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Velhas ou novas estradas – Adjunto Apurê

Ontem Amanto esteve aqui lá pela meia noite e mandando fazer as malas. A gente não discute detalhes, temos missão e ela vai se encaixando nos conformes de nossa condição.
Eu fui visitar um povo de uma tradição diferente. Eles, para espantar os maus espíritos, batiam em latas, tampas e objetos para produzir um som que vibrava criando uma onda para interferir no comodismo. Sim, os espíritos se acomodam em seus habitats. Comodismo deixa a poeira sentar na cabeça e as pessoas não reagem, se conformam com aquela situação.
A cultura avessa também é um ato de desacreditar na valorização de sua tradição. Faz por fazer, de vez em quando, como se fosse um grande cenário ao ar livre. Eu digo isso no campo da visão espiritual, porque na terra continua a mesma.
A tradição deste povo é voltada as suas crenças que se baterem em objetos inanimados que vibrem criando um som estranho eles vão interferir no etérico para afastar os maus pensamentos, ou maus espíritos. Eu até acho interessante esta forma de mudar o ambiente, sim, nós do amanhecer também temos a nossa cultura voltada aos mantras cantados que vão tomando conta dos ambientes e assim vão desmagnetizando pelo som das palavras as crostas grudadas, imantração.
O budismo bate no cálice que provoca um som fino e com palavras vão se espalhando pelo ambiente. Muitas crenças usam deste método para promover a alteração do sistema mediúnico. A Igreja católica bate o sino para despertar os dorminhocos para a missa do dia. Os umbandistas batem o tambor para alertar os espíritos e chamar para o rito. Os evangélicos gritam com suas bíblias para espantar os espíritos. Não se tem uma energia vibracional, se tem um ectoplasma pesado.
Eu cheguei no momento em que aquele povo estava fazendo a maior zoeira. Cada um com suas latas e tampas batendo pelas ruas da cidade. Um ato defensivo ou um folclore. Não, era uma tradição religiosa. A crença vem dos antigos anciões passados pelas gerações que agora se atraem pela cultura de valorizar este momento histórico. Então a tradição aqui nesta explicação faz parte da cultura deste povo.
A cidade inteira estava batendo nas portas e janelas. Muitos expiando e aplaudindo dando força e coragem aos jovens que absorveram este rito como prova para mudar a vibração. Criou um campo força mágico que ia penetrando na audição dos encarnados e desencarnados. Os espíritos desencarnados são afastados pela dor que o som causa em suas audições. Os espíritos escutam os sons, eles não enxergam, são cegos pela ação da proteção que foi criada separando os planos. Mas o som vara os planos levando a sua mensagem.
Quando Pai João e Pai Zé Pedro queriam se comunicar com os escravos de outras fazendas eles usavam um toco oco que ao bater produzia um som. Este som ecoava pela terra e todos sabiam o significado de cada batida. Já naquele tempo havia uma linguagem pelo som. Hoje temos os telefones.
Voltamos, hoje, por saber amar. Amar a valorização humana e não se tornar desumano de novo. O homem deve se moldar a nova era dentro de sua cultura preservando suas tradições e seus papiros como prova de sua evolução. Aqui eu digo que as velhas estradas contam a história de quando tudo começou.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
17.11.2020

Neutrôm (Acervo Tumarã)

O neutrôm, na Doutrina do Amanhecer, não se refere ao homônimo da Física – que designa as partículas atômicas sem carga elétrica, que envolvem o núcleo central do átomo -, mas sim a uma forma de energia nebulosa, uma nuvem com limites, controlada pela força da gravidade que a pressiona em toda sua periferia, e que faz a divisão dos diversos planos, um turbilhão espiralado de partículas em movimentos centrífugos (do centro para a periferia), denominados “Proteção de Deus”, que afastam ou emitem horizontalmente, em progressiva condensação, sob o comando do Eixo Solar de nossa natureza; e centrípetos (da periferia para o centro), reunindo todas as energias e fluídos ectoplasmáticos no Centro Coronário.

