“Quando assumimos os compromissos dessa vida nos planos espirituais de Deus Pai Todo Poderoso trazemos em nossa bagagem os melhores desejos e as juras de fazer nessa vida, tudo bom, tudo que deixamos de fazer em outras vidas.
Desejamos vir, não somente pelo os nossos desajustes, nossas cobranças, viemos também pelos prazeres que oferece essa vida. Por que meus filhos se estamos no espaço, e deixamos algo para trás, não sentimos paz, nos sentimos intranquilos, e arrastados pelas vibrações, somos compungidos a uma nova encarnação.
Sim, meus filhos, renascer. Receber de Deus uma permissão para uma nova existência, não é tão simples assim, contudo, tão logo chegamos, recebemos daqueles que nos aguardam aqui aquilo que pedimos, que merecemos.
Porque, é uma grande oportunidade que temos em nossas mãos, de reconduzirmos o nosso passado. E tão logo chegamos, nos encontramos com nossas vítimas na figura de nossos familiares, nossos amigos, nossos parentes.
Pela benção de Deus, estamos todos envolvidos num amor sanguíneo e tudo é mais ameno, tudo é conduzido pelo amor de pai, pelo amor da mãe. Muitas vezes filhos, é longa a trajetória de espírito na Terra. Supõe o homem ser sua primeira experiência no campo da vida, porque sua memória foi apagada, ele não trás registro daquilo que ele foi, daquilo que ele fez. Também não reconhece suas vítimas, seus perseguidores, facilitando sua convivência com aquelas almas que ele por sua incompreensão feriu, prejudicou.
Porém, tão logo se inicia sua faixa cármica na vida, seu carma ou destino, ele começa a pagar ceitil por ceitil daquilo que deve. Iniciam-se suas cobranças, seus reajustes com suas vítimas, os conflitos, as dores lhe penetram a alma, e o que lhe parecia alegria e paz, em sua adolescência transforma-se em sofrimentos e angústias.
Meus mestres Jaguares, a vida não perdoa, não há erro, simplesmente há reparação daquilo que não soubemos conduzir. Às vezes um mau comportamento, ou numa atitude impensada ferimos alguém, ou destruímos os seus sonhos. Se somos humildes, admitimos nossas falhas tudo bem. Se os homens nos perdoam, Deus nos perdoará também. Ao contrário, se somos arrogantes com aqueles que nos procuram atrás de auxílio, aqueles que Deus colocou em nossos caminhos, se somos intolerantes, tudo mal.
Morreremos pelo caminho se não soubermos exatamente o que queremos se não tivermos a consciência daquilo que viemos fazer, dos nossos deveres para com os outros, dos nossos limites e responsabilidades quando tiver a nossa frente um irmão. Cuidado mestres, nunca sabemos quem bate a nossa porta. Pode ser amigo, irmão espiritual ou uma vítima do nosso passado. Não deixe que ninguém parta para longe de você, sem o seu calor vital, sem a sua compreensão, sem o seu amor.
Cuidado… Cuidado para que as dores e angústias te obriguem a uma nova visão. Cuidado para que sua alma distante, esparsa não perca a oportunidade que Deus te confiou. Às vezes, aqueles que estão a nossa volta, levaram milênios para nos reencontrar. E tão logo chega a oportunidade perdemos, pela incompreensão, deixamos escapar adiando mais uma vez a reparação do nosso destino.
Sim, mestres, tudo é simples, quando reconhecemos a superioridade de Deus. Essa é a ciência que os nossos ancestrais buscam nos passar. Deus é amor, a verdade eterna. Contudo, Deus não tem pressa.
Somos livres para escolher, até mesmo para fazer aquilo que nos convém, porém, assim que somos chamados a dar explicações nos mundos espirituais do que fazemos de nossas vidas, choramos pela oportunidade que perdemos, e temos que colher e recolher aquilo que espalhamos e fizemos aos outros.
O homem cura o seu coração pela razão e conhecimento. Porque as coisas que desprezamos, destratamos, ofendemos pela falta de compreensão e amor, nos esperam no amanhã. Não se pode caminhar deixando para trás as nossas vítimas do passado.
Por essa razão Jesus nos advertia que, antes de orarmos a Deus, fossemos fazer as pazes com aquele que tínhamos ofendido. Porque se o homem lhe perdoa, Deus lhe perdoará. Sendo que, “as leis físicas que nos chamam a razão são as mesmas que nos conduzem a Deus”.
E se falando em Jesus, vamos sentir a grandeza absoluta de seu amor, e aos poucos vamos penetrar em seu Evangelho, sem complicações do sensorial, que pela falta de verdade em nossas vidas, não temos como analisá-la.”
Tia Neiva
Arquivo diário: 8 de Outubro de 2020
Sem Covardia – Kazagrande
A covardia é um dos piores sentimentos do ser humano.
