua fase científica. O martírio se relaciona diretamente com o carma, e a necessidade de sua redenção pela dor. Entretanto, já estamos no limiar do próximo milênio, no qual a razão e a atitude científica predominarão sobre a dor e o sofrimento. Esse fato é verificado, experimentalmente, pelos mestres do Vale do Amanhecer.
Mediunidade
Essa atitude científica é que faz com que os médiuns do Vale sejam considerados cientistas espirituais. Isso se tornou possível graças à criação, pela Clarividente Neiva, da figura do Doutrinador. Até então, confundia-se mediunidade com incorporação, fato esse que conceituava de médium somente a pessoa que manifestasse fenômenos visíveis de relacionamento com a outra dimensão. Com a criação do Doutrinador, o médium que trabalha com o sistema nervoso ativo e cujas manifestações mediúnicas se fazem através de sua expressão sensorial normal, essa interpretação da mediunidade tende a desaparecer.
Todos os seres humanos são médiuns, isto é, todos são intermediários entre os diferentes campos vibratórios que compõem o mundo. Existem múltiplas formas de mediunidade, que vão desde o transformismo energético dos alimentos até as mais altas manifestações de sensibilidade espiritual. Faltava, apenas, a demonstração viva do Doutrinador e a admissão de que os planetas e corpos celestes não são apenas o físico denso, concreto e palpável, mas são compostos de várias camadas vibratórias.


Ciência do Homem
A Doutrina do Amanhecer é, apenas, a Doutrina de Jesus adequada aos tempos atuais. Como resultante dessa atualização, ela forma nova perspectiva, uma visão mais objetiva da realidade humana. Para o caro leitor e eventual visitante do Vale do Amanhecer, é importante ter isso em mira, se quiser realmente conhecer o Vale. O conceito trinário do Homem – corpo, alma e espírito – abre, automaticamente, para a Ciência, uma nova possibilidade de interpretação correta dos fenômenos psicológicos.
Na verdade esse conceito é transmitido aos médiuns de forma mais técnica, mais científica, do que a Doutrina apresentada ao visitante ou ao corpo mediúnico em massa. A vida humana é controlada pelos chamados centros coronários, que se localizam na região do umbigo, no plexo solar. Também chamado de sistema coronário, esse núcleo de comando da vida é organizado pelo sistema universal do átomo, tomado nos seus aspectos básicos de três partículas: o ANION, o NEUTRON e o CATION.
O perispírito é o espírito revestido de energia adequada à sua permanência na Terra. A alma é o microcosmo, ou seja, o princípio ativo coordenador, modelador, redutor, que determina o ”estar” do espírito na situação de encarnado. É ela que modifica o estado de “ser” do espírito para a situação de “estar” desse mesmo espírito. Ela é a barreira entre os vários planos vibratórios do SER e que mantém esse SER na posição planejada, que busca, pesquisa, informa e fornece elementos de decisão para o EU, ao mesmo tempo em que estabelece os limites da movimentação do ser humano. É por isso que o centro coronário da alma é portador dos sentidos, da mente, do mecanismo da razão e tem, como base, o sistema nervoso.
O centro coronário do corpo é o mundo da energia condensada, o controlador do quantum físico, o plano da matéria. É ele que determina a Lei Física e regula os aspectos quantitativos e qualitativos da organização celular. Há, portanto, uma lei do espírito e uma lei do corpo, mas é a alma que determina a Lei do Homem. Homem é sinônimo de espírito encarnado. O espírito-ion, ou o espírito ionizado, ou, ainda, o perispírito, age no campo da influência controlado pela alma-neutron ou alma neutronizadora.
O centro coronário espiritual exerce sua ação limitada pelo centro coronário anímico. O mesmo acontece com o corpo-cation ou centro coronário físico, que atende às exigências do centro coronário neutron ou centro coronário da alma. O Homem equilibrado é o que tem seus três centros coronários em harmonia, ou seja, que recebe a proporção exata de influência de cada um dos dois outros centros coronários – do espírito e do corpo – nos limites estabelecidos pelo centro coronário da alma, ou seja, do neutron.


