Adjunto Muyatã – Seu Pedro

Salve Deus!
Já alertado pela Clarividente Neiva o ano de 1984 havia passado, não deixou as marcas visíveis de sua importância no cenário universal. Fim e recomeço de um ciclo, estávamos entrando no tão aclamado e temido terceiro milênio, o ano de 1985 parecia ser realmente um ano de recomeço para nós outros Jaguares e, realmente o foi, rituais que estavam ainda contidos no plano espiritual começaram a funcionar, mas começara lenta e gradual a volta de nossa Clarividente a sua casa espiritual, ao seu povo, como ela fazia questão de afirmar.
O domingo sempre foi enfatizado por Tia Neiva como o dia do médium, o desenvolvimento básico e avançado, a estrela de aspirantes e as reuniões com os recém classificados “Adjuntos de povo, agora na condição de Arcano.
Era “normal” ver o Mestre Nelson Cardoso, Adjunto Janarã convidar os novos médiuns a sua casa para um cafezinho e logo depois participarem de sua reunião mensal. Uma característica única do Templo Mãe onde os Mestre escolhiam seu Adjunto de origem após a centúria, assim após participar de várias reuniões com os Adjuntos , o médium escolhia com quem caminharia o resto de sua vida mediúnica.
Minha participação no Adjunto Muyatã fora diferenciada pois já na fila de elevação de espadas, como Ajanã, fui escolho para ser padrinho do Mestres Moraes, Adjunto Alácio.
Então comecei a participar das reuniões do Mestre Pedro Izídio Adjunto Muyatã. Já desde o início observava-se sua simplicidade em atos e palavras e seu grande apego a sua família, tanto a biológica quanto a espiritual, muito objetivo em suas frases e colocação doutrinária, fervoroso defensor das coisas de Tia Neiva e um excelente guerreiro espiritual, pois além de cuidar de seu povo no templo Mãe, cuidava de dos Templos Muyatã de Padre Bernardo e de Planaltina de Goiás.
Das vezes que houve a benção de Pai Seta Branca, sua Ninfa Maria do Carmo era a presença viva desse veterano espirito na terra, de palavras cadenciadas, serenas e firmes nos fazia estar de encontro com as coisas de Jesus.
Mesmo depois de mais de três décadas esse piauiense no alto de seus oitentas anos, não sentiu o impacto indelével do tempo, pois seu ritmo continua o mesmo, embora certo como tantos outros Jaguares sofrem com o rumo que a condução da doutrina tem tomado, e “Se Pedro” em seu silencio vais fazendo o que lhe cabe pelo seu povo, abnegando de si mesmo, agora com essa nova linhagem de Mestres, com os jovens adjuntos ao seu redor conduzindo com muita dignidade o cajado que lhe foi passado por Tia Neiva e o Ministro Muyatã.
Sabemos que não fácil essa tarefa, mas com seu jeito simples esse missionário de Jesus está vencendo as adversidades temporais no cumprimento do compromisso como Pai, Avô, irmão e amigo e de missionário.
Ao falar sobre Pedro Izídio, sinto me confortável em pertencer a essa família Muyatã, do amor incondicional quer luta para nos tornar “mais gente”, “mais tratável” e mais missionários sem perder ou abrir mão de nossa personalidade esparta.
È o pouco que tenho a dizer sobre esse pai espiritual, a esse amigo Pedro Izídio.
Gilmar
Adjunto Adelano

Diante da Imagem de Seta Branca – O Encontro

Salve Deus!
O templo lotado naquela noite do primeiro dia do ano 1984, um burburinho de frases e cânticos, emissões dos comandantes em seus sandays , tornavam tudo aquilo numa suntuosa sala onde a magia acontecia, o encontro de dois mundos se mesclavam entre si, o mundo físico das pessoas em que desesperadas para encontrar suas respostas e serem atendidos em seus ais e a serenidade do mundo espiritual com sua agitada movimentação de médicos, cavaleiros Pretos Velhos e Ministros procurando nos atender.
Um pessoa em especial caminhava absorto a toda aquela movimentação pelo interior do templo, olhava tudo, sua ideia de razão estava naquele momento sendo testada, e então vinha a sua cabeça o encontro nos tronos com a Preta Velha, a voz que ouviu enquanto a Preta velha comunicava , então chega diante da imagem daquele índio segurando uma flecha, elevando ao ar em forma de saudação.
Parou diante dele ,olhou suas sandálias de Franciscano, o imenso cocar de penas, os símbolos do Apará e Doutrinador e por fim seus olhos que naquele momento estavam vívidos e vivos!
Foi o bastante pois a relação de tempo e espaço naquele momento se fundiu, como se grandes contemporâneos se reencontrassem, o Pai que encontrara seu filho que nos corredores dos séculos estavam novamente frente a frente. Foi o bastante para que ele não se contivesse e as lágrimas banhou seu rosto, e aquele choro do reencontro aumentasse, e então ele viu cair sua crítica baseada em valores humanos, pois diante da escalada entrando no templo ele não se continha e chorava cada vez mais. Na semana seguinte nosso personagem já estava desenvolvendo.
Assim são todos que são os filhos de Seta Branca, ao encontrar coma energia renovadora do Simiromba de Deus, as lágrimas chegam o coração dispara…
Todas as vezes que nos mediunizamos e vamos diante do Pai, e olhamos seus olhos encontramos nossa alma que vagueia em busca dessa paz que almejamos a milênios, assim somos nós esses tantos filhos pródigos de volta a casa do Pai Seta Branca.
Gilmar
Adjunto Adelano
Setemebro/2020

Angical – Adjunto Apurê

Maravilha são as luzes do céu quando descem sobre o corpo mediúnico.
Chegando no templo o cavaleiro da lança vermelha já estava esperando a abertura. Legiões de espíritos chegaram na ordem de Pai João de Enoque para com suas redes magnéticas limparem o templo.
O trabalho foi de tanta importância que as energias desciam em forma de estrelinhas impregnado os uniformes, principalmente as saias das ninfas. Eu até pedi que ao entrarem em seus lares que chocoalhassem na entrada de suas portas para iluminar.
Eram as luzes do céu descendo sobre a terra. Eram tão pequeninas células do astral superior.
Hoje tudo foi diferente sob as bênção dos grandes iniciados.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
14.09.2020