Interferência (Acervo Tumarã)

Quando o médium de incorporação não está equilibrado ou quando o Doutrinador não está em sintonia com o trabalho, pode ocorrer a interferência na comunicação, normalmente por ação de um obsessor – ou do Apará, ou do Doutrinador ou do próprio paciente, no caso dos Tronos, onde mais acontece. Interferindo quase insensivelmente, o espírito cobrador ou obsessor age em lugar do Mentor, falando e manipulando como se fosse ele, porém transmitindo uma mensagem que irá criar desarmonia, através de palavras falsas e situações fictícias, gerando impactos e sofrimento a quem a recebe. O sofredor é um espírito doente, desequilibrado, que nos responsabiliza por sua situação.
Com a permissão da Espiritualidade Maior, age dessa forma, provocando uma interferência, possível de se apresentar por culpa dos médiuns mal preparados ou desatentos, que terão sua responsabilidade no acontecimento. O Doutrinador atento, sente quando muda a vibração, mesmo que, aparentemente, pareça que nada mudou na incorporação. O Apará também tem seu autocontrole, mas a responsabilidade maior é a do Doutrinador. Por isso, antes de ir para os Tronos, os médiuns devem passar pela Mesa Evangélica ou, caso não seja possível, fazer pelo menos cinco minutos de concentração e harmonização no Castelo do Silêncio.

Observações Tumarã – José Silva

Bênção de Pai Seta Branca 02 – Adjunto Numanto

“Salve Deus! Meu filho Jaguar, Aqui estão as normas para o cumprimento do ritual da Bênção de Pai Seta Branca, que sempre será realizada no primeiro domingo de cada mês, no Templo do Vale do Amanhecer. É um trabalho diferente do que se realiza nos Templos Externos, mas somente na parte ritualística, uma vez que a presença de nosso Pai Seta Branca e todos os espíritos iluminados que compõem sua côrte é altamente benéfica a todos, realizando-se grandes fenômenos pela força bendita que trazem até nós, principalmente para aqueles que participam do ritual. Como responsáveis pela Bênção de Pai Seta Branca indico os seguintes:

  • Mestre José Carlos, Trino Triada Tumarã
  • Mestre Lisboa, Trino Regente Amaruã

Estes serão os dirigentes do trabalho, que, de acordo com as normas do ritual, receberão as ninfas preparadas, pelo Adjunto Yuricy, mestre Edelves, para a incorporação, bem como os ajanãs, que irão incorporar os Ministros dos Adjuntos.

A partir de setembro de 1984, organizarão um revezamento com os seguintes Trinos Especiais Ajouros:

  • Mestre Antônio de Oliveira e sua ninfa;
  • Mestre Luzimar e sua ninfa;
  • Mestre Waldeck e sua ninfa;
  • Mestre Chilon e sua ninfa;
  • Mestre Paulo Antunes e sua ninfa.

Sob sua supervisão, esses mestres devem procurar atender ao que preceitua a presente norma.” Tia Neiva, sem data. (Vide Livro de Leis – Lei do Ritual)

Além da presença luminosa de nosso Pai Seta Branca, fica patente que um dos grandes benefícios desta realização está diretamente ligada a presença dos Ministros de Povos (Raízes) na côrte, os quais operam um revezamento juntos aos ajanãs para deixarem também suas mensagens aos respectivos Adjuntos e seus componentes (continente). Outras entidades de altíssima hierarquia tais como, Mãe Yara, Mãe Calaça, Guias de Falanges Missionárias, entre outras, também se manifestam junto às ninfas.

Em se tratando de um ritual na sede física do nosso sistema que é o TEMPLO MÃE, cogita-se também que este manancial de forças trazidas por esta colossal côrte e seu comando, atue principalmente na manutenção do ambiente energético e espiritual da casa, onde existe além da limpeza o fator renovação e de relevante importância para o ciclo mensal que se inicia.

Não seria absurda a manifestação de AGLA KOATAY 108, dentro desta côrte após o desenlace da personalidade Tia Neiva, até porque todos desta corrente que conquistarem méritos com nossos “superiores” mentores, de certo serão escalados para a necessária e prevista continuidade deste Amanhecer; Inclusive tal manifestação seria absurdamente alvo de descrença nos dias atuais quando ocorrida fora de um ritual desta magnitude.

Se calarmos a ESPIRITUALIDADE LUZ que sempre nos orientou bem, corremos sério risco de ficar ouvindo e crendo apenas nos homens que por sua vez ficaram surdos com tanta gritaria. Se nossa SEDE vai bem, os Templos do Amanhecer tudo tem para fazer o melhor. Quanto ao contrário desta sentença nem precisamos citar os resultados, lembrando que nossa primeira SEDE, somos nós mesmos, Salve Deus!

Mestre Numanto

Bênção Apostólica ao Vale do Amanhecer

No dia 1º de março de 1985, o Papa João Paulo II, concedeu uma bênção apostólica à Tia Neiva e a Mário Sassi.

O Padre e Antropólogo José Vicente César foi um estudioso da Doutrina do Amanhecer, acompanhando de perto os trabalhos de Tia Neiva, participando de reportagens e avaliações desde o início do Vale do Amanhecer, fazendo observações criteriosas e pertinentes não só em publicações no Brasil como no exterior, principalmente na Alemanha.

Os trabalhos do Pe. César foram importante veículo para a divulgação das atividades do Vale, tanto é, que depois de ter escrito um livro sobre Tia Neiva e a Doutrina, ele foi ao Vaticano e relatou ao Papa João Paulo II tudo o que havia pesquisado sobre a Doutrina do Amanhecer.

Depois de ter se inteirado de tudo que o Padre César havia dito e escrito sobre a Doutrina, o Papa João Paulo II, vendo a seriedade do trabalho realizado com o Cristianismo aplicado de forma aberta e avançada, concedeu à Tia Neiva e ao Mestre Mário Sassi, ela a fundadora da Doutrina e ele o intérprete que idealizou toda a sua obra literária, uma Bênção Apostólica conferida somente aos Grandes Missionários que erguem a Bandeira Rósea de Jesus Cristo.

A emoção de Tia Neiva ao receber das mãos do padre César a “Benção do Papa”. A admiração deste padre pela sua mediunidade surgiu em razão de uma prova que ela lhe deu da veracidade de sua clarividência, quando o religioso, por curiosidade e incógnito, visitava o Vale do Amanhecer.

Imagem do documento concedido por sua santidade João Paulo, II no dia 1 de Março de 1985: