Segundo o Trino Araken, em aula de 18.6.81, os Murumbus são bandidos do espaço, espíritos terríveis comandados pelo espírito que foi encarnado como o Cardeal Richelieu, na França, que agem no Umbral e atacam todos aqueles que se deixam ficar perambulando pelas regiões sombrias, sem se protegerem em um Albergue, e escravizam outros espíritos.
Quando um deles tem um reajuste com um ser encarnado, em qualquer época, se acrisola e se torna um elítrio, causando malefícios terríveis, mas que pode ser libertado pelos trabalhos de nossa Corrente. “A corrente se desequilibrou. As coisas estão tomando um triste rumo. Vamos pedir a Jesus pelo sofrimento resultante do amor às almas em fogueira. Se cada um conhecesse sua ignorância, quanta coisa pensaria fazer pelo homem.
Hoje, quando vi os Murumbus que, até então, estavam presos pela corrente, tive medo do desespero que eles podem fazer neste mundo ou nestas imediações.
Graças a Deus os mestres se juntaram na Mansão dos Encouraçados na Terra. Estamos nós reunidos, pela bênção de Deus, porque é o maior lugar onde se pode manipular a força do Jaguar.
Esta noite morreram mais assassinados. Quem não pode dizer que é a força dos Murumbus?” (Tia Neiva, 21.10.78)
Falanges do Mestrado
Na Doutrina do Amanhecer, pelo plexo Iniciático de seus médiuns, tornou-se possível à formação de falanges dos mestres e ninfas, com seus segmentos nos planos espirituais. Em 1976, formaram-se grupamentos reunindo, de acordo com suas missões de origem, os espíritos ingressados como médiuns de nossa Corrente:
AMANHECER – Falange de médiuns ligados diretamente na condução da Corrente, sob a regência de Koatay 108, preparados para a manipulação de todo e qualquer tipo de força que se faça projetada para a realização de um trabalho ou ritual.
ANUNCIAÇÃO – Falange que tem, sob a regência da Princesa Janara, como principal missão a harmonização mental, o que provoca o perfeito entrosamento e harmonia na aplicação das leis e orientações para a realização dos diversos trabalhos e rituais. Sua cor é o verde água.
ASCENÇÃO – Sob a regência da Princesa Iramar, os médiuns desta falange se dedicam à manipulação das forças desobsessivas, aplicando seus poderes de desintegração e reintegração nos diferentes trabalhos e rituais, principalmente na ajuda a pessoas desesperadas ou desorientadas, fazendo com que recuperem sua visão interior e tenham melhores condições para o enfrentamento de seus problemas físicos e psíquicos.
CONSAGRAÇÃO – Reúne médiuns que se realizam com os rituais das grandes consagrações, especialmente da Iniciação, Elevação de Espadas e Centúria, atuando sob a regência da Princesa Janaína, manipulando forças que se deslocam das Sete Raízes para a evolução espiritual de Aparás e Doutrinadores. Sua cor é vinho.
CRUZADA – São médiuns que, regidos pela Princesa Jandaia, atuam na aplicação das forças cruzadas que agem nos Tronos, na Mesa Evangélica e na Linha de Passes, proporcionando perfeito equilíbrio e harmonização para sua distribuição nos plexos dos pacientes. Sua coloração é vermelho e branco.
ESTRELA CANDENTE – Falange de médiuns que, sob a regência do Ministro Janatã, manipulam, essencialmente, as forças desobsessiva e balsâmicas da Estrela Candente, da Estrela Sublimação e do Turigano, sempre com grande participação na aplicação das forças trazidas pelas grandes amacês. Sua cor é a azul piscina.
REDENÇÃO – Sob a regência da Princesa Juremá, são médiuns que manipulam, preferencialmente, as forças do desenvolvimento mediúnico e da evolução espiritual, centrados no objetivo de mostrar os diferentes caminhos para o progresso espiritual dos médiuns, de acordo com as possibilidades de cada um.
RESSURREIÇÃO – Médiuns que conseguem polarizar, sob a regência de Oxalá, as forças recuperadoras das deformações de espíritos cobradores, especialmente dos elítrios, aliviando os efeitos de suas ações e propiciando a diminuição de suas atuações. Esta falange age com maior intensidade nos trabalhos de Cura e Junção.
SACRAMENTO – Reúne médiuns que, sob a regência da Princesa Iracema, se realizam com os rituais de Casamento, Batizado, Bênção de Pai Seta Branca e dos Ministros, ocupando-se na preparação do sal, do perfume, do vinho e das palhinhas usados nos trabalhos. Sua cor é o azul pavão.
SOLAR– Sob a regência dos Pretos Velhos, estes médiuns se destaca nos trabalhos em que atua a Legião do Divino Mestre Lázaro, especialmente nos Abatás e Alabás, proporcionando a harmonização e equilíbrio vibracional nos lares e locais de trabalho material dos médiuns.
SUBLIMAÇÃO– Na regência da Princesa Jurema, estes médiuns têm a vocação para a manipulação das forças das cortes dos diversos rituais, sendo especialmente portadores dos poderes que ajudam os espíritos a se desligarem do plano físico, com grande influência, por sua intensa atividade aglutinadora das forças cósmica e extracósmica, no perfeito equilíbrio das vibrações nos diversos setores de trabalho e no Templo em geral. Sua cor é o preto.
UNIFICAÇÃO” – Médiuns que, sob a regência de Olorum e Obatalá, são agentes distribuidores das forças destes dois Oráculos, de forma equilibrada e polarizada, ampliando a potencialização da dispersão e absorção desses raios que chegam, especialmente no Randy, na Junção e na Indução, e atuam, em diferentes níveis de concentração e capacidade de participação dos médiuns e pacientes presentes naqueles trabalhos. Tia Neiva
Ser Agla
Ser uma AGLA significa estar no Segundo Verbo. Na Cabala Hebraica, Agla é uma palavra à qual se atribuem poderes para expulsar os maus espíritos. É formada pelas iniciais das palavras Athat, Gabor, Leolam e Adonai, tendo como significado “Poderoso e Eterno Senhor”. ADONAI é um dos 72 nomes que os antigos Magos davam ao autor da criação e, especialmente, invocavam este para determinadas operações da Magia. Em Hebraico, quer dizer “Meu Senhor”, sendo usado para designar Deus, Soberano Absoluto. No Antigo Testamento foi usado para substituir Yavé, pelos Judeus.
Por exemplo: estou no Segundo Verbo sou uma AGLA! Só podemos nos dar ao luxo de ser uma Agla quando temos consciência de todas as coisas e passamos pelas dores da Terra.Salve Deus!
Robertinho – Raio Lunar
O que é o Abatá?
O Abatá é um trabalho de forças que se deslocam em eflúvios curadores da Legião de Mestre Lázaro. É, também, uma energia vital, extra-etérica, manipulada na conduta de uma emissão, forças centrífugas que podem fazer um fenômeno físico. É, também, uma força esparsa para os que gostam de brincar! Engrandece muito o médium em sua vida material. Se muitos abrirem suas emissões, aumentarão as heranças transcendentais e os fenômenos também irão aumentando, ou melhor, irão crescendo e iluminando. Sem muita precisão de horários, um Koatay 108 Harpásios e os demais componentes que sentirem necessidade podem realizar este trabalho Indiano, dos homens andarilhos, que diziam: no ciclo de um Abatá tem um povo celestial: médicos, curandeiros, enfermeiros, negociantes, enfim, tudo o que o Homem precisa na sua hora. O Abatá cura todas as dores!” (Tia Neiva, 22.4.84)
· “Lá (no Vale Negro, no Canal Vermelho) tinha comícios de todo jeito. Gente eufórica, se maldizendo e vibrando em outros aqui na Terra. Um triste espetáculo. Aquele trabalho constante. Grupos enormes fazendo Abatás, outros emitindo aqueles enormes sermões. (…) Uma das coisas mais bonitas que vejo ultimamente são os Cavaleiros Caçadores da Legião de Mestre Lázaro. E acredite, filho, que estamos chegando ao tempo dos Caçadores! Mas, para chegar a esse tempo é preciso o Abatá dos Caçadores. É preciso que o Jaguar conheça bem seus sentimentos, suas vibrações, e se desarme contra seus vizinhos, sabendo que o Homem-Luz só está evoluindo quando não mais se preocupa com o seu vizinho.” (Tia Neiva, 11.9.84)
· “O Abatá é um trabalho de muita precisão e harmonia, em que se deslocam eflúvios curadores das Legiões do Mundos Verdes. É, também, energia extra-etérica, manipulada na conduta doutrinária de uma emissão. São forças centrífugas que podem fazer um fenômeno físico, distribuindo eflúvios por todo este Vale, por toda esta Brasília, para benefício dos hospitais, presídios, sanatórios, onde houver necessidade de tudo que precisarem das Legiões de Deus Todo Poderoso e dos luminosos Quintos de Jesus. Na Índia antiga houve uma época em que o povo, em fase de decadência, foi submetido a grandes catástrofes e enfermidades. A Espiritualidade, procurando favorecer àquele povo, programou o surgimento dos grandes Abatás. Os homens santos, missionários, peregrinavam pelas aldeias e pelas casas e, em rituais precisos, distribuíam a cura desobsessiva dos enfermos, dos cegos, dos mudos e dos incompreendidos, dizendo: no ciclo de um Abatá tem um povo celestial: médicos, curandeiros, enfermeiros, negociantes, enfim, tudo que o Homem precisa na sua hora.” (Tia Neiva, 19.9.85)
Livro de Leis e Chaves Ritualísticas – Trino Arakém
Amigos e Inimigos – Trino Tumuchy
Você vai encontrar muita gente no Vale. A maioria você não conhece, mas sempre encontrará alguns que conhece. Pode até encontrar alguns amigos e alguns inimigos. Ou pode acontecer de você antipatizar com alguns ou simpatizar
com outros. Bem, isso acontece em qualquer outro lugar da vida, não é verdade?
Então qual é a diferença?
A diferença é que no Vale do Amanhecer só existem dois tipos de pessoas: Médiuns e Clientes! O Vale só reconhece duas qualidades: a mediunidade ou a necessidade.
Sabedor disso você terá que se educar para agir de acordo. Tanto o desenvolvimento mediúnico como a busca de lenitivo para a dor são feitos no Vale como a última esperança da pessoa. Logo, a probabilidade e que as que chegam
ao Vale talvez não sejam as melhores pessoas, os mais “bonzinhos” da comunidade. Mas, seja pela mediunidade do Médium ou o Médium pela sua mediunidade todos estão procurando conscientes ou não se integrar na sua
individualidade, no seu mundo espiritual e é isso que as tornam diferentes!
A Doutrina que você está recebendo é de amor, tolerância e humildade e essas são as únicas coisas que as pessoas estão esperando de você. Não tente ser amigo nem admita ser inimigo de ninguém no recinto do Vale. Seja apenas o
Médium e evite ser o cidadão. O Médium não faz negócios, não namora, não discute futebol, nem pede dinheiro emprestado. Isso quem faz é o cidadão. E você só é cidadão depois que atravessou o portão do Vale e entrou na estrada. Quando você atravessou o portão para entrar, você deixou o cidadão lá fora e se tornou o Médium.
Trino Sol Tumuchy
Mario Sassi
Fascículos Instruções Básicas
A volta do Jaguar – Tia Neiva
“Meu medo é que nossa irresponsabilidade nos jogue para o alto ou melhor, a vivência de dois mundos nos perturbe e nos desvie da nossa meta.
Todas as religiões ou doutrinas nos ensinam, porém a volta do Jaguar nos deu confirmações muito fortes, mais fortes do que está nossa natureza.
É chegado o tempo se Deus me permite quero fazer ou levar vocês ao mais alto pedestal desta doutrina.
Filho, é simples demais todo este acervo Deus em sua melodia está nos entregando.
Juntos nós seremos o nosso próprio Juiz, o que não é bom, quando vivemos a nossa própria individualidade.
Hoje, já me preocupo com a maneira do nosso comportamento, porque meu filho Jaguar, a ciência também já se preocupa.”
