Tudo é Doutrina, ou nem tudo é Doutrina – Kazagrande

A empolgação inicial dos que encontram a Doutrina do Amanhecer é natural. Descortina-se um véu de explicações que julgavam ocultas e abrem-se oportunidades de praticar o bem além de tudo que se podia imaginar.
Muitos iniciantes perdem-se nesta empolgação e mergulham no fanatismo, julgando que tudo pode ser resolvido com um “Obatalá” ou uma mensagem dos céus. A situação piora quando encontram, e escutam, algum veterano deste fanatismo.
Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!
Sim, a Doutrina explica e abre nossa mente para verdades espirituais e apresenta a oportunidade de compreender melhor o mundo em que vivemos. A Doutrina nos torna (ou deve tornar-nos) mais tolerantes, mais compreensivos, permitindo olhar a vida além dos aspectos materiais e das necessidades básicas do ser humano.
Porém, cada um é responsável exclusivamente pela sua jornada! Todos temos o livre-arbítrio e podemos decidir que caminhos trilhar, ou quais opções podem ser consideradas. Logo, de nada adianta pensar em consertar o mundo querendo esclarecer os outros da realidade espiritual. É preciso que cada um trilhe seu caminho e encontre a sua verdade, o seu caráter e a sua própria evolução. Nosso papel é encaminhar espíritos! Estes já não possuem mais o corpo físico e suas possibilidades são limitadas à condução do padrão mental que os envolve. Um espírito sempre estará onde seu padrão mental o conduzir. Por este motivo somente chegam ao templo aqueles que demonstram alguma chance de recuperação breve e real.
Interferir na caminhada de outras pessoas, ou mesmo espíritos, é chamar para si uma responsabilidade, um karma, que não temos como mensurar se realmente temos conduções de assumir.
Interferimos na vida das pessoas (encarnadas) quando tentamos forçar uma compreensão, tentamos arrastá-las para o templo, ou quando mergulhamos em discussões improfícuas sobre religião. Não somos religiosos! Somos missionários na condição de cientistas espirituais, ou seja, aqueles que podem explicar para quem vem nos procurar, mas não para sair por aí buscando adeptos. Quem tem que chegar, chegará na hora certa, sempre.
Interferimos na caminhada de um espírito quando, usando nosso conhecimento e a força de nossas consagrações, para trazer “na marra” um espírito que ainda não está preparado, ou que não atingiu o merecimento, alguém que não “estava na fila”. Como assim? Quando decidimos resolver um problema espiritual, nosso ou de alguém, “mandando” nossos Mentores trazerem tal espírito para ser doutrinado, ou encaminhado. Pelas nossas consagrações, ou pelos nossos bônus, os Mentores atendem, mas a responsabilidade do que for acontecer é nossa.
Um pequeno exemplo: Um doutrinador que, ao terminar a doutrina, antes do Obatalá, sempre registrava “você será encaminhado às casas transitórias de São Francisco de Assis”… Certa vez, em um trabalho de tronos, Vovô Indú o alertou:

  • Meu filho, este espírito que você com tanta perfeição encaminhou quer ir para onde você prometeu.
  • Graças a Deus, Vovô. Então tudo correu bem?
  • Mais ou menos, meu filho. Ele não tem bônus para chegar tão longe, tão rápido. Seria encaminhado para os primeiros socorros em tendas formadas no limite da primeira dimensão antes do etérico.
  • E ele foi para lá então?
  • Não, ele foi para onde você registrou e ele cobrou.
  • Mas ele não tinha bônus, como foi isso então, vovô?
  • Oras… Ele usou seus bônus, foi você que prometeu.
    Salve Deus!
    Kazagrande

