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Em busca do charme – Adjunto Apurê

Pela primeira vez eu vejo um desencarnado voltar para buscar seu charme. Eu não entendi bem esta colocação, mas ajudei a transpor esta dificuldade. Até um velho opala estava nesta descrição que eu tinha que reaver.
O resgate do charme são as coisas que ficaram marcadas nesta vida ou em outras conforme o espirito vai se descomprometendo com suas encarnações. Dentro do charme ficam as memórias da terra. Se você teve várias encarnações então em cada uma o seu charme ficou em suspensão e não tem prazo definido para acabar ou sumir.
Como eu vi, ele veio recuperar este charme para se desligar completamente de sua vida terrestre. Por assumir uma missão espiritual dentro desta organização de médicos do espaço, como médico que foi, ele teria que abrir mão da reencarnação. Seria um missionário da cura para os espíritos.
Eu sei que muita coisa é novidade e que se olharmos pelo vórtice vertical não se tem uma explicação lógica para os desfechos da verdade. A verdade é que os seres humanos ainda são seres desumanos. Só pensam em si mesmo e nada altera seu mundinho. Tem alguns que já superaram as velhas estradas e agora se lançam pela nova com um brilho nos olhos e uma alegria no coração, paz de espirito.
Removendo o tempo. Sabem o que seja isso! Remover as varias faixas da ilusão material! Pois bem, o tempo é curto em relação ao nosso comportamento social. Nós somos ambiciosos, isso já é um costume medieval, ter seu conforto material a sua disposição. A ambição de ter e não poder ter acelera os efeitos da transformação mental.
Se olharmos pelo lado místico nós viemos sem nenhum agasalho. Viemos contar com a tradição humana que nos enrolaram em panos para não sofrer a desilusão. O grande cobertor dos pais é proteger, amparar e dar oportunidades de crescimento. O espirito então desce amparado pela luz e vai se encaixando aos poucos neste cenário de amor ou de dor.
Agora ele vê a importância do meu trabalho diante da espiritualidade. Eu queria que todos da minha família fossem doutrinados pelo conhecimento e não pela superstição, mas cada um faz do seu mundo a sua cama e nela deve se deitar até quando a chama estiver acesa.
Com o resgate do charme ele terá sua liberdade sem vínculos com a terra. No amanhecer tem um trabalho que se chama estrela de Neru em que se resgata os charmes e usa aquela energia cristica para a cura aonde for necessário. O charme é resgatado e filtrado. Retira-se as impurezas que ficaram grudadas e depois é distribuída para o templo através do turigano. Lá a espiritualidade usa para muitas finalidades conforme os trabalhos vão se realizando.
Com a cremação do corpo este charme também é desintegrado liberando o espirito de retornar a este plano pesado. O fogo também queima a atmosfera fluídica fazendo uma espécie de limpeza. Ritual usado por muitas tribos indígenas e outras civilizações. Eu percebi muitos espíritos em que seus corpos foram cremados não conseguindo retornar a terra para visitar seus elos partidos. Eles não têm mais o charme para voltar. A ligação temporal foi cortada. Eles ficam ao longe com a saudade batendo forte. Atrapalha muito, cria uma sensação de vazio.
Resgatei as coisas cármicas deste irmão. Agora sem vinculo ele poderá ajudar aos encarnados com seu conhecimento da medicina. Se bem que lá a única especialidade é curar o espirito. O espirito não tem órgãos, ele é uma película como de um filme. Não tem este negócio de dizer a especialidade do médico. Isso é querer enganar os missionários.
No amanhecer a cura se processa pela manipulação energética. Esta força produzida pela concentração de dois comandos, terra e céu, na junção das energias ectoplasmática e fluídica, faz a renovação das células dos órgãos. O médico teve sua encarnação com alguma especialidade, mas fora da terra ele seria como um clinico geral.
A maior benção que temos é ter ao nosso lado os nossos padrinhos espirituais, os nossos mentores que assumiram conosco esta dura tarefa de nos ensinar. O padrinho se torna testemunha de todas as reencarnações.
Como disse o mentor para Tia Neiva: “você não foi preparada para ministrar medicamentos, mas para cuidar das almas. Se assim fosse você seria preparada para ser médica”.
Vejam qual diferença em ser missionário ou ser um charlatão. Nós devemos seguir a cartilha da clarividente que é a mesma que Seta Branca entregou para ela. Conviver neste amanhecer sem conhecer a verdade é o mesmo que viver numa eterna escuridão.
Nunca escravizem ninguém pelos seus atos e sua postura. Cada ser humano jurou a sua obra e ela vai se confirmando ao longo de sua evolução. A evolução é para poucos que procuram no silencio das madrugadas o seu mundo dinâmico.
Quando eu consegui recuperar este carro que ficou marcado neste destino ele subiu. Não sei porque este carro tinha que ser encontrado. A placa dele era cor preta e letras brancas. Encontrei com um cidadão em uma loja.
A valorização de todas as nossas conquistas.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
26.09.2020

