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O vale dos Espíritos – Trino Tumuchy

Posições no Vale do Amanhecer

Doutrinas religiosas Não é permitido, aos médiuns da Corrente, fazer críticas ou censuras a quaisquer doutrinas ou religiões. Tanto que, na livraria existente no Vale, são vendidos livros de quaisquer religiões ou doutrinas, selecionados, apenas, pela seriedade com que abordam o problema. O Vale do Amanhecer não é ligado a qualquer organização doutrinária ou religiosa da Terra. Identifica-se com o Espiritismo, pela crença básica na reencarnação. Na verdade, o reencarnacionismo não é privativo do Espiritismo, mas pertence à mais remota tradição iniciática.
Ritual A prática doutrinária dos Templos do Amanhecer é feita mediante rituais, com o uso da imagem, do som, da movimentação, da cor, dos objetos e tudo o mais que tenha sentido ritualístico. Algumas dessas práticas se parecem com usos de outros grupos doutrinários, mas isso é apenas coincidência, sem implicações filiativas. Na verdade, o ritual do Vale é muito original, e apenas se assemelha, em algumas facetas, com rituais conhecidos. Na essência, entretanto, tais rituais têm um sentido às vezes muito diferente.


Pretos Velhos e Caboclos
O Vale só trabalha e aceita auxílio de espíritos que já atingiram o estágio da Luz, que já superaram a faixa cármica, que estão acima do Bem e do Mal, conforme conceito da Terra. Tais espíritos, no Vale chamados de Mentores, se apresentam com as roupagens que proporcionam melhor resultado no seu trabalho através dos médiuns. Por isso, eles usam os “macacões” de Pretos Velhos, ou os “penachos” dos Caboclos. Mesmo assim, esses espíritos dispensam o “personalismo” habitual dessas figuras e jamais interferem no livre arbítrio dos espíritos encarnados. Também não fazem uso de objetos, bebidas, charutos etc., pois seu trabalho é iniciático. A Doutrina do Amanhecer não é Umbanda, Candomblé, Quimbanda, Kardecismo, Induísmo, Teosofia ou Catolicismo. É, apenas, uma Doutrina com sentido universal, com base no Sistema Crístico.


Assistência social
O Vale do Amanhecer não se propõe a fazer serviço social ou de assistência aos pobres. Por isso, sua organização formal é muito simples, não havendo convênios, ambulatórios, escolas e as coisas habituais para esse tipo de trabalho. O Vale proporciona, apenas, assistência espiritual, que dê às pessoas a oportunidade de se reequilibrar e se adaptar ao meio. Também, não tem serviço de internamento de doentes, fazendo apenas exceção ao tratamento em pequena escala do alcoolismo, mediante internamento por períodos curtos. Outra exceção é em relação a menores abandonados, que são aceitos em pequeno número, dentro das possibilidades de um orçamento limitado.
Na verdade, as crianças do Vale – ou “os meus meninos e meninas”, como diz Tia Neiva – são os casos excepcionais, que resultam de algumas consultas ou pedidos pessoais a ela. Ela os considera como seus filhos e sua permanência não se compara aos sistemas de orfanatos habituais. Eles têm as mesmas regalias de quaisquer outros menores, vivem sem regimes rígidos ou coerções de qualquer espécie, e encontram, no Vale, um ambiente físico e social que lhes permite reformular suas personalidades e corrigir seus traumas.


Seres e veículos extraterrestres
A Doutrina do Amanhecer considera o relacionamento interplanetário, entre a Terra e os outros corpos celestes, como coisa natural e própria da mecânica do universo. Através dos milhões de anos, seres e coisas de todos os tipos, concebíveis e inconcebíveis, viajam, chegam até a Terra e dela partem, no que poderia se chamar de “osmose cósmica”, na qual não existe descontinuidade ou vazios.
No presente ciclo, com base na sensatez do Sistema Crístico, traduzido na Escola do Caminho do Mestre Jesus, cujas assertivas não fogem, necessariamente, ao senso comum e à verificação de nossa consciência, o quadro se apresenta assim: existem comunicações entre os espíritos encarnados na Terra (que, nesse caso, poderiam ser chamados “terráqueos”) e espíritos “encarnados” num conjunto planetário, existente no outro lado do Sol. Por razões que ainda não foram convenientemente explicadas, dá-se a esse conjunto o nome de Capela, que é a maior estrela da constelação do Cocheiro, de nossas cartas celestes.
Pela nossa visão do problema, todos os espíritos encarnados na Terra vieram de Capela, e, algum dia, retornarão para aquele mundo. Os Capelinos são físicos, embora não se possa afirmar que sejam da nossa natureza física. Sabemos, apenas, que sua forma é semelhante à nossa, ou melhor, nós nos assemelhamos a eles. Entre Capela e a Terra existem planos intermediários, que também poderiam ser chamados de “lugares” ou “etapas”, da trajetória dos espíritos que vêm ou que vão, nesse percurso entre dois pontos físicos.
Nesses pontos intermediários, os espíritos se revestem de corpos adequados às leis que regem esses planos. Dada à quase impossibilidade da descrição desses estados da matéria espiritual, nós os descrevemos, generalizadamente, de “corpos etéricos” ou “estado etérico”. Conclui-se, então, que os espíritos viajam, mas os seus corpos físicos não. Para os espíritos se deslocarem, eles deixam seus corpos físicos e se revestem de corpos etéricos.
Assim, todos os fenômenos de contatos extraterrestres seriam feitos “em etérico”, cuja organização molecular não é perceptível aos sentidos normais, razão pela qual eles são chamados de “extrasensoriais” ou “paranormais”. O registro, no campo consciencional, das atividades etéricas, é feito de maneira diferente das atividades sensoriais; ele é feito e traduzido para a percepção e elaboração mental de acordo com os dados preexistentes no banco de memória cerebral. Por este fato básico é que as coisas do Céu são concebidas de acordo com as coisas da Terra.
Portanto, não existe coisa mais terráquea do que os discos voadores que, comprovadamente, são vistos. Com isso, voltamos à proposição básica de que “o mundo não é como é e, sim, como nós o vemos”… Nessa tentativa de explicar o que é normalmente inexplicável, deve ser destacado um dado básico: existe um etérico terrestre, sujeito às leis do planeta, dentro dos seus círculos gravitacionais, e o extraetérico, ou seja, as camadas etéricas de Capela.
Aceitando-se o fato de ser Capela o nosso “Céu”, ou destino final, seu etérico seria o mundo espiritual, enquanto o etérico da Terra seria o mundo psicológico, ambos tendo, também, um mundo físico. Por essa razão é que muitos fenômenos considerados extraterrestres deveriam ser encarados, apenas, como extrafísicos. Sabendo-se, como se sabe, das propriedades extraordinárias do ectoplasma, e tendo-se em conta a tendência natural para o antropomorfismo humano, será relativamente fácil de se presumir a existência de fenômenos extrasensoriais que passam por extraterrestres.
Nesse sentido, aqui fica a última posição do Vale do Amanhecer: Se os seres que se apresentam com suas naves forem apenas espíritos da Terra, isto é, espíritos desencarnados que habitam o etérico da Terra, eles são os construtores dessas naves e podem ser vistos e palpados, uma vez que são materiais ou materializados; se, porém, forem seres de Capela, eles serão vistos, apenas, pela visão etérica – também chamada de mediúnica – uma vez que essa é a maneira natural de se relacionarem conosco, maneira essa que não interfere com a Lei da Terra e respeita o livre arbítrio do Homem.
A confusão entre os dois fenômenos apenas existe porque o Homem conhece pouco de si mesmo e sua ciência ainda ser limitada pelo conceito bipolarizado de positivo e negativo, e não sabendo que esses dois pólos se fundem num só, chamado espírito. Eventualmente, e mediante a manipulação de energias mais sutis que o ectoplasma, os Capelinos podem se manifestar fisicamente, como já o fizeram no passado remoto. Esse dispêndio energético, entretanto, não é feito, pelo simples fato de que sua mensagem é transmitida pelo processo mediúnico, como foi dito acima, o qual não dispensa a participação voluntária do Homem, não interferindo, assim, no livre arbítrio. Pelo que nos diz Tia Neiva de seus transportes, as naves de Capela, no Vale do Amanhecer chamadas chalanas ou estufas, são bem diferentes, na forma e na constituição, dos chamados discos voadores.