O neutrôm pulsa, contraindo-se e se descontraindo, como se fosse um coração esferoidal. O neutrôm se altera conforme seja dia ou seja noite, porque os raios solares dilatam suas moléculas e dificultam a penetração, motivo pelo qual os trabalhos espirituais realizados à noite são mais fáceis. Embora o neutrôm não se impregne pela energia, é energizado pelo nosso plexo físico e gira em torno de nós. De acordo com nossa vivência e nossos pensamentos, estabelece um grau de vibraticidade. Quando as pessoas não têm uma doutrina, este grau de vibraticidade é neutro, não tem eficiência, enquanto na pessoa que possui conduta doutrinária seu neutrom é iluminado pelo EON, energia luminosa do Sistema Crístico. Com essa forma de espiral, formamos sintonia com os planos de nossa individualidade: é o mergulho na individualidade. Quando emitimos, falamos de coisas que estão dentro de nós e coisas que estão fora de nós. É o contato com o Universo, nossa integração universal pelo mergulho em nossa individualidade. Nosso plano físico, na Terra, é limitado pela força do neutrôm, dando ao Homem uma visão limitada do Universo em que está contido, deixando apenas, pela força da percepção, que penetre em outros planos. A pouquíssimos é dado o privilégio de poder ver outros planos. O Homem não teria como manter seu equilíbrio mental sem as limitações do neutrôm. Para ter perfeita percepção de seu mundo, o Homem deve ter limitações como o tempo e o espaço, noções de como se submeter às leis físicas da gravidade e dos movimentos, das leis que regem o funcionamento de seu corpo e de sua mente, aprender a lidar com as emanações dos seres animados e inanimados que compõem o seu ambiente. Separando o mundo físico e sensorial dos planos espirituais, o neutrôm, quando é rompido, provoca uma explosão, estado de relativa anormalidade, que aprendemos a manipular por nossa Iniciação e conseqüentes Consagrações na Doutrina do Amanhecer. Segundo Humarran, o neutrôm – ou turbilhão neutrônico – que constitui o nosso microplexo, nossa alma, produz e permite a existência de certa quantidade de luz, luz esta que clareia, ilumina o caminho para nossa mente, permitindo que tomemos nossas decisões de acordo com nossa posição em nossa trajetória nesta encarnação, na Terra. Aqui vivemos, rodeados por espíritos desencarnados, formações ectoplasmáticas e um sem número de construções energéticas, mundos invisíveis que existem, se movimentam e atuam de acordo com suas leis próprias, separados de nossa percepção pela barreira do neutrôm. Quando fazemos a preparação para nosso trabalho, buscamos, na vertical, todo o acervo que possuímos no Universo, através do neutrôm, para que possamos, com nossa mediunidade, distribuí-lo horizontalmente, na medida da necessidade do trabalho que realizarmos, desde o mais simples ao mais complexo. Pela ação dos raios do Sol, o neutrôm se torna mais denso pela dilatação de suas moléculas, dificultando sua penetração. Por isso devemos realizar os trabalhos espirituais preferencialmente à noite ou na penumbra, por ser mais fácil a comunicação. Segundo Tia Neiva, entre as grandezas do neutrôm existe uma grande especialidade: a Magia Neutra ou Nativa. Se não fosse o neutrôm, viveríamos sobressaltados com as explosões dos átomos e flutuaríamos como pequenos balões. O neutrôm protege o Homem na sua inconsciência, controlando seus princípios magnéticos, porém sem os termos de lei que possam burilar sua alma ou sua consciência. Com a implantação dos Sandays, trazidos pela projeção das 21 Estrelas, deu-se início à alteração da composição vibracional do neutrôm, começando a modificação que determinará a conjunção dos dois planos, quando poderemos ver espíritos, com todas as suas características de habitantes dos mundos invisíveis, aparecerem no nosso mundo. Não serão materializações, mas, sim, simples passagem de um plano invisível para o visível.