A Ciência do cosmos
“Assim na Terra como no Céu…” nos diz o Pai Nosso. O microcosmos tem a mesma organização do macrocosmos. O sistema atômico tanto se aplica à menor unidade da matéria que se possa conceber, como se aplica à maior unidade, ou seja, o maior concebível, o cosmos, o universo. Na visão astronômica, por exemplo, podemos conceber uma região anion, outra neutron e outra cation. Assim é o relacionamento interplanetário, no qual sempre existe uma zona neutrônica, uma aniônica e outra catiônica, sendo esta última o mundo físico de cada planeta.
Isto nos leva a outra premissa, uma analogia muito plausível: a existência de um espírito, de uma alma e de um corpo da Terra. Temos, assim, um mundo espiritual (anion), um mundo anímico (neutron) e um mundo físico (cation), todos englobados num mundo único, ou seja, a Terra. Se aplicarmos o mesmo princípio aos outros corpos do universo, podemos conceber um relacionamento no plano do espírito, outro no plano da alma e outro no plano físico, cada um regulado pelas suas próprias limitações ou áreas de influência, controladas pelo neutron.
Isso explica a autonomia de cada unidade e, também, o porque não existe relacionamento físico entre os corpos astronômicos físicos, uma vez que não é possível ultrapassar a barreira do neutron. Se, por uma hipótese absurda, se eliminasse o neutron, o anion pulverizaria o cation, e vice-versa, se o cation ultrapassasse a barreira do neutron e atingisse o anion, seria pulverizado, desintegrado por ele. Assim, o espírito chega ao corpo neutronizado, o mesmo acontecendo com o corpo em relação ao espírito. É nossa alma que age, busca, informa e possibilita ao nosso EU as decisões.
Aceito esse princípio, lógico e verificável individualmente, nós temos que admitir, por extrapolação, que nenhuma partícula física, formada no princípio do mundo físico, portanto na Terra física, pode atingir outro mundo físico, a não ser que, depois de neutronizado, tome nova organização, de acordo com esse outro mundo. Isso explica, inclusive, porque os meteoros e meteoritos, se oriundos de outros corpos celestes, chegam à superfície com a mesma composição físico-química da Terra física. Ao penetrarem na zona neutrônica da Terra, eles são desintegrados e se reintegram nas leis da zona catiônica da Terra.
Ou, talvez, sejam os meteoros e meteoritos partículas oriundas da própria Terra física, que se desprendem, atingem os limites neutrônicos, e voltam para sua zona catiônica de origem. Com isso, temos chegado à explicação do fenômeno da desintegração, integração e reintegração. Entretanto, a Lei da Conservação da Matéria nunca foi violada, nem mesmo quando seres extraterrestres, em épocas de vácuos civilizatórios do planeta Terra, aqui chegaram fisicamente.
Eles chegaram, é verdade, mediante o sistema de desintegração, integração e reintegração. Os limites neutrônicos foram sempre obedecidos. Seres extraplanetários aqui na Terra tiveram corpos físicos, mas da física terrena. As diferenças, como no caso dos Equitumans (vide “2.000 – Conjunção de Dois Planos”, Ed. Vale do Amanhecer) foram preestabelecidas a priori, antes da vinda (eles não nasceram como nós outros), de acordo com a época e a missão.


O invisível da Terra
A zona neutrônica da Terra é a fonte das especulações de religiões, filosofias e teologia de todos os tempos. A linguagem mais comum (que no Brasil se usa até mesmo para ironizar estados psicológicos) é se falar em “astral”. Segundo o “Grande Dicionário Etimológico Prosódico”, de Silveira Bueno (Ed. Saraiva, 1963), astral é um adjetivo, espécie de véu que envolve a alma, doutrina de Paracelso retomada pelos espíritas (do Latim, astralis ou astrale – corpus). Paracelso foi um alquimista do Século XV, que estabeleceu certa relação entre partes do organismo humano e os astros, dentre suas várias teorias.
Por outro lado, a palavra astral significa, também, corpos celestes – do Céu. Na qualidade de “um véu que envolve a alma”, pode-se perceber a natureza neutrônica do que chamamos de astral. As divisões que fazemos, de astral superior e astral inferior, ou baixo astral, indicam, somente, as posições entre o núcleo e a periferia do neutron, que é uma energia contrátil e expansiva (forças centrípeta e centrífuga). Da mesma forma que a palavra astral, se usa a palavra etérica, que seria um fluido sutilíssimo (admitido pelos físicos), espalhado por todo o universo (vide o mesmo dicionário).
A similitude com a descrição do neutron é a mesma que a do astral. Por esse motivo, e por uma questão de semântica, consideramos as descrições de planos astrais e planos etéricos úteis para nos servir como adjetivação – maneira de dar nomes, qualificar as coisas – mas, nunca como “coisas”. O principal, porém, é não confundir os planos vibracionais do neutron e do anion, fazendo passar por espiritual o que é apenas invisível.


O Proselitismo
O Vale do Amanhecer é muito rígido nessa questão de proselitismo, evitando, sempre que possível, ter que “vender” suas idéias a respeito de como as pessoas devem se comportar em termos religiosos. É preciso que não se confunda a posição do cliente que apenas vai ai Vale para receber assistência espiritual e, com isso resolve seus problemas, e aquele outro que apresenta uma situação de anormalidade mediúnica.
Esse último está num quadro de patologia mediúnica e precisa, por uma questão de honestidade, ser advertido disso. Nesse caso, ele é aconselhado a se desenvolver onde ele achar melhor, sem que se afaste a possibilidade de isso acontecer no Vale. Isso acontece, entretanto, com apenas meio por cento dos freqüentadores. Uma em cada duzentas pessoas apresenta sintomas de mediunidade aflorada, que precisa de cuidados técnico-mediúnicos.