A Cruz e a Elipse
Ao chegar ao Vale do Amanhecer, logo depois do portão de entrada, o visitante se deparava com uma cruz envolta com um pano branco. Chamada a “Cruz do Cristianismo”, estava plantada ao nível do chão. Logo depois, na porta do Templo do Amanhecer, existe uma elipse de ferro. Na Estrela Candente do Solar dos Médiuns, existe uma igual e outra fixada no alto dum morro. Além da função captadora de energias, a elipse nos traz uma importante mensagem: a evolução do Cristianismo, de sua fase do martírio para sua fase científica. O martírio se relaciona diretamente com o carma, e a necessidade de sua redenção pela dor. Entretanto, já estamos no limiar do próximo milênio, no qual a razão e a atitude científica predominarão sobre a dor e o sofrimento. Esse fato é verificado, experimentalmente, pelos mestres do Vale do Amanhecer.
Mediunidade
Essa atitude científica é que faz com que os médiuns do Vale sejam considerados cientistas espirituais. Isso se tornou possível graças à criação, pela Clarividente Neiva, da figura do Doutrinador. Até então, confundia-se mediunidade com incorporação, fato esse que conceituava de médium somente a pessoa que manifestasse fenômenos visíveis de relacionamento com a outra dimensão. Com a criação do Doutrinador, o médium que trabalha com o sistema nervoso ativo e cujas manifestações mediúnicas se fazem através de sua expressão sensorial normal, essa interpretação da mediunidade tende a desaparecer.
Todos os seres humanos são médiuns, isto é, todos são intermediários entre os diferentes campos vibratórios que compõem o mundo. Existem múltiplas formas de mediunidade, que vão desde o transformismo energético dos alimentos até as mais altas manifestações de sensibilidade espiritual. Faltava, apenas, a demonstração viva do Doutrinador e a admissão de que os planetas e corpos celestes não são apenas o físico denso, concreto e palpável, mas são compostos de várias camadas vibratórias.


Ciência do Homem
A Doutrina do Amanhecer é, apenas, a Doutrina de Jesus adequada aos tempos atuais. Como resultante dessa atualização, ela forma nova perspectiva, uma visão mais objetiva da realidade humana. Para o caro leitor e eventual visitante do Vale do Amanhecer, é importante ter isso em mira, se quiser realmente conhecer o Vale. O conceito trinário do Homem – corpo, alma e espírito – abre, automaticamente, para a Ciência, uma nova possibilidade de interpretação correta dos fenômenos psicológicos.
Na verdade esse conceito é transmitido aos médiuns de forma mais técnica, mais científica, do que a Doutrina apresentada ao visitante ou ao corpo mediúnico em massa. A vida humana é controlada pelos chamados centros coronários, que se localizam na região do umbigo, no plexo solar. Também chamado de sistema coronário, esse núcleo de comando da vida é organizado pelo sistema universal do átomo, tomado nos seus aspectos básicos de três partículas: o ANION, o NEUTRON e o CATION.
O perispírito é o espírito revestido de energia adequada à sua permanência na Terra. A alma é o microcosmo, ou seja, o princípio ativo coordenador, modelador, redutor, que determina o ”estar” do espírito na situação de encarnado. É ela que modifica o estado de “ser” do espírito para a situação de “estar” desse mesmo espírito. Ela é a barreira entre os vários planos vibratórios do SER e que mantém esse SER na posição planejada, que busca, pesquisa, informa e fornece elementos de decisão para o EU, ao mesmo tempo em que estabelece os limites da movimentação do ser humano. É por isso que o centro coronário da alma é portador dos sentidos, da mente, do mecanismo da razão e tem, como base, o sistema nervoso.
O centro coronário do corpo é o mundo da energia condensada, o controlador do quantum físico, o plano da matéria. É ele que determina a Lei Física e regula os aspectos quantitativos e qualitativos da organização celular. Há, portanto, uma lei do espírito e uma lei do corpo, mas é a alma que determina a Lei do Homem. Homem é sinônimo de espírito encarnado. O espírito-ion, ou o espírito ionizado, ou, ainda, o perispírito, age no campo da influência controlado pela alma-neutron ou alma neutronizadora.
O centro coronário espiritual exerce sua ação limitada pelo centro coronário anímico. O mesmo acontece com o corpo-cation ou centro coronário físico, que atende às exigências do centro coronário neutron ou centro coronário da alma. O Homem equilibrado é o que tem seus três centros coronários em harmonia, ou seja, que recebe a proporção exata de influência de cada um dos dois outros centros coronários – do espírito e do corpo – nos limites estabelecidos pelo centro coronário da alma, ou seja, do neutron.