Observações Tumarã – José Silva

Em busca do charme – Adjunto Apurê

Pela primeira vez eu vejo um desencarnado voltar para buscar seu charme. Eu não entendi bem esta colocação, mas ajudei a transpor esta dificuldade. Até um velho opala estava nesta descrição que eu tinha que reaver.
O resgate do charme são as coisas que ficaram marcadas nesta vida ou em outras conforme o espirito vai se descomprometendo com suas encarnações. Dentro do charme ficam as memórias da terra. Se você teve várias encarnações então em cada uma o seu charme ficou em suspensão e não tem prazo definido para acabar ou sumir.
Como eu vi, ele veio recuperar este charme para se desligar completamente de sua vida terrestre. Por assumir uma missão espiritual dentro desta organização de médicos do espaço, como médico que foi, ele teria que abrir mão da reencarnação. Seria um missionário da cura para os espíritos.
Eu sei que muita coisa é novidade e que se olharmos pelo vórtice vertical não se tem uma explicação lógica para os desfechos da verdade. A verdade é que os seres humanos ainda são seres desumanos. Só pensam em si mesmo e nada altera seu mundinho. Tem alguns que já superaram as velhas estradas e agora se lançam pela nova com um brilho nos olhos e uma alegria no coração, paz de espirito.
Removendo o tempo. Sabem o que seja isso! Remover as varias faixas da ilusão material! Pois bem, o tempo é curto em relação ao nosso comportamento social. Nós somos ambiciosos, isso já é um costume medieval, ter seu conforto material a sua disposição. A ambição de ter e não poder ter acelera os efeitos da transformação mental.
Se olharmos pelo lado místico nós viemos sem nenhum agasalho. Viemos contar com a tradição humana que nos enrolaram em panos para não sofrer a desilusão. O grande cobertor dos pais é proteger, amparar e dar oportunidades de crescimento. O espirito então desce amparado pela luz e vai se encaixando aos poucos neste cenário de amor ou de dor.
Agora ele vê a importância do meu trabalho diante da espiritualidade. Eu queria que todos da minha família fossem doutrinados pelo conhecimento e não pela superstição, mas cada um faz do seu mundo a sua cama e nela deve se deitar até quando a chama estiver acesa.
Com o resgate do charme ele terá sua liberdade sem vínculos com a terra. No amanhecer tem um trabalho que se chama estrela de Neru em que se resgata os charmes e usa aquela energia cristica para a cura aonde for necessário. O charme é resgatado e filtrado. Retira-se as impurezas que ficaram grudadas e depois é distribuída para o templo através do turigano. Lá a espiritualidade usa para muitas finalidades conforme os trabalhos vão se realizando.
Com a cremação do corpo este charme também é desintegrado liberando o espirito de retornar a este plano pesado. O fogo também queima a atmosfera fluídica fazendo uma espécie de limpeza. Ritual usado por muitas tribos indígenas e outras civilizações. Eu percebi muitos espíritos em que seus corpos foram cremados não conseguindo retornar a terra para visitar seus elos partidos. Eles não têm mais o charme para voltar. A ligação temporal foi cortada. Eles ficam ao longe com a saudade batendo forte. Atrapalha muito, cria uma sensação de vazio.
Resgatei as coisas cármicas deste irmão. Agora sem vinculo ele poderá ajudar aos encarnados com seu conhecimento da medicina. Se bem que lá a única especialidade é curar o espirito. O espirito não tem órgãos, ele é uma película como de um filme. Não tem este negócio de dizer a especialidade do médico. Isso é querer enganar os missionários.
No amanhecer a cura se processa pela manipulação energética. Esta força produzida pela concentração de dois comandos, terra e céu, na junção das energias ectoplasmática e fluídica, faz a renovação das células dos órgãos. O médico teve sua encarnação com alguma especialidade, mas fora da terra ele seria como um clinico geral.
A maior benção que temos é ter ao nosso lado os nossos padrinhos espirituais, os nossos mentores que assumiram conosco esta dura tarefa de nos ensinar. O padrinho se torna testemunha de todas as reencarnações.
Como disse o mentor para Tia Neiva: “você não foi preparada para ministrar medicamentos, mas para cuidar das almas. Se assim fosse você seria preparada para ser médica”.
Vejam qual diferença em ser missionário ou ser um charlatão. Nós devemos seguir a cartilha da clarividente que é a mesma que Seta Branca entregou para ela. Conviver neste amanhecer sem conhecer a verdade é o mesmo que viver numa eterna escuridão.
Nunca escravizem ninguém pelos seus atos e sua postura. Cada ser humano jurou a sua obra e ela vai se confirmando ao longo de sua evolução. A evolução é para poucos que procuram no silencio das madrugadas o seu mundo dinâmico.
Quando eu consegui recuperar este carro que ficou marcado neste destino ele subiu. Não sei porque este carro tinha que ser encontrado. A placa dele era cor preta e letras brancas. Encontrei com um cidadão em uma loja.
A valorização de todas as nossas conquistas.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
26.09.2020

