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Sobre fé e compromisso – Jairo Zelaya

2020 tem sido um ano muito diferente. Nosso ritmo de vida foi, bruscamente, desacelerado e, de repente, nos vimos presos dentro de casa. Foram meses de angústia, medo, mas também de uma proximidade com nossos familiares que nunca havíamos experimentado. Do nada, passamos a ter o tempo que sempre nos fugia das mãos. Muitos de nós aproveitaram esse tempo para meditar, se conectar com o sagrado, fortalecer seus laços com a espiritualidade. Outros, pelos mais variados motivos, desanimaram, alguns até perderam a fé. Vamos conversar.
Cada um de nós nasce com um roteiro a seguir, definido em comum acordo com os mentores que nos assistem. Claro que trilhar ou não essa estrada cabe ao nosso livre-arbítrio. Tudo o que sabemos sobre a jornada da nossa tribo Jaguar, de Capela até os dias atuais, nos leva a crer que a nossa missão, neste terceiro milênio, continua a mil por hora. São bilhões de sofredores aguardando o nosso amor, o nosso trabalho, a oportunidade de voltar para Deus. Lembrem-se: essa é a cura desobsessiva, a missão da nossa tribo, a nossa caridade.
Ver os Templos fechados no auge da pandemia foi forte, impactou, doeu no coração, mas não faria nenhum sentido, diante de tantas precauções e decretos, colocarmos a nossa saúde e dos nossos pacientes em risco. Desafiar a lei é uma coisa que nossa Mãe jamais ensinou. Graças a Deus, tudo começa a voltar ao normal, já voltamos aos trabalhos com o devido cuidado, porém, olhando pra trás, percebemos que alguns irmãos ficaram no caminho. Não conseguiram manter a fé intacta, se afastaram, alguns buscaram outra crença. Nada contra, devemos admirar quem tem a coragem de mudar, de ser honesto e de buscar a sua felicidade religiosa, onde for. Como dizia nossa Mãe: é lindo ver um católico na sua igreja, um protestante em sua fé missionária, um espírita no seu centro ou terreiro, todos em seus lugares, com a chama da fé acesa e buscando a Deus. Pode acontecer com qualquer um de nós. Porém, como nos foi orientado na nossa Iniciação: “se um dia não quiseres cumprir, volte, entregue as tuas armas, e nada te acontecerá”. Com a mesma honra que recebemos, devemos entregar as nossas armas quando partimos para outra fé.
Quero aproveitar essa oportunidade para abordar um tema que tem crescido muito no nosso meio: Jaguares frequentando terreiros. Não pode. Não deve. É cruzar corrente, sim. Foi nossa Mãe quem ensinou. Muitos tem sido levados por desejos e necessidades, como se os “luminosos terreiros”, como ela dizia, apresentassem a solução fácil para todos os problemas. O perigo está exatamente nessa palavra: fácil.
Meus irmãos, já vimos muitos Jaguares irem e voltarem, mas nunca uma realização que valesse a pena essa empreitada. Pelo contrário, com os pés nos dois lados, muitos ficam desequilibrados, obsediados, desiludidos, e a culpa não é dos espíritos, mas da falta de conduta e de compreensão dos que transitam sem responsabilidade. A nossa Doutrina é tão completa, todo o conhecimento e todas as ferramentas de que necessitamos estão nas nossas mãos. Basta trabalhar com amor e fazer direito.
