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Vá trabalhar que a vida melhora… Será? Kazagrande

Será que somente precisamos de trabalho espiritual? Seria apenas a fé a nos mover em direção à evolução? Teremos apenas que trabalhar pois a “mesa está posta”? Salve Deus!
Embora a fé seja um fator decisivo para aqueles que desejam contribuir nesta missão, devemos recordar das palavras de Tia Neiva, repetidas deste a palestra inicial: “A fé que nega a ciência é tão inútil quanto a ciência que nega a fé”.
Sim, meus irmãos e irmãs! É preciso mais do que a fé! É preciso o conhecimento, sob pena de nos tornarmos “robôs místicos”, um dos temores de Tia Neiva. É preciso saber o que estamos fazendo, entender, conhecer, saber explicar. Já passamos da fase dos “mistérios da fé”, onde ficávamos sem explicações e somente rezávamos. Atualmente, principalmente para os que chegam na Doutrina agora, cheios de informações e questionando com propriedade às realizações, é preciso esclarecer, ensinar, compartilhar conhecimentos que não sejam apenas embasados na fé e experiência… É preciso coerência, instruções que não agridam a inteligência, sob pena de nos tornarmos uma seita de seguidores robotizados.
Evangelizar é trazer o conhecimento! Jamais será pregar o fanatismo ou a fé pela fé. Evangelizar é trazer os princípios de Jesus que justificam a realização dos trabalhos, mas que devem também trazer o conhecimento que nos liberta e dá a necessária segurança e emoção na realização destes trabalhos.
Por vezes vemos médiuns sedentos de conhecimento perguntando sobre o que se passa no Turigano, por exemplo… Respostas desencontradas, cheias de mistérios e misticismos, para não dizer fanatismo, acabam por desiludir aos que hoje se apresentam na Doutrina com dúvidas que não serão sanadas pelos “mistérios da fé”.
Não basta dizer “vocês precisam trabalhar”! É preciso ensinar sobre o trabalho, esclarecer, explicar o que se passa ali e trazer a correspondência com a missão de cada ato praticado. Antes tínhamos Tia Neiva e os fenômenos de sua clarividência eram incontestáveis, por isso muitos se abstinham de perguntar, pois a simples observação já era a prova necessária. Mas, sabedora que não duraria para sempre neste plano físico, ela registrou na cores de nossa fita a necessidade do conhecimento! A cura e a sabedoria, a fé e a ciência, o conhecimento e o trabalho espiritual.
Claro que muitos não precisam de nada disso. Simplesmente trabalham e se sentem felizes com isso, cumprindo tão somente pela fé. Mas os encarnados nesta Nova Era chegam em busca da compreensão, desejam entender para poder transmitir, não se satisfazem com a indicação do trabalho, querem entender. Não aceitam mais que o Adjunto os mande trabalhar, querem do Adjunto o papel de Instrutor, de pai. Querem sua experiência aliada ao verdadeiro conhecimento.
Temos um grandioso acervo, deixado por Tia Neiva, e o conhecimento não pode ficar velado. Não basta distribuir as cartas marcadas para determinadas aulas, é preciso comentar, explicar cada uma delas, e ir além, trazendo a cada semana, ou a cada reunião, uma nova carta, uma nova explicação, uma nova aula!
O povo já não precisa apenas de trabalho, precisa de conhecimento para trabalhar com esclarecimento e direcionando suas energias por esta compreensão. Imagine se o médium entende o papel que desempenha na posição que assume no Turigano? Se entende o que recebe no momento da invocação das forças? Se sabe do que se trata cada canto específico e que tipo de energia é manipulada naquele momento? Tenho certeza absoluta que já não seria o mesmo! Que a cada novo canto saberia o que mentalizar, teria motivos para manter sua concentração… E, vou mais longe, teria motivos para participar do trabalho além da fé que o conduziu até ali.
Kazagrande
(O Turigano foi usado apenas como exemplo, aplica-se este questionamento a todos os demais trabalhos).