O Médium Doutrinador – Trino Tumuchy

É o médium cujo ectoplasma se acumula na parte superior do corpo, do peito para cima, predominando na cabeça. Quando ele se mediuniza, isto é, estabelece sintonia entre seu sistema psicológico e seus chakras, seus sentidos se activam acima do normal. Como consequência imediata, sua percepção fica mais apurada, mais alerta. Com a tónica circulatória predominando na cabeça, os órgãos inferiores diminuem a actividade, principalmente na área do sistema neuro-vegetativo.
A partir daí, ele começa a emitir uma onda fluídica com a parte superior do corpo, principalmente pela boca e pelas narinas.
Essa onda estabelece um canal fluídico entre os plexos superiores e os chakras correspondentes. Seu sistema psicológico passa a receber as influências dos chakras que, por sua vez, são activados pelo plano vibratório do mundo espiritual. O Doutrinador se torna, então, receptivo aos espíritos de sua sintonia.
Essas emanações são filtradas pelo sistema cerebral, e o Doutrinador emite sua doutrina, isto é, fala, pensa, escreve, cura, consola e executa sua tarefa Mediúnica.
Esse é o sentido amplo da doutrina. Ela não é, apenas, um conjunto de palavras bem articuladas e com boa construção literária. Também, não é simples pensamento bem elaborado, representando ideias precisas. É, essencialmente, emissão de energia positiva, que tanto pode se manifestar por palavras como pela aplicação das mãos, pelo olhar e até pelo simples pensamento dirigido.
Essa realidade do Doutrinador tem algumas implicações que não podem passar desapercebidas: 1º) O fenómeno existe e funciona, mesmo que o Doutrinador nato não saiba disso; 2º) a emissão fluídica tanto pode ser positiva como negativa, na dependência do campo de sintonia do Doutrinador. Nos estados de ira, de cólera, de angústia, de medo ou de ansiedade, a polarização das forças é, essencialmente, dos plexos nervosos. Nesse caso, os chakras se fecham, e a pessoa entra em curto-circuito, que pode produzir resultados funestos. O sangue que aflui ao cérebro se carrega de partículas tóxicas e produz descargas em todo o organismo. O médium Doutrinador não desenvolvido é um candidato natural à apoplexia, aos enfartes e derrames.
Pelas razões expostas acima, o Doutrinador é o médium por excelência, o intermediário entre os planos e o responsável pelo fenómeno mediúnico. Sem a presença de seu ectoplasma, é difícil a realização do processo, no qual ele actua como catalisador.
A manifestação de sua mediunidade é feita través da sua psique normal e esse fato inspira confiança, em virtude da plena responsabilidade em quaisquer circunstâncias. O Doutrinador não sente arrepios, perdas de consciência, nem tem descontroles emocionais, comuns em outros médiuns.
O desconhecimento desse tipo de mediunidade leva a considerar o Doutrinador como um ser humano que não tivesse mediunidade, atitude essa que tem tirado a oportunidade de realização a muitos.
Por outro lado, a tentativa de desenvolvimento da mediunidade de um Doutrinador nato pelos plexos inferiores, leva a complicações de consequências imprevisíveis.
A memória transcendental estabelece, para o ser humano, o momento para cada etapa fundamental de sua trajectória. O exercício da mediunidade tem um tempo certo para começar. Quando essa cronologia não é observada a Natureza põe em funcionamento os sinais de alarme. Estes aumentam de intensidade na proporção em que não são atendidos.
Nesse ponto, torna-se necessário lembrar ao leitor que o exercício da mediunidade não é feito apenas no Espiritismo. Se assim fosse, o mundo seria habitado somente por desequilibrados. Mas, por outro lado, apenas a vida comum, o mundo da personalidade transitória, não satisfaz às demandas mediúnicas. Isso explica, em parte, a busca eterna da realização religiosa, política ou idealista. O ser humano sempre precisa de algo além da sua simples sobrevivência. O Mediunismo se apresenta, actualmente, como a solução mais objectiva.