Com medo dos Tronos – Kazagrande

A insegurança para trabalhar nos Tronos sempre permeia a mente daqueles que sente o tamanho da responsabilidade em tratar com vidas humanas. É perfeitamente normal sentir isso. Não se preocupem, pois, por mais experiente que seja o médium, ao entrar nos Tronos, sempre sente o peso desta responsabilidade.
Procure um médium que conheça, ou mesmo um dos antigos instrutores, e peça para que lhe acompanhe. Manipule a energia de seus Mentores e quando sentir a segurança, comece a atender os pacientes. Caso não se sinta a vontade, encerre o trabalho! O importante é manipular a energia da Luz, e não apenas dos sofredores na Mesa. Ir para a Mesa é prestar a caridade e com certeza a maior de nossas missões, porém, é importante estar em contato direto com nossos Pretos Velhos. Eles trazem a necessária segurança e também as intuições para sua vida emocional e material.
Os problemas emocionais que se transformam também em dramas da vida física, poderão ser amenizados, se estiver em maior contato com seus mentores. Nos momentos precisos sentirá a presença deles lhe intuindo, por isso é preciso se “acostumar” com esta energia.
Parar de “ir ao templo” necessariamente não quer dizer “deixar a Doutrina”. A Doutrina está em seu coração e é dele que a compreensão e o amor não podem se afastar. Agora, afastar a doutrina do coração irá fazer com que o desequilíbrio entre material, emocional e espiritual se agrave.
Somos médiuns! Ninguém é médium por acaso… Temos uma missão e ela precisa ser cumprida por um clamor de nosso próprio espírito! Se não encontra na Doutrina do Amanhecer a realização que procura, deverá ligar-se de imediato a outro lugar! Não importa qual… O mais importante, para seu espírito, é que cumpra a missão de prestar a caridade e buscar a evolução.
Os problemas em nossas vidas são para todos… Fazem parte de nossa escola evolutiva! É preciso identificar as origens e quais são as mudanças de comportamento que cada lição da vida nos apresenta, e exige.
Todos desejam o mesmo… Querem Paz! Mas a Paz somente nos alcançará se o equilíbrio de nossos três plexos se concretizar. Somos seres tríplices! Físicos, mentais e espirituais. Equilibrando estes reinos que nos habitam, nenhum problema será maior do que a paz que encontramos.
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Minha “Doutrina” – Kazagrande

A doutrina que eu sigo chama-se “Doutrina do Amanhecer”. É auspiciada pela Corrente Indiana do Espaço e foi trazida diretamente dos Planos Espirituais pela Clarividente Tia Neiva, em conjunto com Pai Seta Branca!
Pai Seta Branca é um espírito de Alta Hierarquia espiritual. Comprovadamente foi São Francisco de Assis e um Cacique Tupinambá que viveu na região onde hoje está o oriente boliviano, e semeou a paz entre invasores e invadidos.
Tia Neiva entregou seus olhos à verdade e renovava todos os dias seu juramento, pedindo a Jesus que os arrancasse se estivesse fora de suas Leis. Trouxe à luz do conhecimento humano a mediunidade do Doutrinador, que até então sofria por não ter sua compreensão.
Sou um Doutrinador! Fiz um juramento também! Meu juramento, no Castelo de Iniciação, foi perante Pai Seta Branca. Houve homens como testemunhas, mas eram apenas testemunhas.
Jurei: “O gume desta espada apontada a meu peito é a demonstração viva do que te posso dar! Fira-me se meu pensamento afastar-se de Ti”.
Sim, já errei, bastante! Também demorei bastante para entender a essência desta Doutrina que salvou minha encarnação!
Por isso sempre lutei pelo esclarecimento, semeei o conhecimento que posso ter adquirido e que demorei para poder compreender. Por isso escrevo de maneira mais simples e sem o tradicional linguajar culto das escritas espiritualistas.
Está é a minha Doutrina, esta é a minha jornada!
Escrever é a pequena missão que por ora me é confiada e com isso sou feliz! Não preciso do poder temporal. Aprendi duramente que o orgulho e a vaidade são irmãos do poder.
Embora a Doutrina não apresente um “código moral” que interfira em sua vida pessoal, o conhecimento dos princípios Crísticos nos dá um norte traduzido em três palavras: Amor, Humildade e Tolerância.
Amor: Amor incondicional! Que determina nossa capacidade de amar sem cobranças, sem impor condições para que nosso amor seja distribuído pela humanidade. “Amar ao anjo e ao demônio, porém sabendo distinguir as duas forças”. “Ser manso como a pomba e sagaz como a serpente”.
Humildade: Humildade de tratamento! Conquistar pelo comportamento e não pelas imposições. Jamais humilhar a ninguém, e tão pouco permitir ser humilhado. Ser humilde é saber tratar o próximo.
Tolerância: Tolerância de convivência! Convivência! Não conivência!
Nossas reações à injustiça, aos desmandos, às humilhações, deverão sempre estar pautadas pela análise dos segredos que desvendamos no convívio com a Espiritualidade. Observamos sempre os dois lados: físico e espiritual! Somente com a precisão do conhecimento dos planos que interagem nos Karmas é que podemos ter a medida certa de nossas reações.
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“Nada do que provém da luz é inútil!” Kazagrande

