Salve Deus!
O templo é o sagrado, é o espaço onde tempo e espaço se funde alterando nossa visão que é essencialmente baseada em conceitos humanos.
A universalidade nesse sagrado pode ser comparada realmente a esse universo físico, onde planetas, sois e galáxias coexistem numa perfeita harmonia gravitacional e nossa vã capacidade de compreender esse funcionamento por mais que nos ESFORCEMOS.
O templo é um grande hospital etérico, onde as individualidades usam de suas roupagens, ou equipamentos apropriados, para dentro do amplo espectro da modificação energética atual segundo a compatibilidade da fluidez dos elementos utilizados para essa cura e também segundo os encontros transcendentais ocasionados pela de causa e efeito.
O Primeiro ponto de encontro é o portão do espaço físico onde ficam os templos fechados e de céu aberto. Dois cavaleiros de Oxóssi ficam de honra e guarda visando observar os desencarnados e encarnados que adentram para trabalharem e também para serem tratados.
Já no pátio do Templo há toda uma movimentação que se mistura….Médicos espirituais, entidades da ordem de japuacy e também espíritos sofredores, pastores desencarnados, sacerdotes se aglomeram procurando conscientizar com seus sermões extremados a convencer que pacientes e mesmo médiuns incautos não entrem para trabalharem mediunicamente.
As conversas entre médiuns que fogem do padrão doutrinário, as negociatas, a aproximação assediante das pessoas querendo aproveitar de sua boa fé proporcionam o caminho do desequilíbrio e da desarmonia. Tia Neiva sempre alertava para os perigos que sempre esteve presente a porta dos templos.

Logo na entrada do templo há um cristal que começa a projetar a energia nos pacientes e médiuns, quando se avista a Pira um facho de luz atinge o plexo no exato momento em que os mesmos fazem sua reverencia.
A corrente Mestra, segundo Tia Neiva, como uma trança luminosa sob a forma de um pendulo , vai do Pai Seta Branca até o Randy. Nesse momento, cada Mestre que se aproxima deposita suas heranças transcendentais na corrente Mestra cuja função é conduzir as energias na forma manipulada pelos médiuns e no processo de condução manipula as energias oriundas do plexo de cada médium.
Cada Médium que chega, e dependendo de sua herança,faz com que essa corrente Mestra amplie sua condição e sua força.
Na Pira a energia da Torre de Tapir faz sua impregnação na preparação que na verdade é um ritual exclusivo que cada médium faz ao chegar ao templo, saindo de sua condição profana e buscando sua individualidade o seu sagrado nessa jornada que começa na Pira e termina na base da mesa evangélica.
No banco dos pacientes , enquanto aguardam atendimento, Individualidades luminosas já começam seu trabalho desobsessivo, consolando-os de suas dores e sofrimentos para que logo em seguida os abnegados Pretos velhos, na manipulação ectoplasmática de Apará e Doutrinador proporcionem os primeiros passos para o tratamento dos encarnados e desencarnados que através da elevação do Doutrinador conduzam nos para Deus.
Essa é magia que não vemos, mas que acontece todos os trabalhos em nossa doutrina, trabalho esse que só possível pela colaboração dos médiuns que passam a disponibilizar sua condição mediúnica para que essas individualidades luminosas possam exercer e nos auxiliar nessa tarefa curativa e caridosa que Pai Seta Branca assumiu diante de Jesus em elevar espíritos para o céu.
Porém só será possível se cada médium se conscientizar de sua condição, pois a consciência espiritual é o elemento primordial para essa cooperação que acontece em dois planos, o físico e o etérico….
Cada passo, cada palavra, cada ação é computada quando estamos a serviço como enfermeiros do Senhor…
É bom pensar Refletir
Adjunto Adelano, Mestre Gilmar
Novembro de 2020