A Estrela Candente
Esse trabalho ritualístico do Vale do Amanhecer merece uma explicação à parte, uma vez que mais chama a atenção do visitante pela sua originalidade. O conjunto, chamado Solar dos Médiuns, que inclui uma estrela de seis pontas – dois triângulos equiláteros cruzados, invertidos – , é a base física adequada para a manipulação de energias diversas. Cada detalhe ou divisão representa uma linha de força espiritual, todas se reunindo na cerimônia final da Estrela Candente. A base dessa manipulação de forças é o médium em grau de Mestrado, o qual é desenvolvido e iniciado para esse fim.
Toda a cerimônia é executada pelos Mestres Sol (Doutrinadores e Doutrinadoras) e os Mestres Lua (Aparás positivos e negativos). O princípio do ritual, chamado de Consagração, é a concentração. Os mestres, em número mínimo de quatorze pares, se concentram nos bancos, em frente ao Radar de Comando. O Comandante dá início ao ritual. Os Mestres Lua sobem a rampa e aguardam ao lado do Radar. Em seguida, os Mestres Sol sobem a escada e apanham as suas ou os seus Mestres Lua. Descem com eles, segurando as pontas dos dedos.
Todos os pares se juntam atrás dos bancos e, quando todos tiverem terminado o Coroamento (o ato de subir a escada e apanhar o seu par), dão início à Jornada. Sobem a rampa, à esquerda da Cachoeira, e cada par faz sua preparação em frente ao Triângulo da Cachoeira. Passam por trás do Comandante e descem em direção à Estrela. Divididos em partes iguais, os pares se colocam nos Esquifes. O Mestre Sol fica de pé na parte mais baixa do Esquife, e o Mestre Lua senta-se no banquinho de alvenaria ao lado. Os dirigentes se colocam nos dois Tronos, nas pontas dos triângulos: o Mestre Sol na ponta do amarelo e o Mestre Lua na ponta do azul. O Comandante ordena a preparação e todos os Mestres Sol dão as mãos.
Depois, deitam-se nos Esquifes e permanecem alguns minutos, até que se completem os cantos ritualísticos. Depois, fazem a invocação dos espíritos que irão passar naquele trabalho e, em seguida, fazem a entrega deles ao outro plano. Depois isso, os Mestres Lua incorporam as entidades das águas, e fazem a impregnação da Estrela. Esse mesmo ritual, ampliado, envolvendo o Lago do Jaguar, ou Lago de Yemanjá, chama-se Unificação. Esse trabalho ritualístico é feito para a desintegração de energias carregadas negativamente, e para espíritos que não teriam condições de passar num simples trabalho mediúnico.
Como complemento, são manipuladas energias dos planos superiores, que são dirigidas para beneficiar a coletividade, principalmente os hospitais, os presídios e as concentrações administrativas do governo. Esse trabalho é realizado todos os dias, nas faixas: 12,30 até 13,30; 14,30 até 15,30; e 18,30 até 19,30 horas. Na faixa da Lua Cheia, o trabalho é obrigatório (uma vez cada Lua) para todos os mestres e, nesse caso, se chama Anodização.


CONCLUSÃO
Caro visitante: Procuramos, aqui, sintetizar ao máximo as bases doutrinárias do Vale do Amanhecer. Sabemos das dificuldades que existem nas pessoas para saírem dos conceitos tradicionais e se acostumarem com fatos novos. Sabemos, também, que não basta a simples interpretação intelectual para se avaliar as coisas. Por esse motivo é que sugerimos a experiência pessoal de contato com o nosso trabalho. Dificilmente a gente fica sabendo o que realmente é o Vale, a menos que se tenha um contato direto, físico e, ao mesmo tempo, se tenha algum problema que possa dar a oportunidade de verificação.
Elaborado pelo
1º Mestre Sol Tumuchy Mário Sassi
em 1979

“Nada do que provém da luz é inútil!” Kazagrande

Sempre insisto muito com esta frase pelo fato de ser uma verdadeira “chave” para desmistificação. Uma entidade, uma intuição, uma comunicação, somente será proveniente da Luz, se efetivamente trouxer algo bom e produtivo.
Infelizmente existem os médiuns que levam os desejos de sua personalidade para um trabalho espiritual, onde somente a Individualidade deveria permanecer, e com isso apresentam perguntas desprovidas de real valor espiritual para um missionário interessado em cumprir sua missão de auxiliar aos menos esclarecidos e encaminhar nossos irmãozinhos.
Vamos refletir com clareza sobre a necessidade de interrogar uma Entidade sobre encarnações passadas, por exemplo. Primeiramente, sabemos que tivemos a bênção do esquecimento, provida por Deus, pela necessidade de estarmos livres de preconceitos, em uma nova jornada e para não nos prendermos às tristes lembranças de um passado onde falhamos por não saber amar.
Especular sobre este assunto é uma grande falta de preparo para quem assume uma missão a ser cumprida na Individualidade. É mais do que isso, é uma total insensatez! Querer saber se foi rei ou rainha, comandante ou princesa, se teve riquezas, reajustes com histórias dignas de virar filmes… Salve Deus!
Qual a utilidade? Se houver alguma, a informação chegará em uma hora precisa e sem a necessidade de qualquer pergunta a respeito. Por vezes, em um reajuste pesado, nossos Mentores consideram que poderá ser de valia se você tiver consciência que passa pela situação, em função de um passado vivido e que pode lhe ajudar a aceitar o presente. Mas, isso chega naturalmente, sem perguntas, sem forçar!
Insistir com questionamentos infantis é buscar a mistificação! Pensemos em como fica o médium incorporado ao “ouvir” este tipo de questionamento. Por vezes a Entidade até “vislumbra” o passado do inquiridor, mas sabe que de nada valerá expor a situação de um passado esquecido pelo amor de Deus! E o médium, acuado pela insistência das perguntas, por vezes acaba “soltando” o quê não deve, ou até mesmo mistificando uma comunicação.
Não posso crer que seja tão difícil compreender que ao entrarmos no Templo uniformizados, não somos mais o José, ou a Maria! Somos “o nosso espírito”, dotado de uma experiência transcendental e que está ali somente para servir! Para se doar!
Do contrário, será apenas um paciente de uniforme! Paciente pode tudo, pode perguntar o que quiser, chorar todas as suas mazelas e receber o consolo e apoio pela emanação das Entidades. Sabemos que JAMAIS uma Entidade de Luz proverá o que não seja verdadeiramente útil.
Impensados doutrinadores com perguntas pessoais, tomando o tempo de atendimento dos necessitados, ou vaidosos aparás com “historinhas” de encarnação e vidências sem qualquer aproveitamento útil, não passam de pacientes de uniforme!
É hora de avaliar nossa conduta! De sentir nossa missão! É hora de compreender que quando vamos ao Templo, vamos para servir, e não para ser servidos ou manifestar nossos pensamentos pessoais. Do contrário, é melhor continuar como paciente. O médium que assume sua missão, é aquele que compreende que tem o quê fazer pelos outros, e coloca sua missão acima de seus desejos pessoais. Coloca seu uniforme para abandonar a personalidade e identificar-se perante a Espiritualidade como Servidor da Luz.
Havendo necessidade, a mensagem chegará! Nos Tronos, em um Alabá, em um Angical… Sem precisar perguntar, sem forçar, apenas porque nossos Mentores sabem nossas reais necessidades, e, no momento em que estivermos preparados, e houver utilidade, tomaremos conhecimento do que nos é proveitoso.
Kazagrande

“Rico sou, o mais feliz dos Pais” Seta Branca

Salve Deus!
Estamos viajando nessa relação espaço tempo sem mesmo ter plena consciência dos lugares , sociedades e estágios evolutivos por onde passamos, ao referirmos ao universo e seus astros nos tornamos ainda menores, insignificantes diante dessa grandeza absoluta.
Nosso parâmetro, nossa comparatividade é nosso planeta, estamos a olhar as estrelas , sendo porém que na verdade , estamos vendo luzes de um passado que nossos veículos ainda não conseguem, alcançar e então começamos a buscar informações, sem tê-las em sua totalidade
E a necessidade de atravessar essa linha entre a vida biológica e outros “tipos” de vida fez nos criar os mundos etéricos, uma estrutura técnica social que pudesse nos amparar, sustentar essa ideia de imortalidade.
Partindo da concepção desse existir, temos a certeza que o cérebro com seu intrincado conjunto celular de neurónios e sua sinapses conseguem organizar ideias, estruturas comportamentais , então estamos falando do grande milagre que é viver.
Justamente esse milagre , nos leva a complicada ação de encontrar respostas para intricadas, delicadas e mágicas situações de algo ou alguém que criou tudo isso.
Mesmo dentro dessa visão cientifica, a mesma ciência nos diz que nada se cria, tudo se transforma e, então caímos na fatal pergunta:
-O que havia antes do nada?
-Quando tudo começou ?
-Vimos que no Principio Deus criou o céu e a terra… Diante do imenso vazio disse Deus:
-Que haja luz…!
Portanto é nosso referencial de uma sintaxe religiosa, bíblica , e também cientifica quando aplicamos toso os setes dias da génese em período geológicos.
Não temos como fugir de uma situação não menos incómoda, a existência de outras civilizações onde o Cristo afirmou claramente “Na casa de meu Pai há muitas moradas”, essas civilizações podem ser menos ou mais evoluídas que nós seres humanos, e complementando existe uma relação entre nós, nesse processo de migração de seres, a cada espaço de tempo, essas viagens e processo migratório se acentua e de acordo com a evolução da energia que alimenta cada estrutura biológica , essa energia corpos diferenciados em planos de estágios também diferenciados para uma nova “vivencia” e isso chamamos ou codificamos de “reencarnação”, nesse “morrer”, “nascer”, essa energia chamada de espirito se alimenta de um aprendizado e assim como as próprias estrelas ,viajamos no cosmo sem tempo ou espaço.
No livro ano 2000 conjunção de dois planos esses viajantes interestelares disseram:
Por enquanto estamos aqui como espíritos individualizados, mas no futuro viremos como astronautas.
Dessa forma vindo de Capela onde supostamente partimos um dia e um dia para lá voltaremos, essas individualidades possuem corpos orgânicos, físicos, com uma evolução tecnologicamente avançada onde assumiram a responsabilidade de nos assistir, nos ensinar, acompanhar nossa jornada nesse terceiro plano que começou a 32000 anos.
A proposta era simplesmente aqui chegar , nos auxiliar, mas os humanos eram carismáticos, sedutores , e cativantes e então esses seres intergalácticos resolveram se unir aos terráqueos , surgindo então os filhos de Deus e os filhos dos homens.
Começaram a perder suas características originais, sua capacidade indestrutível, assim como o rumo e a missão assumida.
Foi a falência daquela proposta civilizatória…
O tempo passou, e civilização uma após a outra, fomos tentando acertar, melhorar nossas mente e alinhar com os propósitos universais do amor incondicional e então após várias tentativas, um veterano espirito chamado Seta Branca assumiu diante de Jesus o compromisso de conduzir essa tribo.
Nessa ação outro veterano espirito é incumbido da mesma missão…Natachan a Clarividente, partindo de embates sangrentos como a batalha civil do Peloneso e no mesmo mundo grego uma Pitonisa desafia o mais valente dos espartanos; Leônidas e no rufar dos tambores e as mulheres recolhendo os corpos dos maridos em batalha, nas ce o Cavaleiro verde, Cavaleiro especial…
Sob a égide romana de Pôncio Pilatos gritamos Barrabás!
Levamos a cruz o Cordeiro, filho de Deus!
Na tentativa de apreender uma Amacê, desintegramos toda uma civilização, na ideia de libertar Jerusalém dos Turcos e Mulçumanos nos enveredamos numa cruzada sangrenta e no processo da falta de amor queimamos, torturámos inocentes na inquisição daqueles que perderam o referencial de Jesus… O perdão!!
Ficamos cem anos no espaço sendo catequizados para na Cachoeira do Jaguar na força dos Enoques e Natachan preconizar a vinda do Doutrinador.
E sob o céu azul de um novo amanhecer, num vale de esperanças uma estrela desce do céu e na força candente dos sete raios de luz estamos tendo acesso ao maior poder cabalísticos desobsessivo cujas heranças dos Monges Tibetanos nos reservou…
Entre Trinos, Adjuntos, Falanges missionárias, Caminheiros de Jesus juramos uma fé e não ferir ninguém…Jaguar filho de Neiva… Doutrinador e Apará, forças que se complementam para libertar e curar…
Salve Deus! E assim sereis conhecido em todo universo….
“Sinto me feliz por vós outros filhos queridos que abnegam um mundo por uma Doutrinado Amanhecer(Seta Branca)
Atravessamos as barreiras do terceiro milénio….
O Futuro é do Doutrinador, desde que tenha muito amor no coração!!
Gilmar
Adjunto Adelano