Como já falamos antes, em outro artigo: praticar a verdadeira caridade. Ir para os trabalhos com o coração focado no paciente e no sofredor, e não em si mesmo. “Ah, mas eu trabalho tanto e nada muda na minha vida”… Vai ver, não está trabalhando direito. “Ah, mas num terreiro eu consigo tudo rápido”… Salve Deus! Consegue? A que preço? Vamos ouvir o que nossa Mãe tem a dizer sobre isso:
“Meus filhos, eu quero que vocês evitem frequentar casas que não são suas, isto é, igrejas e templos de outros princípios doutrinários. Terreiros!… Evitem, meus filhos, porque, quando chegar a hora, ninguém vai lhe acudir.
O terreiro é bom para quem o dirige, para quem é filho dali, é muito bom. Eu não estou desfazendo dos terreiros! Eu gosto dos terreiros e me dou bem com as pessoas que são de lá – os dirigentes, os médiuns, é tudo muito bacana. Mas, não fiquem cruzando forças! Vocês vão a um terreiro em busca de acertar as suas vidas materiais. Será que conseguem?
Se receberem algo, como será no momento do resgate? Nas nossas preces, nos nossos trabalhos, vamos pedir por nossa vida material. Se estiver com alguma carga negativa, trabalhe que se livrará desta corrente. A vida material não precisa nem de trabalho nem de terreiros. Quando estamos assistidos por esta Espiritualidade de Luz, nada nos falta!” (Tia Neiva, 21.12.80). Entenderam?
Meus irmãos, em nosso acervo universal, até a Espiritualidade Maior que nos assiste tem a luminosa presença dos Orixás: Simiromba, nosso Pai Seta Branca; Oxalá e seu Grande Oriente; Olorum e Obatalá, deuses que regem Aparás e Doutrinadores; Iemanjá, com suas sereias e o seu Povo das Águas; Oxóssi com seus cavaleiros; Oxum com seu Povo das Cachoeiras; Nanã, com seu Albergue; Omolu ou Xapanã, o nosso grandioso Cavaleiro da Lança Negra; Xangô, o nosso Divino Arakém… Vejam como a Doutrina tem suas raízes africanas bem firmadas. Nossos pretos velhos são as melhores manifestações dessas heranças. Temos tudo aqui.
Entendo que muitos sintam atração pelos terreiros, que achem bacana essa linha – e é linda mesmo, eu também acho. Tenho o maior respeito e amor pelas entidades que se manifestam e ali fazem o seu trabalho, mas repito: não é para nós. Somos Jaguares, somos Cavaleiros Verdes Especiais e Guias Missionárias Especiais, temos a nossa linha. Não precisamos buscar lá o que já temos aqui.
Se a identificação não existe mais, siga o seu caminho, busque a sua felicidade, mas não seja irresponsável. Cruzar correntes é algo muito sério. Manipular forças que não são nossas é perigoso, traz danos ao nosso equilíbrio. Mais do que isso, se comprometer com espíritos sem luz é caminhar à beira de um abismo: não sabemos o que pode acontecer.
Mas se você ainda sente em sua alma o poder da Chama da Vida, se chora quando sente a presença de nossa Mãe Clarividente, se não vive sem o cheirinho bom da amescla no braseiro, então, meu irmão, segure nas mãos benditas dos seus mentores, entregue a eles os seus anseios e trabalhe com fé, com alegria, pensando apenas no bem do seu próximo. A esperança deve sempre existir em nossos corações, pois ela é justamente a luz que temos que transmitir aos aflitos que nos procuram.