A Ciência do cosmos
“Assim na Terra como no Céu…” nos diz o Pai Nosso. O microcosmos tem a mesma organização do macrocosmos. O sistema atômico tanto se aplica à menor unidade da matéria que se possa conceber, como se aplica à maior unidade, ou seja, o maior concebível, o cosmos, o universo. Na visão astronômica, por exemplo, podemos conceber uma região anion, outra neutron e outra cation. Assim é o relacionamento interplanetário, no qual sempre existe uma zona neutrônica, uma aniônica e outra catiônica, sendo esta última o mundo físico de cada planeta.
Isto nos leva a outra premissa, uma analogia muito plausível: a existência de um espírito, de uma alma e de um corpo da Terra. Temos, assim, um mundo espiritual (anion), um mundo anímico (neutron) e um mundo físico (cation), todos englobados num mundo único, ou seja, a Terra. Se aplicarmos o mesmo princípio aos outros corpos do universo, podemos conceber um relacionamento no plano do espírito, outro no plano da alma e outro no plano físico, cada um regulado pelas suas próprias limitações ou áreas de influência, controladas pelo neutron.
Isso explica a autonomia de cada unidade e, também, o porque não existe relacionamento físico entre os corpos astronômicos físicos, uma vez que não é possível ultrapassar a barreira do neutron. Se, por uma hipótese absurda, se eliminasse o neutron, o anion pulverizaria o cation, e vice-versa, se o cation ultrapassasse a barreira do neutron e atingisse o anion, seria pulverizado, desintegrado por ele. Assim, o espírito chega ao corpo neutronizado, o mesmo acontecendo com o corpo em relação ao espírito. É nossa alma que age, busca, informa e possibilita ao nosso EU as decisões.
Aceito esse princípio, lógico e verificável individualmente, nós temos que admitir, por extrapolação, que nenhuma partícula física, formada no princípio do mundo físico, portanto na Terra física, pode atingir outro mundo físico, a não ser que, depois de neutronizado, tome nova organização, de acordo com esse outro mundo. Isso explica, inclusive, porque os meteoros e meteoritos, se oriundos de outros corpos celestes, chegam à superfície com a mesma composição físico-química da Terra física. Ao penetrarem na zona neutrônica da Terra, eles são desintegrados e se reintegram nas leis da zona catiônica da Terra.
Ou, talvez, sejam os meteoros e meteoritos partículas oriundas da própria Terra física, que se desprendem, atingem os limites neutrônicos, e voltam para sua zona catiônica de origem. Com isso, temos chegado à explicação do fenômeno da desintegração, integração e reintegração. Entretanto, a Lei da Conservação da Matéria nunca foi violada, nem mesmo quando seres extraterrestres, em épocas de vácuos civilizatórios do planeta Terra, aqui chegaram fisicamente.
Eles chegaram, é verdade, mediante o sistema de desintegração, integração e reintegração. Os limites neutrônicos foram sempre obedecidos. Seres extraplanetários aqui na Terra tiveram corpos físicos, mas da física terrena. As diferenças, como no caso dos Equitumans (vide “2.000 – Conjunção de Dois Planos”, Ed. Vale do Amanhecer) foram preestabelecidas a priori, antes da vinda (eles não nasceram como nós outros), de acordo com a época e a missão.


O invisível da Terra
A zona neutrônica da Terra é a fonte das especulações de religiões, filosofias e teologia de todos os tempos. A linguagem mais comum (que no Brasil se usa até mesmo para ironizar estados psicológicos) é se falar em “astral”. Segundo o “Grande Dicionário Etimológico Prosódico”, de Silveira Bueno (Ed. Saraiva, 1963), astral é um adjetivo, espécie de véu que envolve a alma, doutrina de Paracelso retomada pelos espíritas (do Latim, astralis ou astrale – corpus). Paracelso foi um alquimista do Século XV, que estabeleceu certa relação entre partes do organismo humano e os astros, dentre suas várias teorias.
Por outro lado, a palavra astral significa, também, corpos celestes – do Céu. Na qualidade de “um véu que envolve a alma”, pode-se perceber a natureza neutrônica do que chamamos de astral. As divisões que fazemos, de astral superior e astral inferior, ou baixo astral, indicam, somente, as posições entre o núcleo e a periferia do neutron, que é uma energia contrátil e expansiva (forças centrípeta e centrífuga). Da mesma forma que a palavra astral, se usa a palavra etérica, que seria um fluido sutilíssimo (admitido pelos físicos), espalhado por todo o universo (vide o mesmo dicionário).
A similitude com a descrição do neutron é a mesma que a do astral. Por esse motivo, e por uma questão de semântica, consideramos as descrições de planos astrais e planos etéricos úteis para nos servir como adjetivação – maneira de dar nomes, qualificar as coisas – mas, nunca como “coisas”. O principal, porém, é não confundir os planos vibracionais do neutron e do anion, fazendo passar por espiritual o que é apenas invisível.


O Proselitismo
O Vale do Amanhecer é muito rígido nessa questão de proselitismo, evitando, sempre que possível, ter que “vender” suas idéias a respeito de como as pessoas devem se comportar em termos religiosos. É preciso que não se confunda a posição do cliente que apenas vai ai Vale para receber assistência espiritual e, com isso resolve seus problemas, e aquele outro que apresenta uma situação de anormalidade mediúnica.
Esse último está num quadro de patologia mediúnica e precisa, por uma questão de honestidade, ser advertido disso. Nesse caso, ele é aconselhado a se desenvolver onde ele achar melhor, sem que se afaste a possibilidade de isso acontecer no Vale. Isso acontece, entretanto, com apenas meio por cento dos freqüentadores. Uma em cada duzentas pessoas apresenta sintomas de mediunidade aflorada, que precisa de cuidados técnico-mediúnicos.


A Estrela Candente
Esse trabalho ritualístico do Vale do Amanhecer merece uma explicação à parte, uma vez que mais chama a atenção do visitante pela sua originalidade. O conjunto, chamado Solar dos Médiuns, que inclui uma estrela de seis pontas – dois triângulos equiláteros cruzados, invertidos – , é a base física adequada para a manipulação de energias diversas. Cada detalhe ou divisão representa uma linha de força espiritual, todas se reunindo na cerimônia final da Estrela Candente. A base dessa manipulação de forças é o médium em grau de Mestrado, o qual é desenvolvido e iniciado para esse fim.
Toda a cerimônia é executada pelos Mestres Sol (Doutrinadores e Doutrinadoras) e os Mestres Lua (Aparás positivos e negativos). O princípio do ritual, chamado de Consagração, é a concentração. Os mestres, em número mínimo de quatorze pares, se concentram nos bancos, em frente ao Radar de Comando. O Comandante dá início ao ritual. Os Mestres Lua sobem a rampa e aguardam ao lado do Radar. Em seguida, os Mestres Sol sobem a escada e apanham as suas ou os seus Mestres Lua. Descem com eles, segurando as pontas dos dedos.
Todos os pares se juntam atrás dos bancos e, quando todos tiverem terminado o Coroamento (o ato de subir a escada e apanhar o seu par), dão início à Jornada. Sobem a rampa, à esquerda da Cachoeira, e cada par faz sua preparação em frente ao Triângulo da Cachoeira. Passam por trás do Comandante e descem em direção à Estrela. Divididos em partes iguais, os pares se colocam nos Esquifes. O Mestre Sol fica de pé na parte mais baixa do Esquife, e o Mestre Lua senta-se no banquinho de alvenaria ao lado. Os dirigentes se colocam nos dois Tronos, nas pontas dos triângulos: o Mestre Sol na ponta do amarelo e o Mestre Lua na ponta do azul. O Comandante ordena a preparação e todos os Mestres Sol dão as mãos.
Depois, deitam-se nos Esquifes e permanecem alguns minutos, até que se completem os cantos ritualísticos. Depois, fazem a invocação dos espíritos que irão passar naquele trabalho e, em seguida, fazem a entrega deles ao outro plano. Depois isso, os Mestres Lua incorporam as entidades das águas, e fazem a impregnação da Estrela. Esse mesmo ritual, ampliado, envolvendo o Lago do Jaguar, ou Lago de Yemanjá, chama-se Unificação. Esse trabalho ritualístico é feito para a desintegração de energias carregadas negativamente, e para espíritos que não teriam condições de passar num simples trabalho mediúnico.
Como complemento, são manipuladas energias dos planos superiores, que são dirigidas para beneficiar a coletividade, principalmente os hospitais, os presídios e as concentrações administrativas do governo. Esse trabalho é realizado todos os dias, nas faixas: 12,30 até 13,30; 14,30 até 15,30; e 18,30 até 19,30 horas. Na faixa da Lua Cheia, o trabalho é obrigatório (uma vez cada Lua) para todos os mestres e, nesse caso, se chama Anodização.