Mensagem de Tia Neiva

Salve Deus! Meus Filhos, minhas filhas!
A nossa, a nossa instrução de hoje é uma das coisas mais bonitas, que o Pai Seta Branca vem nos advertindo.
É o Julgamento e a Família.
Meus filhos, nós quando viemos para a terra, nós viemos cheios de Amor daqueles que se dizem nossos inimigos.
Nós contraímos uma dívida, e pedimos numa Encarnação, pra vir e pra resgatar esta dívida, fazer voltar a Deus aqueles irmãos, as nossas vítimas, que nós tanto ofendemos, que conduzimos, com a nossa ira e incompreensão, nós conduzimos ao erro. Meus filhos, chegamos aqui equipados de tudo que é bom.
Essa Natureza tão perfeita, o Sol e a Lua, o chão molhado, as Noites de Luar, que onde quer que esteja, até mesmo numa prisão, nos é dada condições de vermos a Lua e a réstia do Sol.
Nós não damos valor a nada.
Nós não queremos saber daqueles que nós tanto ofendemos, e aqui criamos uma Família, que cuja Família são as nossas vítimas do passado.
Dívidas, desamor de outras Eras.
Encarnamos, e Deus nos concede a graça da escolha.
Muitas vezes, um Homem e uma Mulher, eles vão longe, buscar a sua companheira ou companheiro, para se reajustarem, e receber em seu Lar as suas vítimas do passado, os Filhos queridos.
Tia Neiva

Reajuste Injusto? Kazagrande

Lembro sempre de um atendimento que fiz nos Tronos, há muito tempo atrás:

Estava com minha Ninfa incorporada com Vovó Catarina e quando um paciente saiu e o Comandante encaminhou outro, eu senti de imediato a mudança da energia. O paciente, de muletas, caminhava lentamente para os Tronos, enquanto eu identificava em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo a Entidade que chegava: Pai Joaquim das Cachoeiras!

O paciente sentou e relatou sua história. Estava voltando ao Templo depois de seis meses na cama de um hospital, havia sofrido um acidente de moto e sua perna quebrou em três partes. Ainda teria mais um ano de muletas até que estivesse restabelecido. Era um Jaguar, médium antigo e muito bem visto pela maioria de seus irmãos. Eu, pessoalmente, não o conhecia.

Relatou o acidente e pediu a Pai Joaquim um esclarecimento: Por que havia passado isso com ele? Não conseguia compreender! Era um bom médium, se dedicava com amor a todas as escalas, vinha ao Templo pela missão e não encontrava uma justificativa para passar por tanta dor! Sempre havia trabalhado muito e se dedicado a família, sentia-se amado e acolhido e procurava retribuir tudo o quê recebia de Deus, através de sua dedicação ao próximo. Por que ele, que deveria ter a proteção do Pai, havia se arrebentado todo e o amigo “ateu”, que estava na mesma moto, saiu ileso?

Relatou todo o drama de sua vida! O quanto estava sofrendo por conta daquele acidente. As dificuldades financeiras, a falta de apoio dos irmãos de Doutrina, o descaso de seu Adjunto, etc.

