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Faço o que eu quiser – Kazagrande

Nosso livre-arbítrio é o fiel da balança!
Tudo posso, mas nem tudo me convêm.
Meus irmãos e irmãs, é necessário que aprendamos a escolher sem sofrer. E falando em sofrer, lembremos que o próprio sofrimento não deixa de ser também uma escolha.
Quando nos ferimos, ou somos feridos, temos sempre a opção de perdoar, de nos perdoar, e, após um breve período para a necessária absorção energética, seguirmos adiante sem ficar remoendo as mágoas do passado.
Consideremos que as perguntas para nortear nossas escolhas são muito simples: Agir assim, pensar assim, falar assim, me fará bem? Fará bem aos outros?
Com esta resposta já podemos escolher com segurança. Podemos escolher nossa atitude, sentimento ou pensamento, e decidir se devemos mantê-lo!
Não existe justificativa para seguirmos sofrendo com ações passadas que não nos fizeram bem e cuja energia impregnada pode seguir nos fazendo mal. Valerá a pena? Por isso afirmei que o sofrimento também é uma escolha! Ao sermos feridos não vale a pena seguir com o pensamento atrelado a dor sofrida, tem que perdoar e seguir em frente. E perdoar de verdade é esquecer! Não é isso que pedimos aos nossos cobradores quando os encontramos no Angical, ou no Julgamento?
Temos também que nos perdoar, deixar de sofrer com nossos próprios erros. Somos humanos e a Terra é um planeta escola. Erramos e somente a consciência de que podemos e devemos fazer melhor é que nos dará alento de prosseguir na jornada. Ficar estagnado se culpando e pensando que “poderia ser diferente”, não vai resolver nada. Daqui tiramos a segunda grande pergunta a ser feita antes de uma escolha: “Vai resolver?”. Simples assim: Resolve se revoltar, se culpar, jogar a culpa em algo ou alguém? Não!
Apesar de termos um plano espiritual traçado para esta encarnação, somos senhores de nossos destinos! Vai fazer bem? Resolve? São duas pequenas máximas a serem levadas à reflexão na hora de nossas escolhas. Guarde em seu coração estas perguntas e antes de permitir que qualquer negatividade persista em sua mente e coração, responda com sinceridade, assim poderá seguir adiante evoluindo e sem sofrer.
Kazagrande

História de Severino


Havia no Templo Mãe um mendigo que dormia pelas marquises do Orfanato. Severino, assim era seu nome, tinha a cara de um Preto Velho.
Somente destoava uma enorme verruga em sua face.
Era uma figura interessante, de poucas palavras, não incomodava ninguém.
A maioria das vezes almoçava com os meninos do Orfanato e ninguém se incomodava, pois sua atitude era de total educação e respeito.
Ficava vagando pelo Vale, ganhando um café aqui e ali.
Não perdia uma única reunião de Arcanos e Presidentes.
Sentava-se no fundo, calado e assistia a tudo, como se compreendesse cada palavra.
Mas se alguém lhe perguntasse algo, ele respondia como se nada houvesse visto ou ouvido.
Certa vez um Adjunto Maior resolveu leva-lo para sua casa, arrumando um quartinho para ele.
Cama limpa, roupas, um pouco de conforto enfim.
No dia seguinte lá estava Severino dormindo de novo no chão, pelas marquises do Orfanato!
Foram diversas tentativas, e todas em vão.
Certa vez, em um Angical, perguntei a Pai Joaquim quem era o Severino:
Meu filho, você lembra-se do Velho Coronel, história contada por Tia Neiva?
Severino é o Velho Coronel, um grande espírito, mas carrega uma grande culpa e veio cumprir sua jornada exatamente desta forma.
Nunca vai adiantar tentar dar algo a ele.
Pois somente pode ser feliz assim: sem ter nada nesta vida.
Seu espírito evoluído entende e ele escuta a voz do próprio espírito.
Ele foi, na época do Angical, um grande senhor de terras, com muitos escravos.
Foi um homem bom e que resgatou quase todas as suas dívidas nesta encarnação.
Porém, cometeu uma grave injustiça e para reequilibrar a energia e cumprir seu carma, voltou como negro e mendigo.
Por sua própria opção.
E continuou:
Para fazer a caridade é necessário que sempre se use o bom senso.
Não se pode sair por aí oferecendo ajuda a quem não está pedindo.
Quem não está pedindo ajuda, muitas vezes não precisa dela, ou ainda não adquiriu a humildade suficiente para pedir.
Sempre existe um motivo que justifica os problemas que a pessoa passa.