O Charme – Kazagrande

Por cerca de onze meses terrestres, quando se inicia o plano reencarnatório de um espírito, este percorre, acompanhado por seu Mentor, os lugares onde viveu suas encarnações anteriores, balizadas magneticamente pelos charmes que deixou. Pela energia destes charmes, o espírito escolhe sua mãe, seu pai, sua família, os amigos e os inimigos, e, até mesmo, a forma de seu desencarne. Prevendo as próprias vacilações, ele escolhe um futuro amigo, e protetor, que irá ajudá-lo em sua nova jornada.


Para efeito de melhor compreensão, o charme é a energia marcante da encarnação. O que gerou fortes vibrações durante sua passagem, suas atitudes em relação à família, à sociedade, e a tudo que fez parte da jornada terrestre. Pode ser positivo, e poderá ser aproveitado como energia curadora, ou negativo, alimentando obsessores. Um charme negativo é gerado pelos desequilíbrios causados, pelas dores que infringiu a outrem.
O sucesso ou o fracasso de uma encarnação vai depender muito destes charmes, de como o espírito irá manipular as energias kármicas deixadas por ele.
“O espírito entra no corpo e é invisível, no plano físico, porque não tem charme. Não tem charme antes do contato com a carne.
O charme é um átomo, uma energia que se refaz na Terra, na vibração da Terra, do aroma das matas, das águas…
O charme é uma energia. Por exemplo: se um disco, uma Amacê, desgovernar-se em direção à Terra, não irá cair como um avião e, sim, ficará se balançando a cerca de mil metros acima da faixa da Terra, porque não tem charme, átomos… Não sei bem, pois as entidades não me dão uma resposta decisiva!
A Amacê não cairia na Terra. Os espíritos não podem pisar na Terra. Aparecerem, sim; pisar na Terra, não! Afirmo, por isso, que nenhum disco baixa na Terra e leva passageiros, espíritos encarnados. Impossível!
O plexo físico é que traz a vibração, forma o charme e liga o espírito ao feto. O plexo físico é formado por energias do próprio planeta Terra. Por exemplo: o aroma das matas frondosas, das cachoeiras…
É o charme que se refaz das têmperas das pedras, do lodo, das campinas, dos mares…
Somos a centelha divina do Verbo encarnado…
Verbo encarnado, verbo luminoso!…
Tia Neiva, 11 de junho de 1984


Kazagrande
Extraído do livro “Ao Centurião”