A covardia em decidir nos impede de mudar, de aceitar os novos caminhos, nos impede de evoluir!
Medo e covardia são diferentes.
É natural ter medo, mesmo que seja um sentimento nefasto, o medo alia-se a autopreservação, presente em nossa natureza humana, mesmo assim ainda é um sentimento negativo, se encarado como restrição às necessárias mudanças.
A covardia é o medo personificado na falta de ação, na indecisão e falta de perspectivas.
O medo, em si, não é a covardia, é o sentimento que a faz prosperar em nossa mente. O medo, se delimitado, pode proteger e trazer a sabedoria de uma decisão, mas, se ele nos conduz a insana indecisão, torna-se o mais fértil adubo da covardia.
Quem sente medo, mas, mesmo assim, segue adiante e decide, descobre a valentia.
Quem sente medo e o ignora, mergulha na irresponsabilidade!
Quem encara sempre sem medo, será sempre imbecil ou irresponsável.
Eu tenho medo, mas ele não me domina.
Ele me instrui, me previne, mas jamais tolhe minhas decisões.
Kazagrande
Triplicidade – Kazagrande
Os Três Reinos de minha Natureza; Personalidade e Individualidade; Alma e Espírito; e outros.
Existem alguns conceitos básicos em nossa Doutrina que devem ser claramente compreendidos já nos primeiros passos. Porém, muitos, envolvidos pela rapidez com que desenvolvemos as técnicas doutrinárias, acabam ficando com ideias não muito claras a respeito.
Os Três Reinos de minha Natureza – Consideremos o ser humano encarnado um ser “tríplice”, ou seja, formado por três “plexos”. Para que possamos compreender bem este conceito é necessário analisar separadamente cada um destes três plexos:
O Plexo físico – Este é simples de explicar! É o seu corpo. Pura e simplesmente o corpo que seu espírito ocupa nesta encarnação. Não “é” você, mas faz parte de você. Ele tem um tempo de vida útil que irá se esgotar e morrer, mas você não morre com ele, porque ele apenas é um terço do que o ser humano encarnado representa.
O Plexo Mental – Ou sua Psiquê. Neste ponto é que começam algumas dúvidas, pois normalmente conceituamos que alma e espírito são a mesma coisa, certo? Errado!!! Em nossa Doutrina distinguimos bem “alma”, de “espírito”. Consideramos como “alma” o quê hoje você representa nesta encarnação. O José, João ou Maria… É a sua encarnação atual! Sua Personalidade.
O Plexo Mental é representado pela sua alma. É você hoje, sem considerar outras encarnações. Chamamos “Mental”, porque é controlado pela sua mente, pelos seus desejos e fruto de sua atual experiência. Reflete a maneira como foi criado, os bons e maus princípios que aprendeu nesta vida, e o que pensa e age como reflexo. Ao morrer o Plexo Físico (o corpo), as lembranças de sua mente nesta encarnação (Plexo Mental) irão agregar-se ao seu Plexo Espiritual… Ao seu Espírito. Por tanto, a alma é apenas uma personalidade transitória que agora você está vivendo e registrando em sua mente. Muito diferente do seu Espírito!
O Plexo Espiritual – Considerando que já compreendemos que a alma é apenas “você hoje”, sua personalidade e lembranças de sua vida atual, fica mais fácil compreender a diferença clara quando vamos falar em espírito. O espírito é o seu EU verdadeiro! Este é você! Não é apenas o José, João ou Maria! É a soma de tudo o que você já viveu nesta e nas outras encarnações. Com a morte do corpo, a alma passa a ser apenas uma lembrança a mais na sua memória espiritual. Como espírito, você é a soma de suas muitas passagens por este e outros planos!
O primeiro questionamento neste ponto é sobre o “despertar”. “Quer dizer que quando eu desencarnar vou perder minha personalidade de Kazagrande e imediatamente passar a ser um espírito carregando a lembrança desta última “atuação no palco da vida terrestre”?”
Bem… Cada caso é um caso! Sim, existem aqueles que já estão preparados para recordar de suas outras passagens, quase que de imediato. Mas a maioria precisa de um tempo de adaptação de retorno à sua condição espiritual. Vai desligando-se dos apegos da última passagem e tomando consciência, aos poucos, de sua real condição.
A capacidade de, ao retornar ao mundo espiritual, desprender-se dos apegos materiais da alma e dos desejos do corpo, é que determinam seu tempo de adaptação.
Quanto mais claramente compreendermos que não somos apenas um corpo, ou apenas a personalidade que atualmente vivemos, mais rapidamente poderemos estar em contato com o espírito, grande motivo de nossa mediunização.
Kazagrande
Extraído do livro “Ao Centurião”