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Triplicidade – Kazagrande

Os Três Reinos de minha Natureza; Personalidade e Individualidade; Alma e Espírito; e outros.
Existem alguns conceitos básicos em nossa Doutrina que devem ser claramente compreendidos já nos primeiros passos. Porém, muitos, envolvidos pela rapidez com que desenvolvemos as técnicas doutrinárias, acabam ficando com ideias não muito claras a respeito.
Os Três Reinos de minha Natureza – Consideremos o ser humano encarnado um ser “tríplice”, ou seja, formado por três “plexos”. Para que possamos compreender bem este conceito é necessário analisar separadamente cada um destes três plexos:
O Plexo físico – Este é simples de explicar! É o seu corpo. Pura e simplesmente o corpo que seu espírito ocupa nesta encarnação. Não “é” você, mas faz parte de você. Ele tem um tempo de vida útil que irá se esgotar e morrer, mas você não morre com ele, porque ele apenas é um terço do que o ser humano encarnado representa.
O Plexo Mental – Ou sua Psiquê. Neste ponto é que começam algumas dúvidas, pois normalmente conceituamos que alma e espírito são a mesma coisa, certo? Errado!!! Em nossa Doutrina distinguimos bem “alma”, de “espírito”. Consideramos como “alma” o quê hoje você representa nesta encarnação. O José, João ou Maria… É a sua encarnação atual! Sua Personalidade.
O Plexo Mental é representado pela sua alma. É você hoje, sem considerar outras encarnações. Chamamos “Mental”, porque é controlado pela sua mente, pelos seus desejos e fruto de sua atual experiência. Reflete a maneira como foi criado, os bons e maus princípios que aprendeu nesta vida, e o que pensa e age como reflexo. Ao morrer o Plexo Físico (o corpo), as lembranças de sua mente nesta encarnação (Plexo Mental) irão agregar-se ao seu Plexo Espiritual… Ao seu Espírito. Por tanto, a alma é apenas uma personalidade transitória que agora você está vivendo e registrando em sua mente. Muito diferente do seu Espírito!
O Plexo Espiritual – Considerando que já compreendemos que a alma é apenas “você hoje”, sua personalidade e lembranças de sua vida atual, fica mais fácil compreender a diferença clara quando vamos falar em espírito. O espírito é o seu EU verdadeiro! Este é você! Não é apenas o José, João ou Maria! É a soma de tudo o que você já viveu nesta e nas outras encarnações. Com a morte do corpo, a alma passa a ser apenas uma lembrança a mais na sua memória espiritual. Como espírito, você é a soma de suas muitas passagens por este e outros planos!
O primeiro questionamento neste ponto é sobre o “despertar”. “Quer dizer que quando eu desencarnar vou perder minha personalidade de Kazagrande e imediatamente passar a ser um espírito carregando a lembrança desta última “atuação no palco da vida terrestre”?”
Bem… Cada caso é um caso! Sim, existem aqueles que já estão preparados para recordar de suas outras passagens, quase que de imediato. Mas a maioria precisa de um tempo de adaptação de retorno à sua condição espiritual. Vai desligando-se dos apegos da última passagem e tomando consciência, aos poucos, de sua real condição.
A capacidade de, ao retornar ao mundo espiritual, desprender-se dos apegos materiais da alma e dos desejos do corpo, é que determinam seu tempo de adaptação.
Quanto mais claramente compreendermos que não somos apenas um corpo, ou apenas a personalidade que atualmente vivemos, mais rapidamente poderemos estar em contato com o espírito, grande motivo de nossa mediunização.
Kazagrande
Extraído do livro “Ao Centurião”

Carta: O que é o Apará? Tia Neiva

ALMA LIVRE EVOLUÍDA! é o MESTRE APARÁ, que rompe o véu da Ciência, dos preconceitos, que transporta o transcendente, prescruta a alma, descreve com clareza e precisão. Quando mais simples, mais perfeito exemplo de amor do extrasensorial; cientista, se expande com fenômenos inexplicáveis dos surdos e mudos. É também a dor para os que desejam prova. É mais verdadeiro do que pensamos, pois o mundo é o seu cenário, onde desenrola os dramas da vida e da morte. Quando desejo explicar na minha clarividência, surge um foco diferente: é fenômeno especial.
Cada APARÁ é um ator diferente que exige seu cenário de acordo com o seu padrão. Com o auxílio de minha clarividência, vai além do impossível, o que não pode ser descoberto. Sua maravilha e distinção é que o APARÁ não dipõe de sua inteligência, vê-se tudo por natureza. Além, está impossível, muito menos descobrir, nem sequer pode ser pressentido pela inteligência, mesmo sendo a mais perspicaz servida por microscópio. Perfeito, constituído como é o APARÁ até agora.
SALVE DEUS MEU FILHO APARÁ, fui atpe onde me era possível, até onde me era possível, onde minha pobre analogia pode chegar, prevendo outras buscas de Evolução. Alma humana que provém de seitas ou de escolas, somente Castro Alves nos recorda com a figura do magestoso “NAVIO NEGREIRO”, que entre mil versos diz:

_ Auriverde pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas de esperança.

Era um sonho dandesco… O tombadilho,
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…

Um de raiva delira, outro enlouquece…
Outro, que de martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

Foi então que neste quadro dantesco de dor, apareceu a figura de Nossa Senhora Da Conceição “APARÁ”; compadecia, chegava sutil e falava naquela era sofrida aqueles que por Deus ali estavam, sem carinho, sem esperança e sem amor. APARÁ, APARÁ; era como a chamavam. Ela manifestava entre eles dando força, soprando suas feridas. APARÁ! Hoje és na tradição deste exemplo, deste amor.
APARÁ, MEU FILHO APARÁ! Não esqueças, que outrora, na dor, Nossa Senhora Apará dos poderes infinitos, nunca ensinou a ira; muito menos a vingança ou riqueza, e sim humildade, a tolerância e o amor.
É tudo, filho querido do meu coração, que na tua graça singular é a história que ficou. Os teus poderes são todos os que disse, este pouco que pude dizer.

Com carinho, a tua Mãe em Cristo Tia Neiva
Vale do Amanhecer