O que falar no Angical? Kazagrande

O Angical é um trabalho da mais alta importância para o corpo mediúnico. Seria bom que pudéssemos participar de todos os Angicais do ano.
O Angical é uma oportunidade única de conversar abertamente com uma vítima do passado. Uma das maiores provas que um Doutrinador, ou um Apará, podem passar.
Inicialmente o Angical era restrito aos reajustes de nossa encarnação coletiva dentro da “Era dos oito”… Mas como o avinhamento do trabalho, e o crescente aumento de médiuns, muitos sem nenhuma ligação com esta passagem, espíritos de outras encarnações passaram a ter a oportunidade de encontrarem-se com seus devedores… Conosco!
Passei dias procurando o que escrever sobre este trabalho sem cair na mesmice das descrições de funcionamento, do ritual e da parte técnica, hoje, porém encontrei o que realmente nos falta.
Como comunicar-se com nossos cobradores!
Primeiramente o Preto Velho ou Preta Velha vai incorporar, dar sua mensagem e passar as primeiras informações sobre o espírito a ser recebido. Suas condições de revolta, de mágoa, sua atual situação… Nem sempre irá descrever a situação específica onde o desajuste ocorreu, pois demanda uma grande sintonia do Apará e uma segurança incontestável do Doutrinador, que normalmente está um pouco receoso sobre o que vai acontecer.
Ao chegar nosso irmãozinho, damos as boas-vindas, agradecemos a oportunidade, fazemos uma doutrina básica sobre o lugar, a missão desenvolvida e nossa atual condição, de espíritos encarnados em busca e a serviço da luz, que daquele momento em diante ele tem a oportunidade de falar. Não havendo uma comunicação imediata, deve-se voltar à doutrina, buscando sempre esclarecer que não somos mais as mesmas pessoas, que temos consciência que muito erramos no passado, e que hoje nossa missão é buscar reparar estes erros, mesmo sem saber exatamente quais são, devido a bênção do esquecimento pela reencarnação; estamos dispostos a encontrar uma forma de reajustar, de oferecer nosso trabalho como forma de auxiliar encontrar um mundo melhor do que aquele que por hora vive.
Normalmente esta segunda colocação, provoca o espírito a falar sobre suas atuais condições, e afirmar que você em parte, ou totalmente, é o culpado pela sua atual condição. Os relatos do irmãozinho têm duas finalidades: Primeiramente lhe fazer sentir culpado, arrojando sobre você a culpa de todas as desgraças pelas quais tenha passado; e, por segundo, a bendita troca de energias. Ao permitir que o espírito fale, ele coloca para fora suas energias pesadas dando espaço a receber toda a emanação de luz e amor, presentes na grandeza do trabalho de Angical. Por isso, durante todo o tempo de conversação, a limpeza de aura não deve ser esquecida, pode ser feita com menos frequência do que durante a doutrina propriamente dita, porém não pode ser deixada de lado.
Temos que ter a consciência de que nossa missão é encaminhar aquele espírito! Ele é o nosso paciente ali. Não importa o quanto de detalhes ele irá fornecer sobre nossa encarnação passada. Isso é o que menos conta, pois ele sempre dará a sua própria versão, e aproveitará a oportunidade para nos culpar de tudo, esquecendo suas próprias falhas, e o que ele possa ter feito para contribuir com sua atual situação.
O esclarecimento de que, ele pode sim, ir para um lugar melhor, é importante. Deixar claro que a oportunidade chegou, que pelas bênçãos de Deus este reencontro tem a finalidade de proporcionar-lhe uma passagem de reencontro com o perdão.
Não fique pedindo perdão, você não tem a consciência de seus atos passados, mas esclareça que todos temos os nossos erros, e nossos cobradores. Somente semeando o perdão é que podemos pedir perdão aos outros aos quais devemos. Assim, ele poderá compreender que, em algum momento, ele também se encontrará com seus próprios cobradores, e a atitude dele ao perdoar seus devedores também será levada em conta.