Sempre insisto muito com esta frase pelo fato de ser uma verdadeira “chave” para desmistificação. Uma entidade, uma intuição, uma comunicação, somente será proveniente da Luz, se efetivamente trouxer algo bom e produtivo.
Infelizmente existem os médiuns que levam os desejos de sua personalidade para um trabalho espiritual, onde somente a Individualidade deveria permanecer, e com isso apresentam perguntas desprovidas de real valor espiritual para um missionário interessado em cumprir sua missão de auxiliar aos menos esclarecidos e encaminhar nossos irmãozinhos.
Vamos refletir com clareza sobre a necessidade de interrogar uma Entidade sobre encarnações passadas, por exemplo. Primeiramente, sabemos que tivemos a bênção do esquecimento, provida por Deus, pela necessidade de estarmos livres de preconceitos, em uma nova jornada e para não nos prendermos às tristes lembranças de um passado onde falhamos por não saber amar.
Especular sobre este assunto é uma grande falta de preparo para quem assume uma missão a ser cumprida na Individualidade. É mais do que isso, é uma total insensatez! Querer saber se foi rei ou rainha, comandante ou princesa, se teve riquezas, reajustes com histórias dignas de virar filmes… Salve Deus!
Qual a utilidade? Se houver alguma, a informação chegará em uma hora precisa e sem a necessidade de qualquer pergunta a respeito. Por vezes, em um reajuste pesado, nossos Mentores consideram que poderá ser de valia se você tiver consciência que passa pela situação, em função de um passado vivido e que pode lhe ajudar a aceitar o presente. Mas, isso chega naturalmente, sem perguntas, sem forçar!
Insistir com questionamentos infantis é buscar a mistificação! Pensemos em como fica o médium incorporado ao “ouvir” este tipo de questionamento. Por vezes a Entidade até “vislumbra” o passado do inquiridor, mas sabe que de nada valerá expor a situação de um passado esquecido pelo amor de Deus! E o médium, acuado pela insistência das perguntas, por vezes acaba “soltando” o quê não deve, ou até mesmo mistificando uma comunicação.
Não posso crer que seja tão difícil compreender que ao entrarmos no Templo uniformizados, não somos mais o José, ou a Maria! Somos “o nosso espírito”, dotado de uma experiência transcendental e que está ali somente para servir! Para se doar!
Do contrário, será apenas um paciente de uniforme! Paciente pode tudo, pode perguntar o que quiser, chorar todas as suas mazelas e receber o consolo e apoio pela emanação das Entidades. Sabemos que JAMAIS uma Entidade de Luz proverá o que não seja verdadeiramente útil.
Impensados doutrinadores com perguntas pessoais, tomando o tempo de atendimento dos necessitados, ou vaidosos aparás com “historinhas” de encarnação e vidências sem qualquer aproveitamento útil, não passam de pacientes de uniforme!
É hora de avaliar nossa conduta! De sentir nossa missão! É hora de compreender que quando vamos ao Templo, vamos para servir, e não para ser servidos ou manifestar nossos pensamentos pessoais. Do contrário, é melhor continuar como paciente. O médium que assume sua missão, é aquele que compreende que tem o quê fazer pelos outros, e coloca sua missão acima de seus desejos pessoais. Coloca seu uniforme para abandonar a personalidade e identificar-se perante a Espiritualidade como Servidor da Luz.
Havendo necessidade, a mensagem chegará! Nos Tronos, em um Alabá, em um Angical… Sem precisar perguntar, sem forçar, apenas porque nossos Mentores sabem nossas reais necessidades, e, no momento em que estivermos preparados, e houver utilidade, tomaremos conhecimento do que nos é proveitoso.
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Aduladores – Kazagrande