Triplicidade – Kazagrande

Os Três Reinos de minha Natureza; Personalidade e Individualidade; Alma e Espírito; e outros.
Existem alguns conceitos básicos em nossa Doutrina que devem ser claramente compreendidos já nos primeiros passos. Porém, muitos, envolvidos pela rapidez com que desenvolvemos as técnicas doutrinárias, acabam ficando com ideias não muito claras a respeito.
Os Três Reinos de minha Natureza – Consideremos o ser humano encarnado um ser “tríplice”, ou seja, formado por três “plexos”. Para que possamos compreender bem este conceito é necessário analisar separadamente cada um destes três plexos:
O Plexo físico – Este é simples de explicar! É o seu corpo. Pura e simplesmente o corpo que seu espírito ocupa nesta encarnação. Não “é” você, mas faz parte de você. Ele tem um tempo de vida útil que irá se esgotar e morrer, mas você não morre com ele, porque ele apenas é um terço do que o ser humano encarnado representa.
O Plexo Mental – Ou sua Psiquê. Neste ponto é que começam algumas dúvidas, pois normalmente conceituamos que alma e espírito são a mesma coisa, certo? Errado!!! Em nossa Doutrina distinguimos bem “alma”, de “espírito”. Consideramos como “alma” o quê hoje você representa nesta encarnação. O José, João ou Maria… É a sua encarnação atual! Sua Personalidade.
O Plexo Mental é representado pela sua alma. É você hoje, sem considerar outras encarnações. Chamamos “Mental”, porque é controlado pela sua mente, pelos seus desejos e fruto de sua atual experiência. Reflete a maneira como foi criado, os bons e maus princípios que aprendeu nesta vida, e o que pensa e age como reflexo. Ao morrer o Plexo Físico (o corpo), as lembranças de sua mente nesta encarnação (Plexo Mental) irão agregar-se ao seu Plexo Espiritual… Ao seu Espírito. Por tanto, a alma é apenas uma personalidade transitória que agora você está vivendo e registrando em sua mente. Muito diferente do seu Espírito!
O Plexo Espiritual – Considerando que já compreendemos que a alma é apenas “você hoje”, sua personalidade e lembranças de sua vida atual, fica mais fácil compreender a diferença clara quando vamos falar em espírito. O espírito é o seu EU verdadeiro! Este é você! Não é apenas o José, João ou Maria! É a soma de tudo o que você já viveu nesta e nas outras encarnações. Com a morte do corpo, a alma passa a ser apenas uma lembrança a mais na sua memória espiritual. Como espírito, você é a soma de suas muitas passagens por este e outros planos!
O primeiro questionamento neste ponto é sobre o “despertar”. “Quer dizer que quando eu desencarnar vou perder minha personalidade de Kazagrande e imediatamente passar a ser um espírito carregando a lembrança desta última “atuação no palco da vida terrestre”?”
Bem… Cada caso é um caso! Sim, existem aqueles que já estão preparados para recordar de suas outras passagens, quase que de imediato. Mas a maioria precisa de um tempo de adaptação de retorno à sua condição espiritual. Vai desligando-se dos apegos da última passagem e tomando consciência, aos poucos, de sua real condição.
A capacidade de, ao retornar ao mundo espiritual, desprender-se dos apegos materiais da alma e dos desejos do corpo, é que determinam seu tempo de adaptação.
Quanto mais claramente compreendermos que não somos apenas um corpo, ou apenas a personalidade que atualmente vivemos, mais rapidamente poderemos estar em contato com o espírito, grande motivo de nossa mediunização.
Kazagrande
Extraído do livro “Ao Centurião”

Desobediência – Adjunto Apurê

Desobediência pode custar uma vida.
Os espíritos que se acham acima das leis de Deus recebem tratamento conforme sua conduta moral. O templo é a verdade suprema. Quando estes espíritos encarnados chegam aqui para receber a libertação não imaginam o quanto é difícil para eles se adequarem as normas e padrões da espiritualidade.
Nos tronos é que a gente vê as consequências da dita liberdade sem responsabilidade. Pessoas desprovidas da sensatez caindo cada vez mais no desgosto dos tutores. Sempre que estou no comando eu vejo a atuação dos cavaleiros para colocar ordem, moralizar e educar, nem que para isso seja usada uma cinta, ou chicote, como queiram.
Aqui no amanhecer não é brincadeira, é algo que se não levado a sério pode custar uma encarnação. Os cavaleiros vêm com autoridade para ajustar aquele encarnado em sua missão. Descem o chicote no lombo que faz até o médium apara sentir os efeitos. Vocês aprenderam a transmutar um espirito encarnado para um aparelho. O aparelho deve ter condições e conhecimento do sistema anímico. Esta transferência de espirito se dá pela perfeição divina.
Muitos milhares de anos passado, diria quinze mil anos, era possível trocar um espirito para outro corpo. O corpo estava velho e se apresentava debilitado, então nos laboratórios criavam-se corpos anímicos que posteriormente transferiam de um para outro. Era uma ciência muito avançada que foi extinta pelo abuso de conhecimento. Assim eu vejo esta instrução universal abrindo as fronteiras para que a terra cultive a sabedoria.
Eu estava sentado aqui na minha varanda quando chegou uma comunicação telepática. Só que eu não entendi bem a mensagem que dizia: Eu estou preso ou eu vou ser preso. Era um homem que tem suas convicções atrofiadas pelo menosprezo de sua conduta. Tanto fez e aprontou que está chegando a hora da reparação.
Eu não posso dizer nada para não confundir os carmas. Cada um faz a sua cama e deve se deitar nela. Não existe neste mundo a perfeição, existem estudos que orientam um meio de se chegar ao finalmente.
Este homem provocou muitas dividas na terra. Tomou posse do que não era seu e violentou seu destino provocando a ira da sociedade. Todos sabem que não existe justiça que prevaleça sobre Deus.
Os sinais do tempo estão chegando, como Seta Branca sempre se referiu em suas mensagens. Os jaguares estão esquecendo de olhar para o céu espiritual. A terra está consumindo as últimas gotas de energia vital. Todos já sentem o esgotamento e o cansaço do espirito. Vamos renovar as energias, mas cada um deve ter consciência de como fazer.
Fui, vi e voltei!
Para ser um visionário é preciso entender os sinais da eternidade. Muitos só sabem criticar, mas nunca foram longe o suficiente de seus corpos.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
01.10.2020