CONCLUSÃO
Caro visitante: Procuramos, aqui, sintetizar ao máximo as bases doutrinárias do Vale do Amanhecer. Sabemos das dificuldades que existem nas pessoas para saírem dos conceitos tradicionais e se acostumarem com fatos novos. Sabemos, também, que não basta a simples interpretação intelectual para se avaliar as coisas. Por esse motivo é que sugerimos a experiência pessoal de contato com o nosso trabalho. Dificilmente a gente fica sabendo o que realmente é o Vale, a menos que se tenha um contato direto, físico e, ao mesmo tempo, se tenha algum problema que possa dar a oportunidade de verificação.
Elaborado pelo
1º Mestre Sol Tumuchy Mário Sassi
em 1979

Visitando “seu” Templo – Kazagrande

O médium chegou ao Templo já estranhando a falta do tradicional burburinho de outros médiuns e pacientes. Olhava em volta e via poucos trabalhadores uniformizados e uma grande quantidade de pacientes que circulavam na área externa, sem demonstrarem nenhuma preocupação em entrar no Templo.
Desconcertado olhou o relógio: 20hs! Era sábado, e, aos sábados o templo fervia naquele horário. Tentando entender se aproximou de um Jaguar que não via há muito tempo, um destes que somem e nunca ninguém pergunta o que aconteceu com ele, e perguntou:
– Salve Deus! O que está acontecendo meu irmão? Por que tudo está assim parado?
– Salve Deus! – respondeu o mestre “sumido” – Está tudo normal, é sempre assim por aqui.
– Como assim? Aos sábados eu sempre deixo para chegar mais tarde porque assim os trabalhos já foram encaminhados e posso trabalhar mais tranquilo. Mas hoje está tudo parado! Não tem nenhum trabalho funcionando, os pacientes estão todos do lado de fora e lá dentro, quando olhei pela entrada, só vi um Orixá cochilando na Radar. Isso não é nada normal não!
– É porque você está no SEU templo. No templo que você construiu interiormente com suas atitudes, e com seus conceitos de trabalho.
– Não estou entendendo nada. Fale em português homem!
– Meu irmão… Cada vez que você fugia dos trabalhos, chegando mais tarde apenas por preguiça, ou por alguma desculpa forçada; cada vez que preferia ficar circulando ao invés de trabalhar, conversando com um e outro, falando do que estava “errado”; criticando justamente onde poderia estar efetivamente ajudando; cada vez que agiu assim contribuiu para que o SEU templo estivesse assim hoje.
– Meu Templo? Eu não sou o Adjunto, mestre você está enganado!
– SEU Templo, meu irmão! Um lugar onde os irmãozinhos que você devia encaminhar ficam circulando esperando lhe encontrar. Logo que eles lhe virem vai ver onde é que você vai parar. Se olhar direito vai ver que o Orixá cochilando no Radar, é você mesmo! Os poucos médiuns andando aqui fora também são aqueles que você abandonou, como eu… Lembra? Você foi meu instrutor, mas ao observar seu exemplo fora das aulas eu desisti da Doutrina e desencarnei em acidente, provocado por um cobrador que eu deveria ter encaminhado.
– Mas… Mas… então eu desencarnei?
Antes que chegasse a resposta a sirene tocou avisando um desencarne. Acordou sobressaltado no Radar e foi logo apalpando o corpo para ver se estava “vivo”.
Kazagrande

Médium desiquilibrado? Kazagrande

Realmente, a “vontade de bater, xingar e às vezes até de voar no pescoço do Doutrinador ou do paciente” é quase incontrolável!
Porém, devemos ter em conta que ela só será externada se encontrar, no próprio aparelho, sentimento semelhante, para criar uma simbiose mental e traduzir em impulso físico e/ou verbal.
Deixar o irmãozinho liberar esta energia, não vai ajudar em nada o Doutrinador, que também possui seus sentimentos próprios e receios naturais, que podem em conjunto mesclarem-se com a energia liberada, colocando a perder todo o trabalho, dando ainda mais força ao sofredor.
A responsabilidade do Doutrinador é de emanar a aura do médium, e do irmãozinho, com sua energia mediúnica vibrante na tônica do amor.
Claro que não podemos criticar quem ainda não compreende, ou não recebeu a orientação necessária sobre como se conduzir nestes momentos delicados. O Apará não pode se render aos sentimentos do irmãozinho, justamente ao contrário! Tem que vibrar para que ele compreenda aquelas palavras e mentalizar (visualizar) a sua Elevação.
Vejo que normalmente os médiuns que mesclam suas energias com a do sofredor, dando vazão aos sentimentos que lhe invadem, são justamente os que saem “passando mal” e com vibrações de todo tipo. Ao passo que os que se controlam e possuem uma incorporação perfeita, saem tranquilos e com a sensação da missão verdadeiramente cumprida.
Também conheço médiuns de todos os tipos, veteranos e “graduados” com os mais diversos comportamentos. Tia nos ensinava que o médium mais sujeito a mistificação é justamente o mais antigo e de maior classificação.
Não falo em “falta de conduta”, mas sim, em falta de conhecimento! A falta de conduta se dá quando o médium tem esclarecimento e não segue as leis que nos regem neste Amanhecer, e uma das Leis que Tia mais primava era justamente a elegância nas incorporações, e o comportamento de cavalheiro do Doutrinador.
Mal formados? Desequilibrados? Talvez… Mas o que realmente pesa é o momento em que o médium atravessa em sua vida e o quanto ele mesmo está precisando externar sua energia. O sofredor, ao encontrar este campo fértil, sente mais facilidade e aí o médium acaba “debaixo dos Tronos”. Por isso a necessidade de total responsabilidade ao ir para os Tronos! Nosso compromisso não é só com o paciente físico, é também com o paciente espiritual! E estes não podem encontrar um lugar para aumentar sua negatividade, e sim, para contê-las! O Apará, médium Iniciado na Corrente Indiana do Espaço, por esta característica, é consciente e pode controlar as reações. Somente não conseguindo, quando sua própria energia está compatível com a do irmãozinho… De modo, que é melhor nem ir para os Tronos, se não puder se controlar. Pois sairá dali pior do que entrou ou terá que contar com o merecimento de ter ao lado um Doutrinador que possa trabalhar dobrado: controlando aparelho e sofredor. De qualquer forma, os dois acabam esgotados.
Em nossa Doutrina, segundo descrito pelo Trino Tumuchy, trabalhamos com a “projeção do Mentor”! Ele não entra e domina o corpo do Apará! Projeta sua energia e intuição para a realização do trabalho. Quando chega o sofredor, o Mentor se afasta (por isso a sensação da voz do Mentor se distanciar) e permite que o irmãozinho, projete. Com a “Puxada”, o Doutrinador abre a aura do Apará para que ele receba a projeção da aura do irmãozinho, que passará a receber a limpeza propiciada pelos movimentos iniciáticos do Doutrinador e sua emissão de ectoplasma através da doutrina verbal.
Quanto ao controle dos movimentos físicos… Salve Deus! O Apará, Iniciado em nossa Corrente, tem o controle de seus movimentos. Obviamente, quando seu nível de mediunização é muito forte, ele sente com maior intensidade os movimentos projetados pela Entidade de Luz. Porém, jamais, repito, porque são palavras de Tia, jamais uma Entidade de Luz viola a vontade de um médium. Ela projeta e o movimento só se realiza com a permissão do médium! Dores não podem provir de uma Entidade de Luz, que nunca força o médium a nada.
Kazagrande
Extraído do livro “Ao Centurião”