Não se trata de convencer o espírito a lhe perdoar. Isso seria uma atitude egoísta. Sua missão é encaminhá-lo, é fazer ver que a atual condição dele não é boa, e o etérico não é seu lugar. Ele é um espírito que, acima de qualquer coisa, ainda tem em seu peito a centelha Crística que brilha, mesmo escondida pela capa de energia pesada que o envolve neste plano ao qual não pertence.
Aos poucos, vá mostrando que você hoje é uma pessoa diferente. Que, embora assuma que tem muitas falhas, colocou-se a caminho de Deus. Que deseja sinceramente tornar-se uma pessoa melhor e sente que ele também merece esta oportunidade, de ir em busca de uma vida melhor.
Algumas vezes o espírito tem alguma hierarquia no plano em que vive. Esse é um ponto delicado. Pois seu temor de perder as conquistas que teve no etérico, adquiridas normalmente através de muita dor, pode fazer com que ele se recuse a seguir para a luz. Imagine que um general não irá aceitar tornar-se um mero soldado do “outro lado”.
Esta recusa, por parte do espírito, tem uma contra argumentação bastante efetiva: Fale de você! Mostre que sendo você a pessoa que o feriu, que o magoou, que era talvez bem pior do que ele, conseguiu voltar-se para Deus. Obteve a oportunidade da reencarnação para esta bendita escola e hoje, ainda encarnado, sente que vale a pena ser um soldado da Luz. Agora passo a passo vai conquistando sua hierarquia também na luz. E sem os dramas, dores, perseguições que se passam quando se está no etérico.
Fale que na Luz se pode confiar. Não existe o perigo eminente da traição. Daqueles que hoje ocupam um posto inferior e que esperam ansiosamente uma forma de derrubá-lo. Na Luz a fraternidade é real, a conquista é meritória e o amor é que impulsiona a todos! Desperte neste irmão a vontade de viver de uma forma diferente. Sem a tensão do dia a dia que enfrenta.
Durante este tempo todo de conversação, permita ao irmãozinho ir falando, argumentando, nunca se revolte ou coloque qualquer sentimento negativo. Assuma os erros, independentemente de serem reais ou engrandecidos por ele. Sinceramente você não faria tudo de novo, porque acredita no caminho que agora trilha e lhe faz uma pessoa melhor. Continue limpando sua aura e tendo em mente seu objetivo principal de amar incondicionalmente aquele que lhe foi enviado!
Este amor, ao conversar, ao doutrinar, ao limpar a aura, ao falar com segurança é o último a ser abordado. É a Chave de Ouro para encerrar o trabalho! Afinal, todos desejam ser amados. Encontrar seu grande amor perdido em alguma das estradas de nossas muitas vidas. Falar deste amor, da necessidade de poder confiar, da paz!!! Sim, isto realmente comove o espírito. Pois são sentimentos que ele não desfruta e sente seu coração clamar por eles. Desperte nele a vontade de ir em busca deste tempo perdido! De voltar a amar! A confiar e redescobrir o sentimento de paz, de verdadeira paz que há tanto tempo não sente.
Explique que ele tem o livre arbítrio. Que não é obrigado a nada que não queira, desta forma ele deve dar a si mesmo a oportunidade, de ao menos ir conhecer o outro lado. Que se ele não gostar… Que volte para onde está! Mas que ao menos vá conhecer o que deixou para trás.
Ao sentir a aceitação, ao sentir que despertou neste irmão sua vontade de reparar o tempo perdido, coloque toda sua emoção, todo seu amor e finalize a doutrina pedindo por ele! Deseje boa sorte, e que Deus Pai Todo Poderoso ainda permita um dia se abraçarem nos Planos Espirituais.
… Oh! Obatalá…
Muitas vezes, ainda no meio da conversação, nosso irmãozinho pode recusar-se a continuar ouvindo, e o Preto Velho voltar. O mentor responsável por este trabalho irá lhe auxiliar a como conduzir o restante da conversação, orientando e explicando o que ainda falta ser dito, ou mesmo corrigindo algum relato feito na versão do irmãozinho. Isso para tranquilizar e trazer a segurança na conclusão do trabalho.
Então trará de volta nosso irmão para a conclusão.
Também para o encerramento, a Entidade vem trazer sua bênção e recomendação final.
Meus irmãos e irmãs, queria descrever a parte técnica deste trabalho, mas achei que todos já devem ter lido e relido as Cartas de Tia Neiva sobre o Angical, já devem ter escutado muitas observações sobre como começar e encerrar, e também já decorado toda a ritualística. Logo me restava falar sobre a comunicação com nosso irmãozinho. Este é o verdadeiro objetivo! Vejam que nossas oportunidades para isso são poucas. Além do Angical, apenas excepcionalmente em alguns trabalhos de julgamento, e nos Tronos Milenares, é que podemos ter esta grandiosa oportunidade.
A restrição das comunicações com espíritos chamados sofredores, é justamente em virtude da necessidade de grande preparação para este evento. Somente 12 trabalhos por ano! Enquanto não se sentir devidamente preparado para doutrinar, ou receber um espírito, que poderá apresentar as mais diversas argumentações, e até mesmo desestruturá-lo com seus relatos, você pode continuar na Mesa do Angical. Lá passam os mesmos espíritos, só que já preparados pela Espiritualidade, pelos seus Mentores, para receber a doutrina daquela forma específica.
Para formar um par no Angical deve-se ter a consciência da responsabilidade que é esta comunicação. A oportunidade única de dialogar e colocar em prova toda sua experiência doutrinaria!
Um trabalho essencial para os que desejam evoluir dentro da doutrina, compreendendo as próprias falhas sem deixar baquear-se por elas.
Kazagrande
Extraído do livro “Ao Centurião”

