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O vale dos Espíritos – Trino Tumuchy

Posições no Vale do Amanhecer

Doutrinas religiosas Não é permitido, aos médiuns da Corrente, fazer críticas ou censuras a quaisquer doutrinas ou religiões. Tanto que, na livraria existente no Vale, são vendidos livros de quaisquer religiões ou doutrinas, selecionados, apenas, pela seriedade com que abordam o problema. O Vale do Amanhecer não é ligado a qualquer organização doutrinária ou religiosa da Terra. Identifica-se com o Espiritismo, pela crença básica na reencarnação. Na verdade, o reencarnacionismo não é privativo do Espiritismo, mas pertence à mais remota tradição iniciática.
Ritual A prática doutrinária dos Templos do Amanhecer é feita mediante rituais, com o uso da imagem, do som, da movimentação, da cor, dos objetos e tudo o mais que tenha sentido ritualístico. Algumas dessas práticas se parecem com usos de outros grupos doutrinários, mas isso é apenas coincidência, sem implicações filiativas. Na verdade, o ritual do Vale é muito original, e apenas se assemelha, em algumas facetas, com rituais conhecidos. Na essência, entretanto, tais rituais têm um sentido às vezes muito diferente.


Pretos Velhos e Caboclos
O Vale só trabalha e aceita auxílio de espíritos que já atingiram o estágio da Luz, que já superaram a faixa cármica, que estão acima do Bem e do Mal, conforme conceito da Terra. Tais espíritos, no Vale chamados de Mentores, se apresentam com as roupagens que proporcionam melhor resultado no seu trabalho através dos médiuns. Por isso, eles usam os “macacões” de Pretos Velhos, ou os “penachos” dos Caboclos. Mesmo assim, esses espíritos dispensam o “personalismo” habitual dessas figuras e jamais interferem no livre arbítrio dos espíritos encarnados. Também não fazem uso de objetos, bebidas, charutos etc., pois seu trabalho é iniciático. A Doutrina do Amanhecer não é Umbanda, Candomblé, Quimbanda, Kardecismo, Induísmo, Teosofia ou Catolicismo. É, apenas, uma Doutrina com sentido universal, com base no Sistema Crístico.


Assistência social
O Vale do Amanhecer não se propõe a fazer serviço social ou de assistência aos pobres. Por isso, sua organização formal é muito simples, não havendo convênios, ambulatórios, escolas e as coisas habituais para esse tipo de trabalho. O Vale proporciona, apenas, assistência espiritual, que dê às pessoas a oportunidade de se reequilibrar e se adaptar ao meio. Também, não tem serviço de internamento de doentes, fazendo apenas exceção ao tratamento em pequena escala do alcoolismo, mediante internamento por períodos curtos. Outra exceção é em relação a menores abandonados, que são aceitos em pequeno número, dentro das possibilidades de um orçamento limitado.
Na verdade, as crianças do Vale – ou “os meus meninos e meninas”, como diz Tia Neiva – são os casos excepcionais, que resultam de algumas consultas ou pedidos pessoais a ela. Ela os considera como seus filhos e sua permanência não se compara aos sistemas de orfanatos habituais. Eles têm as mesmas regalias de quaisquer outros menores, vivem sem regimes rígidos ou coerções de qualquer espécie, e encontram, no Vale, um ambiente físico e social que lhes permite reformular suas personalidades e corrigir seus traumas.