Instrutor, o Aprendiz – Adjunto Adelano

Salve Deus!
A responsabilidade de ser missionário é maior e muito mais complexa do que simplesmente envergar uma indumentária e mergulhar em rituais na pretensa ideia que somos especiais, acrescente-se a isso ser instrutor!
O instrutor é aquele que lhe foi entregue a delicada condição de formar a personalidade mediúnica dos aspirantes a Mestres, é aquele que um Ministro de Deus, em sua árdua tarefa de resgatar espíritos para a recuperação lhe entrega para que nós outros instrutores possamos dar-lhes o livro , o evangelho iniciático e possam prosseguir em suas jornadas com as ferramentas adequadas para novos Mestres, novos templos, novas conquistas.
Muito embora, mesmo na condição de instrutor, erramos, nós aborrecemos, discutimos pois somos físicos e apenas tivemos a oportunidade e a missão de ensinar e nessa condição aprender, portanto temos as ferramentas da cura, mas essas mesmas ferramentas servem para nós mesmos as usemos em nosso beneficio.
Precisamos pensar e muito que nossos aspirantes a centúria tem sentimentos e a linha cármica pode de repente nos induzir a uma paixão que justamente vem para nos desviar e testar nossa conduta, assim como fazer que qualquer de nós outros instrutores , em momento não apropriado perca a compostura e fale o que não queria, portanto precisamos saber escutar e não ouvir.
Temos um plexo físico , que sofre as ingerências desse terceiro plano, uma razão por demais exigente, pode muito ferir, que ensinar. É preciso compreender, ensinar o caminho e se preciso for estar presente nesse caminho daqueles que notadamente Jesus colocou a nossa frente.
Difícil, sim…Mas não impossível…
Gilmar
Feliz 2020

Cisma de Irischin – Adjunto Adelano

Tia Neiva sempre nos alertava sobre a velha estrada que sempre foi simbolizado por”olho por olho, dente por dente”. Também pelas atrocidades cometidas em muitas de nossas encarnações onde principalmente a intolerância religiosa e politica vitimou milhares de pessoas inocentes.
Também não podemos nos esquecer do episódio do Cisma de Irischin, onde um Trino teve que presidir uma situação em que novamente os Jaguares fizeram mal uso da corrente Mestra e a mesma foi recolhida.
Hoje infelizmente acontece uma situação muito grave. Primeiramente o desrespeito a hierarquia e consecutivamente a força decrescente. Mestres com um potencial enorme doutrinário, Mestres que foram aculturados por Tia Neiva estão sendo substituídos por outros que não tem ainda uma formação doutrinária e consecutivamente conhecimentos doutrinários que possam ser deixados como heranças para aqueles que futuramente serão os instrutores de nossa doutrina.
Sem ter a pretensão de transforma-los em um monge ou em um robô místicos, vou descrever as pequenas atitudes de um ativo adjunto(Tia Neiva) A carta do adjunto nos alerta sob as verdadeiras responsabilidades de um perfeito adjunto.
Quando Tia Neiva consagrou os primeiros Arcanos em 1985, ela os tinha como os Principes deste Amanhecer. Dizia ela que esses Mestres tinham um compromisso com o universo. Havia toda uma magia em torno dessa classificação. Mesmo depois de seu desencarne o Trino Ajarã(que tem por Tia Neiva todos os poderes para realizar qualquer classificação nessa doutrina) sempre avaliou cada mestre, principalmente por suas conquistas.
Outro fato de suma importância é de duas frases deixadas pelo Primeiro Mestre Sol Tumuchy:
-“Somente um iluminado poderá levar outro a iluminação”
-“Somente um iniciado poderá conduzir outro a uma iniciação”
Isto nos leva a refletir sobre classificações: Somente um Trino Presidente Triada legitimamente classificado pela Clarividente, ou alguém cujos poderes foram delegados pelos representantes de Tia Neiva(Trinos Presidentes Triadas) poderão classificar um Adjunto Arcano!
Certa feita perguntei ao Trino Ajarã sobre mestres que emitem dessa forma e que não passaram por uma classificação legitima o que poderia acontecer.
Ele respondeu!
Meu filho! Se alguém de repente resolve erguer os braços e emitir que é fulano ou sicrano , o que podemos fazer!
Em suma, é a consciência é que rege nosso comportamento doutrinário, consciência divina, clara e pura como o cristal transparente. A mesma consciência que lhe faz ser ouvido nos planos espirituais. Uma placa de acrílico no colete não indica propriamente que o mestre é consagrado. Muitos são chamados a uma consagração, mas nem todos são consagrados, essa é a lei.
Nossa doutrina é extremamente técnica e suas leis e rituais é a segurança que nos faz sermos aqueles que socorrerão a humanidade nos momentos difíceis que poderão vir.
Não podemos cair mais uma vez na velha estrada. Não existe cruzamento de corrente entre os filhos de Pai Seta Branca. Essa doutrina tem seus templos que pertencem a esse Pai Seta Branca que em nenhum momento fez qualquer diferenciação entre seus filhos, tanto que em uma de suas cartas ele diz: “Eu os vejo como acumuladores de cargas tão iguais”
Precisamos apenas pensar como missionários que vive uma doutrina cabalística , técnica, trazida dos planos espirituais por uma clarividente que via e interagia em vários planos, e quem tem como principio norteador um sistema hierarquizado que tem também como função preservar a condução, movimentação de forças espirituais cujo nome, conhecemos força decrescente.” Tanto que há uma frase dela interessante que diz:” Fora da força decrescente de koatay 108 pouco fazer”
Usar de áudio de Tia Neiva que foram gravados para explicar e marcar certa época é extremamente delicado para nossos momentos atuais.
Quando de seu desencarne em 1985, Tia Neiva deixou praticamente tudo pronto, hoje qualquer menção da modificação das estruturas arquitetônicas e também dos rituais deixados por ela é tremendamente perigoso.
Gostaria que você que nesse instante está lendo esse texto pensasse e respondesse a si mesmo as seguintes questões:
Tia Neiva proibiria seus médiuns de entrarem no templo ?
Tia Neiva retiraria o Adjunto Janatã da função que ela mesmo deu?
Tia Neiva afastaria o representante do Cavaleiro da lança vermelha?
Ao que sabemos Tia Neiva sempre levou em conta a hierarquia que ela deu aos Trinos Presidentes Triada, tanto que a chamada do Primeiro Mestre Jaguar Trino Araken se sobrepunha sua própria chamada. Certa feita ela disse a uma ninfa Yuricy:
A um Trino não se desobedece!
Hoje temos um grande compromisso que nós assumimos diante de Jesus e Pai Seta Branca e precisamos nos isentar das ações humanas que são praticadas na doutrina. Servimos a um sacerdócio espiritual de uma linhagem doutrinaria fidalga que se chama Corrente Indiana do espaço e correntes Branca do Oriente maior!
A velha estrada continua sempre um desafio para nós outros e não é difícil se perder nessa caminhada que nos leva de encontro com nossa individualidade. É preciso pensar, refletir!
Gilmar Adjunto Adelano