Trabalho no horário certo – Tia Neiva

Filho, todo trabalho, trabalhado na hora certa, forma uma corrente inquebrantada. Foi respeitando os horários que consegui contar 108 horários do meu trabalho: Amor, Tolerância e Humildade.
O mundo inteiro ou todos os homens do mundo não conseguem o que sete homens na Força Cabalística podem fazer. E, no Vale do Amanhecer, tudo é Cabalístico. Por conseguinte, tudo é possível aqui. (…)
Filho, deves lembrar sempre que, se puderes, deve aprender a usar a tua força, te conscientizares de tuas influências desde os Planos Sutis. Sim, filho, conseguir uma consciência mais profunda, sentir despertar, sempre, novas ativações das suas correntes nervosas habitualmente inativas. Temos por Missão nos tornarmos um instrumento eficiente, tanto no sentido passivo, como ativo, curando o nosso próprio Centro Nervoso Físico, Afetivo, Mental e Espiritual, até tomarmos a Verdadeira Consciência de nós mesmos.
Sim, filho, o Homem que se conhece a si mesmo é Forte e Inquebrantável.
Tia Neiva
19/08/1980

Porque tanto me Perseguem – Adjunto Apurê

Um despertar em Cristo Jesus


A vida crística nos revela o maior conhecimento da vida de Jesus, nosso amado mestre. O amanhecer é o caminho da verdade que Seta Branca recebeu de Jesus para acordar os homens e mulheres desta terra. Foi respeitando estas ordens que o amanhecer cresceu como uma rama selvagem cobrindo vales e colinas despertando ou desabrochando o amor incondicional. Vejam bem, amor incondicional e não amor condicionado.
Amor incondicional é respeitar seu próximo como a si mesmo. Ninguém é igual ao outro, mas podem ser irmãos de missão, ou inimigos de prontidão. Ninguém pede para ser santo, mas pelo menos entender as escrituras sagradas para compreender seus amigos e ou inimigos.
Sobre a passagem de Saulo de Tarso, vejam quantas mortes ele causou pela sua prepotência, perseguindo os seguidores de Jesus, até que um dia ficou cego pela luz que irradiou em sua face. São ricas experiências que o Mestre deixou para mostrar o outro lado.


Eu nunca pedi para seguirem o que escrevo, eu somente sou um historiador que consegue trazer o outro lado para este. Um dia Tia Neiva me chamou e disse: Meu filho! Muito cuidado com o que escreverá! Muitos não vão lhe entender e compreender! Tenha em mim sempre como base de uma vida revelada e oculta!
Isso aconteceu muito antes de eu começar a fazer meu livro diário. Eu, naquele momento, olhei para ela e sem entender o motivo quedei a pensar. Ela me viu pensativo e somente alguns anos as visões se revelaram com tal intensidade que eu fiquei sem saber por onde começar.
_ Comece pelo começo meu filho!
Foi então que como psicografia meu desejo era mostrar para o mundo as coisas resultantes desta confirmação da nova era. Minha cabeça via e minhas mãos escreviam os relatos que compunham a “minha história”.
Engraçado que teve outros médiuns neste planeta e não foram tão duramente perseguidos a ponto de quererem matar sua fé. Tia Neiva foi considerada doidinha pela medicina da terra e pelos encarnados. Após a confirmação de sua mediunidade passou a ser respeitada. Se eu não sou respeitado ela também não é, pois também sou filho e pai.
Aqui está o exemplo de Saulo. Porque me perseguem tanto. Eu sou irmão e ninguém me chamou para poder mostrar o que acontece dentro de um templo. Se todos ouvissem a voz da razão sobre suas mentes iriam sentir a sua verdadeira obra que é se tornar melhor para sua origem espiritual.
Eu estive esta noite vendo uma energia sendo ativada na aura. Ela é a energia luminosa (fosforescente). Ela desce do reino central e vai se acumulando na aura dos médiuns. São pequenas células cósmicas que só vão ascender quando houver fricção. Geralmente elas ascendem mais nos aparas, porque ao limparem suas auras com as mãos elas são aceleradas e entram em combustão. Ali a aura começa a brilhar e vai sendo transferida também aos doutrinadores. Ninguém a vê porque os olhos estão fechados, mas podem olhar pelos olhos do espirito.
É a coisa mais bacana que acontece, é magia pura, fenomenal. Eis que então muitos só vão conhecer esta realidade tendo alguém que traga para mostrar. Eu trouxe muitas noticias do céu e da terra. Não quero que ninguém me siga ou me torne diferente, sigam suas consciências, sigam Jesus, Seta Branca e seus mentores. Confiem em vocês mesmos para que um dia possam ter este merecimento de entender os mistérios não revelados.
Como disse a clarividente: “tem muita coisa que eu vejo, revelo e não acontece. Tem muita coisa que eu vejo, não revelo e acontece”. Os mistérios da fé. Ela tinha que manter sua missão em favor dos menos esclarecidos. Os esclarecidos já sabem o que querem. Foi para isso que Seta Branca a convidou para executar esta obra na terra. Para trazer a linha cristica do amor que aos poucos está sendo abandonada pela linha da violência moral ou imoral.
Foi então que eu compreendi a energia luminosa. Ela desce pura e aqui nós a moldamos com nossas mediunidades. Diz assim na contagem:
Salve Deus mestres aparas!
Meus respeitos com ternura por tudo que irão transmitir do céu para cultura deste trabalho!
Mantras coloridos medicinais, Prana, eflúvios luminosos, energias cristalinas, mantras coloridos medicinais!
Tudo em beneficio da cura dos cegos, dos surdos e dos incompreendidos!
Ho! Ninfas encantadas pelo reino central, elevem seus pensamentos a plenitude bendita do Reino de Iemanjá!
Neste momento é que acontece a transferência desta energia vital. As células do reino central vão descendo como flocos de neve e vão se acumulando em toda parte. Principalmente nas auras dos médiuns e pacientes. E, também, após a contagem serão remetidas aos hospitais, aos presídios, aos orfanatos e onde houver necessidade que pelo pensamento foram metalizados no canto de Koatay 108.
“Meu filho! Faça sempre o meu canto em sua missão! Este será o seu canto na minha procedência”. Salve Deus.
Muitas coisas eu não posso revelar quando a clarividente nos trouxe a cultura para o templo em formação. Foram quatro anos de dedicação e revelações. Agora, querer desmentir esta passagem seria o mesmo que chamar nossa mãe de mentirosa. Vejam no caso do vale dos deuses, quem fala contra é porque não presenciou o que ela falou. Mesmo ela noticiando em jornal ainda assim muitos desacreditam.
Se eu recebi um dom foi para modificar meu coração e assim revelando eu poderia também mudar outros corações. Não é assim no vale do amanhecer, mestres ensinando mestres. Então porque aprisionar na maldade os que são diferentes. Aprisionar aqui que eu relato é jogar todos contra alguém. Seria como um tribunal de exceção, onde todos se vestem de togas e vão ser juízes de suas vítimas.
A pior derrota para o cristianismo é se intitular julgador, sentenciador, condenador. Onde era para ser libertação passa a ser escravidão. Todos se tornam escravos de suas ilusões e preconceitos. Foram 450 anos de inquisição e parece que trouxeram para dentro desta missão os efeitos desta vida. Todos só estão inquirindo e não libertando.
Como disse Jesus: Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”.
Eu digo aqui que nada mudou ainda nestes mais de 50 anos de missão doutrinária. Pode ter mudado alguém, mas todos ainda permanecem ligados as velhas tradições, aos velhos papiros, do olho por olho e dente por dente.
Cadê, jaguar, o amor que tanto falam. Cadê o evangelho de Jesus que suas bocas pronunciam e não seguem em suas vidas. Cadê os ensinamentos de Koatay 108 que deu sua vida em prol de todos nós. Eu não sei a quem mais mal fará, a nós ou a ela que trouxe esta abertura espiritual, sim, porque ela também responde por tudo que os mestres fazem nesta contagem.
Seja sincero e olhe para seu reflexo no espelho de sua vida.
Eu vou continuar fazendo minha parte. Quem quiser faça a sua e cumpra com seus mandamentos cármicos.
Jesus, meus irmãos, foi o homem mais perseguido desta terra por falar a verdade.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
08.12.2020

