A insegurança para trabalhar nos Tronos sempre permeia a mente daqueles que sente o tamanho da responsabilidade em tratar com vidas humanas. É perfeitamente normal sentir isso. Não se preocupem, pois, por mais experiente que seja o médium, ao entrar nos Tronos, sempre sente o peso desta responsabilidade.
Procure um médium que conheça, ou mesmo um dos antigos instrutores, e peça para que lhe acompanhe. Manipule a energia de seus Mentores e quando sentir a segurança, comece a atender os pacientes. Caso não se sinta a vontade, encerre o trabalho! O importante é manipular a energia da Luz, e não apenas dos sofredores na Mesa. Ir para a Mesa é prestar a caridade e com certeza a maior de nossas missões, porém, é importante estar em contato direto com nossos Pretos Velhos. Eles trazem a necessária segurança e também as intuições para sua vida emocional e material.
Os problemas emocionais que se transformam também em dramas da vida física, poderão ser amenizados, se estiver em maior contato com seus mentores. Nos momentos precisos sentirá a presença deles lhe intuindo, por isso é preciso se “acostumar” com esta energia.
Parar de “ir ao templo” necessariamente não quer dizer “deixar a Doutrina”. A Doutrina está em seu coração e é dele que a compreensão e o amor não podem se afastar. Agora, afastar a doutrina do coração irá fazer com que o desequilíbrio entre material, emocional e espiritual se agrave.
Somos médiuns! Ninguém é médium por acaso… Temos uma missão e ela precisa ser cumprida por um clamor de nosso próprio espírito! Se não encontra na Doutrina do Amanhecer a realização que procura, deverá ligar-se de imediato a outro lugar! Não importa qual… O mais importante, para seu espírito, é que cumpra a missão de prestar a caridade e buscar a evolução.
Os problemas em nossas vidas são para todos… Fazem parte de nossa escola evolutiva! É preciso identificar as origens e quais são as mudanças de comportamento que cada lição da vida nos apresenta, e exige.
Todos desejam o mesmo… Querem Paz! Mas a Paz somente nos alcançará se o equilíbrio de nossos três plexos se concretizar. Somos seres tríplices! Físicos, mentais e espirituais. Equilibrando estes reinos que nos habitam, nenhum problema será maior do que a paz que encontramos.
Kazagrande
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“Nada do que provém da luz é inútil!” Kazagrande
Sempre insisto muito com esta frase pelo fato de ser uma verdadeira “chave” para desmistificação. Uma entidade, uma intuição, uma comunicação, somente será proveniente da Luz, se efetivamente trouxer algo bom e produtivo.
Infelizmente existem os médiuns que levam os desejos de sua personalidade para um trabalho espiritual, onde somente a Individualidade deveria permanecer, e com isso apresentam perguntas desprovidas de real valor espiritual para um missionário interessado em cumprir sua missão de auxiliar aos menos esclarecidos e encaminhar nossos irmãozinhos.
Vamos refletir com clareza sobre a necessidade de interrogar uma Entidade sobre encarnações passadas, por exemplo. Primeiramente, sabemos que tivemos a bênção do esquecimento, provida por Deus, pela necessidade de estarmos livres de preconceitos, em uma nova jornada e para não nos prendermos às tristes lembranças de um passado onde falhamos por não saber amar.
Especular sobre este assunto é uma grande falta de preparo para quem assume uma missão a ser cumprida na Individualidade. É mais do que isso, é uma total insensatez! Querer saber se foi rei ou rainha, comandante ou princesa, se teve riquezas, reajustes com histórias dignas de virar filmes… Salve Deus!
Qual a utilidade? Se houver alguma, a informação chegará em uma hora precisa e sem a necessidade de qualquer pergunta a respeito. Por vezes, em um reajuste pesado, nossos Mentores consideram que poderá ser de valia se você tiver consciência que passa pela situação, em função de um passado vivido e que pode lhe ajudar a aceitar o presente. Mas, isso chega naturalmente, sem perguntas, sem forçar!
Insistir com questionamentos infantis é buscar a mistificação! Pensemos em como fica o médium incorporado ao “ouvir” este tipo de questionamento. Por vezes a Entidade até “vislumbra” o passado do inquiridor, mas sabe que de nada valerá expor a situação de um passado esquecido pelo amor de Deus! E o médium, acuado pela insistência das perguntas, por vezes acaba “soltando” o quê não deve, ou até mesmo mistificando uma comunicação.
