Pai João sobre Julgamento

Meus filhos, o maior desajuste é o julgamento! Assim já lhes ensinou vossa Mãe Clarividente e hoje venho para trazer a disciplina para os que não olham o que estão fazendo e ficam se preocupando com o quintal do vizinho.

Meus filhos é fácil julgar, não é? Mas como vai doer quando nos dermos conta de que aquilo que condenamos pode fazer parte de nosso futuro, do futuro de um ente querido…

Pare para ouvir a voz do seu coração e não se envolva com os que se dizem vítimas apenas com as palavras. As palavras podem lhe confundir, e tomar partido significa mergulhar no julgamento.

Nunca conseguimos saber exatamente os dois lados de uma história. E por mais que se possa colher todas as informações dos atos físicos, o ser encarnado não pode ver o que espiritualmente está acontecendo. Muitas vezes uma grande injustiça é o melhor reajuste possível para aqueles espíritos endurecidos.

Meus filhos, vossa Mãe Clarividente tantas vezes alertou para os grandes dramas da história da humanidade e quantas vezes narrou atos em que vocês mesmos participaram. Não é verdade? Até hoje, a cada nova descoberta, tenta-se reparar as injustiças cometidas contra tantos líderes outrora execrados pelo julgamento manipulado.

É difícil que alguém passe pela vida neste planeta de expiação sem sofrer uma calúnia, sem sentir o frio da desolação.

Lembre-se de seus próprios atos passados e de quanta dor já podem ter gerado. Você esquece, mas quem sofreu a ofensa, não!!! Assim que segue o ciclo vicioso do karma, que Nosso Senhor Jesus Cristo veio romper coma lei do Perdão, com a Escola do Caminho.

Alerto para jamais entrarem na sintonia do justiceiro! Quem nunca errou atire a primeira pedra! Não se revistam da máscara de uma sinceridade que ainda não possuem! Assumam primeiramente seus erros, reajustem com todos aos quais um dia você ofendeu por não saber amar e então terão a sabedoria para compreender que somente pode haver um juiz e um réu: você mesmo! O melhor juiz é o juiz de si mesmo.

Meu filho, o peso que usas hoje para condenar estará sempre em sua própria balança na hora que encontrar seus cobradores. Lembre disso sempre e semeie o perdão para sua própria jornada.

Pai João de Enoque

Quando os Cavaleiros chegam… Tia Neiva

“A cada dia está mais complicada a situação. Porém, tudo começa a tomar novos rumos. Estou me acalmando um pouco mais porque, nesta madrugada, fui conduzida a um pavilhão enorme, com alas de guardas como se não tivessem fim. E qual não foi minha surpresa? Um rico casal sentado em um trono… e foram me dizendo o que bem lhes interessava: “Neiva! – disse-me ele – Sei que estás vivendo as horas difíceis de um líder na Terra. Porém, tenha paciência. Muito em breve a Terra tomará novos rumos. Tudo o que estás atravessando é o final para uma transformação. Não percas as esperanças, porque milhares de pessoas estão aguardando os recursos de que você já dispõe. Não percas o bom humor! Por qualquer irritação, no seu subconsciente, há uma pequena regressão no campo de sua evolução e de sua força. Não percas a tolerância. Além da planície, surge a montanha e, depois da montanha, surge o horizonte infinito… Não percas tempo, e vá servir, porque vieste para servir! Neiva, hoje ou amanhã prestarás conta de tudo… Pense na paciência inesgotável de Jesus!…” – Onde estou? – por fim perguntei. “Estás na Legião do Grande Mestre Lázaro. Deus te abençoe, Neiva. Estamos aqui por sua missão!” Despertei, sentindo-me como um leão, e, em Cristo, o amor dos justos. Que Jesus me ilumine.”

(Tia Neiva – Pequeno Diário, 10.10.78)

Evocação do Reino Central – Tia Neiva

Salve Deus!

Oh! Bendita Luz do Reino Central! Força absoluta que vem de Deus misericordioso.

Emite em meu coração, para que eu possa conservar a tolerância de compreensão, Que todo amor fraternal da herança transcendental, possa impregnar o meu sol interior, fazendo-me sentir o prazer deste mundo, que ainda vive o meu plexo físico.

Emite, também, Oh! Simiromba, meu Pai, o meu anodaê, que me dá alegria de viver e fortalece os três reinos de minha natureza.