O Templo e a Conjunção de Dois Planos

Salve Deus!
O templo é o sagrado, é o espaço onde tempo e espaço se funde alterando nossa visão que é essencialmente baseada em conceitos humanos.
A universalidade nesse sagrado pode ser comparada realmente a esse universo físico, onde planetas, sois e galáxias coexistem numa perfeita harmonia gravitacional e nossa vã capacidade de compreender esse funcionamento por mais que nos ESFORCEMOS.
O templo é um grande hospital etérico, onde as individualidades usam de suas roupagens, ou equipamentos apropriados, para dentro do amplo espectro da modificação energética atual segundo a compatibilidade da fluidez dos elementos utilizados para essa cura e também segundo os encontros transcendentais ocasionados pela de causa e efeito.
O Primeiro ponto de encontro é o portão do espaço físico onde ficam os templos fechados e de céu aberto. Dois cavaleiros de Oxóssi ficam de honra e guarda visando observar os desencarnados e encarnados que adentram para trabalharem e também para serem tratados.
Já no pátio do Templo há toda uma movimentação que se mistura….Médicos espirituais, entidades da ordem de japuacy e também espíritos sofredores, pastores desencarnados, sacerdotes se aglomeram procurando conscientizar com seus sermões extremados a convencer que pacientes e mesmo médiuns incautos não entrem para trabalharem mediunicamente.
As conversas entre médiuns que fogem do padrão doutrinário, as negociatas, a aproximação assediante das pessoas querendo aproveitar de sua boa fé proporcionam o caminho do desequilíbrio e da desarmonia. Tia Neiva sempre alertava para os perigos que sempre esteve presente a porta dos templos.


Logo na entrada do templo há um cristal que começa a projetar a energia nos pacientes e médiuns, quando se avista a Pira um facho de luz atinge o plexo no exato momento em que os mesmos fazem sua reverencia.
A corrente Mestra, segundo Tia Neiva, como uma trança luminosa sob a forma de um pendulo , vai do Pai Seta Branca até o Randy. Nesse momento, cada Mestre que se aproxima deposita suas heranças transcendentais na corrente Mestra cuja função é conduzir as energias na forma manipulada pelos médiuns e no processo de condução manipula as energias oriundas do plexo de cada médium.
Cada Médium que chega, e dependendo de sua herança,faz com que essa corrente Mestra amplie sua condição e sua força.
Na Pira a energia da Torre de Tapir faz sua impregnação na preparação que na verdade é um ritual exclusivo que cada médium faz ao chegar ao templo, saindo de sua condição profana e buscando sua individualidade o seu sagrado nessa jornada que começa na Pira e termina na base da mesa evangélica.
No banco dos pacientes , enquanto aguardam atendimento, Individualidades luminosas já começam seu trabalho desobsessivo, consolando-os de suas dores e sofrimentos para que logo em seguida os abnegados Pretos velhos, na manipulação ectoplasmática de Apará e Doutrinador proporcionem os primeiros passos para o tratamento dos encarnados e desencarnados que através da elevação do Doutrinador conduzam nos para Deus.
Essa é magia que não vemos, mas que acontece todos os trabalhos em nossa doutrina, trabalho esse que só possível pela colaboração dos médiuns que passam a disponibilizar sua condição mediúnica para que essas individualidades luminosas possam exercer e nos auxiliar nessa tarefa curativa e caridosa que Pai Seta Branca assumiu diante de Jesus em elevar espíritos para o céu.
Porém só será possível se cada médium se conscientizar de sua condição, pois a consciência espiritual é o elemento primordial para essa cooperação que acontece em dois planos, o físico e o etérico….
Cada passo, cada palavra, cada ação é computada quando estamos a serviço como enfermeiros do Senhor…
É bom pensar Refletir

Adjunto Adelano, Mestre Gilmar

Novembro de 2020

Cumprimentos Doutrinários – Kazagrande

“SALVE DEUS!” – Mestres e Ninfas, devem fazer uso deste cumprimento, em substituição a qualquer manifestação emotiva dentro do Templo.
O “Salve Deus!” é mais do que nosso cumprimento mediúnico, é nossa chave de reconhecimento, uma demonstração de respeito e sincero afeto fraterno.
“Oi Mestre! Que saudades!” E aí vem um sorriso, um carinhoso abraço, ou aperto de mãos e até três beijinhos. Pode parecer uma cena social normal, um encontro incidental na rua, mas isso acontece com alguns médiuns uniformizados e até mesmo dentro do Templo!
Meus irmãos e irmãs, o Primeiro Mestre Jaguar, Trino Araken, chegava a abordar este tema nas aulas de Sétimo Raio. Ressaltando a importância do “Salve Deus!”, pois este sim é nosso único e verdadeiro cumprimento quando estamos a serviço, quando estamos à disposição da Espiritualidade.