Seres e veículos extraterrestres
A Doutrina do Amanhecer considera o relacionamento interplanetário, entre a Terra e os outros corpos celestes, como coisa natural e própria da mecânica do universo. Através dos milhões de anos, seres e coisas de todos os tipos, concebíveis e inconcebíveis, viajam, chegam até a Terra e dela partem, no que poderia se chamar de “osmose cósmica”, na qual não existe descontinuidade ou vazios.
No presente ciclo, com base na sensatez do Sistema Crístico, traduzido na Escola do Caminho do Mestre Jesus, cujas assertivas não fogem, necessariamente, ao senso comum e à verificação de nossa consciência, o quadro se apresenta assim: existem comunicações entre os espíritos encarnados na Terra (que, nesse caso, poderiam ser chamados “terráqueos”) e espíritos “encarnados” num conjunto planetário, existente no outro lado do Sol. Por razões que ainda não foram convenientemente explicadas, dá-se a esse conjunto o nome de Capela, que é a maior estrela da constelação do Cocheiro, de nossas cartas celestes.
Pela nossa visão do problema, todos os espíritos encarnados na Terra vieram de Capela, e, algum dia, retornarão para aquele mundo. Os Capelinos são físicos, embora não se possa afirmar que sejam da nossa natureza física. Sabemos, apenas, que sua forma é semelhante à nossa, ou melhor, nós nos assemelhamos a eles. Entre Capela e a Terra existem planos intermediários, que também poderiam ser chamados de “lugares” ou “etapas”, da trajetória dos espíritos que vêm ou que vão, nesse percurso entre dois pontos físicos.
Nesses pontos intermediários, os espíritos se revestem de corpos adequados às leis que regem esses planos. Dada à quase impossibilidade da descrição desses estados da matéria espiritual, nós os descrevemos, generalizadamente, de “corpos etéricos” ou “estado etérico”. Conclui-se, então, que os espíritos viajam, mas os seus corpos físicos não. Para os espíritos se deslocarem, eles deixam seus corpos físicos e se revestem de corpos etéricos.
Assim, todos os fenômenos de contatos extraterrestres seriam feitos “em etérico”, cuja organização molecular não é perceptível aos sentidos normais, razão pela qual eles são chamados de “extrasensoriais” ou “paranormais”. O registro, no campo consciencional, das atividades etéricas, é feito de maneira diferente das atividades sensoriais; ele é feito e traduzido para a percepção e elaboração mental de acordo com os dados preexistentes no banco de memória cerebral. Por este fato básico é que as coisas do Céu são concebidas de acordo com as coisas da Terra.
Portanto, não existe coisa mais terráquea do que os discos voadores que, comprovadamente, são vistos. Com isso, voltamos à proposição básica de que “o mundo não é como é e, sim, como nós o vemos”… Nessa tentativa de explicar o que é normalmente inexplicável, deve ser destacado um dado básico: existe um etérico terrestre, sujeito às leis do planeta, dentro dos seus círculos gravitacionais, e o extraetérico, ou seja, as camadas etéricas de Capela.
Aceitando-se o fato de ser Capela o nosso “Céu”, ou destino final, seu etérico seria o mundo espiritual, enquanto o etérico da Terra seria o mundo psicológico, ambos tendo, também, um mundo físico. Por essa razão é que muitos fenômenos considerados extraterrestres deveriam ser encarados, apenas, como extrafísicos. Sabendo-se, como se sabe, das propriedades extraordinárias do ectoplasma, e tendo-se em conta a tendência natural para o antropomorfismo humano, será relativamente fácil de se presumir a existência de fenômenos extrasensoriais que passam por extraterrestres.
Nesse sentido, aqui fica a última posição do Vale do Amanhecer: Se os seres que se apresentam com suas naves forem apenas espíritos da Terra, isto é, espíritos desencarnados que habitam o etérico da Terra, eles são os construtores dessas naves e podem ser vistos e palpados, uma vez que são materiais ou materializados; se, porém, forem seres de Capela, eles serão vistos, apenas, pela visão etérica – também chamada de mediúnica – uma vez que essa é a maneira natural de se relacionarem conosco, maneira essa que não interfere com a Lei da Terra e respeita o livre arbítrio do Homem.
A confusão entre os dois fenômenos apenas existe porque o Homem conhece pouco de si mesmo e sua ciência ainda ser limitada pelo conceito bipolarizado de positivo e negativo, e não sabendo que esses dois pólos se fundem num só, chamado espírito. Eventualmente, e mediante a manipulação de energias mais sutis que o ectoplasma, os Capelinos podem se manifestar fisicamente, como já o fizeram no passado remoto. Esse dispêndio energético, entretanto, não é feito, pelo simples fato de que sua mensagem é transmitida pelo processo mediúnico, como foi dito acima, o qual não dispensa a participação voluntária do Homem, não interferindo, assim, no livre arbítrio. Pelo que nos diz Tia Neiva de seus transportes, as naves de Capela, no Vale do Amanhecer chamadas chalanas ou estufas, são bem diferentes, na forma e na constituição, dos chamados discos voadores.


A Cruz e a Elipse
Ao chegar ao Vale do Amanhecer, logo depois do portão de entrada, o visitante se deparava com uma cruz envolta com um pano branco. Chamada a “Cruz do Cristianismo”, estava plantada ao nível do chão. Logo depois, na porta do Templo do Amanhecer, existe uma elipse de ferro. Na Estrela Candente do Solar dos Médiuns, existe uma igual e outra fixada no alto dum morro. Além da função captadora de energias, a elipse nos traz uma importante mensagem: a evolução do Cristianismo, de sua fase do martírio para sua fase científica. O martírio se relaciona diretamente com o carma, e a necessidade de sua redenção pela dor. Entretanto, já estamos no limiar do próximo milênio, no qual a razão e a atitude científica predominarão sobre a dor e o sofrimento. Esse fato é verificado, experimentalmente, pelos mestres do Vale do Amanhecer.
Mediunidade
Essa atitude científica é que faz com que os médiuns do Vale sejam considerados cientistas espirituais. Isso se tornou possível graças à criação, pela Clarividente Neiva, da figura do Doutrinador. Até então, confundia-se mediunidade com incorporação, fato esse que conceituava de médium somente a pessoa que manifestasse fenômenos visíveis de relacionamento com a outra dimensão. Com a criação do Doutrinador, o médium que trabalha com o sistema nervoso ativo e cujas manifestações mediúnicas se fazem através de sua expressão sensorial normal, essa interpretação da mediunidade tende a desaparecer.
Todos os seres humanos são médiuns, isto é, todos são intermediários entre os diferentes campos vibratórios que compõem o mundo. Existem múltiplas formas de mediunidade, que vão desde o transformismo energético dos alimentos até as mais altas manifestações de sensibilidade espiritual. Faltava, apenas, a demonstração viva do Doutrinador e a admissão de que os planetas e corpos celestes não são apenas o físico denso, concreto e palpável, mas são compostos de várias camadas vibratórias.


Ciência do Homem
A Doutrina do Amanhecer é, apenas, a Doutrina de Jesus adequada aos tempos atuais. Como resultante dessa atualização, ela forma nova perspectiva, uma visão mais objetiva da realidade humana. Para o caro leitor e eventual visitante do Vale do Amanhecer, é importante ter isso em mira, se quiser realmente conhecer o Vale. O conceito trinário do Homem – corpo, alma e espírito – abre, automaticamente, para a Ciência, uma nova possibilidade de interpretação correta dos fenômenos psicológicos.
Na verdade esse conceito é transmitido aos médiuns de forma mais técnica, mais científica, do que a Doutrina apresentada ao visitante ou ao corpo mediúnico em massa. A vida humana é controlada pelos chamados centros coronários, que se localizam na região do umbigo, no plexo solar. Também chamado de sistema coronário, esse núcleo de comando da vida é organizado pelo sistema universal do átomo, tomado nos seus aspectos básicos de três partículas: o ANION, o NEUTRON e o CATION.
O perispírito é o espírito revestido de energia adequada à sua permanência na Terra. A alma é o microcosmo, ou seja, o princípio ativo coordenador, modelador, redutor, que determina o ”estar” do espírito na situação de encarnado. É ela que modifica o estado de “ser” do espírito para a situação de “estar” desse mesmo espírito. Ela é a barreira entre os vários planos vibratórios do SER e que mantém esse SER na posição planejada, que busca, pesquisa, informa e fornece elementos de decisão para o EU, ao mesmo tempo em que estabelece os limites da movimentação do ser humano. É por isso que o centro coronário da alma é portador dos sentidos, da mente, do mecanismo da razão e tem, como base, o sistema nervoso.
O centro coronário do corpo é o mundo da energia condensada, o controlador do quantum físico, o plano da matéria. É ele que determina a Lei Física e regula os aspectos quantitativos e qualitativos da organização celular. Há, portanto, uma lei do espírito e uma lei do corpo, mas é a alma que determina a Lei do Homem. Homem é sinônimo de espírito encarnado. O espírito-ion, ou o espírito ionizado, ou, ainda, o perispírito, age no campo da influência controlado pela alma-neutron ou alma neutronizadora.
O centro coronário espiritual exerce sua ação limitada pelo centro coronário anímico. O mesmo acontece com o corpo-cation ou centro coronário físico, que atende às exigências do centro coronário neutron ou centro coronário da alma. O Homem equilibrado é o que tem seus três centros coronários em harmonia, ou seja, que recebe a proporção exata de influência de cada um dos dois outros centros coronários – do espírito e do corpo – nos limites estabelecidos pelo centro coronário da alma, ou seja, do neutron.