O Caminho da Nova Estrada – Vale do Jaguar

Talvez o maior exemplo de Jesus afirmar que devemos dar a face é nas situações extremas. Dar a face nesta grande crise doutrinária no plano física é-nos exigido. Também exige trabalho árduo para encaminhar todos aqueles espíritos que por Deus nos foram confiados. Exige o amor que o Divino e Amado Mestre, vibrou no seu coração quando crucificado apenas teve a pureza de compaixão para pensar “pobres eles, que não sabem o que estão fazendo!”.

Quando Jesus subiu à montanha, e deu esse fenomenal sermão ele apelava para o mais profundo perdão. Como poderemos quase exigir o perdão de nossos cobradores, mas não perdoamos o familiar que vive debaixo do nosso próprio tecto? Que contradição…

A vinda do Divino e Amado Mestre é um grande divisor de águas planetário, e até universal. Acabando a lógica do olho por olho e dente por dente, não teríamos construído pela nossa incompreensão humana, esse gigantesco mar de milhões e milhões de sofredores que hoje resgatamos em cada trono, em cada mesa evangélica, em cada estrela candente em que as Amacês pousam, e o ectoplasma dos jaguares encarnados alimenta, com todo o Amor!

Jesus, Divino e Amado Mestre, nos deixou o roteiro mais do que sinalizado para caminharmos até Deus, é esse o maior significado de todo o ritual da Iniciação Dharman-Oxinto: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida, ninguém irá ao Pai senão por mim.” Mas muitos preferem seguir o pastor perdido, o trino inventado, e o presidente fora da contagem. Quando nossa mãe canalizou a ideia do encontro comigo mesmo como está presente no grandioso e emocionante canto do Cavaleiro da Lança Reino Central (e em tantas outras preces e evocações do Acervo e Leis deste Amanhecer) é uma afirmação clara de que só encontraremos o nosso Eu, nossa verdadeira essência através da delapidação da nosso incompreensão, da nossa falta de sensibilidade, da nossa falta de amor.

Buscando, evocando e transmutando as nossas heranças transcendentais – e mais ninguém, além de nós mesmos poderá realizar esse processo interior, que é essencial para que cada jaguar possa voltar para a ansiada origem capelina – a nossa verdadeira casa do Pai e morada espiritual! Lembremos sempre: nosso espíritos milenares possuem toda a sabedoria, evolução e preparação para perdoar!

Vale do Jaguar

Angical – Adjunto Apurê

Maravilha são as luzes do céu quando descem sobre o corpo mediúnico.
Chegando no templo o cavaleiro da lança vermelha já estava esperando a abertura. Legiões de espíritos chegaram na ordem de Pai João de Enoque para com suas redes magnéticas limparem o templo.
O trabalho foi de tanta importância que as energias desciam em forma de estrelinhas impregnado os uniformes, principalmente as saias das ninfas. Eu até pedi que ao entrarem em seus lares que chocoalhassem na entrada de suas portas para iluminar.
Eram as luzes do céu descendo sobre a terra. Eram tão pequeninas células do astral superior.
Hoje tudo foi diferente sob as bênção dos grandes iniciados.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
14.09.2020

Missão do Jaguar – Trino Arakém

Sejam bem vindos!
Meus irmãos, eu sou um Doutrinador como os senhores. Tive o privilégio, uma oportunidade ímpar de conviver com Tia Neiva durante treze anos intensivamente e, com seu imenso amor, seu imenso carinho, ela foi me transmitindo, ensinando o que realmente é o mundo do Médium deste Amanhecer.

Eu tenho esperança, e gostaria que que na próxima Consagração não se falasse TEMPLOS EXTERNOS, se falasse TEMPLOS DO AMANHECER. Porque meus irmãos, Tia sempre, ela me falou várias vezes, que quando ela partisse, essa Doutrina iria crescer como uma relva daninha, ela iria se infiltrar, se espalhar por esse Brasil todo.