O carinho, a saudade, o respeito, quando estamos uniformizados, devem ser substituídos por nossa forma doutrinária de saudação. Um olhar, um “Salve Deus!” e seguimos nosso caminho. Ao ingressar dentro do Templo, devemos também buscar ingressar em nossa individualidade, deixando “lá fora” todas as manifestações que não condizem com a missão que nos propomos a realizar. Estamos para servir e devemos estar atentos ao nosso trabalho. Devemos ser profissionais, como o Trino Tumuchy sempre enfatizava.
Manifestações de carinho e afeto dentro do Templo, por vezes podem ser mal interpretadas, quando não, com certeza alguma vibração irá atrair. Desde nossas primeiras aulas, aprendemos que jamais devemos atrair vibrações por conta de nossas atitudes e palavras. Dentro do Templo não é lugar para ficar conversando, e nem mesmo para comentar o que pretende, ou não, fazer naquele dia, afinal nem isso devemos planejar, vestimos o uniforme e estamos para servir aonde de nós precisarem.
O Trino Araken também contava que, quando um paciente vinha em sua direção com a mão estendida para cumprimentá-lo, ele só retribuía o cumprimento se fosse alguém de quem não pudesse se esquivar, pois se fosse um Jaguar ou Ninfa, Salve Deus! Quem conheceu o Nestor sabe como ele reagiria…
Outro aspecto, que também vale a pena comentar, é que quando você encontra alguém dentro do Templo, não sabe como ele está. Que energia está carregando, com que trabalho estava envolvido, ou em que sintonia “estava” se direcionando, pois ao ser desviado de seu objetivo, pelo inoportuno cumprimento, normalmente sairá desta sintonia e, infelizmente, muitas vezes acaba entrando na “sintonia do cafezinho”.
Reforçamos mais uma vez a questão do bom senso… Não é para sair por aí bancando o mal educado e dizendo: “Você não sabe que não se deve cumprimentar aqui dentro?”. Não! Com toda educação responda: “Salve Deus! Estou indo para tal trabalho, me acompanha?”. E siga verdadeiramente se comportando como um médico em um belíssimo hospital. Com seriedade, elegância e educação. Aprendendo, desde já, como nos comportar nos planos espirituais.
Kazagrande
Extraído do livro “Ao Centurião”

Velhas ou novas estradas – Adjunto Apurê

Ontem Amanto esteve aqui lá pela meia noite e mandando fazer as malas. A gente não discute detalhes, temos missão e ela vai se encaixando nos conformes de nossa condição.
Eu fui visitar um povo de uma tradição diferente. Eles, para espantar os maus espíritos, batiam em latas, tampas e objetos para produzir um som que vibrava criando uma onda para interferir no comodismo. Sim, os espíritos se acomodam em seus habitats. Comodismo deixa a poeira sentar na cabeça e as pessoas não reagem, se conformam com aquela situação.
A cultura avessa também é um ato de desacreditar na valorização de sua tradição. Faz por fazer, de vez em quando, como se fosse um grande cenário ao ar livre. Eu digo isso no campo da visão espiritual, porque na terra continua a mesma.
A tradição deste povo é voltada as suas crenças que se baterem em objetos inanimados que vibrem criando um som estranho eles vão interferir no etérico para afastar os maus pensamentos, ou maus espíritos. Eu até acho interessante esta forma de mudar o ambiente, sim, nós do amanhecer também temos a nossa cultura voltada aos mantras cantados que vão tomando conta dos ambientes e assim vão desmagnetizando pelo som das palavras as crostas grudadas, imantração.
O budismo bate no cálice que provoca um som fino e com palavras vão se espalhando pelo ambiente. Muitas crenças usam deste método para promover a alteração do sistema mediúnico. A Igreja católica bate o sino para despertar os dorminhocos para a missa do dia. Os umbandistas batem o tambor para alertar os espíritos e chamar para o rito. Os evangélicos gritam com suas bíblias para espantar os espíritos. Não se tem uma energia vibracional, se tem um ectoplasma pesado.
Eu cheguei no momento em que aquele povo estava fazendo a maior zoeira. Cada um com suas latas e tampas batendo pelas ruas da cidade. Um ato defensivo ou um folclore. Não, era uma tradição religiosa. A crença vem dos antigos anciões passados pelas gerações que agora se atraem pela cultura de valorizar este momento histórico. Então a tradição aqui nesta explicação faz parte da cultura deste povo.
A cidade inteira estava batendo nas portas e janelas. Muitos expiando e aplaudindo dando força e coragem aos jovens que absorveram este rito como prova para mudar a vibração. Criou um campo força mágico que ia penetrando na audição dos encarnados e desencarnados. Os espíritos desencarnados são afastados pela dor que o som causa em suas audições. Os espíritos escutam os sons, eles não enxergam, são cegos pela ação da proteção que foi criada separando os planos. Mas o som vara os planos levando a sua mensagem.
Quando Pai João e Pai Zé Pedro queriam se comunicar com os escravos de outras fazendas eles usavam um toco oco que ao bater produzia um som. Este som ecoava pela terra e todos sabiam o significado de cada batida. Já naquele tempo havia uma linguagem pelo som. Hoje temos os telefones.
Voltamos, hoje, por saber amar. Amar a valorização humana e não se tornar desumano de novo. O homem deve se moldar a nova era dentro de sua cultura preservando suas tradições e seus papiros como prova de sua evolução. Aqui eu digo que as velhas estradas contam a história de quando tudo começou.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
17.11.2020

A Pira (Centro de Controle no Templo)

Salve Deus!
Meus Irmãos!
O Grande segredo para nos integrarmos com as forças de nossos mentores, que de muito longe chegam para trabalhar connosco, é a mediunização.