Em busca do charme – Adjunto Apurê

Pela primeira vez eu vejo um desencarnado voltar para buscar seu charme. Eu não entendi bem esta colocação, mas ajudei a transpor esta dificuldade. Até um velho opala estava nesta descrição que eu tinha que reaver.
O resgate do charme são as coisas que ficaram marcadas nesta vida ou em outras conforme o espirito vai se descomprometendo com suas encarnações. Dentro do charme ficam as memórias da terra. Se você teve várias encarnações então em cada uma o seu charme ficou em suspensão e não tem prazo definido para acabar ou sumir.
Como eu vi, ele veio recuperar este charme para se desligar completamente de sua vida terrestre. Por assumir uma missão espiritual dentro desta organização de médicos do espaço, como médico que foi, ele teria que abrir mão da reencarnação. Seria um missionário da cura para os espíritos.
Eu sei que muita coisa é novidade e que se olharmos pelo vórtice vertical não se tem uma explicação lógica para os desfechos da verdade. A verdade é que os seres humanos ainda são seres desumanos. Só pensam em si mesmo e nada altera seu mundinho. Tem alguns que já superaram as velhas estradas e agora se lançam pela nova com um brilho nos olhos e uma alegria no coração, paz de espirito.
Removendo o tempo. Sabem o que seja isso! Remover as varias faixas da ilusão material! Pois bem, o tempo é curto em relação ao nosso comportamento social. Nós somos ambiciosos, isso já é um costume medieval, ter seu conforto material a sua disposição. A ambição de ter e não poder ter acelera os efeitos da transformação mental.
Se olharmos pelo lado místico nós viemos sem nenhum agasalho. Viemos contar com a tradição humana que nos enrolaram em panos para não sofrer a desilusão. O grande cobertor dos pais é proteger, amparar e dar oportunidades de crescimento. O espirito então desce amparado pela luz e vai se encaixando aos poucos neste cenário de amor ou de dor.
Agora ele vê a importância do meu trabalho diante da espiritualidade. Eu queria que todos da minha família fossem doutrinados pelo conhecimento e não pela superstição, mas cada um faz do seu mundo a sua cama e nela deve se deitar até quando a chama estiver acesa.
Com o resgate do charme ele terá sua liberdade sem vínculos com a terra. No amanhecer tem um trabalho que se chama estrela de Neru em que se resgata os charmes e usa aquela energia cristica para a cura aonde for necessário. O charme é resgatado e filtrado. Retira-se as impurezas que ficaram grudadas e depois é distribuída para o templo através do turigano. Lá a espiritualidade usa para muitas finalidades conforme os trabalhos vão se realizando.
Com a cremação do corpo este charme também é desintegrado liberando o espirito de retornar a este plano pesado. O fogo também queima a atmosfera fluídica fazendo uma espécie de limpeza. Ritual usado por muitas tribos indígenas e outras civilizações. Eu percebi muitos espíritos em que seus corpos foram cremados não conseguindo retornar a terra para visitar seus elos partidos. Eles não têm mais o charme para voltar. A ligação temporal foi cortada. Eles ficam ao longe com a saudade batendo forte. Atrapalha muito, cria uma sensação de vazio.
Resgatei as coisas cármicas deste irmão. Agora sem vinculo ele poderá ajudar aos encarnados com seu conhecimento da medicina. Se bem que lá a única especialidade é curar o espirito. O espirito não tem órgãos, ele é uma película como de um filme. Não tem este negócio de dizer a especialidade do médico. Isso é querer enganar os missionários.
No amanhecer a cura se processa pela manipulação energética. Esta força produzida pela concentração de dois comandos, terra e céu, na junção das energias ectoplasmática e fluídica, faz a renovação das células dos órgãos. O médico teve sua encarnação com alguma especialidade, mas fora da terra ele seria como um clinico geral.
A maior benção que temos é ter ao nosso lado os nossos padrinhos espirituais, os nossos mentores que assumiram conosco esta dura tarefa de nos ensinar. O padrinho se torna testemunha de todas as reencarnações.
Como disse o mentor para Tia Neiva: “você não foi preparada para ministrar medicamentos, mas para cuidar das almas. Se assim fosse você seria preparada para ser médica”.
Vejam qual diferença em ser missionário ou ser um charlatão. Nós devemos seguir a cartilha da clarividente que é a mesma que Seta Branca entregou para ela. Conviver neste amanhecer sem conhecer a verdade é o mesmo que viver numa eterna escuridão.
Nunca escravizem ninguém pelos seus atos e sua postura. Cada ser humano jurou a sua obra e ela vai se confirmando ao longo de sua evolução. A evolução é para poucos que procuram no silencio das madrugadas o seu mundo dinâmico.
Quando eu consegui recuperar este carro que ficou marcado neste destino ele subiu. Não sei porque este carro tinha que ser encontrado. A placa dele era cor preta e letras brancas. Encontrei com um cidadão em uma loja.
A valorização de todas as nossas conquistas.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
26.09.2020

Perguntas Mágicas – Kazagrande

“Tudo posso, mas nem tudo me convêm”. Nosso livre-arbítrio é o fiel da balança!

Meus irmãos e irmãs, é necessário que aprendamos a escolher sem sofrer. Falando em sofrer, lembremos que o próprio sofrimento não deixa de ser também uma escolha. Muitas vezes a dor é inevitável, mas sofrer por ela é uma escolha.

