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O destino de um Elítrio – Kazagrande

O destino de um espírito que foi reduzido à forma de elítrio (ovóide) não pode ser definido genericamente, pois, independente da atual situação em que se encontra, ele possui toda uma trajetória espiritual, que o conduziu a tal forma. O reajuste na forma de elítrio pode acontecer de diversas maneiras, e seu encerramento é que determinará qual seu novo destino.
Podemos exemplificar algumas situações, porém não temos como determinar qual delas, ou se alguma delas, será o novo caminho a ser percorrido por este sofrido espírito.
Entendemos que para um espírito ser reduzido à forma de elítrio, ele deve ter passado por situações muito difíceis, e por que não dizer “cruéis”, provocadas pelo seu algoz (causador da dor que levou aquele espírito à forma de elítrio), que agora deverá receber a devida cobrança. Porém, pelas benções da Espiritualidade, que não poderia permitir uma cobrança insana estendida por diversas encarnações, a vítima, envolta nas mais pesadas vibrações de vingança, acaba sendo recolhida e, passando por uma estufa, é reduzida à forma de elítrio, sendo implantada, com o consentimento do algoz, em seu corpo, para, no momento determinado, iniciar seu processo de cobrança, normalmente por intermédio de enfermidades.
Vejamos alguns casos: O algoz mantém suas condutas erráticas e acelera a cobrança, fazendo com que o elítrio inicie logo seu reajuste, provocando enfermidades e até o desencarne.
Outra situação: O algoz, movido por sua consciência espiritual, procura ter uma vida produtiva, pratica o bem e acaba anulando as vibrações negativas do elítrio, promovendo sua libertação no tempo determinado, sem ter sido muito afetado.
Também pode acontecer, do merecedor da cobrança procurar um auxílio espiritual, em nosso templo, por exemplo, e lá sentir-se tocado pela necessidade em trabalhar espiritualmente. Seus Mentores, ao avaliar todo o quadro, podem concluir que ele será mais útil se for liberto daquela cobrança para melhor servir. Assim promovem a libertação do elítrio.
Um paciente, onde os Mentores verificam que a atuação do elítrio está “além da conta”, também podem encaminhá-lo para a Junção, e pelo poder luminoso do trabalho, ser libertado. Por este motivo só pode passar na Junção os que forem efetivamente recomendados, pois, se passam pelo trabalho sem recomendação e o elítrio acaba sendo libertado “antes do tempo e/ou merecimento”, as consequências podem ser terríveis.
Recordo um caso em que o Comandante, ao ver um paciente em cadeira de rodas saindo da Cura, questionou-lhe se não iria passar na Junção também, e foi colocando-o para dentro sem que ele tivesse obtido a recomendação nos Tronos. Tia Neiva estava no Templo… Em passos rápidos se dirigiu ao comandante e falou:

  • Meu filho, você colocou aquele paciente na cadeira de rodas para a Junção, ele tem um elítrio na coluna que o impede de andar. Se ele passar na Junção irá libertar o elítrio e poderia até voltar a andar.
  • Então fiz uma coisa boa, né Tia?
  • Não meu filho, o objetivo da encarnação dele é reajustar com este elítrio, se remover o elítrio, ele vai desencarnar, porque a encarnação perderá o sentido, agora se vire para tirá-lo de lá!
    Salve Deus!
    Outra situação é quando procuramos um curandeiro que possui o dom para remover os elítrios por pagamento, sem a permissão divina (sim, eles existem). O elítrio, retirado do corpo sem ter completado sua cobrança, ou sem ter sido concluído o reajuste, irá manifestar sua ira com muito mais intensidade ao perceber que sua oportunidade de reequilíbrio foi interrompida. O novo encontro será muito pior!
    Enfim, o destino de um elítrio dependerá sempre de vários fatores. A maneira como foi libertado, ou removido, o grau de reajuste cumprido e a própria trajetória espiritual daquele espírito que, embora inconsciente na forma de elítrio, ainda possui uma individualidade a ser respeitada. Outros fatores ocasionais, como um elítrio removido por magia negra, para ser usado como escravo por espíritos negativos, também poderia ser citado, mas é um tema extenso e digno de outros relatos.
    Kazagrande

Temos um Império Religioso! Tia Neiva

“Meus filhos,

Todos nós temos um problema, temos uma pequena dor para poder apagar dos nossos corações o império, a agressão, o espírito espartano! E então, pela bênção de Deus, não bastante estarmos num país de amor, num país de ordem como nós temos, estamos com uma Doutrina em nossas mãos.

Todo o mal que nós fizemos, Deus colocou em nossas mãos a cura. Vamos curar toda a revolta daqueles espíritos, daqueles que hoje já são elítrios, arraigados no ódio pelas grandes dores que nós causamos.

Hoje nós temos um império religioso! Somos espiritistas, temos em nossas mãos a Doutrina do Amanhecer. Uma Doutrina que você, em todo instante da sua vida tem um lindo cabedal nas mãos, para ajudar os outros. Estão aqui, estão aqui, vocês todos, se preparando para esse império religioso, para ajudar aos nossos irmãos.



Jesus olhando pra nós, nos vendo, vendo os nossos cuidados, vendo essa preparação com o Espírito da Verdade, pra quê? Por quê? Pra ajudar os nossos irmãos!