A Ciência do cosmos
“Assim na Terra como no Céu…” nos diz o Pai Nosso. O microcosmos tem a mesma organização do macrocosmos. O sistema atômico tanto se aplica à menor unidade da matéria que se possa conceber, como se aplica à maior unidade, ou seja, o maior concebível, o cosmos, o universo. Na visão astronômica, por exemplo, podemos conceber uma região anion, outra neutron e outra cation. Assim é o relacionamento interplanetário, no qual sempre existe uma zona neutrônica, uma aniônica e outra catiônica, sendo esta última o mundo físico de cada planeta.
Isto nos leva a outra premissa, uma analogia muito plausível: a existência de um espírito, de uma alma e de um corpo da Terra. Temos, assim, um mundo espiritual (anion), um mundo anímico (neutron) e um mundo físico (cation), todos englobados num mundo único, ou seja, a Terra. Se aplicarmos o mesmo princípio aos outros corpos do universo, podemos conceber um relacionamento no plano do espírito, outro no plano da alma e outro no plano físico, cada um regulado pelas suas próprias limitações ou áreas de influência, controladas pelo neutron.
Isso explica a autonomia de cada unidade e, também, o porque não existe relacionamento físico entre os corpos astronômicos físicos, uma vez que não é possível ultrapassar a barreira do neutron. Se, por uma hipótese absurda, se eliminasse o neutron, o anion pulverizaria o cation, e vice-versa, se o cation ultrapassasse a barreira do neutron e atingisse o anion, seria pulverizado, desintegrado por ele. Assim, o espírito chega ao corpo neutronizado, o mesmo acontecendo com o corpo em relação ao espírito. É nossa alma que age, busca, informa e possibilita ao nosso EU as decisões.
Aceito esse princípio, lógico e verificável individualmente, nós temos que admitir, por extrapolação, que nenhuma partícula física, formada no princípio do mundo físico, portanto na Terra física, pode atingir outro mundo físico, a não ser que, depois de neutronizado, tome nova organização, de acordo com esse outro mundo. Isso explica, inclusive, porque os meteoros e meteoritos, se oriundos de outros corpos celestes, chegam à superfície com a mesma composição físico-química da Terra física. Ao penetrarem na zona neutrônica da Terra, eles são desintegrados e se reintegram nas leis da zona catiônica da Terra.
Ou, talvez, sejam os meteoros e meteoritos partículas oriundas da própria Terra física, que se desprendem, atingem os limites neutrônicos, e voltam para sua zona catiônica de origem. Com isso, temos chegado à explicação do fenômeno da desintegração, integração e reintegração. Entretanto, a Lei da Conservação da Matéria nunca foi violada, nem mesmo quando seres extraterrestres, em épocas de vácuos civilizatórios do planeta Terra, aqui chegaram fisicamente.
Eles chegaram, é verdade, mediante o sistema de desintegração, integração e reintegração. Os limites neutrônicos foram sempre obedecidos. Seres extraplanetários aqui na Terra tiveram corpos físicos, mas da física terrena. As diferenças, como no caso dos Equitumans (vide “2.000 – Conjunção de Dois Planos”, Ed. Vale do Amanhecer) foram preestabelecidas a priori, antes da vinda (eles não nasceram como nós outros), de acordo com a época e a missão.


O invisível da Terra
A zona neutrônica da Terra é a fonte das especulações de religiões, filosofias e teologia de todos os tempos. A linguagem mais comum (que no Brasil se usa até mesmo para ironizar estados psicológicos) é se falar em “astral”. Segundo o “Grande Dicionário Etimológico Prosódico”, de Silveira Bueno (Ed. Saraiva, 1963), astral é um adjetivo, espécie de véu que envolve a alma, doutrina de Paracelso retomada pelos espíritas (do Latim, astralis ou astrale – corpus). Paracelso foi um alquimista do Século XV, que estabeleceu certa relação entre partes do organismo humano e os astros, dentre suas várias teorias.
Por outro lado, a palavra astral significa, também, corpos celestes – do Céu. Na qualidade de “um véu que envolve a alma”, pode-se perceber a natureza neutrônica do que chamamos de astral. As divisões que fazemos, de astral superior e astral inferior, ou baixo astral, indicam, somente, as posições entre o núcleo e a periferia do neutron, que é uma energia contrátil e expansiva (forças centrípeta e centrífuga). Da mesma forma que a palavra astral, se usa a palavra etérica, que seria um fluido sutilíssimo (admitido pelos físicos), espalhado por todo o universo (vide o mesmo dicionário).
A similitude com a descrição do neutron é a mesma que a do astral. Por esse motivo, e por uma questão de semântica, consideramos as descrições de planos astrais e planos etéricos úteis para nos servir como adjetivação – maneira de dar nomes, qualificar as coisas – mas, nunca como “coisas”. O principal, porém, é não confundir os planos vibracionais do neutron e do anion, fazendo passar por espiritual o que é apenas invisível.