A Luz, lançada por Tia Neiva para o esclarecimento das mediunidades, devidamente sintetizada por Mário Sassi, não deve ficar circunscrita aos veteranos, ou aos que se dizem veteranos, pois “tempo de doutrina” nunca caracterizou evolução e conhecimento.
É preciso expandir o conhecimento, aprender a explicar de maneira simples, sem ser simplificada, a beleza da compreensão dos fatores energéticos que nos envolvem. Entender sobre as reais diferenças fisio-bio-espirituais de cada mediunidade; as características e usos da mão de força; as possiblidades de progresso real na caminhada física pelo simples entendimento, e aplicação, dos comportamentos necessários para atrair o bom e produtivo para nossas vidas.
Alguns, ainda perdidos em suas vaidades, mergulham nas frustrações e acabam se dedicando a colecionar títulos dados fisicamente, que raramente são “avinhados” no plano espiritual. Dezenas de irmãos nossos relatam suas decepções ao desencarnar e perceber que mal possuem o direito de carregar um jaleco branco.
Na verdade, o entendimento e aplicação do conhecimento é que nos liberta e evolui. Não basta escrever textos adorando encarnados com a vaidade travestida de sabedoria. É preciso escrever sobre essências. Não basta escrever memórias de um passado que foi, é preciso semear um futuro de despertar de consciências para os que chegam até nós e igualmente, com o mesmo amor, para aqueles que nos deixam! Pois se levarem alguma pequena semente de sua passagem pelo Vale, já existirá a chance dela um dia germinar… E quantos eu conheci assim.
Nossa maior força deve residir nos exemplos de nossa caminhada. “Adulações” eloquentes em nada contribuem. Tenho certeza absoluta de que nossos Mentores se sentem muito mais gratificados ao perceber alguma atitude de verdadeira caridade, do que quando os elogiamos. Enaltecer a “parte boa” da jornada dos outros é semear vaidades. O enaltecimento de encarnados, ou de recém-desencarnados, não serve a nada e nem a ninguém. Enaltecimento é diferente de reconhecimento, que pode ser sincero e contido.
Por isso sempre peço que deixem os agradecimentos para nossos Mentores, sem eles nada faria. Sem eles não poderia refletir sobre a necessidade em abandonar o comodismo e dedicar horas ao esclarecimento dos que me procuram. Por isso o mérito caberá sempre a eles.
Kazagrande
*ADULADORES – Aqueles que, de modo servil, elogiam em excesso; bajuladores, que gostam de lisonjear.