O nosso desejo é ser um grande doutrinador, e levantar um irmão que está caído. O nosso desejo é receber uma entidade maravilhosa, que possa manipular uma força e levantar um irmão em uma cadeira de rodas, levantar uma irmãzinha que está sobre a lama, um pai de família que está com uma enfermidade, que está ali agarrado, sofrendo com aqueles elítrios não deixando ganhar o pão para sua grande família, às vezes. Nós estamos aqui, aqui nos preparando para sermos verdadeiros cientistas, espiritistas, para levantar os males alheios.

Então meus filhos, não existe mal em nossos corações! Temos toda a evolução, e agora estamos esperando que as grandezas de Deus, que o poder de Pai Seta Branca ao lado de Jesus, venha nos trazer mais força, mais amor, mais esclarecimento.

Pai Seta Branca, enquanto nós nos preparamos pra tirar dos nossos corações o espírito espartano, Ele está também colocando o amor, retirando os nossos elítrios, todos aqueles que se dizem nossos inimigos!

Pai Seta Branca está trazendo para aqui, pra sua frente, aquele que lhe difamou, aquele que lhe maltratou… E em vez de uma disputa em uma tragédia dolorosa, você lhe dá a cura, lhe dá paz! É esse o nosso caminho meus filhos!

Essa missão maravilhosa que é ter, nos Templos do Amanhecer, essa oportunidade que Ele está nos dando!” 🌹

Tia Neiva

Junção Evangélica – Kazagrande

A Junção Evangélica é, como a Junção, um trabalho magnético em que se manipulam sete forças ectoplasmáticas de diferentes naturezas, projetadas pelo aton dos Doutrinadores, que aplicam os passes nos pacientes e vão atuando nos elítrios com o objetivo de os libertarem de suas ações negativas.

Um Doutrinador ficará com a responsabilidade de fazer uma triagem com os pacientes que vão saindo da Cura, convidando aqueles que foram indicados para passar na Junção para tomares seus lugares na Junção.

O Comandante da Junção, que tem que ser, no mínimo, um Centurião, providencia o maior número de Doutrinadores, que devem ser já Iniciados, e os coloca nas partes laterais, com o mínimo de sete mestres de cada lado.

Se houver impossibilidade de contar com um número maior de Doutrinadores – mestres e ninfas – pode o trabalho ser feito com o mínimo de sete, que aplicarão o passe em todos os pacientes, mesmo que estes estejam ocupando os dois bancos.

No Aledá, situado atrás do Comandante, ficam sentados sete Aparás – mestres e ninfas – que devem ser, no mínimo, já iniciados.

Enquanto aguardam o início do trabalho, devem ir emitindo mantras, harmonizando o ambiente.

INDUMENTÁRIAS

O Comandante não precisa usar a capa;

Os mestres e ninfas podem participar com qualquer uniforme: o branco, o marrom ou de indumentária.

A JUNÇÃO EVANGÉLICA

Estando correto o número de médiuns, devidamente posicionados, e com os pacientes distribuídos pelos dois bancos, pode ser iniciado o trabalho. Existe, ainda, a possibilidade de, na formação para o trabalho, haver pequeno número de pacientes, caso em que pode ser ocupado apenas um banco e serem somente sete Doutrinadores para dar os passes.

Acomodados os pacientes e os médiuns, após terminado o mantra que estiver sendo emitido, o Comandante toca levemente a sineta e dá início ao trabalho, abrindo o plexo e dizendo: (TEXTO DA LEI)

Todos os Doutrinadores ficam de pé, abrindo seus plexos (posição de antenas) e aguardam o Comandante fazer o convite às entidades: (TEXTO DA LEI)!

Os Aparás incorporam – podendo permanecer sentados ou ficar de pé – e os Doutrinadores iniciam o Hino da Junção, que deverá ser emitido, no mínimo, duas vezes, e começam a aplicar os passes nos pacientes, a partir dos mais próximos ao Aledá.

Os sete primeiros Doutrinadores vão, sem pressa e sem apertos, aplicando os passes e, havendo mais médiuns, estes vão ocupando harmoniosamente o lugar dos que se deslocaram para dar os passes, sempre com os plexos abertos e emitindo o mantra.

Após terminar o passe no último paciente, o Doutrinador vai até o espaço entre os bancos e faz a reverência na direção do Comandante, e retorna ao seu grupo, sempre emitindo o mantra e com o plexo aberto.

Enquanto os médiuns aplicam os passes, o Comandante emite três vezes a Prece Luz e aguarda o término dos passes e do Hino da Junção para, então, emitir: (…)

O Comandante toca a sineta e agradece às entidades incorporadas. Os Aparás, na medida em que desincorporam, vão ficando de pé.

O Comandante encerra o trabalho:

TERMINO ESTE TRABALHO DE JUNÇÃO EVANGÉLICA, PEDINDO AO SENHOR QUE ILUMINE A MINHA CONSCIÊNCIA PARA QUE SANTIFICADO SEJA O MEU ESPÍRITO ALGUM DIA! SALVE DEUS!

Em seguida, o Comandante agradece a participação dos médiuns e recomenda aos pacientes que sigam as instruções das entidades, informando que estão liberados daquele trabalho.

Os médiuns emitem o Hino do Doutrinador e saem, em harmonia, atrás do último paciente.

Não há chave de encerramento da Junção Evangélica.

Kazagrande