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Cruzamento de Correntes – Tia Neiva

Meus filhos, eu quero que vocês evitem freqüentar casas que não são suas, isto é, igrejas e templos de outros princípios doutrinários.

Terreiros!… Evitem, meus filhos, porque, quando chegar a hora, ninguém vai lhe acudir. O terreiro é bom para quem o dirige, para quem é filho dali, é muito bom. Eu não estou desfazendo dos terreiros!

Eu gosto dos terreiros e me dou bem com as pessoas que são de lá – os dirigentes, os médiuns, é tudo muito bacana.

Mas, não fiquem cruzando forças! Vocês vão a um terreiro em busca de acertar as suas vidas materiais. Será que conseguem? Se receberem algo, como será no momento do resgate?
Nas nossas preces, nos nossos trabalhos, vamos pedir por nossa vida material.

Se estiver com alguma carga negativa, trabalhe que se livrará desta corrente. A vida material não precisa nem de trabalho nem de terreiros. Quando estamos assistidos por esta Espiritualidade de Luz, nada nos falta! Salve Deus!
Tia Neiva 21/12/80

1984 Ciclo Iniciático – Pai Seta branca

“1984, Ciclo Iniciático! Data natalícia do triste naufrágio de poderosas civilizações. Santuário perfeito, onde galáxias de todo universo se comunicavam, e o homem dando vazão ao centro nervoso do seu terceiro plexo, recebeu o que era seu, e foi levado pelo seu próprio crepúsculo. Novamente as grandes metrópoles, e os homens desenvolvendo os átomos, a sua própria constituição.” Pai Seta Branca 31/12/1980

Sem vontade de ir ao templo – Kazagrande

Mestre, no templo que frequento tem muita conversa fiada, fofocas desagradáveis, “disse me disse”, intimidade demais para meu gosto. Acabei chegando a um ponto em que nem estou querendo mais ir, mesmo amando nossa Doutrina. Às vezes acho que tem alguma coisa querendo me afastar de lá, não sei o que fazer…

Seu Mário (nosso saudoso Trino Tumuchy) dizia que no Vale a gente não ia encontrar “os bonzinhos”. A grande maioria dos que chegam à Doutrina vem pela dor. E se enfrentavam a dor, é porque existia, ou existem, motivos para tanto. Também há de se considerar que a mediunidade não é um “prêmio” para pessoas especiais, e sim uma oportunidade para os mais endividados sanarem, com maior celeridade, suas dívidas cármicas.

Considerando assim, fica mais fácil compreender por que tantos demoram tanto para “despertar” e se libertar das personalidades ao ir para o Templo.

O Templo é a casa de nossa Individualidade. Despertamos nosso espírito para a missão superior que nos é confiada e não deveria sobrar espaço para as banalidades da personalidade transitória. Porém, envolvidos pela energia dos seus carmas e normalmente de suas “difíceis” vidas cotidianas, mestres e ninfas, com afinidade vibracional compatível, se atraem energeticamente e acabam se unindo em “pequenas rodas de maledicência”, manipulando de forma negativa a energia que deveriam usar exclusivamente para a caridade.

As fofocas surgem sempre pela falta de compreensão, pela ausência de caridade e tolerância, e são o pernicioso alimento de irmãozinhos que deveriam estar sendo encaminhados para uma nova jornada. Por conta deste fortalecimento, através das energias emitidas por médiuns preparados, mas que se envolvem nestas correntes negativas, estes irmãozinhos continuam presos ao etérico e cada vez mais assediam a fonte emissora.

Traduzindo: Quem se envolve nestas “redes de intriga” não progride! Observe atentamente que os participantes destas conversas improdutivas continuam com a própria vida em desequilíbrio. Nunca os fatos transcorrem com naturalidade para estas pessoas! Tudo parece ter algum entrave, coisas simples passam a demorar para se “desenrolar” e uma inveja fica clara em seus olhos.

Estas dificuldades e desequilíbrios acontecem justamente pela energia que atraem e pelo retorno natural da energia que emitem. Ao “falar mal de alguém”, é emitida uma energia, e ela sempre retorna ao seu emissor… A mesma maldade emitida, volta! Mais do que isso: Como somos médiuns, e portanto, uma grande fonte de energia, nossos “irmãozinhos” ficam ao redor esperando e insuflando para que emitam mais desta energia negativa que podem aproveitar. Assim, no dia a dia, passam a nos espreitar, tentando auxiliar a aumentar as dificuldades e a inveja, que naturalmente irão agravar os quadros de maledicência dos mestres e ninfas insensatos que se envolvem nas fofocas.

Afastar-se das “rodinhas de mal-amados” é acima de tudo se proteger!

Médiuns imbuídos de bons sentimentos podem realmente ir deixando de sentir vontade de ir ao Templo devido à observação destas correntes negativas. Porém, creio que nossa obrigação é justamente o contrário. Creio que devemos nos esforçar cada vez mais para que a luz da compreensão resplandeça e atinja mais rapidamente o coração dos insensatos que semeiam a intriga e a discórdia.

Temos uma certeza: a verdade sempre irá prevalecer. A mentira pode reinar nos corações e até nas mentes, mas no espírito está gravada a marca da verdade. E todos, absolutamente todos, ao desencarnar, perdem suas máscaras e serão exatamente o reflexo de seus pensamentos.

Não desanime! Lembre que a Doutrina está em seu coração “o Senhor tem Seu Templo em meu íntimo”… Este é o grande segredo de nossa jornada pela Terra.
Kazagrande

Crises Existenciais – Pai João de Arruanda

É preciso coragem para modificar, para decidir e ousar. A vida, meu filho, só permite a vitória daqueles que ousam. que decidem, que realizam. Quando a crise visita os meus filhos, é que já é hora de modificar alguma coisa. A crise é sentimental? É preciso modificar a visão a respeito de si e do outro e promover as mudanças.

O amor só sobrevive se for alimentado, adubado e regado com carinho, doçura, pequenos gestos; enfim, uma série de coisas aparentemente pequenas, muito importantes para manter a vida sentimental. A crise é econômica? Que tal modificar a forma de gerenciar sua vida, seus negócios e suas próprias aspirações?

A crise, quando se apresenta na área social, é um convite à reavaliação de suas posturas, de sua forma de ver a vida e de seu envolvimento com o mundo e a sociedade. É preciso que as pessoas se sintam apaixonadas. Sem envolvimento. sem apaixonar-se por uma idéia, uma pessoa ou um ideal, a vida parece perder o sabor.

Qualquer crise, meu filho, é uma forma mais direta que a vida encontra de nos dizer que temos de modificar algo ou nós mesmos. Isso não é fácil, eu sei! Mas é possível realizar, os desafios existem para estimular a gente a crescer e encontrar uma saída mais simples, ou para nos empurrar rumo a uma solução que está muitas vezes ao nosso lado o tempo todo. É que a gente se acostuma fácil com a boa-vida e se acomoda.

“Deus ajuda a quem cedo madruga” — esse aforismo popular é um reflexo da mais pura realidade.

É preciso começar cedo a se organizar e procurar soluções. Quando falo em organização, meus filhos acham que é algo difícil de realizar. Mas afirmo que as coisas só são difíceis enquanto você achar que é difícil.

Quando os meus filhos decidirem que é preciso, que é possível, e assim aliarem sua vontade de realização ao conhecimento de sua necessidade, aí será fácil. Reclamar, chorar e adiar decisões não resolve problema algum.

Aliás, meu filho, tem algumas coisinhas que você poderá fazer em benefício próprio. Não adie aquilo que você tem de fazer. Adiar é uma forma de sabotar a si próprio.

Não procure culpados ou culpas, vá atrás de soluções e assuma sua responsabilidade. Aprenda a se organizar e agir.

Meus filhos estão acostumados a reagir e, então, não conquistam a vitória. Choram e lamentam, mas ainda isso é uma reação.

Seja uma pessoa ativa. Em vez de reagir, aja. Uma ação é muito mais inteligente do que uma reação.

É preciso ter coragem para mudar. As crises são o grito da vida nos chamando à modificação.

Pai João de Aruanda

A peneira de Pai João

Venho lhes pedir uma vez mais para que não julguem jamais aos seus irmãos!
Ninguém sabe o quê se passa na consciência de cada um.
Não se pode determinar o certo e o errado apenas pelo que acreditamos ser certo.
Quantas vezes cada um de vocês já mudou de opinião?
Lembrem de vosso passado recente!
Porque se pudessem recordar das outras vidas teriam tanta vergonha que não poderiam enfrentar sequer vossos familiares.
Deus dá o dom do esquecimento para nosso benefício!
Mas também desperta nossa consciência para podermos entender que as falhas do próximo não são diferentes daquilo que ocultamos em nossos pensamentos.
Nosso Amado Jesus falou que não pecamos apenas por ações, mas que nossos pensamentos igualmente nos fazem culpados.
Disse isso porque a cada pensamento uma energia se desprende e vai de encontro aos nossos desafetos, provocando a dor, o mal-estar e por vezes alimentando um cobrador que pode passar a ter forças para provocar uma desgraça.
Meus filhos, não aumentem seus karmas!
Não alimentem vibrações!
Vocês são Iniciados de uma Corrente Fidalga como Neiva dizia, não envergonhem seus mentores com julgamentos sabendo tudo que passa em suas cabecinhas.
Meus filhos, tanto falam na peneira a que me referi há muito tempo…
Uma peneira não é apenas para separar as impurezas, na maioria das vezes separa a matéria mais bruta, que ainda pode ser aproveitada, mas que não está no ponto de passar para uma nova etapa.
Todos estão a caminho e isso é o que mais importa.
Alguns grãos de farinha não passam na peneira porque ainda não foram bem refinados, mas ainda são farinha e ainda serão aproveitados.
Cada um no seu tempo.
Não tem um tempo para a tal peneira acontecer.
Ela já está presente, pois todos já receberam os ensinamentos.
Quem entende e desperta segue para a próxima peneirada, os outros ainda ficam se remoendo com seus destinos kármicos.
Seta Branca afirmou que os restos kármicos seriam prescritos pelo vosso trabalho.
Mas não tem como deixar de lado as dívidas provocadas por sentimentos que ainda não dominaram.
Por isso, meus filhos, abandonem o julgamento, a maledicência, a fomentação de pequenas maldades, recordando sempre que o negativo de hoje será o mal de amanhã.
A energia emitida jamais se perde: ou atinge seu alvo, ou volta para quem emitiu.

Pai João de Enoque

Tia Neiva sobre reclamações

Não me contem, não venham me contar os desatinos dos mestres! Não venham me contar que um mestre bebeu; que um mestre fez trabalhos (em outras linhas); que um mestre deixou a família; que um mestre fez isso ou aquilo… Não venham me contar! Não gosto de saber! Eu sou como uma mãe que recebe reclamações de um filho. Não venham me contar porque, além de eu não ter nada com a vida particular do médium, acho que, também, quem me conta, muito menos. Salve Deus! Não me contem que eu não gosto de saber! Se o mestre está errado para você, que está me contando, ele não está errado para mim, e às vezes você entra em conflito comigo. Vamos cuidar de nossa vida, pois temos grandes fenômenos a realizar!”

(Tia Neiva, 27.6.76)

Espírito Espartano – Tia Neiva

“Eu não peço disciplina, porém, harmonia e dedicação do Espírito Espartano, que sabe marchar para a Vida e para a Morte com o mesmo esclarecimento do espírito da Verdade. Sim, filho, um trabalho bem dirigido na individualidade de uma conduta doutrinária. nos dá a certeza do fenômeno da cura ou do progresso material na individualidade e na vida física. O chakra da Vida exige o equilíbrio da matéria. Sendo assim, nossos Mentores se preocupam com nossas profissões e negócios, na medida do possível.”
Tia Neiva – 28/03/1979

Vida Material – Trino Arakém

“Vamos voltar um pouco atrás e analisar a nossa parte, a nossa caminhada, Tia nos disse: “Meu filho não te preocupes com a tua vida material. Preocupa-te com aqueles que te chamam para o auxílio”. Ela diz assim porque Pai Seta Branca não vai nos dar nada que não for nosso, como também não vai tirar nada do que for nosso. Se nós estivermos caminhando como mestres deste Amanhecer, nossa mãe em Cristo Jesus, hoje tem muito mais condições de nos ajudar do que quando estava na Terra, porque aqui ela estava presa a um corpo pesado e praticamente acabado, destruído pela enfermidade. Hoje, ela tem um corpo astral iluminado e pode atender a todos nós.”

Curso de Reciclagem para Centuriões (1991) – Trino Arakém