O Doutrinador potencial, quando se apresenta ao grupo mediúnico, demonstra, em geral, ter a vida desequilibrada e ser dominado pela angústia, pela descrença, agressividade ou passividade excessiva.
Fisicamente, queixa-se de dores de cabeça, distúrbios digestivos e incómodos cardíacos. De modo geral, esses incómodos cardíacos já foram objecto de cuidados médicos e desanimaram o clínico pela falta de causas definidas.
Submete-se, então, o paciente a um trabalho mediúnico, em que haja absorção do ectoplasma excedente no organismo. A melhora quase instantânea é a melhor prova de que estamos na presença de um Doutrinador.
Depois dessa experiência, se ele aceitar a ideia de trabalhar espiritualmente, deve ser submetido ao exercício de sua mediunidade, a começar pelos processos físicos. Durante um período mínimo de três meses, ele deve trabalhar uma ou duas vezes por semana, doutrinando espíritos incorporados, ministrando passes magnéticos e conversando com pacientes que procuram o tratamento espiritual.
Por tendência natural, o Doutrinador tem interesse na cultura intelectual. Tenha escolaridade ou não, ele sempre absorve o aspecto intelectivo do meio em que vive.
Sua apresentação, pois, é cheia de justificativas, explicações e demonstrações de conhecimentos. No seu arrazoado, predomina a análise com tendências ao cerebralismo. Nisso ele revela certo bloqueio à recepção espiritual. O racionalismo excessivo impede o contacto com o transcendente.
A alimentação do intelecto, nesse caso, é somente horizontal, isto é, nutrida, apenas, pelas ideias elaboradas por outros, remodeladas num transformismo contínuo, que nada cria. É uma psique saturada.
Paralelamente à desassimilação ectoplasmática, o médium deve ser submetido a uma confortável desassimilação intelectual. Durante algum tempo, ele deve se abster de leituras, experiências e pesquisas mais sérias; isso irá aguçar sua curiosidade, mas descansará sua mente. Esta, sem o bombardeio das informações formais, começará a sintonizar as antenas com o mundo chákrico e, mais além, com o mundo espiritual.
Nesse período, ele deve receber, apenas, as informações essenciais à técnica da mediunização, um subtil fenómeno da Natureza, mas de fácil alcance. Na vida comum, ele pode ser verificado nos momentos dramáticos, quando os acontecimentos superam o senso comum e o ser humano apela, automaticamente, para o transcendente.
O Mediunismo provê a mediunização por meio de chaves, mantras e o ritual em geral. Em última análise, é um problema de disponibilidade de ectoplasma e de focalização da consciência.
Sem dúvida, o sucesso de um Doutrinador depende de sua capacidade de mediunizar-se. Pela sua própria natureza, ele é um impaciente, e tudo que lhe acontece em torno o incomoda. Tem tendência para dar ordens e organizar as coisas. Gosta de falar, mas não de ouvir, provocando, com isso, reacções desfavoráveis à sua actividade.
No estado normal, sob o domínio da personalidade, ele manifesta seu temperamento, sua cultura e seus preconceitos, nem sempre agradando.
Ao mediunizar-se, porém, ele entra em sintonia com seu espírito, portador da experiência milenar, e com o plano em que se acha. Seus Guias encontram acesso à sua psique e, através dela, trazem suas vibrações benéficas ao ambiente, no verdadeiro exercício da mediunidade.
Como vimos até aqui, a mediunidade de doutrina revela as maiores possibilidades do ser humano, podendo, sem medo, se atribuir a ela as grandes conquistas da Humanidade.
Se pensarmos em termos da iluminação intelectual, mediante o processo mediúnico, chegaremos à conclusão de que a revelação mística não é antagónica ao processo científico, e tem sido a base da evolução humana. Com essa reflexão simples, colocaremos as religiões no lugar que lhes compete e partiremos mais tranquilos ao encontro do nosso futuro.
Qualquer ser humano, por modesto que seja em seu mecanismo intelectual, pode ser o portador da experiência transcendente. Basta, para isso, que se disponha a servir o seu próximo nas normas evangélicas e conheça as técnicas do Mediunismo.