Instrutor (Acervo Tumarã)

“É muito grande a responsabilidade de um Mestre Instrutor, uma vez que de sua instrução dependerá a trajetória de muitos espíritos, encarnados e desencarnados, na Corrente. Existem mestres veteranos que acham ter adquirido a condição de instrutor pelo seu tempo na Doutrina. Errado, e a preocupação dos responsáveis pelas instruções, em todos os Templos do Amanhecer, deve ser a de ter mestres capacitados a ensinar, a saber transmitir as coisas básicas de nossa Corrente, com respeito, clareza e dentro de uma mesma linguagem, em perfeita harmonia, pois cada um médium que chega, a qualquer tempo, traz uma bagagem transcendental que, sem a Clarividente, não temos como aferir, e isso não depende de sua personalidade, de sua posição social, de sua formação profissional ou de seu nível cultural. O que está acontecendo, entretanto, é que por consequência da chegada de médiuns com maior capacidade intelectual, está o instrutor sendo exigido mais e mais no nível de suas explanações, a fim de satisfazer dúvidas e questionamentos de mentes mais abertas e trabalhadas pelos diversos ramos do conhecimento humano. Isso gera uma complicada situação, principalmente se o instrutor, acomodado em seu tempo de serviço à Doutrina, não se preocupa com o aprofundamento de seus conhecimentos, nem em fazer uma reciclagem, sem estar consciente de que nossa Doutrina é muito mais Ciência do que Religião.

O verdadeiro instrutor sempre busca aprimorar seus conceitos e sabe que somos “mestres ensinando mestres”, isto é, não existe uma qualquer situação de superioridade. Em cada aula, em cada contato com os médiuns sob sua responsabilidade, o instrutor procura se fazer entender e, com simplicidade, deve estar aberto à recepção de muitas novidades que lhe chegarão daquele grupo. Esta é a correta postura mental do instrutor. Não se envaidecer do que sabe – ou pensa que sabe – e nem se colocar num pedestal se achando superior àqueles que estão chegando, ávidos pelos conhecimentos fundamentais da Doutrina. A outra preocupação do Mestre Instrutor deve ser com sua conduta doutrinária, evitando palavras e gestos não condizentes com a Corrente, além de saber manter à distância, com respeito e carinho, pessoas que se deixam levar por fantasias e entusiasmo – e por ações de irmãozinhos cobradores – e procuram um envolvimento emocional. Muitos Doutrinadores se deixaram conduzir a abismos tenebrosos pelas palavras gentis, sorrisos e manifestações de carinho de jovens bonitas que lhe foram confiadas para receber suas instruções. O melhor é não se arriscar, mantendo-se alerta, sabendo localizar o perigo e cuidando para que aquele olhar ardente não se transforme numa enorme fogueira que irá devorar-lhe a alma e destruir sua vida. A mente do Doutrinador está preparada para tudo, desde que sob a disciplina da conduta doutrinária e perfeita sintonia com seus Mentores. O que fizer fora disso, é por sua própria vontade, por seu livre arbítrio, e terá que prestar contas.”
Observações Tumarã – José Silva