Oh! Grande Oriente de Oxalá! Faze com que as forças se movimentem em meu favor e com elas, eu possa deslocar-me para outros mundos, também, em favor de alguém menos esclarecido ou que, Necessitado da força luz do Jaguar, possa dispor do meu amor.

Oh! Simiromba, meu Pai! Esta e a hora de minha meditação e, que me faz lembrar os meus entes queridos, os meus amores e aqueles que se dizem meus inimigos. Sinto as forças que se deslocam e se projetam em todo o meu ser, fazendo-me feliz.

Salve Deus!

A Mãe em Cristo,

Tia Neiva

Vale do Amanheer – DF. 29 de Janeiro de 1979

Obs: Disponha, filho, desta prece, escolhendo as frases que te interessarem para tuas invocações.

Carta de Tia Neiva sobre hierarquia transcendental e Trino Ajarã

Meus filhos Jaguares Salve Deus!

Filhos é preciso saber que aqui temos um roteiro de nossas vidas. Filhos ensinaram a vocês o conhecimento que temos de uma bagagem, quando em nossas passagens aqui na terra, cuja bagagem não lhe dá o direito de errarem em seus caminhos espirituais. Sinto dizer a vocês que não é tão fácil uma conduta doutrinária sem erros. Sempre lhes falei que a conduta doutrinária é o caminho para a sua HIERARQUIA TRANSCENDENTAL. O teu sacerdócio é o teu ORÁCULO. Quando você entra para um ADJUNTO, você deposita sua herança transcendental nas mãos de um MINISTRO, que passa a te reger. Não deve ser tão fácil você tomar daquele Ministro o que você depositou e dar a outro Ministro. Alguma coisa não fica bem naquela contagem. O Ministro gastou muito com você ou você gastou muito confiando no seu Ministro. Você se esquece, porém, o Ministro, não. Por isto, eu digo sempre a vocês, venho de um mundo onde as razões se encontram, não temos erros.

Existe muitas causas que foi preciso mudar de adjunto. O que não foi preciso pode sofrer algumas influências. É preciso falar com o Coordenador, que é Gilberto Zelaya, meu filho, TRINO HERDEIRO AJARÃ, e receba com ele as explicações, e escute onde estão as causas.

Graças a Deus foi uma das coisas boas que Deus colocou no meu caminho, porque ele tem a capacidade de ver os motivos de vocês chegarem até a mim.

Com carinho, GILBERTO ZELAYA TRINO HERDEIRO AJARÃ, tenho certeza que fará ao meu lado, numa harmonia mandada pelo Pai Seta Branca, que eu sempre preciso.

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO JESUS, Tia Neiva.

Vale do Amanhecer, 17 de maio de 1984.

História do povo da centúria? Misticismo! Kazagrande

Muitos dos nós procuram a “história do seu Povo” (aquele que recebemos ao Consagrar Centúria) e, encontrando os “sabetudo”, acabam por vezes saindo com fantasias a respeito deste tema.

Meus irmãos, muito pouco ou quase nada se falou sobre o “Povo”, e Tia Neiva nada deixou sobre qualquer povo especificamente! Qualquer coisa que tenha visto sobre algum “povo”, que recebemos na Centúria, tenha certeza que é a mais pura invenção.

A única referência que temos é que o “Povo” é a sua linhagem espiritual. Representa todos seus Mentores e Consagrações. Somente isso!!!

Desta forma, quando invocar, ou mentalizar, o seu povo (Aruçay, por exemplo), estará vibrando em todos os mentores que lhe assistem, sem invocar a cada um individualmente. Além disso, nada foi deixado.

Existem diversos pontos em nossa Doutrina que não foram “avinhados” (esse era o termo que Tia usava), ou seja, não foram colocados em prática verdadeira. Porém a orientação sobre invocar o Povo, trazendo assim toda sua origem espiritual, isso foi dito, mas também não foi escrito.

Sem mistérios e fantasias!

Kazagrande

Caridade nos Tronos – Adjunto Yumatã

“Você vê que falta tanto que ainda não se concebe…. Templo cheio de médium, e o mestre tem que ir no radar convidar médium apara e doutrinadores para ir para um trono para atender. Que é a maior lei do auxilio deste universo, que é onde você factura alto em bónus. Uma hora num trono atendendo pacientes talvez ganhe tanto bónus até como fazer um dia de retiro completo, quem sabe! Porquê é que tia doente (…) ficava até de madrugada atendendo pacientes? (…) Pela alta factura de bónus-hora que ela ganhava!”