Não posso crer que seja tão difícil compreender que ao entrarmos no Templo uniformizados, não somos mais o José, ou a Maria! Somos “o nosso espírito”, dotado de uma experiência transcendental e que está ali somente para servir! Para se doar!
Do contrário, será apenas um paciente de uniforme! Paciente pode tudo, pode perguntar o que quiser, chorar todas as suas mazelas e receber o consolo e apoio pela emanação das Entidades. Sabemos que JAMAIS uma Entidade de Luz proverá o que não seja verdadeiramente útil.
Impensados doutrinadores com perguntas pessoais, tomando o tempo de atendimento dos necessitados, ou vaidosos aparás com “historinhas” de encarnação e vidências sem qualquer aproveitamento útil, não passam de pacientes de uniforme!
É hora de avaliar nossa conduta! De sentir nossa missão! É hora de compreender que quando vamos ao Templo, vamos para servir, e não para ser servidos ou manifestar nossos pensamentos pessoais. Do contrário, é melhor continuar como paciente. O médium que assume sua missão, é aquele que compreende que tem o quê fazer pelos outros, e coloca sua missão acima de seus desejos pessoais. Coloca seu uniforme para abandonar a personalidade e identificar-se perante a Espiritualidade como Servidor da Luz.
Havendo necessidade, a mensagem chegará! Nos Tronos, em um Alabá, em um Angical… Sem precisar perguntar, sem forçar, apenas porque nossos Mentores sabem nossas reais necessidades, e, no momento em que estivermos preparados, e houver utilidade, tomaremos conhecimento do que nos é proveitoso.
Kazagrande
O destino de um Elítrio – Kazagrande
O destino de um espírito que foi reduzido à forma de elítrio (ovóide) não pode ser definido genericamente, pois, independente da atual situação em que se encontra, ele possui toda uma trajetória espiritual, que o conduziu a tal forma. O reajuste na forma de elítrio pode acontecer de diversas maneiras, e seu encerramento é que determinará qual seu novo destino.
Podemos exemplificar algumas situações, porém não temos como determinar qual delas, ou se alguma delas, será o novo caminho a ser percorrido por este sofrido espírito.
Entendemos que para um espírito ser reduzido à forma de elítrio, ele deve ter passado por situações muito difíceis, e por que não dizer “cruéis”, provocadas pelo seu algoz (causador da dor que levou aquele espírito à forma de elítrio), que agora deverá receber a devida cobrança. Porém, pelas benções da Espiritualidade, que não poderia permitir uma cobrança insana estendida por diversas encarnações, a vítima, envolta nas mais pesadas vibrações de vingança, acaba sendo recolhida e, passando por uma estufa, é reduzida à forma de elítrio, sendo implantada, com o consentimento do algoz, em seu corpo, para, no momento determinado, iniciar seu processo de cobrança, normalmente por intermédio de enfermidades.
Vejamos alguns casos: O algoz mantém suas condutas erráticas e acelera a cobrança, fazendo com que o elítrio inicie logo seu reajuste, provocando enfermidades e até o desencarne.
Outra situação: O algoz, movido por sua consciência espiritual, procura ter uma vida produtiva, pratica o bem e acaba anulando as vibrações negativas do elítrio, promovendo sua libertação no tempo determinado, sem ter sido muito afetado.
Também pode acontecer, do merecedor da cobrança procurar um auxílio espiritual, em nosso templo, por exemplo, e lá sentir-se tocado pela necessidade em trabalhar espiritualmente. Seus Mentores, ao avaliar todo o quadro, podem concluir que ele será mais útil se for liberto daquela cobrança para melhor servir. Assim promovem a libertação do elítrio.
Um paciente, onde os Mentores verificam que a atuação do elítrio está “além da conta”, também podem encaminhá-lo para a Junção, e pelo poder luminoso do trabalho, ser libertado. Por este motivo só pode passar na Junção os que forem efetivamente recomendados, pois, se passam pelo trabalho sem recomendação e o elítrio acaba sendo libertado “antes do tempo e/ou merecimento”, as consequências podem ser terríveis.