Jairo Zelaya

O Caminho da Nova Estrada – Vale do Jaguar

Talvez o maior exemplo de Jesus afirmar que devemos dar a face é nas situações extremas. Dar a face nesta grande crise doutrinária no plano física é-nos exigido. Também exige trabalho árduo para encaminhar todos aqueles espíritos que por Deus nos foram confiados. Exige o amor que o Divino e Amado Mestre, vibrou no seu coração quando crucificado apenas teve a pureza de compaixão para pensar “pobres eles, que não sabem o que estão fazendo!”.

Quando Jesus subiu à montanha, e deu esse fenomenal sermão ele apelava para o mais profundo perdão. Como poderemos quase exigir o perdão de nossos cobradores, mas não perdoamos o familiar que vive debaixo do nosso próprio tecto? Que contradição…

A vinda do Divino e Amado Mestre é um grande divisor de águas planetário, e até universal. Acabando a lógica do olho por olho e dente por dente, não teríamos construído pela nossa incompreensão humana, esse gigantesco mar de milhões e milhões de sofredores que hoje resgatamos em cada trono, em cada mesa evangélica, em cada estrela candente em que as Amacês pousam, e o ectoplasma dos jaguares encarnados alimenta, com todo o Amor!

Jesus, Divino e Amado Mestre, nos deixou o roteiro mais do que sinalizado para caminharmos até Deus, é esse o maior significado de todo o ritual da Iniciação Dharman-Oxinto: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida, ninguém irá ao Pai senão por mim.” Mas muitos preferem seguir o pastor perdido, o trino inventado, e o presidente fora da contagem. Quando nossa mãe canalizou a ideia do encontro comigo mesmo como está presente no grandioso e emocionante canto do Cavaleiro da Lança Reino Central (e em tantas outras preces e evocações do Acervo e Leis deste Amanhecer) é uma afirmação clara de que só encontraremos o nosso Eu, nossa verdadeira essência através da delapidação da nosso incompreensão, da nossa falta de sensibilidade, da nossa falta de amor.

Buscando, evocando e transmutando as nossas heranças transcendentais – e mais ninguém, além de nós mesmos poderá realizar esse processo interior, que é essencial para que cada jaguar possa voltar para a ansiada origem capelina – a nossa verdadeira casa do Pai e morada espiritual! Lembremos sempre: nosso espíritos milenares possuem toda a sabedoria, evolução e preparação para perdoar!

Vale do Jaguar

Editorial de Outono de 2020: Desvendar da Unificação

Salve Deus! O ano de 2020 será inevitavelmente relembrado como um ano difícil, duro, marcante e invulgar! Ano de pandemia, ano de muitos medos e incertezas. Ano de uma grande crise sanitária, económica e social do sistema mundial, ano de crises existenciais e o duro (por vezes durissímo) deslapidar interior da nossa sombra espiritual. Ano que gerou grandes evoluções, ainda que através de sofridos mecanismos espirituais como o desencarne em massa, de milhares e milhares de espíritos encarnados vítimas desta pandemia mundial em que ainda vivemos. Uma pandemia criada pelo Lado Negro, mas contida e aproveitada pela Espiritualidade Maior para gerar evolução e transformações positivas no Mundo e no Indivíduo, conduzindo cada ser humano mais próximo da sua própria Individualidade – uma grandeza espiritual, segundo os mentores.
A última e mais importante ideia que fica e vibra no meu espírito, é uma: a Unificação do Amanhecer e de todos os seus Templos! É arrepiante e emocionante escrever sobre este Tema! O maior sonho de Koatay 108 se ergue pouco a pouco, de forma silenciosa, através da força crística e cabalística que é projectada desde os planos superiores…
A contagem cabalística preparada pela Espiritualidade Maior já foi iniciada. Grandes Espíritos de Luz se deslocam a favor da Unificação. A nossa Doutrina é tão respeitada e admirada nos Planos de Luz, que hoje em dia é assistida pelos mais luminosos espíritos que assistem o Planeta Terra (muitos fora da Corrente Indiano do Espaço, outro grande sinal da Unificação) e de Planetas circundantes – principalmente por Capela. Os espíritos mais evoluídos da Terra manipulam, trabalham e movimentam gigantescas e luminosas forças espirituais de grande potência energética, também a favor do Amanhecer – que grandeza fazer parte desse processo de Transição Planetária que o Trino Arakém falou numa palestra de 1991 em Ipatinga, sobre Capela e a grande transição profetizada por Koatay 108.
Muitos jovens médiuns, alguns jaguares que já estão dentro da doutrina, outros chegando à Corrente Indiano do Espaço. Outros ainda, espíritos de altíssima hierarquia, reencarnando com o compromisso de materializar a União de Todos os Mestres, que Tia Neiva tanto desejava, e hoje deseja em espírito!
Assisto com certa tristeza, a deterioração da doutrina em termos físicos, até aqui na Europa, o velho continente. Mas sempre confiante no tremendo poder cabalístico-iniciático que é movimentado a partir dos Mundos Encantados de Deus Pai Todo-Poderoso, estou esperançoso que a desarmonia, indisciplina e grande falta de rigor que habita em muitos templos europeus, tal como no resto do mundo, será pouco a pouco transmutado ou desintegrado conforme o caso – não há mais espaço para colinhos, para atropelos ao livro de leis e ás indicações deixadas pela nossa Mãe e pelos Trinos-Tríada – não há mais espaço para tanta vaidade, arrogância, ganância, invenções e mentiras!
No início deste ano durante o decorrer de um trabalho de tronos, depois de ter atendido vários pacientes, com certa preocupação e apreensão realizei várias perguntas pertinentes sobre o futuro da doutrina. O preto velho respondeu-me com grande tranquilidade e esperança: “meu filho jaguar, serão os jovens que irão realizar a Unificação deste Amanhecer”. Com estas palavras senti um alívio e nasceu dentro de mim uma grande fé, a mais profunda esperança! Dias melhores para o Amanhecer estão chegando, e peço humildemente aos jovens que já estão na doutrina que se unam, se preparem e alimentem o seu Sol Interior. O resto está nas mãos da Espiritualidade Maior – e sabemos perfeitamente que esse grandioso e divino propósito está muito bem entregue! Graças a Deus!
Vale do Jaguar