O Brasil, é o berço do Evangelho, é a Terra Prometida para os espíritos que ainda estão a caminho da libertação. Esse Brasil, esse continente físico, ele já foi ligado à África. Se vocês pegarem o mapa Mundi, vocês vão ver que ele encaixa direitinho na África.

Há muitos mil anos atrás, nós já habitamos no Brasil, principalmente na área da Amazônia e, com o Trabalho de Xingu, essas energias que lá nós deixamos estão sendo transferidas para nós por esses queridos Jaguares que tiveram a coragem de assumir uma encarnação como índios.

Nós não estamos no Brasil por acaso, não foi uma coincidência. Toda essa Tribo, ela reencarnou, está reencarnando e irá reencarnar no Brasil. É aqui que nós vamos desenvolver a Grande Missão deste Planeta.

Nessa simplicidade, meus irmãos, nessa nossa luta do dia a dia, nessas dificuldades, reajustes, cobranças, desajustes, aos poucos vai despertando em nós, em nosso ser a consciência da Individualidade. Essa consciência nos leva aos Planos Etéricos aonde nós desenvolvemos os grandes Trabalhos. O grande Trabalho do Médium não é neste Plano Físico, é quando ele dorme, deixa o corpo, obedece a um comando. E nós vamos, meus irmãos, em cavernas, em pântanos, nos hospitais, nas colônias, nós vamos em busca desses irmãos que não tiveram o privilégio que nós temos de estar encarnados e sendo Evangelizados.

Quando falo em Evangelização, eu não falo em ler o Evangelho, o que é muito comum. Mas, a Evangelização é a prática do ensinamento desse Grande Caminheiro, Governador do nosso Planeta, nesta era, nosso amado e querido Mestre Jesus. Porque meus irmãos, não basta que nós conheçamos as Leis do Amanhecer, os ensinamentos do Amanhecer. É necessário que nós transformemos esses ensinamentos em energia, em força. É uma corrente de energia. Ela acende uma lâmpada; se ela tem maior intensidade, ela gira um motor pequeno; se ela tem uma maior voltagem, ela liga um motor maior. Vocês estão me entendendo? E essa voltagem, ela parte da nossa Individualidade, da nossa consciência.

É fácil fazer o que eu estou fazendo, falar. Agora meus irmãos, praticar é muito mais difícil. Ninguém aqui é juíz de ninguém. Esse é o ensinamento do Grande Mestre Jesus. Ele aceitava a todos, sem distinção de raça, de cultura, de conhecimento. É tanto que, ele escolheu para serem seus Apóstolos, os seus seguidores, homens rudes, homens que não conheciam a Lei daquela época. Vocês seriam capazes de me responder porque? Porque que Jesus não procurou, naqueles tempos, os sábios, os doutores da lei e foi buscar exatamente os seus seguidores, os homens mais rudes, que não conheciam, não tinham a sabedoria do conhecimento de um encarnado sobre as leis daquela época? Vocês imaginam porque? Porque meus irmãos, aqueles homens tinham a mente limpa, não estava impregnada com retalhos de ensinamentos; não estava impregnada com superstições; não estava impregnada com princípios dos sacerdotes viciados, corruptos e assim por diante. Eram mentes favoráveis para que pudessem ser emanadas e impregnadas por aquela energia daquele Espírito Soberano que veio trazer a Mensagem, veio abrir o caminho para que nós tivéssemos a oportunidade de podermos evoluir.

Meus irmãos, nós estamos sendo preparados há quatrocentos anos antes de Cristo. Somos uma tribo muito difícil, somos espíritos difíceis e, tivemos a oportunidade desta encarnação, de nos evoluir e ajudar a outros caminharem. Cada um, cada Individualidade, cada Médium tem sua parcela de responsabilidade nessa imensa nave que chama-se Amanhecer. Todos, todos nós temos. Basta que cada um procure no dia a dia ser o seu próprio juíz, e procurar melhorar.

Nós falamos muito em amor, falamos muito em humildade, falamos muito em caridade, é fácil, são palavras bonitas. Temos muitos chavões bonitos, até deixados pela nossa própria Mãe. Lindos chavões, palavras, uma expressão muito profunda, são fáceis de decorar, de falar. Mas, meus irmãos, nós precisamos é nos conhecer. Esse que é o grande segredo do indivíduo, conhecer a si próprio. Essas encarnações intermináveis que nós estamos fazendo aqui na terra, porque? O que que nos leva a voltar a encarnar? – Porque nós ainda não nos conhecemos. O dia que uma Individualidade conhece a si própria, ela não precisa reencarnar mais, ela está livre, livre. Porque um espírito evoluído é um espírito livre. Ele não precisa mais de Templos, ele não precisa de Rituais, ele não precisa de espaços, ele é livre meus irmãos. Ele tem o amor incondicional, ele ajuda, ele auxilia sem exigir nada, sem dividir, sem estabelecer princípios. Esse é o caminho, meus irmãos, que nós estamos trilhando.