Recordo um caso em que o Comandante, ao ver um paciente em cadeira de rodas saindo da Cura, questionou-lhe se não iria passar na Junção também, e foi colocando-o para dentro sem que ele tivesse obtido a recomendação nos Tronos. Tia Neiva estava no Templo… Em passos rápidos se dirigiu ao comandante e falou:
- Meu filho, você colocou aquele paciente na cadeira de rodas para a Junção, ele tem um elítrio na coluna que o impede de andar. Se ele passar na Junção irá libertar o elítrio e poderia até voltar a andar.
- Então fiz uma coisa boa, né Tia?
- Não meu filho, o objetivo da encarnação dele é reajustar com este elítrio, se remover o elítrio, ele vai desencarnar, porque a encarnação perderá o sentido, agora se vire para tirá-lo de lá!
Salve Deus!
Outra situação é quando procuramos um curandeiro que possui o dom para remover os elítrios por pagamento, sem a permissão divina (sim, eles existem). O elítrio, retirado do corpo sem ter completado sua cobrança, ou sem ter sido concluído o reajuste, irá manifestar sua ira com muito mais intensidade ao perceber que sua oportunidade de reequilíbrio foi interrompida. O novo encontro será muito pior!
Enfim, o destino de um elítrio dependerá sempre de vários fatores. A maneira como foi libertado, ou removido, o grau de reajuste cumprido e a própria trajetória espiritual daquele espírito que, embora inconsciente na forma de elítrio, ainda possui uma individualidade a ser respeitada. Outros fatores ocasionais, como um elítrio removido por magia negra, para ser usado como escravo por espíritos negativos, também poderia ser citado, mas é um tema extenso e digno de outros relatos.
Kazagrande
Tronos – Betinho Lua
Salve Deus!
No Trono está uma entidade manifestada, está um Doutrinador que é o testemunho, que na iniciação se comprometeu a ser símbolo do silêncio, e muitas vezes este Doutrinador sai falando sobre a verdadeira confissão daquele paciente.
A vinda da entidade é uma grandeza, é um prêmio aqui na Terra, e muitos espíritos de Luz não têm esta oportunidade de trabalhar na Lei do Auxílio. Às vezes eles precisam, porque ainda têm parentes aqui na Terra, às vezes em cavernas, e eles precisam faturar, porque o bônus de uma incorporação, para o espírito de Luz, é muito valioso.
Vamos corrigir o nosso modo de trabalhar. Primeiro passo, pedir o nome da entidade, e, se não estiver dentro dos padrões doutrinários, fazer Obatalá, encaminhando-o para os mundos de Deus. Não se esqueçam de que os convidados de Pai Seta Branca, os Ministros, incorporam no Sandays dos Tronos. Eles podem também incorporar no Oráculo, mas nos Tronos não é permitido, porque ali é lugar dos Pretos Velhos, Pretas Velhas e Caboclos.
Existem trabalhos no Templo que não têm comunicação e onde se manipulam grandes energias, como os Sandays.
Aqui é comum o dia em que o mestre está desequilibrado e vai procurar os Tronos.
É por isso que surgem as interferências.
O mestre têm liberdade de trabalhar em qualquer lugar mas é preciso ter consciência desta liberdade, porque nem todo dia ele está bem e nem todo dia consegue um bom Doutrinador que forme uma sintonia.
Salve Deus!
betinho lua – templo mãe.
30/07/24 – 08:27 hrs.
“A vida honesta é dura”..
Apará ou Preto Velho – Kazagrande
Quando um paciente, mesmo que seja um médium sem uniforme, ingressa em uma fila de atendimento dos Tronos, todo um preparo espiritual para aquele atendimento é iniciado.
Uma verdadeira Contagem de forças é realizada para que o paciente passe com a Entidade que esteja dentro da sequência de trabalhos que ele necessita para aquele dia. Já repararam como o término de um atendimento é diferente? Como em algumas situações a Entidade se estende com um assunto simples e outras rapidamente encaminha o paciente para outro setor, mesmo parecendo casos “idênticos”? Pois é… Nós não vemos, o Apará normalmente não sabe, mas está ocorrendo uma Contagem para que determinado paciente passe com a Entidade que a ele foi designada naquele dia.
Quando o paciente “quebra” esta Contagem, escolhendo a Entidade, ou melhor dizendo, o Apará com o qual deseja passar, ele está saindo de todo um preparo que estava sendo realizado desde o momento em que decidiu ir ao Templo.