O Proselitismo
O Vale do Amanhecer é muito rígido nessa questão de proselitismo, evitando, sempre que possível, ter que “vender” suas idéias a respeito de como as pessoas devem se comportar em termos religiosos. É preciso que não se confunda a posição do cliente que apenas vai ai Vale para receber assistência espiritual e, com isso resolve seus problemas, e aquele outro que apresenta uma situação de anormalidade mediúnica.
Esse último está num quadro de patologia mediúnica e precisa, por uma questão de honestidade, ser advertido disso. Nesse caso, ele é aconselhado a se desenvolver onde ele achar melhor, sem que se afaste a possibilidade de isso acontecer no Vale. Isso acontece, entretanto, com apenas meio por cento dos freqüentadores. Uma em cada duzentas pessoas apresenta sintomas de mediunidade aflorada, que precisa de cuidados técnico-mediúnicos.


A Estrela Candente
Esse trabalho ritualístico do Vale do Amanhecer merece uma explicação à parte, uma vez que mais chama a atenção do visitante pela sua originalidade. O conjunto, chamado Solar dos Médiuns, que inclui uma estrela de seis pontas – dois triângulos equiláteros cruzados, invertidos – , é a base física adequada para a manipulação de energias diversas. Cada detalhe ou divisão representa uma linha de força espiritual, todas se reunindo na cerimônia final da Estrela Candente. A base dessa manipulação de forças é o médium em grau de Mestrado, o qual é desenvolvido e iniciado para esse fim.
Toda a cerimônia é executada pelos Mestres Sol (Doutrinadores e Doutrinadoras) e os Mestres Lua (Aparás positivos e negativos). O princípio do ritual, chamado de Consagração, é a concentração. Os mestres, em número mínimo de quatorze pares, se concentram nos bancos, em frente ao Radar de Comando. O Comandante dá início ao ritual. Os Mestres Lua sobem a rampa e aguardam ao lado do Radar. Em seguida, os Mestres Sol sobem a escada e apanham as suas ou os seus Mestres Lua. Descem com eles, segurando as pontas dos dedos.
Todos os pares se juntam atrás dos bancos e, quando todos tiverem terminado o Coroamento (o ato de subir a escada e apanhar o seu par), dão início à Jornada. Sobem a rampa, à esquerda da Cachoeira, e cada par faz sua preparação em frente ao Triângulo da Cachoeira. Passam por trás do Comandante e descem em direção à Estrela. Divididos em partes iguais, os pares se colocam nos Esquifes. O Mestre Sol fica de pé na parte mais baixa do Esquife, e o Mestre Lua senta-se no banquinho de alvenaria ao lado. Os dirigentes se colocam nos dois Tronos, nas pontas dos triângulos: o Mestre Sol na ponta do amarelo e o Mestre Lua na ponta do azul. O Comandante ordena a preparação e todos os Mestres Sol dão as mãos.
Depois, deitam-se nos Esquifes e permanecem alguns minutos, até que se completem os cantos ritualísticos. Depois, fazem a invocação dos espíritos que irão passar naquele trabalho e, em seguida, fazem a entrega deles ao outro plano. Depois isso, os Mestres Lua incorporam as entidades das águas, e fazem a impregnação da Estrela. Esse mesmo ritual, ampliado, envolvendo o Lago do Jaguar, ou Lago de Yemanjá, chama-se Unificação. Esse trabalho ritualístico é feito para a desintegração de energias carregadas negativamente, e para espíritos que não teriam condições de passar num simples trabalho mediúnico.
Como complemento, são manipuladas energias dos planos superiores, que são dirigidas para beneficiar a coletividade, principalmente os hospitais, os presídios e as concentrações administrativas do governo. Esse trabalho é realizado todos os dias, nas faixas: 12,30 até 13,30; 14,30 até 15,30; e 18,30 até 19,30 horas. Na faixa da Lua Cheia, o trabalho é obrigatório (uma vez cada Lua) para todos os mestres e, nesse caso, se chama Anodização.


CONCLUSÃO
Caro visitante: Procuramos, aqui, sintetizar ao máximo as bases doutrinárias do Vale do Amanhecer. Sabemos das dificuldades que existem nas pessoas para saírem dos conceitos tradicionais e se acostumarem com fatos novos. Sabemos, também, que não basta a simples interpretação intelectual para se avaliar as coisas. Por esse motivo é que sugerimos a experiência pessoal de contato com o nosso trabalho. Dificilmente a gente fica sabendo o que realmente é o Vale, a menos que se tenha um contato direto, físico e, ao mesmo tempo, se tenha algum problema que possa dar a oportunidade de verificação.
Elaborado pelo
1º Mestre Sol Tumuchy Mário Sassi
em 1979

Tudo é Doutrina, ou nem tudo é Doutrina – Kazagrande

A empolgação inicial dos que encontram a Doutrina do Amanhecer é natural. Descortina-se um véu de explicações que julgavam ocultas e abrem-se oportunidades de praticar o bem além de tudo que se podia imaginar.
Muitos iniciantes perdem-se nesta empolgação e mergulham no fanatismo, julgando que tudo pode ser resolvido com um “Obatalá” ou uma mensagem dos céus. A situação piora quando encontram, e escutam, algum veterano deste fanatismo.
Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!
Sim, a Doutrina explica e abre nossa mente para verdades espirituais e apresenta a oportunidade de compreender melhor o mundo em que vivemos. A Doutrina nos torna (ou deve tornar-nos) mais tolerantes, mais compreensivos, permitindo olhar a vida além dos aspectos materiais e das necessidades básicas do ser humano.
Porém, cada um é responsável exclusivamente pela sua jornada! Todos temos o livre-arbítrio e podemos decidir que caminhos trilhar, ou quais opções podem ser consideradas. Logo, de nada adianta pensar em consertar o mundo querendo esclarecer os outros da realidade espiritual. É preciso que cada um trilhe seu caminho e encontre a sua verdade, o seu caráter e a sua própria evolução. Nosso papel é encaminhar espíritos! Estes já não possuem mais o corpo físico e suas possibilidades são limitadas à condução do padrão mental que os envolve. Um espírito sempre estará onde seu padrão mental o conduzir. Por este motivo somente chegam ao templo aqueles que demonstram alguma chance de recuperação breve e real.
Interferir na caminhada de outras pessoas, ou mesmo espíritos, é chamar para si uma responsabilidade, um karma, que não temos como mensurar se realmente temos conduções de assumir.
Interferimos na vida das pessoas (encarnadas) quando tentamos forçar uma compreensão, tentamos arrastá-las para o templo, ou quando mergulhamos em discussões improfícuas sobre religião. Não somos religiosos! Somos missionários na condição de cientistas espirituais, ou seja, aqueles que podem explicar para quem vem nos procurar, mas não para sair por aí buscando adeptos. Quem tem que chegar, chegará na hora certa, sempre.
Interferimos na caminhada de um espírito quando, usando nosso conhecimento e a força de nossas consagrações, para trazer “na marra” um espírito que ainda não está preparado, ou que não atingiu o merecimento, alguém que não “estava na fila”. Como assim? Quando decidimos resolver um problema espiritual, nosso ou de alguém, “mandando” nossos Mentores trazerem tal espírito para ser doutrinado, ou encaminhado. Pelas nossas consagrações, ou pelos nossos bônus, os Mentores atendem, mas a responsabilidade do que for acontecer é nossa.
Um pequeno exemplo: Um doutrinador que, ao terminar a doutrina, antes do Obatalá, sempre registrava “você será encaminhado às casas transitórias de São Francisco de Assis”… Certa vez, em um trabalho de tronos, Vovô Indú o alertou:

  • Meu filho, este espírito que você com tanta perfeição encaminhou quer ir para onde você prometeu.
  • Graças a Deus, Vovô. Então tudo correu bem?
  • Mais ou menos, meu filho. Ele não tem bônus para chegar tão longe, tão rápido. Seria encaminhado para os primeiros socorros em tendas formadas no limite da primeira dimensão antes do etérico.
  • E ele foi para lá então?
  • Não, ele foi para onde você registrou e ele cobrou.
  • Mas ele não tinha bônus, como foi isso então, vovô?
  • Oras… Ele usou seus bônus, foi você que prometeu.
    Salve Deus!
    Kazagrande

Editorial de Outono de 2020: Desvendar da Unificação

Salve Deus! O ano de 2020 será inevitavelmente relembrado como um ano difícil, duro, marcante e invulgar! Ano de pandemia, ano de muitos medos e incertezas. Ano de uma grande crise sanitária, económica e social do sistema mundial, ano de crises existenciais e o duro (por vezes durissímo) deslapidar interior da nossa sombra espiritual. Ano que gerou grandes evoluções, ainda que através de sofridos mecanismos espirituais como o desencarne em massa, de milhares e milhares de espíritos encarnados vítimas desta pandemia mundial em que ainda vivemos. Uma pandemia criada pelo Lado Negro, mas contida e aproveitada pela Espiritualidade Maior para gerar evolução e transformações positivas no Mundo e no Indivíduo, conduzindo cada ser humano mais próximo da sua própria Individualidade – uma grandeza espiritual, segundo os mentores.
A última e mais importante ideia que fica e vibra no meu espírito, é uma: a Unificação do Amanhecer e de todos os seus Templos! É arrepiante e emocionante escrever sobre este Tema! O maior sonho de Koatay 108 se ergue pouco a pouco, de forma silenciosa, através da força crística e cabalística que é projectada desde os planos superiores…
A contagem cabalística preparada pela Espiritualidade Maior já foi iniciada. Grandes Espíritos de Luz se deslocam a favor da Unificação. A nossa Doutrina é tão respeitada e admirada nos Planos de Luz, que hoje em dia é assistida pelos mais luminosos espíritos que assistem o Planeta Terra (muitos fora da Corrente Indiano do Espaço, outro grande sinal da Unificação) e de Planetas circundantes – principalmente por Capela. Os espíritos mais evoluídos da Terra manipulam, trabalham e movimentam gigantescas e luminosas forças espirituais de grande potência energética, também a favor do Amanhecer – que grandeza fazer parte desse processo de Transição Planetária que o Trino Arakém falou numa palestra de 1991 em Ipatinga, sobre Capela e a grande transição profetizada por Koatay 108.
Muitos jovens médiuns, alguns jaguares que já estão dentro da doutrina, outros chegando à Corrente Indiano do Espaço. Outros ainda, espíritos de altíssima hierarquia, reencarnando com o compromisso de materializar a União de Todos os Mestres, que Tia Neiva tanto desejava, e hoje deseja em espírito!
Assisto com certa tristeza, a deterioração da doutrina em termos físicos, até aqui na Europa, o velho continente. Mas sempre confiante no tremendo poder cabalístico-iniciático que é movimentado a partir dos Mundos Encantados de Deus Pai Todo-Poderoso, estou esperançoso que a desarmonia, indisciplina e grande falta de rigor que habita em muitos templos europeus, tal como no resto do mundo, será pouco a pouco transmutado ou desintegrado conforme o caso – não há mais espaço para colinhos, para atropelos ao livro de leis e ás indicações deixadas pela nossa Mãe e pelos Trinos-Tríada – não há mais espaço para tanta vaidade, arrogância, ganância, invenções e mentiras!
No início deste ano durante o decorrer de um trabalho de tronos, depois de ter atendido vários pacientes, com certa preocupação e apreensão realizei várias perguntas pertinentes sobre o futuro da doutrina. O preto velho respondeu-me com grande tranquilidade e esperança: “meu filho jaguar, serão os jovens que irão realizar a Unificação deste Amanhecer”. Com estas palavras senti um alívio e nasceu dentro de mim uma grande fé, a mais profunda esperança! Dias melhores para o Amanhecer estão chegando, e peço humildemente aos jovens que já estão na doutrina que se unam, se preparem e alimentem o seu Sol Interior. O resto está nas mãos da Espiritualidade Maior – e sabemos perfeitamente que esse grandioso e divino propósito está muito bem entregue! Graças a Deus!
Vale do Jaguar

Em busca do charme – Adjunto Apurê

Pela primeira vez eu vejo um desencarnado voltar para buscar seu charme. Eu não entendi bem esta colocação, mas ajudei a transpor esta dificuldade. Até um velho opala estava nesta descrição que eu tinha que reaver.
O resgate do charme são as coisas que ficaram marcadas nesta vida ou em outras conforme o espirito vai se descomprometendo com suas encarnações. Dentro do charme ficam as memórias da terra. Se você teve várias encarnações então em cada uma o seu charme ficou em suspensão e não tem prazo definido para acabar ou sumir.
Como eu vi, ele veio recuperar este charme para se desligar completamente de sua vida terrestre. Por assumir uma missão espiritual dentro desta organização de médicos do espaço, como médico que foi, ele teria que abrir mão da reencarnação. Seria um missionário da cura para os espíritos.
Eu sei que muita coisa é novidade e que se olharmos pelo vórtice vertical não se tem uma explicação lógica para os desfechos da verdade. A verdade é que os seres humanos ainda são seres desumanos. Só pensam em si mesmo e nada altera seu mundinho. Tem alguns que já superaram as velhas estradas e agora se lançam pela nova com um brilho nos olhos e uma alegria no coração, paz de espirito.
Removendo o tempo. Sabem o que seja isso! Remover as varias faixas da ilusão material! Pois bem, o tempo é curto em relação ao nosso comportamento social. Nós somos ambiciosos, isso já é um costume medieval, ter seu conforto material a sua disposição. A ambição de ter e não poder ter acelera os efeitos da transformação mental.
Se olharmos pelo lado místico nós viemos sem nenhum agasalho. Viemos contar com a tradição humana que nos enrolaram em panos para não sofrer a desilusão. O grande cobertor dos pais é proteger, amparar e dar oportunidades de crescimento. O espirito então desce amparado pela luz e vai se encaixando aos poucos neste cenário de amor ou de dor.
Agora ele vê a importância do meu trabalho diante da espiritualidade. Eu queria que todos da minha família fossem doutrinados pelo conhecimento e não pela superstição, mas cada um faz do seu mundo a sua cama e nela deve se deitar até quando a chama estiver acesa.
Com o resgate do charme ele terá sua liberdade sem vínculos com a terra. No amanhecer tem um trabalho que se chama estrela de Neru em que se resgata os charmes e usa aquela energia cristica para a cura aonde for necessário. O charme é resgatado e filtrado. Retira-se as impurezas que ficaram grudadas e depois é distribuída para o templo através do turigano. Lá a espiritualidade usa para muitas finalidades conforme os trabalhos vão se realizando.
Com a cremação do corpo este charme também é desintegrado liberando o espirito de retornar a este plano pesado. O fogo também queima a atmosfera fluídica fazendo uma espécie de limpeza. Ritual usado por muitas tribos indígenas e outras civilizações. Eu percebi muitos espíritos em que seus corpos foram cremados não conseguindo retornar a terra para visitar seus elos partidos. Eles não têm mais o charme para voltar. A ligação temporal foi cortada. Eles ficam ao longe com a saudade batendo forte. Atrapalha muito, cria uma sensação de vazio.
Resgatei as coisas cármicas deste irmão. Agora sem vinculo ele poderá ajudar aos encarnados com seu conhecimento da medicina. Se bem que lá a única especialidade é curar o espirito. O espirito não tem órgãos, ele é uma película como de um filme. Não tem este negócio de dizer a especialidade do médico. Isso é querer enganar os missionários.
No amanhecer a cura se processa pela manipulação energética. Esta força produzida pela concentração de dois comandos, terra e céu, na junção das energias ectoplasmática e fluídica, faz a renovação das células dos órgãos. O médico teve sua encarnação com alguma especialidade, mas fora da terra ele seria como um clinico geral.
A maior benção que temos é ter ao nosso lado os nossos padrinhos espirituais, os nossos mentores que assumiram conosco esta dura tarefa de nos ensinar. O padrinho se torna testemunha de todas as reencarnações.
Como disse o mentor para Tia Neiva: “você não foi preparada para ministrar medicamentos, mas para cuidar das almas. Se assim fosse você seria preparada para ser médica”.
Vejam qual diferença em ser missionário ou ser um charlatão. Nós devemos seguir a cartilha da clarividente que é a mesma que Seta Branca entregou para ela. Conviver neste amanhecer sem conhecer a verdade é o mesmo que viver numa eterna escuridão.
Nunca escravizem ninguém pelos seus atos e sua postura. Cada ser humano jurou a sua obra e ela vai se confirmando ao longo de sua evolução. A evolução é para poucos que procuram no silencio das madrugadas o seu mundo dinâmico.
Quando eu consegui recuperar este carro que ficou marcado neste destino ele subiu. Não sei porque este carro tinha que ser encontrado. A placa dele era cor preta e letras brancas. Encontrei com um cidadão em uma loja.
A valorização de todas as nossas conquistas.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
26.09.2020

Turigano 02 – Adjunto Numanto

A abertura deste ritual é inexoravelmente condicionada à presença da CORRENTE MESTRA no Templo do Amanhecer, pois o DOSSEL LUMINOSO constituído pelo entrelaçamento das forças físicas do período Espartano com as forças espirituais da Era de Pytia em Delfos, ambos na Grécia Antiga. Portanto ainda que se tenham as construções físicas do Templo do Amanhecer e da Cabala do Turigano na mais perfeita ordem, faz-se imperioso a força motriz de nossa congregação que denomina-se CORPO MEDIÚNICO.

Este CORPO MEDIÚNICO é o responsável por conhecer as Leis, e executá-las em conformidade com os ordenamentos superiores que balizaram a confecção do LIVRO DE LEIS E CHAVES RITUALÍSTICAS, a fim de que haja condições de merecer, receber e sustentar a presença desta TRANÇA LUMINOSA conhecida como CORRENTE MESTRA, constituída principalmente pelo entrelaçamento das forças magnéticas do Astral Superior, emitidas em nosso favor por MAYANTI E TAPIR.

O funcionamento por sua vez da CABALA DO TURIGANO pode, MAS NÃO DEVERIA faltar manutenção TODOS OS DOMINGOS, pois desta realização muito se salvaguarda para as sua próprias funções de ESTUFA, ALBERGUE e CASSANDRA (CHALANA), como registrado pela própria Clarividente em 01.12.80. Estamos sendo treinados, diuturnamente observados e classificados pela mentoria que nos assiste, pois ainda não chegou o momento preconizado por Tia dos fenômenos a olho nú, das luzes se deslocando em formas de bolas coloridas e das cápsulas que farão um vasto recolhimento entre o físico e o etéreo da Terra.

Conhece a ti mesmo. Nada em excesso.
(Inscrições no Templo de Apolo em Delfos)

Segue abaixo na íntegra a Carta de 21 de Outubro de 1984 que nos ensina sobre a CABALA DO TURIGANO sob os olhos da Clarividente Neiva, nossa eterna Tia Neiva em Cristo Jesus!

“Salve Deus! Meu Filho Jaguar! Nos diz Amanto que as antigas tribos tinham suas superstições ou crenças. Antes de partirem para uma batalha ficavam em volta da chama da vida, invocando os Cavaleiros das Nuvens, mandados pelo grande Deus Apolo, que vivia no Templo de Delfos, e, durante o tempo em que permaneciam na guerra, os reis mandavam as mulheres levarem suas oferendas ao Deus Apolo. Somente Esparta ficava desamparada, estava excluída desta proteção. Então, a visita de Pytia a Leônidas, não era somente o amor e a caridade pela rainha exilada, e sim, todo este acervo do fenômeno dos tambores, que fez toda a Esparta respeitar o Deus Apolo; tanto que Leônidas entregou todo o seu povo nas mãos de Pytia para proteger esta dinastia. Deus porém mostrou a Leônidas que a sua vontade tão somente, não impedia os desígnios daquela rainha. Enquanto Leônidas partia com as suas tropas protetoras, já acontecia o grande desastre, a força contrária já estava escondida e não se sabe o que foi feito da rainha exilada. Leônidas aflito foi se explicar à sacerdotisa, temendo ser recriminado por ela, e ficou estarrecido com aquela mulher, ela era realmente algo distante do seu alcance e da sua tirania, e espiritualizou toda a sua tribo; e os soldados voltaram todos. Eis porque, seu Pai Seta Branca afirmou entre nós o Turigano. Cada vez que aqui um mestre adjunto representante do Reino Central abre o seu plexo no Turigano e busca o caminho verde da regência do Cavaleiro Especial, haverá o fenômeno físico do ouro e da prata. Eis porque o Pai Seta Branca deseja que todos os domingos, seja realizado este trabalho, para que os seus filhos partam, tendo toda a proteção deste Amanhecer. É realmente… Só quem poderá fazer este trabalho é o Cavaleiro Especial consagrado neste Amanhecer, que tem os mistérios de Pytia, que viveu as heranças transcendentais do Delta do Nilo.”

Deus Apolo = Pai Seta Branca
Leônidas de Esparta = Nestor Sabatovicz
Pytia de Delfos = Tia Neiva

O que significa a palavra Turigano? Assim como Tia afirmava… Não sei dizer! Recebo do mundo espiritual e faço “escrevo”, nem sempre explicam tudo.