Trino Tumuchy – Mário Sassi

Plexos (Acervo Tumarã)

Plexos são os pontos onde os nervos se cruzam, os terminais dos feixes nervosos que secomunicam com os chakras e por onde emitimos e recebemos as vibrações energéticas. No nosso corpo, o mais ativo é o plexo solar, situado um pouco acima do estômago, que capta e emite a maior carga de ectoplasma, embora essa ação se desenvolva em maior ou menor intensidade em todos os chakras e, por conseguinte, plexos de nosso corpo. O Homem compreende três grandes plexos: o plexo físico – o corpo; o microplexo – a alma; e o macroplexo – o perispírito, todos vistos separadamente neste trabalho. Quando está harmonizado e em seu constante desenvolvimento, o médium começa a perceber o mecanismo de seus plexos, que é individual e de acordo com seu nível vibracional, passando a clarear sua mente, a ter sensações agradáveis, sentindo-se mais alegre e mais leve, com aumento de seu potencial energético. Pelos plexos se fazem as comunicações do corpo com o espírito, de forma sutil, pois não se podem definir nem estabelecer claramente as fronteiras entre os três plexos – corpo, alma e perispírito.

Observações Tumarã – José Carlos

Está é a hora precisa de nossas vidas – Adjunto Adelano

Salve Deus!
O caráter livre da Doutrina do Amanhecer deixa para seus adeptos a difícil condição de lidar com o livre arbítrio e a consequente luta com sua própria consciência.
Segundo nossa Clarividente, são mestres ensinando a mestres e como é uma via de mão dupla , Mestres aprendendo com Mestres. Porém, vez por outra, nos deparamos com os valores humanos ou do plexo físico. Isso se deve a nossa condição de encarnados e somos regidos institucionalizados pela lei da personalidade,da pisque ou psicossoma, então chegamos a conclusão que a Doutrina do Amanhecer é um conjunto de leis, rituais , mantras que tem um cunho puramente espiritual e essas não são regidas pelas leis humanas mas, por outro lado, seus executores e protagonizadores são também cidadãos que obedecem as leis sociais e cívicas que provem de nossos governantes. O grande desafio é estabelecer uma linha divisória real entre os valores espirituais e os humanos muito embora, há uma frase que nos coloca em um posicionamento delicado “O que ligares na terra será ligado no céu, assim como o Pai Nosso nos fala que “assim na terra como no céu”
Dentre os valores em nossa doutrina que nunca foram ou tiveram sua regulação e ação dirigida pelos valores jurídicos humanos são os rituais e as classificações e as consagrações, dessa forma nessa ação Tia Neiva colocou as heranças transcendentais como indicadores dessas classificações, já que elas influem na direção e instrução dos novos participantes que iriam chegar.
Muito embora Tia Neiva não tenha deixada uma forma ou linha clara na sucessão e administração espiritual da doutrina, ficando majoritariamente o Doutrinador como indicativo de sua substituição na direção da doutrina e que na verdade no atual quadro, não há uma administração central ou única, que cada templo tem seu Adjunto Presidente e este, age de conformidade com seus ensinamentos e sua consciência, mas essa forma de governo contraria o espirito de unificação contido em alguns cantos de nossos veteranos Mestres e também o fato que não iremos para a origem enquanto o ultimo componente da tribo estiver disperso.
Trafegamos entre duas linhas delicadas e bastante importante para o exercício desse sacerdócio que é religiosidade e a divindade.