Ser ou possuir, haverá equilíbrio? Kazagrande

Muitas vezes escrevi sobre prosperidade, sempre com o intuito de dividir experiências que permitiram que eu vivesse esta prosperidade, entendendo que Deus é a fonte universal e que tudo, absolutamente tudo, nos conecta, fazendo com que nossas vibrações atraiam o que temos e o que somos.
Tia Neiva, na vanguarda das descobertas quânticas, alertava que “nosso padrão vibratório é nossa sentença”. O dia em que verdadeiramente entendi o sentido da atração vibracional, nunca, nunca nada mais me faltou. Vou mais longe: Nunca deixei de fazer o que desejava.
Claro que passei dificuldades, inerentes ao karma pessoal, ou a alguns pensamentos estúpidos que, sem perceber, acabamos dando alguma força e que interrompem o fluxo energético. Porém, ao perceber os bloqueios, pude seguir em frente na busca de novas conquistas.
Vejo alguns, que até gostaria de nominar, que entenderam a mesma essência universal e seguem progredindo, mas, infelizmente, a imensa maioria ainda se debate entre o que são e o que possuem.
Vivemos em um mundo onde o “possuir” é altamente valorizado. A maioria das pessoas valoriza, ou não valoriza, umas às outras, com base no que a outra possui, sem perceber a essência de sua existência. Em um mundo dominado por governos materialistas, o espírito ainda não foi suficientemente desenvolvido, e a maioria das pessoas dedicou suas vidas inteiras para acumular dinheiro e riqueza material.
Desde muito cedo, as crianças estão acostumadas a ter o que desejam. Eles começaram a valorizar a aparência de seus amigos. O que aconteceu é que, sem reserva moral suficiente, muitas pessoas se tornam verdadeiros escravos da posse material e muitas vezes escravizam outros para alcançar seus objetivos, tornando a riqueza material a grande conquista da humanidade em suas inúmeras viagens pela Terra.
Não há dúvidas de que o desenvolvimento material da sociedade é importante, pois melhora a qualidade de vida e incentiva o desenvolvimento da indústria, do comércio, das ciências e das artes. Todas essas conquistas permitem que a humanidade supere os obstáculos básicos à sobrevivência, possibilitando o desenvolvimento de seus aspectos espirituais e morais. A realização é responsabilidade de todos!
O próprio desenvolvimento da família depende de recursos materiais e da sociedade. Porém, a conquista alcançada nunca deve ser mais importante do que a conquista dos valores morais, que orienta o indivíduo a se elevar ao espírito. O risco de possuir, ou adquirir um imóvel, não reside no fato em si, mas na forma como ocorre, e no seu desempenho emocional.
A aquisição de riqueza material não deve ser baseada na ganância ou com o propósito de alcançar status social. A realização material deve ser o resultado de um trabalho decente e contínuo, geralmente baseado em aprendizagem e treinamento.
A conquista material deve proporcionar conforto e equilíbrio para quem a possui, mas nunca deve levar ao desequilíbrio do excesso de propriedade e a um estilo de vida de ostentação e prazer sem fim. Aqueles que acumularam mais riqueza material do que sua dignidade, ou das reais necessidades familiares, têm uma obrigação moral: distribuir sua riqueza de maneira sábia e produtiva.
Compartilhar com os necessitados é nobre, mas, relembrando Tia Neiva, dividir o pão, qualquer um pode fazer em algum momento, é humano! Mas alimentar almas, é Divino, e somente para quem conseguiu suplantar os desejos da matéria.
Tal sobriedade somente o indivíduo, que buscou uma evolução espiritual maior, pode perceber que a riqueza acumulada nas instituições financeiras só se converte em mercadoria para seu próprio uso.
É preciso ter equilíbrio para entender que não são apenas as posses que trazem a dita felicidade aqui na Terra. A felicidade não depende do que a pessoa possui, mas é cultivada internamente por uma pessoa em amor sincero, infinito e simples.
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As preferência dos outros – Kazagrande