A Doutrina do Amanhecer, ela se baseia num só princípio: na sabedoria de Pai Seta Branca. É o princípio do amor. Agora, meus irmãos, nós precisamos começar sendo tolerantes. É um treinamento. Depois, humildes, porque quem é humilde, ele não precisa ser tolerante, ele já é. Eu não falo nessa humildade de chorar, de fazer gestos, não. Nós precisamos ser humildes perante àqueles que chegam perto de nós. Porque se você teve oportunidade de ter um maior preparo, um maior conhecimento, você também tem condições de aceitar o indivíduo como ele é. Esse é o princípio da tolerância. E o amor? Quem ama não precisa ser tolerante, não precisa ser humilde. O amor é universal. O Sistema Crístico é baseado no amor, no amor incondicional, no amor desses queridos Mentores que nos assistem, que nos orientam, que nos mostram o caminho que nós temos. Então, meus irmãos, nós mostramos a humildade quando nós temos condições de nos abaixarmos a cabeça perante os ensinamentos, perante os princípios, as leis dessa Corrente. É o primeiro passo.

Todo esse princípio não foi criado por Tia Neiva, ele veio do Mundo Espiritual, de experiência de espíritos que já desencarnaram. Pai Seta Branca desencarnou há seiscentos anos, meus irmãos. Amanto desencarnou mais ou menos na mesma época que Pai Seta Branca, há seiscentos anos. Eles têm a humildade de chegar até nós. Pai Seta Branca vem para iniciar o Doutrinador e a Doutrinadora, Pai Seta Branca vem numa Bênção. Pai Seta Branca, meus irmãos, é um espírito que muitos Pretos Velhos ainda não o viram, não tiveram condições de chegar perto dele. E ele vem aqui, e nos diz o seguinte: Eu sou pequenino, eu caibo em vossos corações. E é uma grande lição, os grandes não conseguem penetrar no coração do homem.

Por isso, meus irmãos, vamos aproveitar essa nossa encarnação. Vamos fazer dela a escada para nossa libertação. Somos privilegiados, não precisamos como outras Religiões, outras Doutrinas – de pompas, ou ficar tocando tambores numa praça, ou ficar telefonando de casa em casa para participar de uma reunião. Nós somos tão privilegiados, que as pessoas nos procuram, e nós ainda as tratamos mal. É assim, ah, estou cansado, vou embora, vou fechar esse Retiro logo, esse camarada foi chegar logo agora. Não é assim que nós agimos? Eu estou falando, nós.

Por isso, meus irmãos, nós precisamos repensar a nossa vida mediúnica, e repensar também a nossa vida na terra. Vamos questionar um pouco, porque que nós estamos aqui, o que que realmente viemos fazer. O ser humano, principalmente nós deste Amanhecer gostamos de culpar. Começa assim: culpa o Adjunto, depois culpa o Trino, depois culpa o Preto Velho, depois culpa Pai Seta Branca. Graças a Deus que nós temos a quem jogar, culpar para aliviar as nossas irresponsabilidades. E jamais nós vemos Pai Seta Branca chegar aqui e dizer: você me culpou por isso ou por aquilo, você, ou você, ou você. Na realidade, meus irmãos, Mentores não castigam, Pai Seta Branca não castiga. Porque quem realmente ama, ou ele ama ou não ama. O castigo, meus irmãos, as dificuldades vêm dos nossos próprios atos. Nós mesmos, por irreverência, por vaidade, por prepotência, é que vamos buscar as nossas dificuldades.

Se os senhores se lembram, se os senhores leram as Mensagens de Pai Seta Branca, em uma delas ele diz o seguinte: Eu não vos exijo nada deste Sacerdócio, porém vos prometo tudo para que possam cumpri-lo. Essa é a caminhada da Individualidade dentro do seu livre arbítrio. Contudo, meus irmãos, à medida que aumenta a nossa consciência, a nossa visão, ela se alarga mais. O nosso livre arbítrio na mesma proporção, ele vai diminuindo, porque nós vamos adquirindo consciência do que nós estamos fazendo aqui na terra, o que realmente nós viemos fazer aqui e o que que precisamos fazer. Salve Deus! Não é, meus irmãos?