No nosso cotidiano percorremos vários lugares, como: Comércios, repartições públicas, residências e etc. Como médium, jamais devemos pensar que os locais estão pesados, pois cultivando tais pensamentos, nossa aura atrai as correntes pesadas que se encontram presentes ali.
Mesmo que por motivos diversos o médium deixe de ir ao Templo, quando for deve fazer a sua preparação para o trabalho. Na entrada, no portão que dá acesso a área externa do Templo, o médium deve abrir o plexo, porque ali se encontra forças que se destinam dar a proteção que o médium necessita. É como se fossem” facas” de luz que em movimentos extremos, separam de sua aura as cargas mais nocivas. No interior do Templo se encontra a Corrente Mestra, o médium ao chegar deve se harmonizar com suas próprias forças e procurar retirar da sua mente todos os pensamentos contrários, deixa-los na entrada e fazer a sua preparação.
Quando o médium vai se preparar já foi invocada a Corrente Mestra, e ele ( o médium) já se encontra no centro do centro de referência de manifestação da Corrente! O mestre é um sistema magnético, plasmático, no nosso sistema mediúnico tudo é magnético…
No momento da preparação em frente a Pira, se encontra a Presença Divina. Tem a área espelhada onde você vê o seu próprio reflexo, você abre o plexo, estica os braços na horizontal, rompendo o Neutrôm a sua frente, olhando para você mesmo. E diz: -SENHOR, SENHOR! FASE A MINHA PREPARAÇÃO, PARA QUE NESTE INSTANTE, POSSA EU ESTÁ CONTIGO. Você está buscando no Microcosmos(dentro de você) e no Macrocosmos (Fora de você). É Como se você estivesse dizendo: -Prepara-me, coloque-me em condições, apto em sentimentos, em razão em Amor. Para que eu possa neste instante alcançar minha individualidade, minhas condições divinas…Você está “apontando” para o seu reflexo, em direcção do próprio peito, para o seu coração. E quem aponta para o próprio peito está apontando para sua alma. Há neste instante, uma assimilação no plexo do médium com a Corrente Mestra.
É muito séria a preparação, porque só o fato do próprio impacto do sistema de forças da Mesa Evangélica, já realiza as aberturas dos chackas do mestre. É esta a razão, porque o médium não cruza o plexo ( posicionar as mãos cruzadas atrás ou na frente do plexo…) Porque já foi feita a abertura chácrica, a aura esta aberta, para os rituais. Mas esta abertura vai se completando em cada passo. E o médium que está nesse trajecto da preparação, não importa quantos pacientes ou mestres estejam na lateral, que limita o recinto da mesa, e o chame para lhe dar um papel para colocar no farol, ou qualquer outro motivo…Se o incauto atender, ele terá que voltar à Pira e fazer sua preparação, porque ela não está mais se realizando, e o mestre já se perdeu da contagem.
Vem o segundo passo diante da Presença Divina, que é a mais elevada expressão do Simbolismo do Sistema Crístico, a Reverência.
E o médium chega no terceiro passo, e completa as aberturas dos chacras, finalizando a Preparação. Depois disso ele pode justificar-se ao paciente, do porque ele não o atendeu, pegar com “carinho” o papelzinho do mesmo, sempre com a mão esquerda, e colocar na Mesa. E falar com quem lhe convier. Mas na preparação não! Se o médium interromper para atender um chamado, ou outra situação, tem que imediatamente voltar porque ela( A preparação ) se desfez. O médium até pode conserva na mente a ideia, mas não o sentido de se preparar para servir na lei do auxilio.
O ideal após a preparação é participar do trabalho de Mesa Evangélica, porque manipulamos ali todas as cargas pesadas que envolveram nossa aura, no trajeto de nossas residências ao Templo. Como missionários nós temos compromissos, e por razões transcendentais ou por missão, conduzimos espíritos, que as vezes podem ser até os nossos queridos cobradores. E no trabalho da Mesa, tanto o médium Doutrinador como o Apará, se desimpregna dos miasmas, das correntes negativas contidas na aura. Depois da participação na Mesa de doutrina, não é mais preciso os médiuns se dirigirem ao Castelo do Silêncio, porque já se processou a sua limpeza.
Busque a sintonia com uma ninfa, ou com um mestre, e vá trabalhar na lei do auxilio onde houver necessidades, porém não se esqueça de que devemos está descontraídos mais jamais desconcentrados.
“Quem desconhece os ensinamentos e as leis do Amanhecer não se cura, e tão pouco cura coisa alguma”
(Tia Neiva
Salve Deus!
Adjunto Noã
Nelson Lima

[Aforismos – Vale do jaguar]

1. A espiritualidade não aposta em projectos falhados.

2. O poder iniciático é móvel, desloca-se no espaço-tempo, conforme o propósito da Espiritualidade Maior.

3. A Nova Era deixará cair as maçãs podres.

4. A transição planetária será um processo desintegrador da falsidade, da ilusão, da desonestidade, do glamour e da vaidade dos Templos do Amanhecer, que se encontrem fora da contagem cabalística, da Cabala do Nosso Senhor Jesus Cristo em que trabalhamos.

5. Entrará em decadência ou cairá, todo e qualquer templo que estiver fora da conduta doutrinária exigida para o descortinar do 3º milênio.

6. A liberdade de falhar existe sempre, mas os bónus-horas nunca deixarão de ser descontados – Pai João gosta de lei, de conduta que conforme for boa ou má terá consequências cármicas correspondentes, na contabilidade cósmica.

7. Sem harmonia não há condições de florescer o verdadeiro Poder Desobsessivo!

8. O nosso plexo físico emite apenas aquilo que o seu espírito já conquistou e foi trazido para o centro coronário.

9. As consagrações realmente importantes são aquelas que conquistamos nos planos espirituais.

10. O Colete de iniciação tem como principal significado esotérico em termos de conduta doutrinária, que a partir do momento em que saímos do castelo iniciático somos totalmente responsáveis, em termos cármico-espirituais, por aquilo que fazemos do nosso livre-arbítrio, dentro e fora dos templos! Deixámos de ter a responsabilidade dividida pelos mentores, passando cada iniciada a trilhar o seu caminho de forma mais independente.

11. O emplacado quando se deita no esquife cai como homem, e levanta-se como médium jaguar, por 10 mil anos estará dentro dessa contagem, uma marca indelével no seu espírito espartano – marca essa que no etérico é admirada por alguns e temida por outros.

12. Médium que não manipula a sua energia e suas forças nos trabalhos evangélicos, mais tarde ou mais cedo desequilibrará – uma consequência da ciência espiritual – sem a base da força evangélica não há equilíbrio nem realização espiritual, dentro do Amanhecer!

13. Arcano num templo do Amanhecer representa na condição terrena, os Arcanos Universais. Só será um verdadeiro arcano o doutrinador que tem uma conduta excelente, porque assim exige representar um espírito de tão altíssima hierarquia!

14. O Cavaleiro da Lança Reino Central é um poder absoluto dentro dos templos. Varredor hiper-desobsessivo, capaz de elevar falanges em conjunto com um doutrinador centurião em pleno equilíbrio e sintonia, que trabalhe afincadamente e com dedicação igual à de um Centurião Romano. Com a disciplina e coragem de um espartano, que hoje é um espiritualista cristão a serviço de Deus-Pai, para sua própria libertação e evolução – a caminho de Dharman-Oxinto.

Vale do Jaguar