Uma das grandes dificuldades que encontramos para exercitar nossa tolerância é compreender as preferências dos outros.
As pessoas ao nosso redor, por mais próximas que sejam, possuem suas próprias prioridades e não temos o direito de julgar fúteis ou tentar “enfiar” em suas cabeças as nossas preferências, por mais que pareça claro, aos nossos olhos, que deveriam ter uma atitude diferente.
Não podemos avaliar seus pensamentos, devemos apenas aceitar o nível de compreensão que cada um possui. Claro que ACEITAR, ou apenas COMPREENDER, ainda É MUITO DIFERENTE DE CONCORDAR!
Podemos discordar, considerar que tudo poderia ser diferente, mas temos, pela nossa consciência, a obrigação de compreender as diferenças nas preferências de cada um. Aquilo considerado fútil para nós, pode ser verdadeiramente importante para o outro, e ponto! Se é importante para a pessoa?! Devemos respeitar!
Às vezes isso é muito difícil… Pois agiríamos de maneira completamente diferente, falaríamos, sentiríamos…, mas, cada um é cada um, e sequer podemos exigir que sejamos compreendidos. Compreender antes de ser compreendido! Esta é a máxima.
Evolução não é algo que podemos impor aos outros com nossas palavras e justificativas. Não mudaremos seus pensamentos e convicções por conta de nossos discursos e justificativas. A evolução é muito individual, e tão particular que sequer podemos avaliar quem é mais evoluído: se nós com nossas certezas e boas intenções, ou o outro com seus rompantes, que também são certezas pessoais.
Nos magoamos inutilmente por acreditar que os outros poderiam pensar ou agir de maneira diferente, principalmente quando estamos diretamente envolvidos. A grande verdade é que não podemos exigir que compreendam nossas mágoas… Não podemos querer mudar os outros, mas sempre podemos avaliar se somos nós os que podem ser mudados!
Recordemos sempre que o sofrimento é uma escolha e que qualquer mágoa inicial pode ser manipulada com a tolerância e a compreensão.
Nem sempre conversar adianta! Pois na maioria das discussões um dos lados tenta prevalecer, e quando existe mágoa, esta mágoa não poderá ser sanada com a imposição das ideias ou justificativas dos fatos. Mágoa é sentimento, e sentimento não some por conta de um bom discurso.
Respeitemos os outros! Vamos procurar nos magoar menos, e principalmente buscar a compreensão (mesmo sem a concordância) para não mantermos a mágoa e transformá-la em ressentimento.
Kazagrande

O destino de um Elítrio – Kazagrande

O destino de um espírito que foi reduzido à forma de elítrio (ovóide) não pode ser definido genericamente, pois, independente da atual situação em que se encontra, ele possui toda uma trajetória espiritual, que o conduziu a tal forma. O reajuste na forma de elítrio pode acontecer de diversas maneiras, e seu encerramento é que determinará qual seu novo destino.
Podemos exemplificar algumas situações, porém não temos como determinar qual delas, ou se alguma delas, será o novo caminho a ser percorrido por este sofrido espírito.
Entendemos que para um espírito ser reduzido à forma de elítrio, ele deve ter passado por situações muito difíceis, e por que não dizer “cruéis”, provocadas pelo seu algoz (causador da dor que levou aquele espírito à forma de elítrio), que agora deverá receber a devida cobrança. Porém, pelas benções da Espiritualidade, que não poderia permitir uma cobrança insana estendida por diversas encarnações, a vítima, envolta nas mais pesadas vibrações de vingança, acaba sendo recolhida e, passando por uma estufa, é reduzida à forma de elítrio, sendo implantada, com o consentimento do algoz, em seu corpo, para, no momento determinado, iniciar seu processo de cobrança, normalmente por intermédio de enfermidades.
Vejamos alguns casos: O algoz mantém suas condutas erráticas e acelera a cobrança, fazendo com que o elítrio inicie logo seu reajuste, provocando enfermidades e até o desencarne.
Outra situação: O algoz, movido por sua consciência espiritual, procura ter uma vida produtiva, pratica o bem e acaba anulando as vibrações negativas do elítrio, promovendo sua libertação no tempo determinado, sem ter sido muito afetado.
Também pode acontecer, do merecedor da cobrança procurar um auxílio espiritual, em nosso templo, por exemplo, e lá sentir-se tocado pela necessidade em trabalhar espiritualmente. Seus Mentores, ao avaliar todo o quadro, podem concluir que ele será mais útil se for liberto daquela cobrança para melhor servir. Assim promovem a libertação do elítrio.
Um paciente, onde os Mentores verificam que a atuação do elítrio está “além da conta”, também podem encaminhá-lo para a Junção, e pelo poder luminoso do trabalho, ser libertado. Por este motivo só pode passar na Junção os que forem efetivamente recomendados, pois, se passam pelo trabalho sem recomendação e o elítrio acaba sendo libertado “antes do tempo e/ou merecimento”, as consequências podem ser terríveis.
Recordo um caso em que o Comandante, ao ver um paciente em cadeira de rodas saindo da Cura, questionou-lhe se não iria passar na Junção também, e foi colocando-o para dentro sem que ele tivesse obtido a recomendação nos Tronos. Tia Neiva estava no Templo… Em passos rápidos se dirigiu ao comandante e falou:

  • Meu filho, você colocou aquele paciente na cadeira de rodas para a Junção, ele tem um elítrio na coluna que o impede de andar. Se ele passar na Junção irá libertar o elítrio e poderia até voltar a andar.
  • Então fiz uma coisa boa, né Tia?
  • Não meu filho, o objetivo da encarnação dele é reajustar com este elítrio, se remover o elítrio, ele vai desencarnar, porque a encarnação perderá o sentido, agora se vire para tirá-lo de lá!
    Salve Deus!
    Outra situação é quando procuramos um curandeiro que possui o dom para remover os elítrios por pagamento, sem a permissão divina (sim, eles existem). O elítrio, retirado do corpo sem ter completado sua cobrança, ou sem ter sido concluído o reajuste, irá manifestar sua ira com muito mais intensidade ao perceber que sua oportunidade de reequilíbrio foi interrompida. O novo encontro será muito pior!
    Enfim, o destino de um elítrio dependerá sempre de vários fatores. A maneira como foi libertado, ou removido, o grau de reajuste cumprido e a própria trajetória espiritual daquele espírito que, embora inconsciente na forma de elítrio, ainda possui uma individualidade a ser respeitada. Outros fatores ocasionais, como um elítrio removido por magia negra, para ser usado como escravo por espíritos negativos, também poderia ser citado, mas é um tema extenso e digno de outros relatos.
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O tempo perdido – Kazagrande

Uma das grandes mazelas da atualidade é a distração. No dia a dia somos condicionados a procurar formas de “nos distrair” e consequentemente perder o foco de nossa jornada neste plano físico.
Desperdiçamos nosso tempo com muitas bobagens, quase impostas pelas facilidades da tecnologia, e nos tornamos preguiçosos com as coisas verdadeiramente importantes.
Relegamos a um segundo plano a própria família, em troca de momentos em que nossa mente divaga pelas redes sociais inundadas de futilidades, pornografia, violência e tantas outras informações que negativam nossa aura, desperdiçam na inutilidade nosso precioso tempo de encarnação e trazem a presença de irmãozinhos imersos na mesma faixa vibracional.
Não que esteja errado buscar, por alguns instantes, tirar nossa mente do foco de problemas cotidianos, mas é preciso aprender a buscar coisas boas e produtivas mesmo nos momentos de “distração”. Ler artigos interessantes e construtivos, deixar uma mensagem para um amigo, estudar… São igualmente facilidades proporcionadas pela tecnologia atual e que servem como distração para nossos momentos de “pit stop”.
Obviamente não é só na internet que “perdemos tempo na inutilidade”. Desperdiçamos grande parte de nossas vidas com banalidades televisivas e notícias especulativas. Frequentamos lugares que nada somam em nossa evolução e que muitas vezes apenas servem para atrair irmãozinhos sedentos da energia mediúnica que produzimos.
Dormimos demais sempre que possível; comemos até sentir sono; vivemos momentos que deveriam ser de alegria de maneira extremada e insensata que acabam se traduzindo em absoluta perda de tempo.
Não mais hora de brincar! Não vale a pena ficar parado olhando para o céu pensando em que vai fazer… Faça! Pare de ficar se iludindo com as realidades alheias e viva a sua realidade. Cumpra seu papel que livremente assumiu ao encarar esta encarnação.
Siga seu caminho, o “seu caminho!”.
Muitas vezes já ouvimos irmãos que cumpriram seu tempo no plano físico afirmar que o que mais doía não eram os erros cometidos, mas sim o que se deixou de fazer!
Aproveite seus momentos com moderação! Divida e discipline sua vida e seu tempo! “Disciplina, meus filhos!” Não cansam de alertar nossos mentores.
Tenha seu tempo de tv, mas procure algo que lhe faça bem assistir. Navegue pela internet, mas em busca de coisas que sejam boas e produtivas. Frequente lugares que lhe tragam paz e companhias que não gerem ansiedades. Trabalhe sem preguiça! Vá ao Templo pela caridade apenas! Ame sua família com a certeza de que você a escolheu para amar e reajustar!
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A impossível Unificação – Kazagrande

O grande temor de nosso saudoso Trino Tumuchy, Mestre Mário Sassi, companheiro de Tia Neiva, era de que a Doutrina do Amanhecer se transformasse em religião. Não no sentido estrito da palavra, discutido entre “religare” (voltar a ligar), ou “relegere” (reler), dentro da proposição dos etimologistas. Mas no sentido de mergulharmos em dogmas determinados por pretensos líderes.
Tia Neiva também manifestava seu temor de nos transformarmos em “robôs místicos”, presos a uma ritualística, sem emoções, praticada de maneira decorada e sem evoluir.
A Unificação da Doutrina é um sonho distante, para não dizer impossível, mesmo sendo desejada por todos. Sim, todos desejam uma unificação! Mas por que então seria impossível? Entre o povo, aqueles que verdadeiramente compreendem a doutrina, o desejo é puro e, na verdade, nasce como um clamor de ser livre para ir a todos os templos sem preocupar-se com formas de emissão ou ritualísticas diferentes das que aprendeu e pratica. Porém, entre os ditos grandes líderes, a unificação seria muito bem-vinda caso seu poder fosse ampliado e pudessem ditar as suas próprias regras. Justificam sempre “nós fazemos o correto, do jeito que Tia deixou”, ou pior “Tia iria querer/fazer deste jeito aqui”. Traduzindo: Eu sou o dono da verdade! (pensam assim).
A grande verdade é que a doutrina nunca se dividiu, ou teria deixado de ser doutrina (dividiu, não é doutrina – Tia Neiva). A doutrina continua uma só e Pai Seta Branca é o mesmo em todos os templos! Na cabeça e no coração do verdadeiro missionário o que importa é encaminhar espíritos, e pronto!
Aqueles que almejam manter seu poder já não são missionários há muito tempo. Debatem-se em seus karmas pessoais e reavivam o charme pesado de encarnações passadas e perdidas pelos mesmos motivos. “Querem a unificação, mas tem que ser do jeito deles”. Fazem Adjuntos reféns de suas cartilhas, sob pena de não receberem as consagrações que exploram.
Entendo perfeitamente as atitudes, mas não posso compactuar. Já provei isso ao respeitosamente abandonar posições, sem jamais criticar, apenas escrever sobre doutrina e coisas boas e produtivas. Aprendi a amar a missão, mas sem santificar homens encarnados. Compreender não é apoiar. Amar não é concordar com tudo.
A unificação estará sempre presente em nossos corações, embora, provavelmente jamais se concretize no físico. A unificação é espiritual e emocional.
A Doutrina do Amanhecer virou religião? Talvez sim, por seguir os passos de divisão nas interpretações do divino; talvez não, por permanecer na honestidade da maioria absoluta dos médiuns que só procuram praticar o bem e encaminhar espíritos.
Kazagrande

Seja bem-vindo! Divulgação do Vale do Amanhecer e do seu Acervo Doutrinário. A resplandecer desde Dezembro de 2018!

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