Pai Joaquim ouviu tudo pacientemente e, depois de deixar que ele desabafasse, colocasse para fora toda aquela energia pesada, passou a falar:

  • Salve Deus, meu filho! Verdadeiramente você é um Jaguar dedicado e fiel aos seus compromissos, e sei da pureza de seu coração. Agradeça, mas agradeça muito ao Pai a proteção que você recebeu.
  • Proteção? Mas meu Pai, eu me arrebentei todo, e o outro saiu ileso! Não que eu quisesse trocar de lugar com ele, só não consigo compreender a justiça de Deus nesta hora.
  • Meu filho, pela sua dedicação e amor ao próximo, este Preto Velho está autorizado a lhe contar uma parte disso que você ainda não vê. Agradeça com todas suas forças ao Pai, e pelo resto de sua vida, esta proteção que você teve. Pois, meu filho, em seu destino cármico estava traçado que você perderia sua perna, sua família e ainda seria responsabilizado pelo desencarne deste seu companheiro que saiu ileso. Esse era o reajuste que você mesmo pediu, quando tomou conhecimento dos erros de suas encarnações anteriores. Porém, pelas bênçãos de Deus, você veio médium e assumiu com todo amor esta missão! Seu destino foi recartilhado, e seu mais terrível cobrador ficou satisfeito com o reajuste desta forma. Não vou lhe contar a dor que você causou a este espírito, pois de nada lhe serviria saber, mas agradeça! Agradeça de coração por seu amigo ter saído ileso, por você não ser considerado culpado e por continuar com sua perna! Foi considerado importante que você a mantivesse para auxiliar no cumprimento da missão tão bonita que já iniciou nestes últimos anos. A perna vai sarar logo, mais rápido do que parece, mas sempre que você sentir uma “preguicinha” ela vai “reclamar”… Mas só para lembrar do compromisso, viu meu filho? Nada de fazer “preucupador”. Só “agradecedor”.

Chorando muito o médium agradeceu! Chorou de soluçar, como que se estivesse relembrando a passagem espiritual de antes da reencarnação, onde assumiu o compromisso e se sujeitou ao reajuste.

Na semana seguinte, eu estava no comando da Mesa e o vi novamente, de muletas, o pé meio roxo, mas de uniforme, doutrinando! Não sei se foi impressão, mas tinha a sensação de que a cada elevação que ele fazia na Mesa, uma pequena lágrima lhe escorria pelo canto do olho.

Salve Deus!
Kazagrande

Espíritos irrealizados – Trino Tumuchy

“Quantas pessoas encontramos, em nossa jornada, que são vazias, sem ideais, sem vontade de ajudar ao próximo, apegando-se ao que possuem e se entregando ao desespero se perdem algo, ou ficando apáticas, passando pela vida, mergulhados no egoísmo e na cobiça, no apego aos bens materiais, irrealizadas, sem viverem afetivamente. Normalmente essas personalidades refletem o que denominamos Espíritos Estacionados ou Espíritos Preguiçosos, que, na maioria dos casos, perdem a grande oportunidade que lhes foi oferecida pela reencarnação.” Trino Tumuchy, Mestre Mário Sassi

Tia Neiva sobre os médiuns que deixam o Vale

“Quero deixar bem esclarecido que os médiuns não devem se preocupar com o número de pessoas que entram e saem da Corrente. É natural que quando o Homem descobre suas faculdades mediúnicas corra para o Vale do Amanhecer. Chega até a incorporar, a fazer Iniciação e usar o escudo iniciático, etc. Sua mente, porém, não está preparada e seus chakras não chegam a ser desenvolvidos. Com isso, ele se desliga e vai embora. Não se preocupem: com a mesma euforia que entram, eles saem! Aos poucos eu irei explicando isso a vocês. Aqui só ficará
quem tiver convicção, pois Pai Seta Branca prometeu desenvolver sua tribo para o Terceiro Milênio. Por isso, só ficará aquele que é realmente um escolhido. Os que se vão nada perdem, pois, com essa breve passagem, conseguem aliviar seus carmas parcialmente, e são ajudados.
(Tia Neiva, 9.6.74)