Assim, vamos nos reciclar. É necessário de tempos em tempos nos reciclarmos para não passarmos a ser uns robozinhos. Porque o nosso próprio trabalho é um trabalho pesado, é um trabalho difícil, nos exige muito, e nos leva, se não tivermos cuidado, a sermos robozinhos e cairmos nos padrões das demais Religiões. O Amanhecer não é uma Religião, o Amanhecer é uma Ciência dos Mundos Etéricos. Para que penetremos nessa Ciência, precisamos nos colocar em condições que nos pedem. Aí, cabe a cada Individualidade.

Reencarnamos, muitos no Angical cem anos atrás. Muitos. Nós temos Pai João de Enoc, Pai Zé Pedro e muitos Enocs, muitos Caboclos, muitos Cavaleiros de Oxosse, muitas Princesas, muitas Pretas Velhas, muitos Pretos Velhos que passaram pelas encarnações do Angical. Hoje são Espíritos de Hierarquia, mas, muitos ainda estão presos naqueles troncos, não conseguiram se libertar. Um deles é o que lhes fala.

Há uns tempos atrás, muitos anos atrás eu me queixei para Pai João, que a minha vida era difícil, muito difícil. Ele me disse assim: Te falta um braço? Eu disse, não. Te falta um pé? Não. Você tem o privilégio até de ter um carro, você não sente, não precisa caminhar. Você tem até um sapato, não sente o pedregulho na sola do pé, e você está assim não é por culpa minha não, porque quando eu falava com você, você virava as costas pra mim, hoje você me chama de Pai. Entenderam o recado?

Então, meus irmãos, é a Individualidade, e Pai João foi o Imperador Tibério no Império Romano. Era tão bonzinho, que enterrava o camarada em pé, só deixava a cabeça de fora e soltava as ratazanas. Então, vocês vejam bem – o caminho do espírito é aproveitar a sua oportunidade. Uma reencarnação é um privilégio muito grande, muito maior do que vocês possam imaginar, e às vezes nós não aproveitamos, nós desperdiçamos e mais tarde nós choramos lágrimas de sangue.

Não quero lhes preocupar, não quero deixá-los preocupados, mas, eu tenho falado com muitos Jaguares que estão do outro lado. Uns estão bem, outros mais ou menos, outros estão com muitas dificuldades, tanto que um chegou e me disse: Eu daria tudo para ter um minuto na terra. Eh, meus irmãos, e eram Sétimos Raios classificados, Rama 2000.

Então, tinha uma senhora, Mãe Preta. Todo mundo achava que ela era maluca. Ela tinha muita afinidade comigo. Um dia, no Angical uma entidade me chamou. Eu cheguei lá e ela disse: sou Mãe Preta. Eu disse: Salve Deus! Estão entendendo? Eu não estava ligando o nome à pessoa. Você não lembra? Sou aquela Mãe Preta, eu sempre falava com você, a gente se encontrava no Angical, no Canal Vermelho, que a gente trabalhava. Ó Mãe Preta, a sua Bênção e ela disse: Deus te abençoa meu filho. Eu estou muito bem e feliz.

Por isso, meus irmãos, não é a aparência, não é a cultura humana, não é, meus irmãos. Nós não vamos ser cobrados por Religiões. Ah não, eu sou Católico, eu sou Protestante, eu sou Espírita. Ninguém vai nos cobrar por isso. Nós vamos ser cobrados pela nossa consciência, pelos nossos atos, pelo que nós fizemos de bom, ou não. É só isso, meus irmãos, pelas nossas obras. É isso que vai pesar, e o juíz não será ninguém, é a nossa própria consciência, meus irmãos. Porque no mundo da razão não há meio termo, é ser ou não ser, meus irmãos.

Trino Arakém

Os encarnados já fizeram muito mal – Adjunto Romar

Escravizar pessoas ou torná-las servas foi uma prática de quase
todas as culturas, por milhares de anos.


“Todos nós já fomos vitimizadores. Fizemos as outras pessoas sofrerem, porque escolhemos mal os pensamentos, os sentimentos, as emoções, as sensações e as crenças a serem cultivadas”.

Um assaltante mata um homem honesto. Uma tragédia, com certeza. uma injustiça, pois ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. O espírito se desprende do corpo sem vida e segue sua vida espiritual. Muito provavelmente o espírito que hoje é vítima se lembrará das muitas mortes que foi o responsável (foi o vitimizador).

Os espíritos encarnados na face do planeta Terra já tiveram centenas de outras encarnações . Já viveram em muitas culturas, com características corporais e sociais diferentes. Partiram de uma condição menos evoluída e foram adquirindo aos poucos habilidades e qualidades nobres. Ou seja, vivendo em culturas diferentes e em níveis menos evoluídos de consciência cometeram atrocidades e deixaram um rastro de vítimas de suas ações.