Somos Cavaleiros Especiais – Adjunto Adelano

Salve Deus!
Eu sou aquele cavaleiro especial que um dia tombou pela força irredutível de meu triste pensamento.
Segundo a gênese bíblica, Lúcifer foi um dos anjos de confiança de Deus! Porém, movido pelo ciúme foi banido da presença de Deus e tornou-se exemplo de coisas más.
Dessa forma chegamos a conclusão que mesmo os espíritos que já alcançaram a iluminação e a própria luz podem decair, nessa linha de raciocínio nossos Ancestrais os Equitumans que aqui chegaram como colonizadores celestiais, passaram a absorver a força do macro-plexo ou plexo físico assim herdando as características humanas falharam em sua missão e dessa forma, sofreram uma espécie de punição ou uma regressão evolutiva pois perderam suas características de seres evoluídos e herdando assim a força do charme ou plexo físico.
Em uma aula dominical, Tia Neiva fez a seguinte afirmação:
“Eu os vejo como Entidades nos planos espirituais”
Uma frase que nos deixa um tanto quanto pensativo , pois como encarnados nos achamos ainda numa faixa evolutiva que sugere não ser possível tal afirmação.
Mas vejamos numa analise mais profunda que essa frase terá um imenso sentido!
Dentro dessa cosmologia espiritual e lembrando uma frase que Jesus nos afirma a seguinte condição: “Na casa de meu Pai Há muitas moradas”
A nomenclatura entre as doutrina esotéricas e as religiões quanto sua termologia podem ser diferenciadas mas, sabemos que no final das contas falamos das mesmas coisas, falamos em mundos espirituais, dimensões, casas transitórias, estações interplanetárias e até o paraíso como sendo a mesma coisas .
Temos a Terra como um mundo que é concreto, multi habitado por espécies animais bastante diversas e que segundo nossos conhecimentos é uma escola cujo objetivo é a evolução espiritual, note-se que um mundo cármico, concreto mas seu objetivo é a evolução do espírito.
Nossas Entidades habitam um mundo muito evoluído em todos os sentidos, seja psicologicamente ou tecnológico , utilizam de veículos com velocidade capaz de viajar acima da velocidade da luz, se desmaterializam e nos assiste em nosso processo evolutivo desobsessivo. Assim como existem os pântanos, vales negros da incompreensão cujos habitantes estão no que conhecemos como “sofredores”.
Ora, da mesma forma que divinizamos nossos viajantes interestelares na condição de Mentores, podemos estar sendo divinizados pelos sofredores que saímos enquanto nosso corpo está adormecido na captura para leva-los para os albergues e hospitais espirituais.
Nossa herança é fidalga, viemos de Capela a trinta e dois mil anos, estamos nesse planeta há vinte e uma encarnações sem voltar a nossa origem, assim concluímos que somos reis sem majestade, cavaleiros mercenários, espíritos compromissados com a luta evolutiva desse terceiro plano. Uma família com todos os itens que constitui um núcleo familiar e hoje somos repartidos não divididos em pequenos reinos que são os Templos do Amanhecer, cada povo que segundo suas heranças tem o governo que merece. Nessa jornada estamos na construção do oráculo do Amanhecer , do Jaguar ou simplesmente oráculo de Koatay 108 e que segundo ela não iremos para origem enquanto o último componente dessa família não estiver junto com os seus!
Hoje nossa força mercenária é delicada e complexa e os fundadores dessas raízes , estão gradativamente voltando aos planos espirituais, mas será que realmente acreditamos nisso?
Que Mario Sassi, Nestor Sabatovisck e Gilberto Zelaya…Que Tia Neiva está em sua condição original , espiritual a nos assistir.
Vários Reinos, povos, heranças o Jaguar de esparta a Brasilia que construiu essa nave fantástica chamada Doutrina do Amanhecer….
Reflita…
Pense…
Gilmar
Adjunto Adelano

O Tibet e a Doutrina do Amanhecer – Numanto

Nesta nota iremos apontar alguns traços sacros trazidos do Oriente Maior, mais especificadamente do Tibet, local onde segundo nossa Mãe Clarividente houve o acolhimento do jovem Jesus, que foi levado até o mosteiro de Lhasa, por José de Arimatéia, para receber aculturamento monástico, bem como ter consagrada sua Iniciação na força dos Dalai-Lama, a mesma hoje trazida em Dharman-Oxinto no Vale do Amanhecer. O Mestre foi levado nesta jornada cultural e iniciática com a permissão de seus pais, José e Maria a fim de que bem preparado fosse para sua missão com os apóstolos e esta peregrinação aconteceu em torno de 18 anos seguidos; sendo este período não relatado na Bíblia.

A cordilheira dos Himalaias

O TIBET
O Planalto do Tibet é tido como o Teto do Mundo, por ser o lugar mais alto da Terra. Sua Majestade já se forma naturalmente com a belíssima e colossal cordilheira dos Himalaias. Acredita-se que a colonização humana do planalto tibetano de alta altitude tenha sido confinada às últimas centenas de anos do Holoceno. Uma investigação do sítio arqueológico de Nwya Devu no Tibete central, 4600 metros acima do nível do mar, com ocupação paleolítica de 40 a 30 mil anos atrás. Grandes são as chances de aqui ter sido o primeiro lugar de desembarque dos antigos “Equitumans”, quando chegados de Capella. Sua força é usada até hoje, e com grande influência espiritual em nossa doutrina temos a certeza desta afirmação quando menciona-se o “Mundo Encantado dos Himalaias” ou o “Grande Oriente de Oxalá” no Mantra à Simiromba.

Thubten Gyatso, o 13.º Dalai-Lama do Tibete, em 1932.

O KHATA, KHATAG ou HADA
É o nosso manto branco usado na Consagração de Enlevo. No Oriente é um cachecol de uso cerimonial no tengriismo e no budismo tibetano. Originou-se na cultura tibetana e é comum em culturas ou em países onde o budismo tibetano é praticado ou exerce influência.
O khata simboliza pureza e compaixão sendo usado ou apresentado conjuntamente com incenso em muitas ocasiões cerimoniais, entre elas ocasiões de nascimentos, casamentos, funeirais, graduações, na chegada e na partida de convidados. Geralmente tecidos em pura seda, normalmente, os khatas tibetanos são brancos, simbolizando o coração puro de quem oferece, embora seja comum encontrar khatas na cor amarelo-ouro. Os khatas tibetanos, nepalis e butaneses contém o ashtamangala. Também há khatas multicoloridos especiais.

Os khatas mongóis geralmente são azuis, simbolizando o azul do céu. Na Mongólia, khatas normalmente são amarrados a ovoos, estupas ou árvores e rochas especiais. Ao serem elevados em direção ao céu, ao divino aquele que o oferece roga sua energização, consagração em favor do recebedor e ao ser delicadamente colocado em seu pescoço, as mãos exercem puxões para baixo registrando os votos. Em nossa doutrina esta ritualística permaneça conservada e no ato de sua colocação os 3 (três) puxões registram em favor do missionário os votos de: AMOR, HUMILDADE e TOLERÂNCIA, em sua jornada. O filme “Sete Anos no Tibet”, protagonizado por Brad Pitt tem este item registrado em suas cenas de grande beleza.