Tia Neiva – Trecho da Carta “Cavaleiro da Lança Vermelha” – 29.04.1985
A defumação (Acervo Tumarã)
Na defumação utilizamos uma mistura apropriada de essências que, ao queimar, expelem uma fumaça impregnada de energia desintegradora que, junto às energias invocadas pelo médium, age como um filtro que retira as impurezas da aura e activa os chakras, afastando irmãozinhos de baixo padrão vibratório e desintegrando vários tipos de cargas negativas. Nos pacientes, age como factor de desimpregnação de cargas que, porventura, persistam em suas células e órgãos após passarem pelos outros trabalhos. Para os médiuns, também, actua da mesma forma. Por isso, após alguns trabalhos, é feita a defumação, como nos Julgamentos e Aramês, para que possa haver desimpregnação daqueles que foram libertados. Na Indução, a defumação afasta as cargas negativas dos pacientes e limpa a aura dos médiuns que vão participar do trabalho, propiciando-lhes condições de manipular correctamente as energias que se fazem presentes. No Templo, o trabalho de Defumação é realizado no Sudálio, enquanto nos Templos do Amanhecer é feito na Mesa Evangélica. Tem sua Lei, escrita em 5.11.84 por Koatay 108, no Livro de Leis. Pode um médium, de preferência um Doutrinador, fazer uma defumação em seu lar, no local de trabalho material ou em
qualquer outro lugar onde sinta cargas negativas. Para isso, o médium prepara o defumador e, tão logo esteja pronto, faz uma abertura simples do trabalho e vai defumando, vagarosamente, o ambiente enquanto emite preces e pede que aquelas cargas ou influências negativas sejam afastadas. Inicia pela porta por onde entrou e vai contornando as paredes da esquerda para a direita, fazendo uma espiral que termina no centro do local que está defumando, e, então, passa a outro local. Deve dar uma atenção muito especial aos cantos e quinas das paredes e vãos de armários e escadas, locais onde se depositam a maior parte das cargas negativas. Passa de um cómodo ou de um ambiente a outro, sem interrupção. Após terminar, faz seu agradecimento à Espiritualidade Maior e aos seus Mentores e encerra o trabalho.
Observações Tumarã – José Silva
O que é fé? Adjunto Gueluz
A palavra “fé” vem do latim (fides), do qual vem também a palavra “fidelidade”, qualidade de quem é fiel. Para os romanos, fé significava a materialização da palavra dada, o compromisso cumprido. Assim, a fé em Deus é a certeza de que a palavra Dele será sempre cumprida.
Muitos confundem Fé com a simples ideia de querer, ou crer intensamente. Mas Fé é atitude! É agir movido pela certeza do Amor Divino e da Divina Justiça. Não é ficar inoperante, à espera que Deus faça as coisas por nós. Ele nos dotou de todas as condições para fazê-las e nos concedeu liberdade para agir.
Quem vive a fé produz boas obras, assim como as boas árvores produzem bons frutos. Fé não é crença, é convicção, é certeza! Fé é a certeza que resta quando todas as outras deixam de existir! Quando temos fé, seguimos determinados por caminhos que outras pessoas julgariam ser impossíveis.
Fé não é teoria, é prática. Viva sua fé e você chegará a lugares muito melhores do que aqueles aos quais sonhou chegar. Faça por merecer o Amor que Deus dedica a você em cada segundo de sua existência!
Adjunto Gueluz, Mestre António Amoras
Realização na Doutrina – Tia Neiva
Somos muito realizados nesta Doutrina! Salve Deus!
E por isso, talvez, muitos de vocês se empolgam nestes conhecimentos e começam a insistir com as pessoas para se desenvolverem. Eu até não me importo!…
Então, depois, começo a me recordar desses erros que eu também já cometi. Quero alertar vocês, quero explicar para que tenham muito cuidado: cortem esses convites! São muito perigosos e nos trazem, inclusive, perigos pessoais, atrasos…
Em 1960, quando eu iniciava meu mestrado no Tibet, me apareceu uma família: uma viúva com um filho de 25 anos, mais ou menos, que bebia muito, casado e com dois filhos.
Eu achava – como vocês – que o Homem só se realiza quando se desenvolve. E pronto!
Comecei a insistir com aquela família para vir desenvolver aqui. Entre outras coisas, disse-lhes que o rapaz, com o desenvolvimento, ficaria bom. E ele ficou muito ligado a nós, e todos começaram a se desenvolver.
Um dia, vi o quadro do rapaz: em mais ou menos um ano ele ia morrer!
E então me arrependi de tê-los trazido para a UESB.
Mãe Nenê era quem se encarregava, com todo o amor, de doutrinar aquela família.
E o rapaz – o Zé Ratinho, apelido que tinha desde criança – ia à UESB por brincadeira. Mas deixou de beber. Ele ia à UESB para ficar na “rodinha”, totalmente sem sentimentos, sem qualquer coisa.
Um dia, um telegrama: o rapaz fora jogar bola, em Belo Horizonte, e morrera com um mal súbito.