Sabemos de nossos ancestrais os Equitumans que chegaram em suas naves, do transporte de espíritos migrando por casas transitórias, rodoviárias espaciais que nos leva ao principio evolutivo dos seres ou seja, somos assistidos por individualidades evoluídas , que detem um nível de inteligência bem maior que o nosso, essa evolução os condiciona a nos auxiliar e por serem superiores desse principio evolutivo nos os divinizamos.
Por outro lado,a reencarnação nos leva ao caminhos da expiação, dos fenômenos extra sensoriais , Individualidades que trabalham porções de nossas energias, sejam elas contidas nos seres vivos a chamada ectoplasmia , magnético animal que é uma espécie de combustível que quando utilizado por esses “Mentores” tem a capacidade de mudar a constituição celular e sua química, e essa passa por uma transmutação molecular agindo puramente no campo da energia que Tia Neiva as chamavam de “barreiras de som “. O resultante disso é a cura desobsessiva, essa ação se faz por transformação atômica e é a nível intra e extra molecular, onde podemos considerar que nossos rituais precisam ser mantidos sua precisão, essa ação de precisão nos conduz a cabala ou força cabalística. Assim como no tratamento das neoplasias pela bomba de cobalto e por medicação especializada promove a mutação celular ou destruição das células alteradas patologicamente, então a cura desobsessiva age a nível das energias puras contidas em vários elementos como a cromoterapia, forças do sol e da lua,o plexo dos médiuns e em sua multiplicidade mediúnica afastando os agentes causadores ou agressores que nós os classificamos como obsessores e elitrios mudando seu estado mental, mudando a polaridade de sua percepção, dessa formam desapegam dos valores densos , da terra e voltando a sua trajetória original que a evolução do espirito.
Tendo a corrente mestra como agente maior de condução e transformação de energias, nossos templos abrigam, acomoda essa força dando a possibilidade de que em cada hospital, pronto socorro espiritual essa energia possa ser da força e composição do povo daquele templo, pois essa corrente é regida e mantida pela herança transcendental dos médiuns filiados aquela casa.
Em um áudio ela manifesta a preocupação :
_ Meu filho me preocupa o fato de que você estão ficando para tras!

  • E mais, que não estarei junto a vocês quando isso acontecer!
    Outra situação são suas previsões das romarias que iriam nos alcançar porém sentimos que ainda não estamos prontos para abrigar e cuidar de encarnados e desencarnados na proporção citada pela Clarividente…
    Não quem não saiba de suas responsabilidades e que é preciso ser feito, mas muitos são os chamados, poucos são escolhidos e talvez seja a hora de deixar a doutrina voltar e albergar no coração do Doutrinador e do Apará…
    Penso que sim!
    Gilmar
    Adjunto Adelano
    Stembro/2019

Mantras, Chacras e Plexos – Trino Tumuchy

Agora você tem um “Mantra” ou seja, um conjunto de gestos, sons e atitudes que lhe permitem começar a se ligar com seu mundo espiritual. Você canta “Mayanti” e, ao fazer isso, você libera seu “Fluido” ou “Ectoplasma”. Ele vai saindo de sua boca como se fosse uma nuvem invisível e essa fumacinha vai se juntando ao Ectoplasma dos outros Médiuns e ao que já existe no Templo.

Ao mesmo tempo sua “aura” vai ficando mais clara e a “parede” do seu perispírito se torna mais límpida, mais transparente. Seus “Chacras” começam a acordar e você vai recebendo de volta a mesma quantidade de fluido que você está emitindo. Só que o fluido que volta é mais sutil, cheio de vibrações positivas.