Mestre Numanto

Curvatura do Espaço – Adjunto Apurê

A ligação entre dois pontos não é uma reta, mas uma curvatura que pode ser mínima ou extensa.
Eu estive no espaço observando a distorção que ocorre na planilha universal. Como disse Albert Einstein que há uma curvatura e eu provei para mim que ela existe. Esta curvatura faz parte do próprio universo, onde as galáxias são espirais imensas. No universo não existe nada quadrado, tudo é redondo ou circular.
Vamos fazer uma medição na terra. Se pegarmos um circulo e marcarmos dois pontos equidistante e traçarmos uma reta veremos que cortou o círculo. Então para chegar ao outro ponto teremos que riscar acompanhando a curva do círculo. Não vai ser uma reta, será uma meia curva.
Está constatação eu observei na ilusão do cristalino, ao ver determinado planeta ele não estava na direção exata, ele estava no círculo e não na reta.
Os observatórios medem em linha reta e não em camadas. Exemplo, se um planeta estiver a muitos anos luz da terra e ao tentar descobrir seu ponto original temos dois fatores a observar, a curvatura do universo e a curvatura da terra.
Deslocado do físico eu olhei para o ponto de partida e vi a curvatura que fez até onde eu estava. E, olha, eu estava fora do campo vibracional, mas meu espírito sofreu um deslocamento. Não meu eu, mas o que me liga entre dois pontos.
Eu diria que são ondas gavitacionais que se sustentam dentro da arquitetura. O universo paralelo espiritual também está em uma curvatura. Somos todos uma espiral imensa que roda em si mesmo.
A grande nave que se desloca de 70 em 70 anos forma também uma rota elíptica, esta forma elíptica também tem sua curvatura. Não sei se entenderam o que digo, mas na ciência espacial temos espaço no tempo.
Eu provei para mim o que Einstein tentou provar para a ciência. Grandes revoluções trarão maiores esclarecimentos para nossa visão. A visão de planetas fora da linha reta.
E, olha, eu não sou cientista, sou um viajante desconhecido da convivência terrena. Ninguém conhece o manejo de minha espada.
Eu vou a lugares que ninguém foi ou vai trazendo recordação da exata condição do espírito. Tia Neiva foi e esclareceu, mas certas coisas ficaram sem respostas. Eu procuro libertar as amarras da terra para que o espírito livre faça seu trabalho, a sua descoberta.
Talvez os homens desta tribo ainda devam ter mais mil anos para aceitar a evolução. Todos se acomodaram nas maravilhas das descobertas que Tia Neiva trouxe. Ninguém foi atrás da chave, todos estão morrendo na escuridão do pensamento. Ninguém aceita o descortinar das conquistas. Tia Neiva abriu o leque para que todos se abanem e não para esquece-lo no aleda.
Eu, por mais que tentem me apagar contrariando o interesse científico espiritual, não vou morrer de tédio. Não vou ficar sem me conhecer. Podem julgar, mas um dia serão julgados.
Assim é a ciência da liberdade que vai atrás da verdade.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
15.02.2020

Rodoviária Universal – Adjunto Apurê

Mais uma viagem, mais uma missão, mais aprendizado.
Voltei por amor por aqueles que decidi ajudar, sim, ao jurarmos um compromisso espiritual e chegando na terra tudo foi preparado para nos receber. Pai, mãe, irmãos, família, amigos e inimigos.
Nesta viagem eu retornei a grande rodoviária universal. Ela é tão grande que você acaba se perdendo. Mas eu tinha um objetivo, conhecer. Fui entrando nas filas e ali eu tinha a oportunidade de falar com os espíritos. Saber de cada um tudo, saber quem eram, qual destino, o que pensavam.
Eu vi centenas de milhares de desencarnados nas longas filas e os fiscais que orientavam o destino. Espíritos novos e velhos, portanto deficiência ou não, cada um com sua particularidade. Eu vi um rapaz que havia acabado de chegar da terra. Ele era deficiente. Esta marca ele adquiriu nesta encarnação. Foi irresponsável com sua vida e desencarnou em um acidente. Seu corpo ficou mutilado e ao passar para o outro lado levou consigo a sua dor.
Ele estava nesta fila. Eu, porém, tinha passe livre por estar transportado da terra. Os filhos de Seta Branca tem esta permissão.
Eu cortava as filas que subiam e desciam as enormes plataformas. Quando entravam nos transportes já tinham lugar certo. Eu diria, transportadores, pois era tudo diferente. Muito grande para atender ao suplício dos viajantes.
Eu havia me perdido, entrei num transportador conversando com o rapaz conhecido. Ao sentir a movimentação pedi para descer e de imediato fui atendido. Como eu não sabia onde estava fui pedir ajuda ao fiscal. Com muita educação ele foi me esclarecendo. Estes fiscais são orientadores, são missionários.
Ao observar a imensidão de onde eu estava eu digo, isso é a mão de Deus, de Jesus.
Ao voltar para a rampa que viria para a terra, eu encontrei muitos vindo visitar. Estavam voltando para o planeta, saudade. De onde eu estava não via terra, eu somente sabia que ela estava em algum lugar abaixo dos meus pés. Por ser etérico plano divino eu apreciei esta viagem, pois não é a primeira vez que cruzo este mundo.
Senti uma leveza, estávamos se movimentando. Quando o transportador cruza as faixas a gente sente mudar o padrão vibratório. Cada faixa é diferente. Chegamos, agora estávamos na crosta e dali cada um tomaria seu rumo e todos acompanhados.
Eu abri meus olhos e já no meu físico relembrando tudo. A capacidade de guardar as memórias do astral é um segredo do espírito. Cada pessoa tem um destino programado conforme pediu. Eu pedi uma missão e fui contemplado com uma. É tão lindo e maravilhoso servir com amor a terra e ao céu. Se todos pudessem contemplar isso tudo a terra hoje seria um paraíso.
A missão de Seta Branca é preparar este povo para a grande obra, eles não tem tempo a perder. As mesquinharias ainda são o entrave dos jaguares. Liberdade, caridade e conhecimento.
Sem conhecimento não há evolução. Conheça a ti mesmo ou será engolido pela ignorância mediúnica. Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
25.01.2020

Povo do Oriente

Justamente por ter um vínculo ancestral que mantém com seus filhos, as entidades desta linha costumam ter um grande poder de cura e de aconselhamento pessoal, reservando moral de cada povo.
São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois são mentores que não gostam de dar consultas.
São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais. Autor desconhecido

Dimensão espiritual da Mesa Evangélica

A Mesa Evangélica se compõem por três planos independentes e correlacionados, apenas, pela própria Espiritualidade, que trabalha cada plano de acordo com suas necessidades. Não existe corrente circulando na Mesa Evangélica, mas, sim, uma projeção da Corrente Mestra, que
proporciona aos médiuns condições para realizarem seu trabalho. Cada lado do triângulo da mesa representa um plano, para onde são conduzidos grupos de espíritos – exus, sofredores, espíritos
saídos de Pedra Branca e obsessores retirados de suas vítimas ,sendo difícil serem conduzidos espíritos da mesma categoria aos três planos. Cada categoria é reunida e trabalhada em um plano em uma lateral do triângulo. Pela concentração do Doutrinador que está no farol se torna mais fácil a chegada dos espíritos à Mesa Evangélica. Autor desconhecido