O mesmo “lençol” usado em vários rituais do Vale como a Cruz de Caminho e na Centúria

O 108
O número 108 é considerado sagrado pelas religiões dharmicas, como hinduísmo, budismo e jainismo. Na tradição hindu, os Mukhya Shivaganas (atendentes de Shiva) são 108 em número e, portanto, as religiões Shaiva, principalmente os Lingayats, usam malas de 108 contas para oração e meditação. Da mesma forma, no Gaudiya Vaishnavism, o Senhor Krishna em Brindavan tinha 108 seguidores conhecidos como gopis. O recital de seus nomes, muitas vezes acompanhado pela contagem de uma mala de 108 contas, costuma ser feito durante cerimônias religiosas. A Tradição Sri Vaishnavita possui 108 Divya Desams (Templos de Vishnu) que são reverenciados pelos 12 Álvares no Divya Prabandha, uma coleção de 4.000 versos tâmeis. No jainismo, o número total de maneiras de influxo de karma (Aasrav). 4 Kashays (raiva, orgulho, vaidade, ganância) x 3 karanas (mente, fala, ação corporal) x 3 estágios de planejamento (planejamento, compras, início) x 3 formas de execução (ação própria, realização, apoio ou aprovação) de ação) = 108. No budismo, de acordo com Bhante Gunaratana, esse número é atingido multiplicando os sentidos cheiro, toque, paladar, audição, visão e consciência por serem dolorosos, agradáveis ​​ou neutros e, novamente, por serem gerados internamente ou ocorrendo externamente, e mais uma vez pelo passado, presente e futuro, finalmente obtemos 108 sentimentos. (6 × 3 × 2 × 3 = 108). Os malas ou rosários budistas tibetanos (Tib. Yl བ Wyl. Phreng ba, “Trengwa”) são geralmente 108 contas; às vezes 111, incluindo as contas do guru, refletindo as palavras do Buda chamadas em tibetano o Kangyur (Wylie: Bka ‘-‘ gyur) em 108 volumes. Os sacerdotes zen usam juzu (um anel de contas de oração) ao redor dos pulsos, que consiste em 108 contas. Japa mala, ou contas de japa, feitas de madeira tulasi, composta por 108 contas mais a conta da cabeça. O Sutra Lankavatara tem uma seção em que o Bodhisattva Mahamati faz 108 perguntas a Buda e outra seção em que Buda lista 108 declarações de negação na forma de “Uma declaração sobre X não é uma declaração sobre X”. Em uma nota de rodapé, DT Suzuki explica que a palavra sânscrita traduzida como “declaração” é pada, o que também pode significar “passo de pé” ou “uma posição”. Essa confusão sobre a palavra “pada” explica por que alguns afirmaram erroneamente que a referência a 108 declarações no Lankavatara se refere aos 108 passos que muitos Templos têm.
No Japão, no final do ano, um sino é tocado 108 vezes nos Templos budistas para terminar o ano antigo e dar as boas-vindas ao novo. Cada anel representa uma das 108 tentações terrenas (Bonnõ) que uma pessoa deve vencer para alcançar o nirvana. O prefixo espiritual conquistado por Natachan em sua última encarnação como Tia Neiva foi de Agla – Koatay 108, Salve Deus! Adjunto Numanto Mestre Juliano Leite

Japa Mala com suas 108 contas

A Origem do Jaguar é Capela – Tia Neiva

“O espírito do Jaguar tem sua origem em Capela, nosso Planeta-Mãe. Ao encarnar e se submeter às leis da Terra, ele perde seu contato com sua origem, sua fonte de energias, até que conscientize a sua “personalidade” (conjunto corpo-alma) e o espiritualize. O espírito é criativo, permanente buscando sua perfeição, sua elevação, atraindo as energias etéricas e se aprimorando por sua dedicação ao trabalho na Lei do Auxílio.”
Tia Neiva

A volta do Jaguar – Tia Neiva

“Meu medo é que nossa irresponsabilidade nos jogue para o alto ou melhor, a vivência de dois mundos nos perturbe e nos desvie da nossa meta.
Todas as religiões ou doutrinas nos ensinam, porém a volta do Jaguar nos deu confirmações muito fortes, mais fortes do que está nossa natureza.
É chegado o tempo se Deus me permite quero fazer ou levar vocês ao mais alto pedestal desta doutrina.

