O trabalho de Contagem foi trazido para a manipulação de correntes negativas mais pesadas, que muitas vezes atrapalham os trabalhos. As primeiras Contagens ocorriam sempre que nossa Mãe sentia o Templo pesado, com prejuízo para os médiuns e pacientes. Na época, o Comandante do Dia suspendia tudo e fazia uma Contagem, a qualquer momento, depois os trabalhos eram continuados.
Nossa Mãe explicava que, quando o comandante faz a harmonização, emissão e canto, é formada uma “redoma” em volta do Templo ou do lugar onde é realizada a Contagem, motivo pelo qual ninguém pode entrar nem sair do ambiente até o término desse trabalho.
Dentro dessa redoma, o comandante convida os médiuns a mentalizarem as forças da natureza – as matas, os mares, as cachoeiras, etc, fazendo com que a força nativa seja atraída para dentro.
Depois, o comandante pede a mentalização dos problemas, dos hospitais, presídios, dos que sofrem, atraindo as correntes negativas que atrapalham os que estão sendo vibrados, assim como as que se fazem presentes no ambiente, e enviando as energias positivas para os que são vibrados, fortalecendo e iluminando seus caminhos.
Em seguida o Comandante faz sua evocação, pedindo ao Mestre Jesus e ao Divino Arakém a iluminação da Contagem com a presença do Povo de Cachoeira e das Sereias de Iemanjá, que vem justamente manipular e preparar as correntes e espíritos negativos ali contidos para a elevação. Após a vinda do povo das águas, todos ficam de pé, emitem o mantra Simiromba para a impregnação fluídica e três elevações, pelos Doutrinadores.
Nossa Mãe disse que, durante a elevação, a “redoma” explode em luz, e o trabalho é encerrado, deixando apenas a emanação suave do povo das águas.
Jairo Zelaya