Quando nos ferimos, ou somos feridos, temos sempre a opção de perdoar, de nos perdoar, e, após um breve período para a necessária absorção energética, podemos seguir adiante sem ficar remoendo as mágoas do passado.

Existem três “perguntas mágicas” que podem nortear nossas escolhas:
Aquilo que vou fazer (ou a maneira como vou reagir) vai resolver?
Aquilo que vou falar será bom para mim, ou fará bem para alguém?
Este pensamento me faz bem?

Se nossa ação, ou reação, não vai resolver o problema. Se aquilo que vou falar não me faz bem e nem faz bem para ninguém. Se determinado pensamento, ou mesmo lembrança, não me faz bem… Salve Deus!

As ao menos uma resposta é não (normalmente a resposta é não para as três perguntas simultaneamente), torna-se uma questão de inteligência deixar de lado!

Encontrando, com sinceridade, as respostas para estas três perguntas mágicas, já podemos escolher com segurança nossa atitude, sentimento ou pensamento, e decidir se devemos mantê-lo!

Não existe justificativa para seguirmos sofrendo com ações passadas que não nos fizeram bem, e cuja energia impregnada pode seguir nos fazendo mal. Valerá a pena? Por isso afirmei que o sofrimento também é uma escolha! Ao sermos feridos não vale a pena seguir com o pensamento atrelado à dor sofrida, tem que perdoar e seguir em frente. E perdoar de verdade é esquecer! Não é isso que pedimos aos nossos cobradores quando os encontramos nos Angical, ou no Julgamento? Perdoar não quer dizer virar “amiguinho” de quem lhe maltratou, perdoar é esquecer, repito.

Temos também nos perdoar, deixar de sofrer com nossos próprios erros. Somos humanos e a Terra é um planeta escola. Erramos, e somente a consciência de que podemos, e devemos, fazer melhor, é que nos dará alento de prosseguir na jornada. Ficar estagnado se culpando e pensando que “poderia ser diferente”, não vai resolver nada. Voltamos a primeira pergunta a ser feita antes de uma escolha: “Vai resolver?”. Simples assim: Resolve se revoltar, se culpar, jogar a culpa em algo ou alguém? Não!

Apesar de termos um plano espiritual traçado para esta encarnação, somos senhores de nossos destinos! Vai fazer bem? Resolve? São duas pequenas máximas a serem levadas à reflexão na hora de nossas escolhas. Guarde em seu coração estas perguntas e antes de permitir que qualquer negatividade persista em sua mente e coração, responda com sinceridade, assim poderá seguir adiante evoluindo e sem sofrer.
Kazagrande

Pagar com dinheiro – Kazagrande

Quando se paga com dinheiro


A forma “mais barata” de pagar uma cobrança espiritual é com dinheiro.
Muitas vezes nos revoltamos quando sofremos perdas materiais, quando sofremos uma injustiça que nos gera grandes prejuízos econômicos ou nos deparamos com pessoas mesquinhas, que, aproveitando-se de uma situação, querem nos explorar e receber muito mais do que aparentemente lhes é de direito ou mesmo de bom senso.
Nestas horas é preciso refletir muito, evitar cair em desequilíbrio e controlar nosso padrão vibratório, para não gerar uma nova corrente negativa que nos envolve e acaba gerando um verdadeiro “efeito cascata” em nossas vidas, atraindo novas dívidas e mais pessoas mesquinhas.


Sofrer uma injustiça, ou ter um grande prejuízo material, é muito pouco face a tantos atos do passado que ainda temos que reequilibrar. Nosso karma, de espírito líder, de guerreiros, é pesado, e toda energia um dia desequilibrada, terá que ser reajustada. Lembremos ainda que estamos com a possibilidade de ser esta nossa última encarnação terrestre, e por conseguinte, as oportunidades de reajustes chegam velozmente.
E quando a cobrança vem em forma de lhe tirar a saúde? Ou pela traição da pessoa amada? Ou ainda pela perseguição insensata e odiosa daqueles que um dia ferimos por não saber amar? Seria muito pior!
A maneira mais simples e barata de pagar um reajuste é “com dinheiro”. As perdas materiais podem ter um grande significado, mas é apenas momentâneo! Dinheiro se atrai novamente, emprego encontra-se outro…, mas e a saúde? E a forte dor moral da traição?


Não é hora de esbravejar e sentir-se o mais injustiçado dos mortais ao viver seus prejuízos materiais.
É hora de agradecer! Agradecer a oportunidade do reajuste, e pedir que consiga manter o equilíbrio para superar esta etapa e ver que somos reflexos de nossas reações, de nossa atitude mental ao nos depararmos com as dificuldades. Se aprendemos a reagir bem, a encarar o lado positivo dos fatos (e sempre há uma maneira para isso), iremos superar com mais facilidade e semear novos e agora positivos encontros!
É natural sentir uma revolta inicial, mas esta não pode passar dos primeiros minutos, até a reflexão chegar e trazer de novo o necessário equilíbrio e positividade. Como médiuns, e principalmente como Jaguares, não podemos permitir mais do que alguns minutos negativos, pelo impacto inicial, mas, absorvida a energia, manipulada por nosso plexo e consciência, voltamos à sobriedade que pregada pelo Divino Mestre: Amor, HUMILDADE e TOLERÂNCIA.
Kazagrande