Filho, é simples demais todo este acervo Deus em sua melodia está nos entregando.

Juntos nós seremos o nosso próprio Juiz, o que não é bom, quando vivemos a nossa própria individualidade.

Hoje, já me preocupo com a maneira do nosso comportamento, porque meu filho Jaguar, a ciência também já se preocupa.”

Tia Neiva – Trecho da Carta “Cavaleiro da Lança Vermelha” – 29.04.1985

Planeta Capela e Origem do Vale do Amanhecer

Salve Deus!
Nos anos 60, quando iniciava sua jornada para concretizar a Doutrina do Amanhecer, Tia Neiva teve os primeiros desdobramentos nos quais manteve contato com seres de outro planeta. Em seu livro “2000 – A Conjunção de Dois Planos”, o Mestre Tumuchy nos relata a primeira viagem que Koatay 108 fez a Capela, na constelação do Cocheiro. A bordo de uma nave cheia de instrumentos, Johnson Plata a conduziu ao “Planeta Monstro”, assim denominado por ser muitas vezes maior que a Terra, e ser considerada a 6ª entre as estrelas mais brilhantes. Johnson Plata explicou que aquela bela bola luminosa, gasosa e colorida, era composta por quatro mundos diferentes e separados. Um deles chamava-se Umbanda, que significa “Banda de Deus” ou “Lado de Deus”, e era parte pura do planeta. Outro era CAPELA, que significa “Última Espera” ou “Guarnição do Nicho de Deus”. Ali vivem os seres a quem chamamos “Cavaleiros de Oxosse”, seres físicos que têm importante função na Terra, e se apresentam desmaterializados. Os habitantes de Capela são gente como nós, espíritos ocupando corpos físicos, moleculares, mas sua composição é diferente da nossa. Capelinos trabalham junto a nós, muitos encarnados na Terra, humanos como nós, outros no plano etérico, como nossos Mentores ou Guias Espirituais. Tia Neiva ficou surpresa ao ser apresentada a um Capelino, chamado Stuart, a quem sempre conheceu como nosso querido Tiãozinho. Assim, os Capelinos tentam mudar os rumos da Humanidade na Terra, instruindo espíritos que aqui voltam a reencarnar, auxiliando os desencarnados nas Casas Transitórias, atuando como missionários encarnados, ensinando, protegendo, amparando o Homem em sua jornada de volta ao Planeta-Mãe. Os espíritos que se comunicam conosco são seres físicos, lidam com processos materiais, diferenciados, portanto, dos processos dos espíritos e têm uma tarefa a executar. Utilizam nossa mediunidade e também fazem suas projeções de Capela, diretamente, ou de espaçonaves – as amacês. Esta ligação foi feita por força da nossa missão na Terra, para onde viemos espiritualizar o Homem que aqui existia, fruto da evolução no planeta, mas que se encontrava em estágio primitivo. Essa missão foi a oportunidade que os Grandes Espíritos nos concederam para buscar a harmonia que nos faltava para poder continuar nossas vidas em Capela.
Na verdade, esta missão tinha, como objetivo primordial, estabelecer as bases do Sistema Crístico neste planeta, obra que seria desencadeada com a chegada, à Terra, do Divino e Amado Mestre Jesus.