Todos nós já matamos alguém, já abusamos de alguém, já prejudicamos muito alguém.

Este passado faz parte da vida do espírito que somos nós.

Mesmo tendo praticado (e sofrido) muitas violências estamos encarnados com a vida que temos hoje. Será que a merecemos? Sim e não, é a resposta.

Nossos espíritos se esforçaram muito, seja no plano espiritual, seja em encarnações passadas, para evoluir, amadurecer e superar traumas, bloqueios e condicionamentos.

Nós também somos beneficiados pela misericórdia divina . Deus sabe que somos limitados e mais propensos ao erro por causa de nossas imaturidades. Deus sabe que precisamos do seu perdão e apoio. Ele age para diminuir nosso sofrimento, pois sabe que o positivo gera muito mais evolução que o negativo (o amor ensina mais que o ódio, o perdão mais que o rancor, e assim por diante). Ele nos ajuda propiciando ensinamentos,experiência benéficas , emanando boas vibrações , entre outros benefícios.

Adjunto Romar Mestre Romulo Acioly

As Encarnações de Tia Neiva

Para Que Possamos Respeitar ainda Mais A Hierarquia de Nossa
Mãe Clarividente Que todos os Jaguares Leiam com Amor e Ternura.

Espírito Espartano. Tua trajetória rica de vivências e emoções. Trilhastes os diversos caminhos, na preparação de tua missão maior: a evolução do homem

No esplendor das cortes, convivestes com faraós, reis e imperadores. Ricas vestes, joias cobriam o teu corpo. Viveste o fausto. Sorrisos adornavam o teu rosto; lágrimas o assombreciam. Vivas. Vivas as experiências do espírito para a missão sublime. Todavia, neste turbilhão rico de emoções, seguias impávida, decidida em tua caminhad, iluminada, resplandecente: ras um jaguar.

Nefertiti, Pytia, Cleópatra… personalidade, mas, sobretudo, energias somadas- heranças.A direção para um objetivo, os passos guiados, iluminados na luz do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Era o transcendental prevalecendo, era o cumprimento de tuas metas, a orientar os teus ovimentos nas diversas encarnações.

Anos e anos se passaram e encontramos Natacha. Natacha da Casa Grande, Natacha do Angical. Angical humilde, de dor, lágrimas e sangue. Mas, também, Angical de amor, luz e sabedoria. Angical de Pai Zé Pedro, Pai João e Matildes, e do sempre presente Seta Branca. E Nefertiti, Pytia, Cleópatra, Natacha, seguia sua jornada de luz, naquela vida simples, tão diferente da das cortes, com os Enoques a te orientar.

Nos teus anseios da alma,ouvia os sábios conselhos de pai João e Pai Zé Pedro: “Natacha. Natacha. A caminhada e longa, de dor e sofrimento…Mas, é uma caminhada de Luz, realizações e amor. Estas preparada, Natascha. Pai Seta Branca te guiará e orientará”.

E Natascha sentada próximoà cachoeira do Jaguar,solitária em suas meditações, recebia as mais puras energias para o revigoramento de seu plexo…

Mais uma etapa se cumpre na vida desses espíritos espartanos a atravessar continentes.

Hoje unificação praticamente concluída,Nefertiti, Pytia, Cleópatra, natacha, Neiva. Neiva da Casa Grande do Amanhecer. Vida simples, de lágrimas, alegrias e amor Vives. Vives intensamente o teu amor- o Doutrindor, teu filho, filho da tua alegria, filho da tua dor, filho das tuas entranhas.
E a raiz se expande, forte na doutrina crísticam Koatay 108, brado de luz ecoa por todo este universo- o Adjunto,a realização de um objetivo, a aspiração e sorguimento de uma obra
Unificados neste amor que emana da tua luz, reunimos nossas forças,forças do povo que por Deus nos foi confiado, rogando aos Ministros Yucatã, Ypuena, Tapurê, Cayrã,que derramem sobre tua cabeça as luzes e mantras, elevando Koatay 108 aos pícaros do poder universal.

Natacha. Natacha, As joias que hoje cobrem teu corpo são aspérolas dos anjos e santos espíritos. São as luzes, Natacha.Luzes que são frutos do teu amor, de tuas lágrimas.

Natacha: sempre fostes grande na tua simplicidade e hoje és maior do que nunca. És Koatay, Koatay por todo este universo. És nossa Mãe… Salve Deus.
Brasília 31/10/80