Palestra “Estrela de Neruh” – Mestre Caldeira

Pagamento pelo trabalho medíunico? Consequências cármicas

Um médium não pode cobrar e nem receber coisa alguma como pagamento de seu trabalho na nossa Doutrina. Nem, sequer, um simples agradecimento, porquanto tudo o que faz, que realiza, é pelas energias que os Planos Espirituais lhe concedem, sendo ele apenas um instrumento dessa grandeza.
Deve evitar, quando se desloca a lares e escritórios para a realização de um trabalho especial, lanches e refeições.
O seu trabalho já é plenamente recompensado pelo que recebe da Espiritualidade, suavizando seu carma.
Jamais devemos afrontar um Espírito de Luz com a tão usada frase “Deus lhe pague!”, porque a Espiritualidade trabalha com amor, dedicada na caridade e na misericórdia, sendo, também, instrumento do poder de Deus Pai Todo Poderoso, cuja Força e Luz se propagam através dessas Entidades, chegando até nós e se colocando ao nosso dispor para a ajuda aos nossos irmãos encarnados e desencarnados.
Não há pagamentos – só amor, amor incondicional, que jamais poderá estar ligado a qualquer forma de pagamento, nem na Terra, nem no Céu.

Historia…
“Pai Juvêncio e Zefa eram os únicos que tinham coragem de ir até a um lugarejo por nome Abóbora.
Certa vez, chegando na entrada da cidadezinha, encontraram uma menina, meio desacordada, nos braços da mãe.
Pai Juvêncio chamou Zefa e cochicharam nos ouvidos da menina e a benzeram, retirando aquele espírito, e a menina ficou boa.
Tânia, a mãe da menina, deu algumas frutas como pagamento da cura, pedindo desculpas por não ter mais nada.
Pai Juvêncio e Zefa comeram as frutas, trataram de negócios em Abóbora, e voltaram para a fazenda.
Felizes, chegaram em casa, mas, ao atravessar a soleira da sua porta, suas barrigas começaram a doer, a doer tanto que chamaram Vovó Cambina da Bahia. Mas nada fazia passar aquela dor.
Uma porção de conjecturas: seria veneno? As desinterias pioravam e as dores aumentavam.
“Pobrezinhos – dizia Pai João -. Resolveram tantas coisas boas para nós! Deve ser alguma provação, Deus testando seus corações…”
Todos já estavam ao redor da fogueira, aguardando que melhorassem, quando Jurema, que estava ao lado de Pai Zé Pedro, se levantou bruscamente. Apontando para os dois, que estavam abaixadinhos na roda da fogueira, gemendo de dor, disse:

  • Eles comeram prenda ganha pela sua caridade! Pena Branca não quer que a gente ganhe nada em troca do que se faz na Doutrina. Vovô Agripino lhes disse que a gente só aprende com o espinho fincando na carne. É, Pai João, todos nós temos um espinho na carne!…
  • Oh, meu Deus! – gritaram os dois em uma só voz – Sim, estamos conscientes!
    Vovó Cambina já estava chegando com uma cuia de chá. Eles tomaram e contaram o que havia se passado em Abóbora.
    Todos abraçaram os dois por sua ação, mas entenderam a lição: Juvêncio e Zefa haviam comido prenda pela caridade que fizeram… Sim, receberam pagamento e Pena Branca não gosta nem de presentes e nem que se cobre pela caridade que se faz!
    Zefa e Juvêncio passaram mais três dias com dor de barriga. Tudo foi alegre, e passou.
    Eufrásio, que agora era conselheiro do grupo, achou muito importantes dois fatos: primeiro, Pena Branca não aceitar pagamento pelo trabalho mediúnico e, segundo, a denúncia de Jurema que, em sua clarividência, viu o que se passou. O pobre casal fora lesado por suas mentes preguiçosas.”

(Tia Neiva, 7.3.80)

Seja bem-vindo! Divulgação do Vale do Amanhecer e do seu Acervo Doutrinário. A resplandecer desde Dezembro de 2018!

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