Foi um choque terrível para todos, mas eu já esperava por isso. A reação da mãe é que me surpreendeu:
começou a se lastimar, dizendo que aquilo era castigo, porque haviam sido sempre tão católicos e agora não eram mais… haviam matado o seu filho querido por se tornarem espíritas!…
E isso durou muito tempo. Diziam, me culpando, que aqui só existia feitiçaria e tudo o mais. E eu tive a maior decepção do mundo com minha assistência àquela família.
Certa vez eu estava no Canal Vermelho quando ouvi uma voz chamar:
– Irmã Neiva! – e me deparei com o Zé Ratinho. Nessa época, todos me chamavam de Irmã Neiva.
Ele falou:
– Oh, Irmã Neiva, graças a Deus! Por que não aproveitei mais? Mas, por que Mãe Nenê não está aqui? Por que, por que não ouvi mais Mãe Nenê? Ela com aquela doutrina dela… Enjoada, né? Enjoada…
mas graças a ela que estou recebendo uma luzinha aqui! A senhora está boa, né, Irmã Neiva?
Então vi que ele jogara fora tudo o que eu tinha feito, todo aquele sacrifício. O que valera a ele, afinal, tinha sido a doutrina de Mãe Nenê! Fiquei decepcionada. Eu, que fizera tudo de bom (que naquele tempo eu pensava), via que a única coisa boa fora a doutrina de Mãe Nenê.
Mãe Tildes foi me dar uma explicação:
– É mesmo, filha. O Homem só sente, só é atingido depois que nasce quando ele tem qualquer convicção da vida fora da matéria, quando ele tem vontade…
E Mãe Tildes me explicou que minha missão aqui é esclarecer ao Homem a Doutrina, mas no coração e na mente…
Tia Neiva
Crises Existenciais – Pai João de Arruanda
É preciso coragem para modificar, para decidir e ousar. A vida, meu filho, só permite a vitória daqueles que ousam. que decidem, que realizam. Quando a crise visita os meus filhos, é que já é hora de modificar alguma coisa. A crise é sentimental? É preciso modificar a visão a respeito de si e do outro e promover as mudanças.
O amor só sobrevive se for alimentado, adubado e regado com carinho, doçura, pequenos gestos; enfim, uma série de coisas aparentemente pequenas, muito importantes para manter a vida sentimental. A crise é econômica? Que tal modificar a forma de gerenciar sua vida, seus negócios e suas próprias aspirações?
A crise, quando se apresenta na área social, é um convite à reavaliação de suas posturas, de sua forma de ver a vida e de seu envolvimento com o mundo e a sociedade. É preciso que as pessoas se sintam apaixonadas. Sem envolvimento. sem apaixonar-se por uma idéia, uma pessoa ou um ideal, a vida parece perder o sabor.
Qualquer crise, meu filho, é uma forma mais direta que a vida encontra de nos dizer que temos de modificar algo ou nós mesmos. Isso não é fácil, eu sei! Mas é possível realizar, os desafios existem para estimular a gente a crescer e encontrar uma saída mais simples, ou para nos empurrar rumo a uma solução que está muitas vezes ao nosso lado o tempo todo. É que a gente se acostuma fácil com a boa-vida e se acomoda.
“Deus ajuda a quem cedo madruga” — esse aforismo popular é um reflexo da mais pura realidade.
É preciso começar cedo a se organizar e procurar soluções. Quando falo em organização, meus filhos acham que é algo difícil de realizar. Mas afirmo que as coisas só são difíceis enquanto você achar que é difícil.
Quando os meus filhos decidirem que é preciso, que é possível, e assim aliarem sua vontade de realização ao conhecimento de sua necessidade, aí será fácil. Reclamar, chorar e adiar decisões não resolve problema algum.
Aliás, meu filho, tem algumas coisinhas que você poderá fazer em benefício próprio. Não adie aquilo que você tem de fazer. Adiar é uma forma de sabotar a si próprio.
Não procure culpados ou culpas, vá atrás de soluções e assuma sua responsabilidade. Aprenda a se organizar e agir.
Meus filhos estão acostumados a reagir e, então, não conquistam a vitória. Choram e lamentam, mas ainda isso é uma reação.
Seja uma pessoa ativa. Em vez de reagir, aja. Uma ação é muito mais inteligente do que uma reação.
É preciso ter coragem para mudar. As crises são o grito da vida nos chamando à modificação.
Pai João de Aruanda