Infelizmente situações como estas são comuns, e se passam exclusivamente pela falta de esclarecimento. Todas as Entidades que se manifestam nos Tronos, para o atendimento e comunicação, são Entidades de Luz! Não é um supermercado onde se escolhe pela “marca do produto”. A afinidade com o Apará não pode ser considerada como fator de confiabilidade, pois quem atende é a Entidade e esta pode estar no “mais perfumado” ou no médium de uniforme mais surrado.
Um paciente “novato” pode querer consultar com a Entidade de seu conhecido, do médium que o trouxe até o Templo, mas isso só deve ocorrer naturalmente, se ao chegar sua vez de ser atendido, seja encaminhado justamente para este Trono… E creiam, isso se passa com frequência e naturalidade. Sem forçar, sem criar situações desagradáveis.
Por outro lado, o Comandante escalado para o setor de Tronos deve ser um médium verdadeiramente preparado. Entenda-se preparado como aquele que tem consciência que rege um trabalho de Luz, e a Humildade, Amor e Tolerância são os pré-requisitos fundamentais! Além é claro da elegância e o fraterno sorriso acolhedor, característico de quem verdadeiramente abandona a personalidade e trabalha na Individualidade dentro do Templo.
Ao deparar-se com pacientes que desejem “escolher” a Entidade, deve ser firme, esclarecer com educação e tranquilidade os motivos pelos quais se deve obedecer a Contagem Espiritual que se faz presente nas filas de espera. Porém, face a insistência daqueles que depositam sua fé nas aparências, não deve se desarmonizar e deixar que se coloquem a mercê dos próprios desejos e não dos caminhos traçados pela Espiritualidade… Salve Deus! O livre-arbítrio é soberano.
Mas Mestre, eu não posso escolher o Preto Velho com quem tenho afinidade de passar então?
Salve Deus! Você tem fé? Se tiver fé, saberá que a Espiritualidade lhe encaminhará exatamente para onde seu merecimento e sintonia permitirem!
Kazagrande
Ensinamentos do Adjunto Yumatã [Livro]
Resumo: Transcrições de muitas aulas e palestras do Adjunto Yumatã, Mestre Caldeira.
Erro do Jaguar – Trino Tumuchy
“Na realidade não precisamos das comunicações para viver a nossa vida. Se um Jaguar cai no erro de precisar de consulta às entidades para resolver seus problemas, ele aboliu o que tem de mais extraordinário, que é a sua própria comunicação com seus Guias e Mentores, seus Cavaleiros.”
Mário Sassi – Trino Tumuchy
(4a. Aula do Curso Estrelas, 28.09.1982)
Auxílio de Preto Velho (Pai João)
O Paciente Doutrinador: Meu Pai João querido, pelo amor
de Deus me ajuda?
Pai João: Filho Doutrinador.
Eu não posso acabar com todos os seus problemas, mas
posso ouvir você e juntos podemos procurar as soluções.
Também não posso impedir que você leve tombos, mas
posso oferecer minhas mãos para você se levantar.
Não é de minha alçada as decisões que você toma, mas eu
posso encorajar e ajudá-lo, se me pedires.
Eu não posso traçar ou impor limites, mas posso apontar-
lhe caminhos alternativos e procurar com você, medidas
de crescimentos.
Também não posso salvar o seu coração de ser partido
pela dor, pelas mágoas, perdas ou tristezas, mas posso
chorar com você e ajudá-lo ajuntar os pedaços.
Meu filho. A estrada é longa e o tempo é curto.
Levante, vista seu uniforme e ajude o Simiromba no
atendimento aos necessitados. Isso curará as suas dores e
então você estará apto a curar as dores dos outros.
Pai João de Enoque
Consagrações x Cobranças
Às vezes chega um paciente sofrendo terrivelmente e o Preto Velho diz: meu filho você precisa desenvolver, então, quando esta pessoa começa a desenvolver, a espiritualidade pode afastar dela um obsessor ou pode adormecer um elítrio que a perturba. Aquela pessoa pensa: puxa vida comecei a melhorar de vida, as coisas ficaram boas. Passa os anos, ela faz Iniciação, Elevação, Centúria, Curso de Ninfa, Curso de Sétimo e dali a pouco “o pau quebra”. Então ela reclama e diz que vai largar a Doutrina, que o Pai não olha por ela. O que aconteceu foi que aquele paciente não adquiriu estrutura, se fortaleceu para realmente aguentar sua faixa cármica.