Himalaias (Acervo Tumarã)

“Os Himalaias são uma cadeia de altas montanhas, as mais elevadas da Terra, que separa o planalto do Tibete da planície entre os rios Indo e Ganges, a Mesopotâmia, onde surgiu uma das civilizações mais antigas do planeta. Os picos atingem a média de 4 mil metros, inclusive o Evereste, com 8.850 metros, tendo neves eternas nas encostas acima de 2 mil metros. É um dos sete pontos onde se formou uma colônia de Capelinos e se constitui num importante centro energético do planeta, de onde são emitidas poderosas forças curadoras e desobsessivas que nos chegam como Correntes Brancas do Oriente Maior (*), na energia do Primeiro Dalai Lama, que rege as consagrações de Elevação de Espada do médium iniciado. Quando nos referimos ao Mundo Encantado dos Himalaias estamos invocando um ponto cabalístico onde estão espíritos de elevada hierarquia, fazendo importantes manipulações de forças telúricas e cósmicas, trabalhadas pelos Grandes Iniciados, que usamos nos nossos trabalhos no Templo. São grandes poderes que buscamos ao emitirmos, às 12, 15 e 20 horas, o mantra: “O Senhor tem o Seu templo em meu íntimo. Nenhum poder é demasiado ao poder dinâmico do meu espírito. O amor e a chama branca da vida residem em mim! Salve Deus!” Daquelas geleiras eternas partem forças radiantes para as mais variadas regiões da Terra, onde se realizam trabalhos com as linhas orientais. Com a invasão pelos comunistas chineses, desfizeram-se grupos de sacerdotes tibetanos, exilados, presos ou mortos, e a base física dos Himalaias, dos grandes mosteiros budistas, liderados pelo Dalai Lama, está destruída. Mas ali permanecem as forças grandiosas, que, atravessando os séculos, agem em toda a Terra pelos médiuns que trabalham nas chamadas Linhas Brancas.”

Observações Tumarã – José Silva

Capelinos na Terra (Acervo Tumarã)

Há cerca de trinta mil anos antes de Cristo, chegou à Terra um grupo de espíritos missionários com corpos diferentes dos nossos, com estatura entre três e quatro metros, tendo uma fisiologia que os tornava quase indestrutíveis na Terra. Originários de Capela, estavam plenos de Deus e da Eternidade, pois sua constituição era de pura luz e sua individualidade era conhecida apenas de Deus e dos Grandes Mestres. Para poderem cumprir sua missão, passaram a habitar corpos densos e, para operá-los, tiveram necessidade de criar corpos intermediários – as almas.
Até então vivendo sem cuidados pessoais, começaram sua odisséia individual neste planeta, em que o meio físico já estava sedimentado, porém sujeito às variações de busca de equilíbrio em sua órbita ao redor do Sol. Da nebulosa inicial já se haviam passado bilhões de anos, e a energia telúrica, concentrada na pirosfera, emitia poderosos feixes magnéticos e ondas de força que iam plasmando mares e terras, elevando montanhas, formando vales, distribuindo as águas e formando sistemas atmosféricos onde proliferavam as formas de vida vegetal e animal. Os Capelinos vieram em chalanas, desembarcando em sete pontos do nosso planeta – nos Himalaias (região atual do Tibet); na Mesopotâmia (atual Iraque); nos Hiperbóreos (atual região ártica, incluindo a Groenlândia e o Alasca), na Atlântida (atualmente submersa pelo oceano Atlântico); na Egea (civilização que foi submersa na região do mar Mediterrâneo, dando origem às ilhas gregas do mar Egeu); no Planalto Central Africano (entre o lago Vitória e nascentes do rio Congo, no Zimbabwe); e na cordilheira dos Andes (na faixa oriental da América do Sul, atuais Peru, Bolívia e Colômbia). Trazendo uma alma singela, obedecendo às normas espirituais e sabendo utilizar as forças cósmicas, especialmente as do Sol e as da Lua, os Capelinos foram padronizando a exploração das energias vitais com vistas à energização da Terra, enquanto utilizavam energias das usinas solares contrabalançadas pelas geradas por usinas lunares. Cada uma das regiões ocupadas tinha seus planos evolutivos, sendo controladas suas alterações na crosta terrestre e dispondo de aparelhos específicos para os trabalhos. Sendo de constituição diferente dos terráqueos e portando grandes poderes, são lembrados por vestígios desse início civilizatório, principalmente, pela mitologia desses povos, pois eram verdadeiros deuses, portadores de forças prodigiosas e de conhecimentos fantásticos.
Observações Tumarã – José Silva