Pagamento pelo trabalho medíunico? Consequências cármicas

Um médium não pode cobrar e nem receber coisa alguma como pagamento de seu trabalho na nossa Doutrina. Nem, sequer, um simples agradecimento, porquanto tudo o que faz, que realiza, é pelas energias que os Planos Espirituais lhe concedem, sendo ele apenas um instrumento dessa grandeza.
Deve evitar, quando se desloca a lares e escritórios para a realização de um trabalho especial, lanches e refeições.
O seu trabalho já é plenamente recompensado pelo que recebe da Espiritualidade, suavizando seu carma.
Jamais devemos afrontar um Espírito de Luz com a tão usada frase “Deus lhe pague!”, porque a Espiritualidade trabalha com amor, dedicada na caridade e na misericórdia, sendo, também, instrumento do poder de Deus Pai Todo Poderoso, cuja Força e Luz se propagam através dessas Entidades, chegando até nós e se colocando ao nosso dispor para a ajuda aos nossos irmãos encarnados e desencarnados.
Não há pagamentos – só amor, amor incondicional, que jamais poderá estar ligado a qualquer forma de pagamento, nem na Terra, nem no Céu.

Historia…
“Pai Juvêncio e Zefa eram os únicos que tinham coragem de ir até a um lugarejo por nome Abóbora.
Certa vez, chegando na entrada da cidadezinha, encontraram uma menina, meio desacordada, nos braços da mãe.
Pai Juvêncio chamou Zefa e cochicharam nos ouvidos da menina e a benzeram, retirando aquele espírito, e a menina ficou boa.
Tânia, a mãe da menina, deu algumas frutas como pagamento da cura, pedindo desculpas por não ter mais nada.
Pai Juvêncio e Zefa comeram as frutas, trataram de negócios em Abóbora, e voltaram para a fazenda.
Felizes, chegaram em casa, mas, ao atravessar a soleira da sua porta, suas barrigas começaram a doer, a doer tanto que chamaram Vovó Cambina da Bahia. Mas nada fazia passar aquela dor.
Uma porção de conjecturas: seria veneno? As desinterias pioravam e as dores aumentavam.
“Pobrezinhos – dizia Pai João -. Resolveram tantas coisas boas para nós! Deve ser alguma provação, Deus testando seus corações…”
Todos já estavam ao redor da fogueira, aguardando que melhorassem, quando Jurema, que estava ao lado de Pai Zé Pedro, se levantou bruscamente. Apontando para os dois, que estavam abaixadinhos na roda da fogueira, gemendo de dor, disse:

  • Eles comeram prenda ganha pela sua caridade! Pena Branca não quer que a gente ganhe nada em troca do que se faz na Doutrina. Vovô Agripino lhes disse que a gente só aprende com o espinho fincando na carne. É, Pai João, todos nós temos um espinho na carne!…
  • Oh, meu Deus! – gritaram os dois em uma só voz – Sim, estamos conscientes!
    Vovó Cambina já estava chegando com uma cuia de chá. Eles tomaram e contaram o que havia se passado em Abóbora.
    Todos abraçaram os dois por sua ação, mas entenderam a lição: Juvêncio e Zefa haviam comido prenda pela caridade que fizeram… Sim, receberam pagamento e Pena Branca não gosta nem de presentes e nem que se cobre pela caridade que se faz!
    Zefa e Juvêncio passaram mais três dias com dor de barriga. Tudo foi alegre, e passou.
    Eufrásio, que agora era conselheiro do grupo, achou muito importantes dois fatos: primeiro, Pena Branca não aceitar pagamento pelo trabalho mediúnico e, segundo, a denúncia de Jurema que, em sua clarividência, viu o que se passou. O pobre casal fora lesado por suas mentes preguiçosas.”

(Tia Neiva, 7.3.80)