Ele atravessa seus “Chacras” e se comunica com seus Plexos nervosos. (Plexos são feixes de nervos, lugares onde os nervos se cruzam).

O maior “Plexo” fica situado na região do estômago, entre este e o peito. Nele você recebe e emite a maior carga de Ectoplasma e é por isso que os Mestres recomendam que você ande com as mãos cruzadas as costas. Com isso você expõe mais o Plexo Solar, esse que fica acima do estômago. Outra parte do Ectoplasma, que está sendo recebido, penetra pelo alto da cabeça, pelo “Chacra” coronário. Na verdade isso pode acontecer com todos seus “Chacras” e, por conseguinte, com todos seus “Plexos”.

Aos poucos, você sente o resultado dessa complexa operação Mediúnica, e você começa a se sentir diferente. Sua mente clareia, você percebe em si mesmo uma excitação tranqüila, uma energia nova, uma certa leveza, uma espécie de alegria.

Na verdade, o que você sente é difícil de ser reproduzido aqui, uma vez que a experiência é só sua, de acordo com você mesmo e com mais ninguém. 
Essa é a experiência do principio da comunicação de seu espírito com você mesmo!

Daqui por diante a cada dia você aperfeiçoa mais sua capacidade de mediunização. Com o tempo e a repetição ela se torna automática, rápida.

A partir da mediunização, você tem pouca coisa a se preocupar, em termos de trabalho mediúnico. Você estando mediunizado os Mentores e os Guias executam o trabalho por seu intermédio e vão lhe creditando os “bônus horas”, isto é, os créditos espirituais que vão saldar suas “dividas” desta ou de outras encarnações.

Trino Tumuchy Mestre Mário Sássi Instruções Práticas – Fascículo 1 Sob os Olhos da Clarividente

Emantrar – Tia Neiva

“(…) E mais uma coisa meus filhos! Quando vocês puderem cantar… O canto se transforma em mantras junto ao seu ectoplasma. É um ectoplasma Crístico que lhe permite fazer seus pedidos enquanto você está cantando os mantras. Sempre que puderem, CANTEM! Nós ionizamos o nosso Templo e deixamos aqui, em haver, quando saímos, tantos mantras do nosso magnético animal extraídos do Sol Interior. Não se esqueçam disto!” Tia Neiva, 27.06.76

Mantras (Acervo Tumarã)

Nas antigas tradições orientais já se sabia que o fundamento de qualquer trabalho mediúnico é o controle e a manipulação da força mediúnica, o que caracteriza a maior ou menor capacidade do médium de se colocar a serviço da espiritualidade. A energia mental alimenta a força mediúnica através de movimentos e sons, normalmente cadenciados e rítmicos, denominados mantras. Na nossa Doutrina, consideramos mantras as orações e preces, como o Pai Nosso – o Mantra Universal -, a Prece de Simiromba e outras, e também alguns hinos, que integram o fascículo “Hinos Mântricos”, e se constituem em vetores energéticos, verdadeiras linhas de força que agem como chaves para as falanges e combinação de energias para a realização de cada tipo de trabalho. Quando fala ou canta um mantra, o médium emite uma carga de ectoplasma.

• “E mais uma coisa, meus filhos: quando vocês puderem cantar… O canto se transforma em mantras junto ao seu ectoplasma. É um ectoplasma crístico que lhe permite fazer seus pedidos enquanto você está cantando os mantras. Sempre que puderem, cantem! Nós ionizamos o nosso Templo e deixamos aqui, em haver, quando saímos, tantos mantras do nosso magnético animal extraídos do Sol Interior. Não se esqueçam disto! (…) Os mantras cantados são como luzes, é um trabalho em louvor Espiritualidade, é como se vocês abrissem uma conta corrente nos Mundos Encantados!…” (Tia Neiva, 27.6.76)

Observações Tumarã – José Silva