Adjunto Romar – Mestre Rômulo Acioly
Reajuste Injusto? Kazagrande
Lembro sempre de um atendimento que fiz nos Tronos, há muito tempo atrás:
Estava com minha Ninfa incorporada com Vovó Catarina e quando um paciente saiu e o Comandante encaminhou outro, eu senti de imediato a mudança da energia. O paciente, de muletas, caminhava lentamente para os Tronos, enquanto eu identificava em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo a Entidade que chegava: Pai Joaquim das Cachoeiras!
O paciente sentou e relatou sua história. Estava voltando ao Templo depois de seis meses na cama de um hospital, havia sofrido um acidente de moto e sua perna quebrou em três partes. Ainda teria mais um ano de muletas até que estivesse restabelecido. Era um Jaguar, médium antigo e muito bem visto pela maioria de seus irmãos. Eu, pessoalmente, não o conhecia.
Relatou o acidente e pediu a Pai Joaquim um esclarecimento: Por que havia passado isso com ele? Não conseguia compreender! Era um bom médium, se dedicava com amor a todas as escalas, vinha ao Templo pela missão e não encontrava uma justificativa para passar por tanta dor! Sempre havia trabalhado muito e se dedicado a família, sentia-se amado e acolhido e procurava retribuir tudo o quê recebia de Deus, através de sua dedicação ao próximo. Por que ele, que deveria ter a proteção do Pai, havia se arrebentado todo e o amigo “ateu”, que estava na mesma moto, saiu ileso?
Relatou todo o drama de sua vida! O quanto estava sofrendo por conta daquele acidente. As dificuldades financeiras, a falta de apoio dos irmãos de Doutrina, o descaso de seu Adjunto, etc.
Pai Joaquim ouviu tudo pacientemente e, depois de deixar que ele desabafasse, colocasse para fora toda aquela energia pesada, passou a falar:
- Salve Deus, meu filho! Verdadeiramente você é um Jaguar dedicado e fiel aos seus compromissos, e sei da pureza de seu coração. Agradeça, mas agradeça muito ao Pai a proteção que você recebeu.
- Proteção? Mas meu Pai, eu me arrebentei todo, e o outro saiu ileso! Não que eu quisesse trocar de lugar com ele, só não consigo compreender a justiça de Deus nesta hora.
- Meu filho, pela sua dedicação e amor ao próximo, este Preto Velho está autorizado a lhe contar uma parte disso que você ainda não vê. Agradeça com todas suas forças ao Pai, e pelo resto de sua vida, esta proteção que você teve. Pois, meu filho, em seu destino cármico estava traçado que você perderia sua perna, sua família e ainda seria responsabilizado pelo desencarne deste seu companheiro que saiu ileso. Esse era o reajuste que você mesmo pediu, quando tomou conhecimento dos erros de suas encarnações anteriores. Porém, pelas bênçãos de Deus, você veio médium e assumiu com todo amor esta missão! Seu destino foi recartilhado, e seu mais terrível cobrador ficou satisfeito com o reajuste desta forma. Não vou lhe contar a dor que você causou a este espírito, pois de nada lhe serviria saber, mas agradeça! Agradeça de coração por seu amigo ter saído ileso, por você não ser considerado culpado e por continuar com sua perna! Foi considerado importante que você a mantivesse para auxiliar no cumprimento da missão tão bonita que já iniciou nestes últimos anos. A perna vai sarar logo, mais rápido do que parece, mas sempre que você sentir uma “preguicinha” ela vai “reclamar”… Mas só para lembrar do compromisso, viu meu filho? Nada de fazer “preucupador”. Só “agradecedor”.
Chorando muito o médium agradeceu! Chorou de soluçar, como que se estivesse relembrando a passagem espiritual de antes da reencarnação, onde assumiu o compromisso e se sujeitou ao reajuste.
Na semana seguinte, eu estava no comando da Mesa e o vi novamente, de muletas, o pé meio roxo, mas de uniforme, doutrinando! Não sei se foi impressão, mas tinha a sensação de que a cada elevação que ele fazia na Mesa, uma pequena lágrima lhe escorria pelo canto do olho.
Salve Deus!
Kazagrande