Uma grande estrela recebe quem chega, ao Vale do Amanhecer verso da qual se lê: “Filhos! O homem que tentar fugir de sua meta cármica ou juras transcendentais será devorado ou se perderá como um pássaro que tenta voar na escuridão da noite”.
Aos não iniciados, é fácil perder-se nas múltiplas referências do Vale. Há representações de pretos velhos, caboclos, orixás, ciganas, entidades egípcias e orientais. Em destaque, imagens de tia Neiva, que morreu em 1985 e teria sido Cleópatra em outra encarnação; de pai Seta Branca, ali representado como um cacique inca, mas que antes esteve na Terra como Francisco de Assis; e de Jesus Cristo, este que dispensa apresentações, altivo em versão “Caminheiro”. “Não cultuamos o Jesus crucificado para não inspirar olhares de pena”, diz Manuel Silva, 76. Foi ele o responsável por trazer a doutrina, fundada em Brasília, para a Bahia.
O potiguar veio para cá em 1980, seguindo uma orientação de tia Neiva, com quem conviveu de maneira próxima. “Ela dizia que queria falar comigo e me deixava lá no pé dela, vendo os atendimentos. Quando eu fazia que ia embora, ela pedia para eu esperar um pouco mais. Na verdade, não queria me dizer nada, era só para eu ficar ali observando”.
Manuel abriu o primeiro templo em Barreiras em 1980. Três anos depois, veio para Salvador, onde fundou o Templo Jurumê do Amanhecer, que fica em Areia Branca. No final de março, ele viaja para a Itália, para tomar as últimas providências na abertura do templo de lá. A Itália será o sétimo país para onde a doutrina genuinamente brasileira irá se expandir. Ao todo, são cerca de 800 templos, 28 deles na Bahia, cinco em Salvador.
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